sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Caio Bonfim fica entre os top 10 também nos 50 km e bate recorde brasileiro

19|08|2016 - 11:56 | Benê Turco/Maiara Batista - Assessoria de Imprensa da CBAt/JO 2016





Caio Bonfim, durante a disputa dos 50 km (WAGNER CARMO/CBAt)

Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Mais um grande resultado conseguiu o brasiliense Caio Bonfim em prova de marcha na Olimpíada de 2016. Depois do quarto lugar nos 20 km, ele ficou novamente entre os top 10 na disputa dos 50 km, pelos Jogos do Rio. A competição foi realizada no Pontal, no Recreio dos Bandeirantes, na manhã desta sexta-feira (dia 19), ele foi o nono colocado. Os três primeiros colocados foram, pela ordem, o eslovaco Matej Tóth, com 3:40:58, o australiano Jared Talent, com 3:41:16, e o japonês Hirooki Arai, com 3:41:24.

Além da boa colocação, Caio foi o melhor entre todos os representantes dos países das Américas. E ainda marcou novo recorde nacional, com 3:47:02. O recorde anterior era 3:55:26 e pertencia ao catarinense Jonathan Riekmann, que desta vez foi o 29º, com 4:01:52.

"Foi uma prova difícil", reconheceu Caio. "Não pensei em nenhum momento em como chegar aos 50 km. Na verdade, fui tomando as decisões a cada km. Estava ainda um pouco cansado porque os 20 km tinham sido duros também. À medida em que vencia o percurso eu ia me animando. No final, acho que até podia ter ficado em oitavo lugar", disse o atleta.

Mas ele comemorou muito a nona posição. "Quero agradecer a todos que me ajudaram na carreira e também ao público que veio apoiar os participantes da prova. Foi muito importante para nós", afirmou o atleta. "Sei que posso melhor muito ainda, mas não decidiu ainda se vou continuar só nos 20 km ou se vou fazer as duas", completou.

Aos 25 anos, Caio sabe que tem pelo frente no mínimo um ciclo olímpico para competir no auge. Treinador por seu pai, João Sena, ele tem sido acompanhado nas viagens também por sua mãe, Gianetti Bonfim, antiga campeã brasileira de marcha.

João Sena lembra que Caio pode evoluir por participar de competições importantes no exterior. "Tivemos apoio de muitas instituições, como a CBAt, COB, CAIXA, Governo do Distrito Federal, enfim, agradecemos a todos", diz o técnico do CASO, da cidade-satélite de Sobradinho, equipe de Caio.

Jonathan Riekmann, por sua vez, lembrou que já havia competido no percurso (no Campeonato Ibero-Americano, em maio, que foi o evento-teste). "Conhecer o percurso ajudou bastante", disse o marchador treinador por João Cesar Sendeski e que defende a AABLU. Este ano ele havia batido o recorde brasileiro de Mário José, ao fazer 3:55:26 em Dudince, na Eslováquia. "Foi muito bom ter competido aqui e concluído a prova", disse Jonathan, que fez uma grande prova de recuperação. Ele estava em 47º lugar no km 20, melhorando para a 27ª posição no km 30 e para 27º no km 40.

O paulista Mario José dos Santos Junior, treinado por Adauto Domingues e atleta da BM&FBovespa, foi o terceiro brasileiro na prova. Ele parou depois do km 15, porque entrou areia em sua meia e machucou seu calcanhar. "Houve vários cortes no calcanhar, se faltasse pouco para terminar tinha levado até o final, mas havia mais de 30 km pela frente", explicou o atleta.

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