quinta-feira, 14 de julho de 2016

Rio 2016: Marily dos Santos tem vantagem em relação ao clima da prova

Por Christina Volpe | 29/06/2016 - Atualizada às 12:20 - http://www.webrun.com.br/

Atleta baiana é uma das representantes brasileiras na maraton e costuma treinar em locais quentes assim como o Rio

Pela segunda vez a atleta Marily dos Santos está na lista de convocados para representar o Brasil nas Olimpíadas. A maratonista alagoana, radicada na Bahia, concluiu sua participação olímpica em Pequim na 51ª colocação, com o tempo de 2h38min10. Segundo Marily uma mudança de índice feita pelo conselho técnico fez com que sua ida a Londres fosse adiada. Mesmo assim, a atleta que veio de uma família de lavradores e correu sua primeira prova aos 17 anos, terminando na quarta colocação, promete dar seu melhor no Rio de Janeiro.
A atleta está animada com a oportunidade de correr em seu país, tão perto da torcida. “Tudo é inédito nesse caso. Não vamos precisar fazer longas viagens, ajeitar o fuso ou se quer sentir muita diferença de clima. Isso faz com que a pressão natural de representar o Brasil diminua”, diz. Marily acredita que pode haver algum tipo de vantagem sobre os estrangeiros, já que desta vez eles precisarão se adaptar ao clima. “Algumas atletas correm bem em clima quente/úmido, mas uma grande maioria sofrerá para encaixar o ritmo, como fazem quando estão em locais abaixo de 15 graus e umidade favorável”.
Como Marily treina em temperatura parecida com a do Rio, ela pretende chegar apenas 15 dias antes da competição. “Chegar muito antes da prova pode gerar uma ansiedade desnecessária. Vamos mais para prevenir um cansaço da viagem, já que até a alimentação será parecida com o que estou acostumada”, explica.
Marily no Pan de Toronto em 2015 Foto: Washington Alves/Exemplus/COBMarily no Pan de Toronto em 2015 Foto: Washington Alves/Exemplus/COB
Pode pedir música no Fantástico?
Esta é a terceira vez que a atleta consegue o índice olímpico, sendo sua segunda participação em Olimpíada, já que em Londres, no ano de 2012, segundo ela, foi criado um índice mais apertado que o da IAAF, pelo conselho técnico, assim Marily acabou não participando. “Não estou com marcas fabulosas, mas sempre mantenho uma regularidade com tempo para índice de Olimpíada, Pan e Mundial. Isso me dá certeza que estamos trilhando um caminho certo no planejamento”.
Planos após as Olimpíadas?
“Quero viver esse momento como se fosse único. Como se nenhuma nostalgia do que foi feito antes na carreira interferisse e nem sonhos e planos do que fazer depois. O momento é agora, depois que isso tudo passar o que vier é lucro”, estas foram as palavras de Marily para seu futuro. “Tenho uma carreira bela e construída com integridade e toda uma vida a desfrutar depois, não desejo ficar apegado nem ao antes nem ao que virá!”, diz.
Cenário do atletismo após Rio 2016
A atleta acha que a realidade será desafiadora para os dirigentes. “Temos que criar novas gerações de ídolos, mas também aproveitar o momento olímpico e buscar talentos. Procurar informações com os treinadores que revelaram talentos atuais é essencial, além do incentivo a pratica nas escolas e zonas rurais”, explica.

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