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quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Convocados para Paris no atletismo treinam no CT Paralímpico às vésperas dos Jogos

 


Zileide Cassiano durante competição no CT Paralímpico | Foto: Alessandra Cabral/CPB

Esportistas convocados para representar a Seleção Brasileira de atletismo nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024 que treinam fora de São Paulo se reúnem na capital paulista, até dia 5 de agosto, para uma semana de treinamentos visando aprimorar o rendimento até o megaevento, com início no dia 28 do mês seguinte.

As atividades contam com 13 atletas que vão representar o Brasil na França, sem considerar aqueles que já treinam regularmente no espaço (confira os nomes dos convidados abaixo). Além deles, também foram chamados para a semana atletas das categorias de base da Seleção.

Para o treinador Alex Sabino, que fará parte da missão em Paris, os treinamentos às vésperas dos Jogos auxiliam principalmente na busca por um refinamento técnico. Além disso, os participantes da semana têm acesso à estrutura do CT para cuidado físico e mental. “Trazer os atletas para um ciclo prolongado é importante por todo o acompanhamento da equipe multidisciplinar, desde a fisioterapia, aos médicos e ao atendimento psicológico, além da comissão técnica que tem a feliz missão de descobrir dia após dia o que eles podem fazer para melhorar suas performances na prova”, explicou.

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Entre os participantes do treinamento no CT estão medalhistas do Campeonato Mundial de Kobe, no Japão, em maio deste ano. Vencedora dos 100m para a classe T11 (deficiência visual), a acreana Jerusa Geber afirmou que o treinamento do CT a permite desenvolver sua velocidade e estar em situações mais parecidas com as que encontrará em Paris.

“Meu objetivo é usar o espaço e a estrutura do CT Paralímpico. A pista, inclusive, é muito rápida e parecida com a que terei nos Jogos. Vim com o objetivo de treinar velocidade e me preparar para a minha prova principal, a dos 100m”, afirmou Jerusa, que, diferentemente da maioria dos atletas, permanecerá no CT até o dia 9.

Medalhista de prata no arremesso de peso da classe F57 (atletas que competem sentados) no Japão, o paulista Thiago Paulino afirmou que a semana de treinamento acontece em um momento ideal, no qual ele mudará a sua a etapa de preparação, em razão da aproximação dos Jogos.

“Estamos em período no qual trabalhamos mais a força e a potência. Daqui a uma semana, vamos entrar em fase competitiva, quando vão saindo as cargas e o treino fica mais leve e vamos polindo mais a técnica, fazendo pequenas mudanças para melhorar o rendimento”, disse.

Para o arremessador, estar reunido com a equipe antes da viagem para a França traz um incentivo a mais para sua preparação. “Sempre que temos essas semanas de treinamento, as interações com os colegas de trabalho são muito boas, principalmente antes de uma competição importante. Vamos ficar juntos por muitos dias e já começar esse entrosamento é bem bacana. A energia dos amigos contagia e todos se unem no mesmo objetivo.”, afirmou.

A paulista Zileide Cassiano, ouro na prova do salto em distância para a classe T20 (deficiência intelectual) em Kobe também participa dos treinamentos no CT e busca ampliar a concentração nos detalhes que, segundo ela, farão a diferença em Paris.

“Estou já me acostumando com o clima de competição, com os atletas que irão comigo. A gente está trabalhando bastante para eu chegar muito treinada e para manter o foco e a atenção a cada detalhe. Estou buscando aprimorar minha técnica de salto, fazer algumas correções, para conseguir chegar bem forte”, contou a atleta.

O atletismo é a modalidade com a maior quantidade de convocados para Paris na delegação brasileira, com 70 atletas e 16 atletas-guia. O embarque do grupo está agendado para o dia 16 de agosto.

A delegação brasileira em Paris vai contar com 254 atletas com deficiência em 20 das 22 modalidades dos Jogos Paralímpicos, além de 17 atletas-guia (sendo 16 do atletismo e 1 do triatlo), três calheiros da bocha e um timoneiro do remo, totalizando 277 competidores no megaevento.

Esta será a maior delegação brasileira para uma edição dos Jogos fora do Brasil. Antes, a maior equipe nacional era de 259 convocados ao todo em Tóquio 2020. Já o recorde de participantes do país foi nos Jogos do Rio 2016, ocasião em que o Brasil sediou o megaevento e contou com 278 atletas com deficiência em todas as 22 modalidades já classificadas automaticamente.

Confira a lista de convocados convidados para treinar no CT

Aser Ramos

Edenilson Floriani

Eduardo dos Santos Pereira

Henrique Caetano

Izabela Campos

Jerusa Geber

Matheus de Lima

Paulo Cezar Neto

Rodrigo Parreira

Suzana Nahirnei

Thiago Paulino

Wallace dos Santos

Zileide Cassiano

Patrocínio

As Loterias Caixa e a Braskem são as patrocinadoras oficiais do atletismo.

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível

Os atletas Thiago Paulino e Jerusa Geber são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa que beneficia 114 atletas.

Time São Paulo

Os atletas Thiago Paulino, Jerusa Geber e Zileide Cassiano são integrantes do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 149 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Delegação brasileira terá maior participação feminina da história nos Jogos Paralímpicos em Paris

 


Seleção Brasileira feminina de goalball entra em quadra em Santiago 2023 | Foto: Washington Alves / CPB

Nota atualizada às 17h00 de 29/07/2024

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) já anunciou a delegação brasileira que vai competir em 20 modalidades nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, que acontecerão entre os dias 28 de agosto e 8 de setembro. Dos 254 atletas com deficiência convocados, 116 são mulheres, ou 45,67% do total dos competidores.

O número representa a maior convocação feminina brasileira na história dos Jogos Paralímpicos tanto em quantidade quanto em termos percentuais. Em números, as atletas que estarão na capital francesa vão superar a quantidade convocada na edição de 2016, no Rio de Janeiro, quando o Brasil teve 102 mulheres, o que representou 35,17% do total da delegação.

CONFIRA A CONVOCAÇÃO COMPLETA

Já em termos percentuais, a maior representatividade de mulheres na delegação havia sido em Tóquio 2020, quando 41,03% do total dos convocados eram do sexo feminino – 96 ante os 138 homens. O aumento da participação das atletas em todas as modalidades paralímpicas é um dos pilares do planejamento estratégico do CPB, elaborado em 2017 e revisado em 2021.

Quantidade de atletas mulheres com deficiência do Brasil nas últimas três edições dos Jogos:





O atletismo é a modalidade com mais mulheres convocadas para as provas na capital francesa, com 32 participantes. Entre elas, estará a acreana Jerusa Geber, que chegará a Paris como o status de ser a atleta cega mais rápida do mundo.

Medalhista em três edições de Jogos Paralímpicos (Pequim 2008, Londres 2012 e Tóquio 2020), a velocista é a atual recordista mundial dos 100m da classe T11 (deficiência visual), com o tempo de 11s83, anotados durante a 1ª Fase Nacional do Circuito Loterias Caixa de atletismo, no CT Paralímpico, em 2023.

A modalidade ainda contará com nomes femininos como da paulista Beth Gomes (classe F53), da paraense Fernanda Yara (T47), da paranaense Lorena Spoladore (T11), da baiana Raissa Machado (F56), da maranhense Rayane Soares (T13) e da amapaense Wanna Brito (F32).

A natação é a segunda modalidade do Brasil que mais terá atletas femininas – são 16. A nadadora pernambucana Carol Santiago, da classe S12 (baixa visão) está entre elas. Na última edição do evento, Tóquio 2020, Carol foi a atleta do Brasil que mais vezes subiu ao pódio – cinco vezes (três ouros, uma prata e um bronze).

Desde então, a pernambucana participou de mais três missões internacionais: dois Mundiais (Ilha da Madeira 2022 e Manchester 2023) e o Parapan de Santiago 2023. Nessas competições, ela conquistou 20 medalhas, sendo que, na Inglaterra, foi a atleta que mais subiu ao pódio entre todos os 538 competidores. Foram oito no total – cinco ouros, uma prata e dois bronzes.

A Seleção Brasileira de natação também contará com nomes como da potiguar Cecília Araújo (S8), da fluminense Mariana Gesteira (S9) e da cearense Edênia Garcia (S3).

Das 20 modalidades em que o Brasil estará presente em Paris 2024, cinco têm maioria formada por mulheres. No halterofilismo, são sete mulheres e quatro homens, com a paulista Mariana D’Andrea, a mulher com baixa estatura mais forte do mundo, entre as convocadas.

A halterofilista é a atual recordista mundial da categoria até 79kg, com 151kg erguidos. A marca lhe garantiu o título de campeã do mundo em Dubai, em agosto do ano passado. Nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, a atleta foi medalhista de ouro, em uma faixa de peso abaixo, até 73kg, ao suportar 137kg. Ou seja, em dois anos, Mariana aumentou em 14kg sua carga em competições internacionais.

No atual ciclo paralímpico, Mariana ainda conquistou a medalha de prata no Mundial de Tbilisi 2021.

No taekwondo, o Brasil terá seis atletas, sendo quatro mulheres e dois homens. Entre elas, está a paraibana Silvana Fernandes, que conquistou medalha de bronze em Tóquio e ouro nos mundiais da Turquia em 2021 e do México em 2023.

O remo contará com quatro mulheres e três homens em Paris. Entre as representantes, está a argentina naturalizada brasileira Alina Dumas, que disputará os Jogos Paralímpicos pela primeira vez. Ela nasceu em Buenos Aires, na Argentina, mas vive no Brasil desde 2017.

No tênis de mesa, as mulheres são em nove atletas diante de seis homens. A modalidade terá a presença da catarinense Bruna Alexandre, 29, convocada para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Paris 2024. É a primeira atleta paralímpica brasileira, entre homens e mulheres, a atingir tal feito.

Ao participar dos dois eventos, a catarinense ficará 49 dias direto na França. Nos Jogos Olímpicos, ela jogará por equipes ao lado das irmãs Bruna e Giulia Takahashi. Já nos Paralímpicos, a mesatenista disputará medalhas nas duplas femininas, mistas e no individual. Nas duas edições anteriores do evento, Bruna subiu ao pódio em quatro oportunidades – três bronzes (dois por equipes e um individual) e uma prata individual.

No triatlo, o país terá duas mulheres e um homem. Uma das mulheres é Jéssica Messali, que ganhou duas medalhas de bronze no Mundial de Pontevedra, na Espanha, em 2023.

A convocação da delegação brasileira foi dividida em três partes. A primeira aconteceu no dia 25 de junho, com 10 modalidades convocadas. A segunda lista, dia 11 de julho, contou com mais nove modalidades anunciadas. A terceira e última relação de atletas, com os nomes da equipe de tênis em cadeira de rodas, foi divulgada no último dia 18.

Na história dos Jogos Paralímpicos, o Brasil já conquistou 373 medalhas (109 de ouro, 132 de prata e 132 de bronze), ou seja, está a 27 do seu 400º pódio no evento. Na última edição, Tóquio 2020, o país fez a sua melhor campanha com 72 medalhas no total, a mesma quantidade obtida nos Jogos do Rio 2016. Destas, 22 foram de ouro, superando as 21 de Londres 2012. Ainda foram mais 20 pratas e 30 bronzes no Japão.

Patrocínios

As Loterias Caixa e a Braskem são as patrocinadoras oficiais do atletismo.

As Loterias Caixa são a patrocinadora oficial das modalidades natação, halterofilismo e tênis de mesa.

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível

Os atletas Bruna Alexandre, Mariana D’Andrea e Petrúcio Ferreira são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa que beneficia 114 atletas.

Time São Paulo

As atletas Edênia Garcia e Mariana D’Andréa são integrantes do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 149 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

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