sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Grupo Poderosa Fitness de Vôlei participa de Copa Master em Brasília

Reinaldo Cisterna
1 de setembro de 2016

Poderosas Fitness Voleibol Clube – Divulgação
As atletas do Grupo Poderosa Fitness Voleibol Clube, de Palmas, participarão da Copa Master de Voleibol em Brasília entre os dias 07 e 11 de setembro de 2016. A competição será realizada na sede da AABB, na capital federal, e contará com a participação de equipes dos estados de Minas Gerais, Tocantins, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná, Distrito Federal e Rio Grande do Sul.
“Nossa expectativa é trazer resultados positivos para o Tocantins, pois estamos focadas no campeonato, mas principalmente adquirir novas experiências com a integração de equipes e gerações distintas. Somos um grupo que ainda está em processo de desenvolvimento, com a junção de meninas que já jogaram e retornaram agora ao esporte, com diferentes faixas etárias, mas com o mesmo objetivo. Esta será nossa primeira participação em competições nacionais e nosso projeto dentro e fora da quadra já tem nos respaldado para alcançar novos voos como este”, disse a presidente do Grupo Poderosa Fitness, Caroline Spricigo. 
Os custos da viagem estão sendo bancados pelas próprias atletas que buscam apoio e incentivo, não só para este campeonato como para os treinamentos e equipamentos, para a prática do esporte em geral, que ganhou força na formação de grupos de vôlei em Palmas. “Nós estamos propagando o vôlei em Palmas, interagindo entre os grupos, incluindo a categoria feminina em campeonatos do Estado e principalmente difundindo a participação de atletas acima de 35 anos, mostrando que não há idade para jogar e competir no esporte que amamos”, disse Spricigo.
O Grupo
Poderosa Fitness Voleibol é um grupo formado em Palmas, que hoje integra 30 mulheres, cuja proposta é mais que incentivo ao esporte, vida saudável e entretenimento, mas sim a busca a prática do voleibol de forma organizada, com treinamentos de fundamentos, formação em quadra e estratégia de jogo, visando à participação em torneios e campeonatos estaduais e nacionais, já tendo inclusive importantes resultados em campeonatos disputados em Palmas.
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Entenda os critérios de classificação funcional nas Paralimpíadas

Saiba como é feita a avaliação dos atletas e os significados das nomenclaturas


Nas Paralimpíadas, cada esporte tem um próprio sistema de classificação funcional do atleta, realizado através de três avaliações. Primeiro é feito um exame físico para verificar exatamente de qual patologia o competidor sofre. Depois, na avaliação funcional, são realizados testes de força muscular, amplitude de movimento articular, medição de membros e coordenação motora. A última etapa é o exame técnico, que consiste na demonstração da prova em si, com o atleta usando as adaptações necessárias. São observadas a realização do movimento, a técnica utilizada, assim como as próteses e órteses.
Atletas que praticam mais de um esporte recebem uma classificação para cada atividade, e os avaliadores podem rever o parecer dado durante as competições. As siglas oficializadas pelo Comitê Paralímpico Internacional fazem sempre referência ao nome da modalidade ou da deficiência em inglês, e os números indicam o grau de comprometimento de acordo com a lesão.
ATLETISMO
Terezinha Guilhermina atleta paraolímpica  (Foto: Fernando Maia / Fotocom.net)
Terezinha Guilhermina compete na T11 nos 100m e
200m (Foto: Fernando Maia / Fotocom.net)
A letra “F” (de field, em inglês) é utilizada para provas de campo, como arremesso, lançamentos e saltos. A letra “T” (de track, em inglês) é utilizada para corridas de velocidade e fundo. Quanto menor a numeração, maior o grau de deficiência.
· 11 a 13: deficientes visuais
· 20: deficientes mentais
· 31 a 38: paralisados cerebrais (31 a 34 para cadeirantes)
· 40: anões
· 41 a 46: amputados e outros
· 51 a 58: competem em cadeiras (sequelas de poliomielite, lesão medular e amputação)

BASQUETE EM CADEIRA DE RODAS

Os atletas recebem uma classificação funcional que varia de 1 a 4,5 pontos, de acordo com o comprometimento motor: quanto menor o comprometimento do atleta, maior a pontuação. Durante o jogo, a soma total dos cinco jogadores não pode ultrapassar os 14 pontos.

BOCHA

· BC1: atletas com paralisia cerebral que conseguem arremessar a bola. Podem ter auxílio para estabilizar a cadeira e receber a bola.
· BC2: atletas com paralisia cerebral com mais facilidade para arremessar a bola do que os da classe BC1. Não há assistência.
· BC3: atletas com paralisia cerebral que não conseguem arremessar sozinhos e utilizam uma rampa para isso.
· BC4: atletas com outras deficiências severas com dificuldade para arremessar.

CICLISMO DE ESTRADA E PISTA

Denise Schindlet, Alemanha, Ciclismo, Paralimpíadas (Foto: Agência Reuters)
Denise Schindlet, da Alemanha, compete com ajuda
de prótese no ciclismo (Foto: Agência Reuters)
Quanto menor o número, maior a limitação do competidor.
· B: atletas com deficiência visual que competem no tandem (bicicleta com dois assentos) com um ciclista sem deficiência no banco da frente.
· H1–H4: atletas paraplégicos que utilizam a handbike (bicicleta especial em que o impulso é dado com as mãos).
·T1–T2: atletas com deficiência que tenham o equilíbrio afetado e precisem competir usando um triciclo.
· C1–C5: atletas com deficiência que afeta pernas, braços e/ou tronco, mas que competem usando uma bicicleta padrão.

ESGRIMA EM CADEIRA DE RODAS

São elegíveis atletas com deficiência física que afeta o movimento de pelo menos uma perna ou pé. Há duas classes nas Paralimpíadas.

· Categoria A: atletas com bom controle do tronco, em que o braço que porta a arma não é afetado pela deficiência.
· Categoria B: atletas com deficiência que afeta o controle do tronco ou do braço que porta a arma.

Foto Futebol de Cinco para home (Foto: Divulgação / CPB)
Apenas cegos totais são elegíveis nos Jogos
Paralímpicos (Foto: Divulgação / CPB)
FUTEBOL DE CINCO

Nas Paralimpíadas são elegíveis apenas os cegos totais (B1) para as posições de linha. Se encaixam neste quesito atletas sem qualquer percepção luminosa ou com alguma percepção luminosa, mas incapazes de reconhecer formas a qualquer distância ou em qualquer direção. O goleiro tem visão normal.

FUTEBOL DE SETE

Cada time tem sete titulares, distribuídos em classes de 5 a 8. Durante a partida, o time deve ter em campo no máximo dois atletas da classe 8 (menos comprometidos) e, no mínimo, um da classe 5 ou 6 (mais comprometidos).

· C5: atletas cuja deficiência causa a maior desvantagem na locomoção no campo (geralmente jogam como goleiros).
· C6: atletas cuja deficiência tem impacto no controle e coordenação dos braços, especialmente durante a corrida.
· C7: atletas cuja deficiência afeta um braço e uma perna do mesmo lado do corpo.
· C8: atletas cuja deficiência causa danos menores, como contrações musculares involuntárias.

GOALBALL

Todos os atletas usam vendas para que haja igualdade de condições.

· B1 – cego total: nenhuma percepção luminosa em ambos os olhos ou percepção de luz, mas com incapacidade de reconhecer formatos a qualquer distância ou em qualquer direção.
· B2 – atletas com percepção de vultos.
· B3 – atletas que conseguem definir imagens.

Diego Romario na partida de goalball do Brasil nas paralimpíadas (Foto: EFE)Seleção brasileira masculina de goalball: atletas usam vendas para que haja igualdade (Foto: EFE)


HALTEROFILISMO

A classificação para a modalidade é feita unicamente através do peso. Portanto, atletas com diferentes deficiências competem juntos pela mesma medalha. São elegíveis atletas com deficiências que afetem o movimento das pernas e quadris, assim como anões.

HIPISMO

Quanto menor o número, maior o comprometimento físico do atleta.

· Classe I (dividida em Ia e Ib): competem predominantemente cadeirantes com pouco equilíbrio do tronco e/ou debilitação de funções em todos os quatro membros ou nenhum equilíbrio do tronco e bom funcionamento dos membros superiores.
· Classe II: cadeirantes, pessoas com severa debilitação envolvendo o tronco ou com severa debilitação unilateral.
· Classe III: atletas capazes de caminhar sem suporte, com moderada debilitação unilateral, além de atletas que com total perda de visão em ambos olhos.
· Classe IV: debilitação de um ou mais membros ou algum grau de deficiência visual.

JUDÔ

paralimpíadas judô Karla Ferreira e  Xiaoli Huang (Foto: Getty Images)
Brasileira Karla Ferreira em luta contra Xiaoli Huang
nas Paralimpíadas (Foto: Getty Images)
Competem apenas deficientes visuais. Cegos totais têm um círculo vermelho costurado na manga do quimono. Atletas que também são surdos têm um círculo azul costurado nas costas do quimono.

· B1 – cego total: nenhuma percepção luminosa em ambos os olhos ou percepção de luz, mas com incapacidade de reconhecer formatos a qualquer distância ou direção.
· B2 – atletas com percepção de vultos.
· B3 – atletas que conseguem definir imagens.

NATAÇÃO

A letra “S” antes da classe representa provas de estilo livre, costas e borboleta. As letras “SB” refere-se ao nado peito, enquanto “SM” indica eventos medley individuais. Como o nado peito exige maior impulsão com a perna, é comum que o atleta esteja em uma classe diferente neste estilo em relação aos outros. O mesmo acontecer com as provas medley. Quanto menor o número, maior a deficiência.

· 1–10: atletas com deficiências físicas.
· 11–13: atletas com deficiências visuais. Os da classe 11 tem pouca ou nenhuma visão.
· 14: atletas com deficiências intelectuais

Daniel Dias natação paralimpíadas (Foto: AP)Daniel Dias compete na classe S5 na maioria das provas. No peito, nada na classe SB4 (Foto: AP)

REMO
· AS: atletas que podem usar apenas braços e ombros para impulsionar o barco, que tenham paralisia cerebral, prejuízo neurológico e/ou perda de função motora.
· TA: atletas que podem usar braços, ombros e tronco para impulsionar o barco. Podem ter amputações nos membros inferiores que impossibilitem a utilização do acento deslizante, paralisia cerebral ou prejuízo neurológico. Nesta categoria, o barco deve ser misto, com um homem e uma mulher formando o time.
· LTA: atletas com alguma deficiência para remar, mas que possam utilizar pernas, tronco e braços para impulsionar o barco. São elegíveis atletas com cegueira (10% de visão) utilizando venda, amputação, paralisia cerebral, prejuízo neurológico ou intelectual. O barco deve ser composto por quatro tripulantes, com no máximo dois deficientes visuais.

RÚGBI EM CADEIRA DE RODAS

Todos os atletas são tetraplégicos. Cada um recebe uma pontuação de acordo com sua habilidade funcional, de 0.5 a 3.5, aumentando 0.5 a cada classe. Quanto maior o número, menor o comprometimento pela deficiência. Os quatro titulares não podem somar juntos mais do que oito pontos. A cada mulher em quadra, o limite de pontuação é ampliado em 0.5 pontos.

TÊNIS DE MESA

paralimpíadas tênis de mesa Natalia Partyka (Foto: Reuters)Natalia Partyka compete na TT10 (Foto: Reuters)
Há 11 classes no tênis de mesa. Quanto maior o número, menor o comprometimento físico-motor.

· TT1, TT2, TT3, TT4 e TT5 – atletas cadeirantes
· TT6, TT7, TT8, TT9, TT10 – atletas andantes
· TT11 - atletas andantes com deficiência intelectual

 TÊNIS EM CADEIRA DE RODAS
· Classe aberta: atletas com deficiência para se locomover (medula ou amputação), mas sem comprometimento de braços e mãos.

· Classe “quad”: atletas com deficiências que afetem, além das pernas, o movimento dos braços, dificultando o domínio da raquete e da movimentação da cadeira de rodas. Nesta classe, homens e mulheres podem competir juntos.

TIRO

· SH1: atletas que conseguem suportar o peso da arma. Podem usar rifle ou pistola.
· SH2: atletas que necessitam de suporte para apoiar a arma. Podem usar apenas o rifle.

TIRO COM ARCO

· ST: arqueiros sem deficiência nos braços, com algum grau de comprometimento da força muscular, coordenação ou mobilidade das pernas. Podem competir de pé ou sentados em cadeira normal.
· W1: atletas que possuem tetraplegia, com deficiência nos braços e pernas e alcance limitado dos movimentos. Competem em cadeira de rodas.
· W2: arqueiros com paraplegia e mobilidade articular limitada nos membros inferiores. Competem em cadeira de rodas.

tiro com arco chuva Paralimpíadas (Foto: Getty Images)Atletas competem nas cadeiras de roda debaixo de chuva (Foto: Getty Images)








VELA
· Barco da classe Sonar - três pessoas: atletas recebem pontos de 1 a 7 de acordo com o impacto da deficiência nas funções no barco. Quanto menor o número, maior o impacto na habilidade de condução. O total dos três atletas não pode ultrapassar os 14 pontos.
· Barco da classe SKUD-18 - duas pessoas: para dois tripulantes paraplégicos, sendo obrigatoriamente um tripulante feminino. Os dois devem ter diferentes graus de deficiência.
· Barco da classe 2.4mR – uma pessoa: velejadores com deficiência mínima, equivalente a sete pontos da classe Sonar.

VÔLEI SENTADO

Podem participar amputados, atletas com paralisia cerebral, lesão na coluna vertebral e alguma deficiência locomotora. Entre estes, há divisão apenas entre atletas deficientes (D) e minimamente deficientes (MD), que são, em geral ex-jogadores do vôlei convencional que sofreram lesões sérias nos joelhos e/ou tornozelos. Cada equipe pode contar com no máximo um atleta MD em quadra por vez.

Otra ruta a la Ciudad Maravillosa

Cuba ha luchado desde su irrupción en 1992 en los Juegos Paralímpicos por tener un papel protagónico, por alzar la voz y sacar la cara en nombre de los países subdesarrollados

     Yunidis Castillo buscará otras cuatro medallas paralímpicas en Río. Foto: Getty Images















La práctica del deporte es un derecho humano. Cada individuo tiene la posibilidad de vincularse al universo atlético, sin ser discriminado y en los marcos del Espíritu Olímpico, el cual requiere comprensión mutua, solidaridad y amistad.
Así reza una máxima del COI dedicada a los Juegos Paralímpicos, certamen que sin dudas representa la más viva muestra del espíritu de superación del ser humano, de su voluntad para no rendirse nunca, sin importar lo empinada que sea la colina.
Miles de atletas con discapacidades se reúnen en esta lid bajo los cinco aros, otra fiesta del deporte creada por el alemán Ludwig Guttmann en 1960, aunque hay antecedentes de celebraciones similares desde 1948.
La mascota paralímpica, Tom (en honor al cantante y compositor brasileño Tom Jobim), representa la flora nacional, y sus poderes, conectados a los de la naturaleza, le permiten superar cualquier obstáculo.
La historia de los héroes con limitaciones físicas que se aventuraron en el escenario estival tiene su génesis en la lid de San Luis’04, en la cual el gimnasta germano-estadounidense George Eyser compitió con una prótesis de pierna.
Con el paso de los años, si bien fueron solo casos aislados los de deportistas con discapacidad que compitieron en Juegos Olímpicos, aumentó el espíritu de crear un evento donde todos pudieran mostrar sus habilidades y demostrar al mundo que existe la posibilidad de quebrar todas las barreras.
En este concierto, Cuba ha luchado desde su irrupción en 1992 por tener un papel protagónico, por alzar la voz y sacar la cara en nombre de los países subdesarrollados, en los cuales se multiplican los costos de implementos y tratamientos para estas personas con discapacidad que decidieron perseguir su sueño deportivo.   
Hace cuatro años en Londres ya los atletas de la Mayor de las Antillas dieron un salto mayúsculo hacia el selecto grupo de las 15 potencias paralímpicas, posición que ahora defenderán 23 virtuosos (17 hombres y seis mujeres) con todo el amor del mundo en el exigente escenario de Río de Janeiro.
 

JUE­GOS PARALÍMPICOS

Omara burla al viento


Volar por las pistas es su encomienda, su objetivo, por el que se pre­­para hace meses, en muchas ocasiones bajo la inocente mirada de su hija Erika

Omara Durand buscará poner de nuevo en alto el nombre de Cuba. Foto: Getty Images
Omara Durand tenía 16 años en el 2008, cuando compitió en los Jue­gos Paralímpicos de Beijing como una tierna adolescente. El memorable Nido de Pájaro, inmenso escenario sede de las lides de atletismo, veía irse sin medallas a una de las más grandes promesas de las pistas en el deporte para discapacitados.
Lesiones y la lógica presión de so­breponerse en aras de triunfar, finalmente la alejaron del éxito en la capital china, pero tres años más tarde preparó un contundente asalto en la remota Christchurch, la ciudad más grande de la Isla Sur en Nueva Ze­landa.
Allí pulverizó el récord mundial de los 200 metros en la categoría T-13 (débiles visuales) con crono de 24.24 segundos, muy superior al 24.45 que la estadounidense Marla Runyan había implantado 16 años atrás, en el lejano 1995. Aquello no le bastó, y en los Parapanamericanos de Guada­la­­­jara, México, se convirtió en la primera mujer de su modalidad en quebrar la barrera de los 12 segundos en el hectómetro con imponente 11.99.
Omara es consciente de que sus triunfos comenzaron justo en esos tiempos, pero llegaron como fruto del trabajo de años, de la dedicación al deporte en su natal Santiago de Cuba, donde descolló como una de las grandes exponentes del atletismo, al margen de su enorme afición por el voleibol y la gimnasia rítmica.
“Corría mejor y más rápido”, se­ñala sobre su inclinación final por el atletismo la velocista indómita, mu­jer de pocas palabras que en solo unos días buscará aumentar su co­secha en citas bajo los cinco aros, cuando el Estadio Olímpico João Ha­ve­lange, el popular Engenhão, la reciba como una de las grandes fa­voritas a colgarse varios metales do­rados du­rante la magna lid de Río de Janeiro.
La compenetración con su guía Yuniol Kindelán será crucial en las aspiraciones de Omara en Río. Foto:Getty Images
Antes Omara tendrá el honor de ser la abanderada de la delegación antillana en el mítico Maracaná, don­de desfilará al frente de sus compañeros. “Para mí ser la portadora de la bandera en representación de todo el equipo es un orgullo muy grande”, nos confesó antes de partir a Río, don­de, precisamente, este miércoles en la tarde fue izada la enseña nacional en la Villa Paralímpica.
Volar por las pistas es su encomienda, su objetivo, por el que se pre­­para hace meses, en muchas ocasiones bajo la inocente mirada de su hija Erika, de tres años, sin dudas una notable motivación. Con ella en mente, correrá en Río en los 100, 200 y 400 metros planos, buscando con particular empeño la corona del do­ble hectómetro, y siempre acompañada por su guía en la carrera Yuniol Kindelán, otrora miembro de las es­cuadras nacionales de atletismo.
Luego de ganar los 100 y la vuel­ta al óvalo (con récord para los Jue­gos) en la cita paralímpica de Lon­dres 2012, los 200 aparecen como un objetivo a batir, nos cuenta, aunque sin indagar en pronósticos, los cuales rechaza.
“Me siento bien y he entrenado duro, punto”, espeta de forma contundente. “No me gusta anticiparme a lo que pueda suceder, ni pensar en las medallas que pueda coger, solo decir que no tengo lesiones, físicamente estoy perfecta, voy a dar todo en el terreno y veremos qué pasa en la pista”.
Ocho años después del trago amar­go en Beijing, Omara Durand ha ma­durado. Sus piernas han destrozado primacías universales una y otra vez, guarda un sinfín de metales áureos en su vitrina, y a pesar de que “las ri­vales europeas aparecen como una seria amenaza en Río por su gran preparación”, ella espera regresar a Cu­ba con nuevos triunfos; sabe que pa­ra lograrlo solo debe burlar al viento.