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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

OLIMPÍADA 2016

Comissão de atletas do Comité Olímpico Internacional (COI)


A bicampeã olímpica do salto com vara Yelena Isinbayeva foi esta quinta-feira eleita para a comissão de atletas do Comité Olímpico Internacional (COI), apesar de excluída dos Jogos Olímpicos Rio2016.

Yelena Isinbayeva, de 34 anos, foi impedida de lutar pela revalidação do seu título na sequência da exclusão da Rússia pela Associação das Federações Internacionais de Atletismo (IAAF), após o escândalo de doping patrocinado pelas autoridades de Moscovo -- apesar de a atleta nunca ter sido especificamente implicada.

Em declarações à imprensa russa, a atleta não escondeu a sua frustração por não ter podido participar nos Jogos Olímpicos.

"Nunca poderei concordar com o facto de me terem banido, nunca o poderei perdoar", disse.

Isinbayeva foi eleita pelos seus pares (um universo de 5.185 atletas) para um mandato de oito anos, juntamente com a alemã Britta Heidemann (esgrima), o sul-coreano Ryu Sueg-min (ténis de mesa) e o húngaro Daniel Gyurta (natação).

O presidente do COI, Thomas Bach, manifestou entretanto a sua expetativa de trabalhar com Isinbayeva e com os três outros novos membros.

"Os atletas estão no coração dos Jogos Olímpicos. A sua voz é muito importante para o COI", disse.

Entretanto, a agência EFE noticiou que Isinbayeva anunciará sexta-feira no Rio de Janeiro o final da sua carreira.

Isinbayeva anuncia aposentadoria e diz que perdoa banimento das Olimpíadas

Camila Del Manto Bomtempo

Ainda que esteja banida dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, assim como todos os representantes do atletismo da Rússia, Yelena Isinbayeva segue chamando a atenção na capital carioca. Em entrevista coletiva nesta sexta-feira, a esportista de 34 anos anunciou o fim de sua carreira.

"Estou encerrando minha carreira profissional. Achei que seria muito triste, mas fiquei inspirada, pois não estou dando adeus ao esporte, mas sim ao salto com vara. Me sinto realizada por ter concretizando meus sonhos e ter conquistado muitas medalhas. Quando eu acabar essa entrevista e sair desta sala, terá acabado", revelou.

Isinbayeva também falou sobre a punição aos atletas russos e a exclusão destes dos Jogos Olímpicos. Após esbravejar sobre a decisão, a atleta mostrou-se conformada.

"Em toda a minha carreira, eu sempre fui limpa, e sempre provei isso, pois todos os meus exames foram negativos, mas não pude competir no Rio. Antes eu disse que não perdoaria ninguém que me impediu de participar. Porém, eu mudei de ideia. Eu vou perdoar, pois não sou juiz, e deixarei que sejam julgados por Deus. Sinto-me mais aliviada, pois se eles acham que fizeram justiça comigo e com meus colegas russos, terão que ver com sua própria consciência", continuou.

Nesta quinta-feira, a russa foi eleita para integrar a Comissão de Atletas do Comitê Olímpico Internacional. Para Yelena, é uma maneira de evidenciar que sempre foi uma esportista que se manteve longe do doping. "Entrei para a Comissão de Atletas do COI, e isso evidencia que atletas ao redor do mundo, que já venceram Olimpíadas, confiam em mim como uma atleta limpa", finalizou.

Dona de inúmeros recordes e títulos no salto com vara, Isinbayeva ainda é dona de três medalhas olímpicas, dois ouros e um bronze, conquistados em Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012, respectivamente. A russa já tinha revelado que desejava disputar o Rio 2016 para tentar mais uma medalha olímpica antes de disputar a carreira, mas foi impedida.



sexta-feira, 29 de julho de 2016

Yelena Isinbayeva se despide de los Juegos Olímpicos de Río

La IAAF negó la participación de la rusa después de no encontrar motivos para reconsiderar la decisión de vetar al atletismo ruso.

Por: Redacción Deportiva


Yelena Isinbayeva no estará en los Juegos Olímpicos Río 2016. Foto: AFP
La atleta rusa Yelena Isinbayeva se rindió. Decidió tirar la toalla después de que la IAAF frustrara sus últimas esperanzas de competir en losJuegos Olímpicos de Río donde iba para intentar colgarse un tercer oroantes de anunciar su retiro como profesional. “Recibí la respuesta negativa de la IAAF. Lamentablemente, no han hecho una excepción conmigo. No me han permitido competir en los Juegos. El milagro no ocurrió. No es mi destino competir en Río”, escribió Isinbayeva en su cuenta de Instagram.
Isinbayeva reconoció que sus posibilidades de saltar en Río después de que el Tribunal de Arbitraje Deportivo (TAS) diera la razón a la IAAF eran pocas, pero decidió intentarlo animada por los dirigentes deportivos y los aficionados. El Consejo de Dopaje de la IAAF “estudió detenidamente” la petición de la doble campeona olímpica y dictaminó que “no hay motivos para reconsiderar la decisión” de vetar al atletismo ruso debido a la connivencia de la federación rusa con el dopaje.
Otra posibilidad era entrar a formar parte de la comisión de atletas del Comité Olímpico Internacional (COI), pero este explicó que esto únicamente le da derecho a asistir a los Juegos, pero no a competir. “Después del nacimiento de mi hijo los Juegos de Río aún tenían sentido. He sacrificado un tiempo que podía haber estado con mi hijo. Y ahora este sueño me lo han arrebatado”, dijo.
La pertiguista, de 34 años, pidió desesperadamente el miércoles ayuda al presidente ruso, Vladímir Putin, que tuvo que consolarle cuando rompió a llorar en la ceremonia de despedida del equipo olímpico ruso en el Kremlin. En cuanto a su posible retirada, la atleta rusa admitió que esperar otros cuatro años es prácticamente imposible y que su único aliciente era acabar su carrera con sus quintos Olímpicos. “Tengo ya 34 años y elijo a la familia”, sentenció hace unos días la atleta que se alzó con el oro en Atenas 2004 y Pekín 2008, además del bronce en Londres 2012.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

JOGOS OLÍMPICOS 2016

Corte decide deixar atletismo russo fora da Olimpíada do Rio


Corte Arbitral do Esporte (CAS) decidiu nesta quinta-feira (21) rejeitar o apelo feito pela Rússia para que seus competidores de atletismo, banidos devido a um esquema sistemático de dopagem, possam competir nos Jogos Olímpicos do Rio.

Yelena Isinbayeva é um dos destaques do atletismo da Rússia e favorita ao ouro no salto com vara.
Foto: Getty Images
A decisão afeta 68 atletas russos, entre eles Yelena Isinbayeva, bicampeã olímpica no salto com vara. E pode influenciar o Comitê Olímpico Internacional (COI), que, a menos de duas semanas dos Jogos, está sob pressão para banir toda a equipe russa das competições e já disse que levaria em conta a opinião do tribunal em sua decisão final. 

A Federação Internacional de Atletismo decidiu no mês passado suspender todos os competidores russos de atletismo, em meio ao escândalo que relacionou vários atletas do país a um programa de dopagem. A decisão foi tomada após a divulgação de um relatório da Wada, a agência mundial antidoping.

Semanas depois, em outro relatório, uma investigação da Wada encontrou indícios de um esquema de doping patrocinado pelo Estado russo na Olimpíada de Inverno de Sochi de 2014.

Os especialistas, liderados pelo jurista canadense Richard McLaren, afirmaram que o laboratório antidoping de Moscou operava para proteger os atletas russos dopados, dentro de um sistema comandado pelo Estado.

Um laboratório em Sochi executou um sistema de troca de amostras que permitiu a atletas russos dopados competirem nos Jogos de Inverno de 2014. Dezenas de atletas, incluindo 15 medalhistas, concorreram dopados, afirmou o relatório.

Segundo a investigação, o serviço secreto russo (FSB) e o centro de treinamento de atletas de ponta CSP tiveram participação ativa nas fraudes.

O dirigente do Comitê Olímpico da Rússia, Alexander Zhukov, disse na quarta-feira que o país não tem intenção de boicotar os Jogos em protesto contra a maneira como o escândalo de doping está sendo tratado. Segundo ele, a política não tem lugar no esporte.

Antes da decisão desta quinta-feira do tribunal, o Comitê Olímpico Russo havia anunciado a intenção de levar 387 esportistas homens e mulheres ao Rio de Janeiro.

quinta-feira, 30 de junho de 2016



A saltadora russa Yelena Isinbayeva solicitou à Federação Internacional de Atletismo (IAAF, sigla em inglês) a inscrição para competir nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, apesar dessa organização ter suspendido a federação de atletismo da Rússia devido ao escândalo de doping envolvendo a entidade, o que praticamente fechou as portas para essa possibilidade. 
"Isinbayeva remeteu ontem à IAAF a solicitação para competir nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro", informou nesta quinta-feira à agência "Interfax" a porta-voz da federação russa, Ala Gluschenko.
A bicampeã olímpica, que possui o recorde mundial do salto com vara, obteve a melhor marca mundial do ano ao saltar 4,9 metros no Campeonato de Atletismo da Rússia realizado na semana passada.
Embora o Comitê Olímpico Internacional (COI) tenha permitido que os atletas russos que consigam comprovar que estão limpos possam competir no Rio, mesmo com a suspensa da federação, a IAAF, em cujas mãos o COI deixou a decisão sobre quem está fora de qualquer suspeita, impôs como condição que esses atletas tenham treinado fora da Rússia.
Nessas condições, apenas uma atleta russa, a corredora Yuliya Stepanova, que também contribuiu para revelar os escândalos de doping, poderia comparecer aos Jogos.
Apesar disso, 67 atletas russos manifestaram sua intenção de solicitar de forma individual sua participação nos Jogos Olímpicos, mas também recorreram na segunda-feira passada à Corte Arbitral do Esporte (CAS) na Suíça contra a decisão da IAAF que os desabilita a competir em eventos internacionais.
A suspensão da federação russa foi imposta pela IAAF depois que uma comissão independente da Agência Mundial Antidoping (Wada, sigla em inglês) recomendou em novembro de 2015 a exclusão da entidade de qualquer competição internacional, inclusive os Jogos do Rio de Janeiro.
A primeira entidade em acusar a Rússia de doping de Estado foi a emissora pública alemã "ARD", que em um documentário exibido em 2014 expôs um intrincado sistema de doping acobertado pelo Estado russo.
Uma comissão independente da Wada confirmou que a Rússia não estava cumprindo com os protocolos estabelecidos pelo código mundial antidoping e que o governo de Moscou fazia parte de um esquema de corrupção e acobertamento para que atletas de elite russos utilizassem substâncias proibidas em competições internacionais.



A saltadora russa Yelena Isinbayeva solicitou à Federação Internacional de Atletismo (IAAF, sigla em inglês) a inscrição para competir nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, apesar dessa organização ter suspendido a federação de atletismo da Rússia devido ao escândalo de doping envolvendo a entidade, o que praticamente fechou as portas para essa possibilidade. 
"Isinbayeva remeteu ontem à IAAF a solicitação para competir nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro", informou nesta quinta-feira à agência "Interfax" a porta-voz da federação russa, Ala Gluschenko.
A bicampeã olímpica, que possui o recorde mundial do salto com vara, obteve a melhor marca mundial do ano ao saltar 4,9 metros no Campeonato de Atletismo da Rússia realizado na semana passada.
Embora o Comitê Olímpico Internacional (COI) tenha permitido que os atletas russos que consigam comprovar que estão limpos possam competir no Rio, mesmo com a suspensa da federação, a IAAF, em cujas mãos o COI deixou a decisão sobre quem está fora de qualquer suspeita, impôs como condição que esses atletas tenham treinado fora da Rússia.
Nessas condições, apenas uma atleta russa, a corredora Yuliya Stepanova, que também contribuiu para revelar os escândalos de doping, poderia comparecer aos Jogos.
Apesar disso, 67 atletas russos manifestaram sua intenção de solicitar de forma individual sua participação nos Jogos Olímpicos, mas também recorreram na segunda-feira passada à Corte Arbitral do Esporte (CAS) na Suíça contra a decisão da IAAF que os desabilita a competir em eventos internacionais.
A suspensão da federação russa foi imposta pela IAAF depois que uma comissão independente da Agência Mundial Antidoping (Wada, sigla em inglês) recomendou em novembro de 2015 a exclusão da entidade de qualquer competição internacional, inclusive os Jogos do Rio de Janeiro.
A primeira entidade em acusar a Rússia de doping de Estado foi a emissora pública alemã "ARD", que em um documentário exibido em 2014 expôs um intrincado sistema de doping acobertado pelo Estado russo.
Uma comissão independente da Wada confirmou que a Rússia não estava cumprindo com os protocolos estabelecidos pelo código mundial antidoping e que o governo de Moscou fazia parte de um esquema de corrupção e acobertamento para que atletas de elite russos utilizassem substâncias proibidas em competições internacionais.

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