Jepchirchir quebra o recorde mundial feminino


A pesar de uma manhã fria e com vento ao longo da costa do Mar Báltico, o ritmo foi intenso desde o início, com Joyciline Jepkosgei do Quênia sempre na frente, liderando um grupo de 13 atletas nos primeiros 5 km em 15min20s.
Numa das curvas da prova já na metade da prova Netsanet Gudeta da Etiópia caiu e viu seu ritmo diminuir, perdendo vários segundos para as líderes e viu a vantagem do grupo da frente aumentar já na terceira volta. O ritmo continuou forte e passaram os 10km em 30min47s.
Com Jepkosgei na frente percorreram os 15 km em 46min24s, porém pouco a frente viu suas aspirações esvanecer, quando Yeshaneh passou a frente e logo suas pernas tropeçaram em Jepkosgei e as duas atletas foram ao chão. Ambas perderam o ritmo e ficaram cerca de 30 metros atrás das líderes.
Ainda com um ritmo muito forte Yehualaw, Jepchirchir e Kejeta a menos de um quilômetro da chegada correram lado a lado em direção à chegada.
Jepchirchir aumentou o ritmo e deixou Kejeta e Yehualaw para atrás no sprint final e venceu a prova.
Por equipes a primeira colocação foi da Etiópia com acumulado de 3h16min39s, quebrando o recorde do campeonato, a segunda colocação do Quênia levou a prata para o time com 3h18min10s enquanto a Alemanha levou o bronze com 3h28min42s.
A corrida ainda mostrou as seis primeiras mulheres terminando dentro de 66 minutos e as nove primeiras terminaram dentro de 67 minutos, fato inédito na historia do campeonato.
Kiplimo faz história para Uganda

Com um ritmo devastador na última das quatro voltas, Kiplimo foi o campeão da prova com recorde do campeonato de 58min49s, com Kibiwott Kandie do Quênia em segundo em 58min54s e Amedework Walelegn da Etiópia em terceiro 59min08s. Cheptegei terminou apenas na quarta colocação com tempo de 59mi21s. Ele era cotado para vencer a prova, porém a corrida do recorde mundial dos 10.000 m de uma semana atrás parece ter deixado ele cansado para esta prova. Ele disse que seu corpo estava indo muito bem, porém sentiu um pouco de fadiga nas pernas, quando se separou do grupo da frente.
Numa corrida de excelente qualidade, os 10 primeiros corredores quebraram 60 minutos, a primeira vez que aconteceu no evento e apenas a segunda vez que aconteceu na historia de meias maratonas. Entanto 28 homens terminaram em 61 minutos, também recorde para a prova.
Nenhum ugandês jamais tinha ganhado uma medalha individual em 23 edições anteriores do evento, apenas uma medalha de bronze por equipes em 2004 - mas a nação tem sido uma força crescente na corrida de distância nos últimos anos, então o resultado de hoje não foi nenhuma surpresa. Afinal de contas, Kiplimo atingiu a liderança mundial dos 3.000 m com 7min 26s64 em Roma no mês passado e 12min48s63 para 5.000 m, então suas credenciais eram inquestionáveis.
Na sua única meia maratona até hoje tinha corrido 1h01min53s, em Kampala no ano passado, porém desde o início da corrida hoje, parecia mais à vontade na distância. Ele tinha sido segundo colocado na São Silvestre em São Paulo em 2019, quando Kandie fez um sprint final e o venceu acima da linha de chegada.
Em contraste com a corrida feminina, a corrida masculina começou em um ritmo conservador, com os principais competidores passando os 5 km iniciais em 14mi20s, com o suíço Julien Wanders liderando na frente.
O grupo de 23 líderes percorreu os 10 km em 28min23s, e já na terceira volta do percurso o ritmo aumentou um pouco, com Kandie e Guye Adola da Etiópia aplicando alguma pressão. Kandie acelerou ainda mais o ritmo e passou a frente nos 15 km em 42min17s. Este ritmo provocou a redução do pelotão da frente para 11 corredores, faltando uma volta para a chegada. Kandie logo foi acompanhado por Kiplimo enquanto corriam colina acima. Kiplimo manteve a pressão e Kandie começou a perder o ritmo, agora atrás do Kiplimo, com menos de 3 km para o fim, o ritmo agora era mais rápido, Kiplimo passou os 20 km em 55min55s, quatro segundos a frente de Kandie, já definitivos para a chegada, pois Kiplimo manteve a vantagem até o final da prova, porém sempre olhando para atrás para não ser surpreendido novamente, como em São Paulo.



