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quinta-feira, 14 de julho de 2016

Marílson dos Santos se despede do esporte nas Olimpíadas de 2016

Por Christina Volpe | 13/07/2016 - Atualizada - http://www.webrun.com.br/às 12:01

Fundista tem 27 anos de carreira e diversos títulos como o bicampeonato na Maratona de Nova York

O fundista Marílson Gomes dos Santos começou cedo, o brasiliense que correu pela primeira vez aos 12 anos com uma equipe de Ceilândia (DF), está prestes a completar 39 anos de idade, sendo 27 de carreira e busca finalizar sua história no mundo das corridas com uma medalha olímpica.


Ao iniciar seus treinos na pré-adolescência surpreendeu com seu desempenho o técnico Albenes de Souza, de Ceilândia, que o estimulou ainda mais e logo o corredor estava vencendo os colegas nas competições. Aos 15 mudou-se para Santo André para treinar no SESI Paulista e desde então não parou mais. Em 2000 entrou para o clube BM&F Bovespa e iniciou sua fama no atletismo com uma sequência de vitórias, entre elas o tricampeonato na Corrida de São Silvestre, onde mantém o título de último brasileiro vencedor da prova, no ano de 2010.
Mas a fama internacional chegou ao se tornar o primeiro sul-americano a vencer a Maratona de Nova York, em 2006 e logo depois conquistando o bicampeonato em 2008.
Olimpíadas
Com duas participações distintas em Jogos Olímpicos (Pequim 2008 e Londres 2012), o atleta busca a realização de seu maior sonho: uma medalha olímpica. “As duas provas que participei foram bem diferentes. Em Pequim estava muito preparado e ciente de que conseguiria um bom resultado, mas infelizmente acabei desistindo da prova. Até hoje não sei bem o que aconteceu, mas naquele dia não estava me sentindo bem, além dos fatores climáticos que foram prejudiciais”, diz.

Marilson começou no Clube BM&F Bovespa em 2000 Foto: Fernanda Paradizo/DivulgaçãoMarilson começou no Clube BM&F Bovespa em 2000 Foto: Fernanda Paradizo/Divulgação

Para Londres a preparação não estava completamente nos eixos e mesmo assim, o atleta ficou entre os cinco primeiros colocados. “Não consegui fazer um volume suficiente durante meus treinamentos e ainda assim conquistei a melhor marca de um não-africano na prova. Agora busco pegar tudo que aprendi nessas duas participações para fazer meu melhor resultado no Rio”.
O fundista e sua esposa Juliana Gomes dos Santos, que também estará nas Olimpíadas competindo nas distâncias de 1.500 e 5.000m, estão atualmente finalizando o ciclo de treinamentos em altitude, na Colômbia, e voltam ao Brasil poucos dias antes do início das Olimpíadas, diretamente para o Rio.
Despedida do esporte
Finalizando sua carreira de fundista, Marílson conta que após as Olimpíadas só pretende descansar. “Quem corre profissionalmente sabe que é muito difícil manter um forte rendimento até esta idade, mas não desisti. Vou me esforçar ao máximo nesta última prova para encerrar minha carreira com a sensação de missão cumprida”. O atleta é o brasileiro com melhor tempo classificado para as os Jogos Olímpicos com 2h11min.
O atleta se despede das pistas após as Olimpíadas Foto: Alexandre Koda/WebrunO atleta se despede das pistas após as Olimpíadas Foto: Alexandre Koda/Webrun



sábado, 31 de dezembro de 2011

Em novo percurso, Marílson busca o tetra para igualar Brasil ao Quênia

Marílson vai em busca de sua quarta vitória na São Silvestre
Foto: Agência Lance

O percurso da São Silvestre mudou para 2011, mas o desafio do tricampeão Marílson Gomes dos Santos e outros atletas brasileiros de conter os favoritos quenianos e outros africanos permanece para a 87ª edição da Corrida, realizada neste sábado. A partir das 17h30 (horário de Brasília), o atleta busca o quarto título na tradicional prova paulistana para aumentar seu recorde e deixar Brasil e Quênia empatados com 12 títulos do evento masculino.
Marílson é o maior vencedor brasileiro da fase internacional da São Silvestre, com três títulos, 2003, 2005 e 2010, mas o recordista da prova ainda é o queniano Paul Tergat. O atleta africano venceu cinco vezes, em 1995, 1996, 1998, 1999 e 2000, e também é dono do melhor tempo: 43min12s, estabelecido em sua primeira vitória na cidade.
"O Quênia tem corredores de ponta e são favoritos em todas as corridas pelo mundo. Dessa vez não será diferente. Chegar próximos deles e até vencer é um motivo de orgulho para os brasileiros, que sempre rivalizam de igual para igual com os africanos", avalia Marílson.
Para conquistar o tetracampeonato, Marílson terá que se adaptar à mudança do percurso da São Silvestre. Entre as alterações, a principal é o local de chegada da prova, que deixa de ser na Avenida Paulista e passa a ocorrer na Pedro Álvares Cabral, em frente ao Obelisco do Ibirapuera, onde estão os restos mortais de Cásper Líbero, criador da disputa.
A medida foi tomada para garantir aos atletas segurança, melhores condições de entrega de medalhas, lanches e atendimento médico, além de evitar o encontro de corredores com o público da festa do Réveillon, na Avenida Paulista.
"Eu conhecia muito bem o trajeto antigo, era uma vantagem que eu tinha e que agora não terei. Mas o importante é estar bem. Não adianta conhecer as rotas de fuga e não estar em boas condições para correr. Se a mudança der mais conforto para quem for participar, é válida. Torço para que a São Silvestre tenha o mesmo sucesso dos anos anteriores", afirma Marílson.
Em 2011, o principal atleta estrangeiro na corrida é o queniano Martin Lel, tricampeão da Maratona de Londres e duas vezes vencedor da de Nova York. Ele correu em São Paulo em 2003, ano da primeira vitória de Marílson, e ficou com a terceira colocação. Agora, retorna em busca do título.
O Brasil evoluiu tecnicamente e, mesmo com nossa equipe completa, é difícil de derrotar os corredores quando competem em casa", diz Lel. Os outros africanos na elite da São Silvestre são os quenianos Duncan Kibet, Mathew Kisorio, Barnabas Kosgei, Mark Korir e o etíope Tariku Bekele, irmão mais novo do recordista mundial e campeão olímpico dos 5 mil e 10 mil metros, Kenenisa Bekele.
Entre as mulheres, que largam 20 minutos antes, às 17h10, o desafio de frear as estrangeiras é ainda mais complicado. A última atleta nacional a vencer em casa foi Lucélia Peres, em 2006, e o time de atletas internacionais está forte. Uma das principais candidatas ao título é a queniana Eunice Kirwa, tricampeã da Meia Maratona de São Paulo e terceira colocada no ano passado.
"Hoje a vantagem é das quenianas, mas é notória a aproximação das brasileiras, que rivalizam cada vez mais com as africanas", diz Lucélia. O Quênia é dono de oito títulos. O Brasil, de cinco.
"A prova é bem rápida e as brasileiras precisam aumentar a passada para não deixar as favoritas escaparem. Será um sonho vencer a São Silvestre e vou fazer de tudo para fechar o ano em grande estilo", analisa Cruz Nonata, quarta no ano passado e dona de duas medalhas de prata nos Jogos Pan-americanos de Guadalajara.
Além das duas, a elite brasileira contará com Maria Zeferina Baldaia, campeã da São Silvestre em 2001, Adriana Aparecida da Silva, medalha de ouro na maratona do Pan, e Marily dos Santos, terceira colocada em 2008 e 2009.
Tomado de : http://www.terra.com.br/

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