sábado, 13 de junho de 2026

CBV Brasília ganha Quadra Legado da VNL e novo núcleo do VivaVôlei

Evento de inauguração reuniu atletas, lideranças do voleibol e crianças da região em celebração que marca a expansão do VivaVôlei na capital federal



Inauguração da Quadra Legado da Liga das Nações de Vôlei (VNL Legacy Court – Brazil 2026) reuniu cerca de 80 participantes (Patricy Albuquerque/Soho/CBV)

A cidade de Brasília ganhou oficialmente, nesta sexta-feira (12/6), mais um importante espaço para o desenvolvimento do voleibol e para a promoção da inclusão social. A inauguração da Quadra Legado da Liga das Nações de Vôlei (VNL Legacy Court – Brazil 2026) reuniu cerca de 80 participantes, entre crianças da comunidade, atletas da VNL, representantes da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), da Volleyball World, da Volleyball Foundation, imprensa e convidados.



A cerimônia marcou a entrega oficial da quadra revitalizada e contou com a revelação da obra de arte exclusiva desenvolvida para o projeto Legacy Court, iniciativa que busca deixar um legado permanente para as comunidades que recebem etapas da VNL ao redor do mundo.

Entre os destaques do evento estiveram a presença dos atletas da seleção brasileira Lucarelli, Darlan e Maique; do presidente da CBV, Radamés Lattari; do vice-presidente da CBV e presidente do Instituto VivaVôlei, Gustavo Toroca; a participação da ex-jogadora cubana Mireya Luis, representando a Volleyball Foundation; além de uma série de atividades esportivas e recreativas envolvendo crianças e adolescentes da região. Os jovens tiveram a oportunidade de interagir com os atletas de alto rendimento, vivenciando experiências que os aproximaram das estrelas do esporte.

“A CBV tem um agradecimento especial à Volleyball Foundation, à FIVB, ao Instituto VivaVôlei e ao Governo do Distrito Federal por darem a oportunidade a essas crianças de jogarem voleibol. Ficou uma quadra muito bonita, feita com muito carinho, para que essas crianças tenham a oportunidade de se incluir na sociedade e, em conjunto com outras crianças, trabalharem seus futuros não só no voleibol, mas também na área educacional”, disse o presidente da CBV, Radamés Lattari.

“O Instituto VivaVôlei só tem a agradecer à CBV, à Volleyball Foundation e à FIVB. Essa parceria dá oportunidades para essas crianças. A inclusão social transforma vidas. Educação e esporte, juntos, ajudam a formar a personalidade da criança e do adolescente. Respeito ao adversário, aos professores, saber ganhar e perder: tudo isso são fatores que formam um cidadão”, afirmou Gustavo Toroca, vice-presidente do Instituto VivaVôlei.

A inauguração da Quadra Legado também representa o início das atividades de um novo núcleo do VivaVôlei em Brasília. A iniciativa foi viabilizada por meio de recursos da Volleyball Foundation, braço social da FIVB, e terá duração inicial de seis meses, com possibilidade de renovação. O projeto beneficiará crianças e adolescentes da região, utilizando o voleibol como ferramenta de inclusão social, desenvolvimento humano e formação cidadã.

Como parte das ações previstas, 28 crianças participaram da cerimônia de inauguração da Quadra Legado e tiveram a oportunidade de vivenciar a atmosfera da Liga das Nações de Vôlei, participando de atividades em quadra durante partidas da competição. Após o encerramento da VNL, a quadra seguirá como espaço de prática esportiva e será utilizada nas atividades do VivaVôlei, ampliando o acesso ao esporte e fortalecendo o legado deixado pelo evento na capital federal.

“Há 23 anos, era eu quem estava na quadra, praticando em uma pracinha. Hoje, poder ter o meu rosto desenhado em uma quadra como essa é uma honra. É poder servir de exemplo e fazer as pessoas acreditarem que os sonhos são possíveis. Quando eu estava naquele momento, sonhava em ser jogador de vôlei, e hoje estou aqui”, disse o capitão da seleção masculina, Lucarelli.

A ação reforça o compromisso conjunto da CBV, da FIVB, da Volleyball World, da Volleyball Foundation e do Instituto VivaVôlei em promover o desenvolvimento do voleibol para além das quadras de competição, ampliando o impacto social da modalidade e inspirando novas gerações de atletas.

Copa Brasil Ouro de Tênis de Mesa deve reunir cerca de 400 atletas de todo o país em Palmas



Por Reinaldo Cisterna 

Palmas sediará a Copa Brasil Ouro de Tênis de Mesa de 25 a 28 de junho, deve reunir cerca de 400 atletas de diversas regiões do Brasil em uma das principais competições nacionais da modalidade.

A cidade de Palmas será palco de uma das principais competições do calendário nacional do tênis de mesa entre os dias 25 e 28 de junho de 2026. A capital tocantinense receberá a Copa Brasil Ouro de Tênis de Mesa, evento que deve reunir aproximadamente 400 atletas de diversas regiões do país no Ginásio da CEULP/ULBRA.

A informação foi confirmada pelo presidente da Federação Tocantinense de Tênis de Mesa (FTTM), Raphael Azevedo (Chokito). Segundo ele, a competição é promovida pela Federação Tocantinense de Tênis de Mesa em parceria com a Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM), reforçando o protagonismo de Palmas como uma das principais sedes da modalidade no Brasil.


Disputas em várias categorias

A Copa Brasil Ouro contará com competições nas categorias Individual Olímpico, Individual Paralímpico e Duplas, reunindo atletas de diferentes faixas etárias e níveis técnicos. A expectativa é de disputas de alto nível, com a presença de alguns dos principais nomes do tênis de mesa nacional.

Reconhecimento nacional

A realização da competição em Palmas pelo terceiro ano consecutivo é resultado do trabalho desenvolvido pela Federação Tocantinense de Tênis de Mesa e do reconhecimento conquistado junto à Confederação Brasileira de Tênis de Mesa.

Em 2025, a etapa realizada na capital tocantinense recebeu excelente avaliação de atletas, dirigentes e da organização nacional, sendo apontada como a terceira melhor competição do circuito brasileiro promovido pela CBTM.

Como consequência desse sucesso, a etapa de 2026 foi elevada à categoria Ouro, uma das mais importantes do calendário nacional da modalidade. A mudança representa maior valorização técnica da competição, oferecendo pontuação superior para o ranking brasileiro e atraindo atletas de destaque de todo o país.

Fortalecimento do esporte no Tocantins

Para o presidente da FTTM, Raphael Chockito, a realização da Copa Brasil Ouro demonstra o crescimento do tênis de mesa no Tocantins e a capacidade de Palmas de sediar grandes eventos esportivos nacionais.

Além de fomentar o desenvolvimento da modalidade, a competição também contribui para a movimentação da economia local, impulsionando os setores de hotelaria, alimentação, transporte e turismo esportivo durante os dias do evento.

Evento: Copa Brasil Ouro de Tênis de Mesa 2026

Data: 25 a 28 de junho de 2026

Local: Ginásio da CEULP/ULBRA, em Palmas (TO)

Realização: Federação Tocantinense de Tênis de Mesa (FTTM) e Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM)

Entrada: Gratuita

https://aloesporte.com.br/

Consciência política e planejamento trazem craques de volta à África


Instagram/Seleção de Marrocos


Por Igor Carvalho – Brasil de Fato

Para jornalista que cobre o futebol africano, 'existe um despertar de consciência da nova geração africana'

Quando Guéla Doué, jogador da Costa do Marfim, chutou a bandeirinha de escanteio que trazia o símbolo da Federação Francesa de Futebol em Nantes (França), aos oito minutos do segundo tempo do amistoso contra os franceses, após um belo gol, ele criava o principal momento político do mundo do futebol no ambiente pré-Copa do Mundo.

O amistoso entre Costa do Marfim e França carregava uma peculiaridade. Em campo, Guéla enfrentava seu irmão, Désiré Doué, uma das principais apostas para o futuro do futebol francês.

Os irmãos Doué nasceram em Angers, na França, mas são filhos de marfinenses. Désiré quis jogar pela seleção francesa, enquanto Guéla optou por defender a Costa do Marfim, país de origem de seus pais.

“Desde pequeno, sonho em vestir essa camisa. É uma honra fazer parte de uma nação que acaba de ser coroada tricampeã africana. A camisa laranja representa o elefante, representa a pátria; é pura alegria estar aqui. Meu pai é marfinense, e é um grande orgulho poder representar esta camisa hoje”, declarou Guéla Doué quando anunciou sua escolha em defender a seleção marfinense no lugar da francesa.

A atitude de Guéla encontra eco em um movimento crescente na África, que ganhará contornos mais firmes na Copa do Mundo deste ano, disputada no México, Canadá e nos Estados Unidos. Jogadores nascidos na Europa, filhos de africanos, decidiram voltar às origens e defender o país de suas famílias.

Esse fenômeno se consolidou como uma das chaves fundamentais para o sucesso competitivo e a evolução do nível de competitividade das seleções do continente. Luis Fernando Filho, jornalista e fundador do projeto Ponta de Lança, que trata de política e futebol africano, explicou o êxodo dos jogadores à África.

“Existe um despertar de consciência da nova geração africana sobre a questão de pertencimento, mas também de honrar os pais. Estamos falando de pessoas que nasceram na França, mas, dentro de casa, têm a identidade africana preservada, pois os costumes se mantêm. Um exemplo é Guéla Doué, que fez o gol contra a França, que escolheu representar outro país por conta do pai dele, que é marfinense”, explicou Filho.

Os casos são diversos. Na Copa do Mundo 2026, a seleção do Congo terá como principal atacante Cédric Bakambu, que nasceu em Vitry-sur-Seine, na França. Um dos melhores laterais-direitos do mundo, Achraf Hakimi, nasceu na Espanha, mas escolheu se tornar o pilar de Marrocos em campo. O excelente e habilidoso meia Hakim Ziyech, nascido na Holanda, também defenderá a seleção marroquina, com a qual assombrou o mundo ao alcançar as semifinais na Copa do Mundo do Catar, em 2022.

Há outros exemplos marcantes dessa engrenagem de repatriação esportiva e cultural que desfilarão nesta Copa do Mundo. Nascidos na França, tem Nicolas Pépé (que joga pela Costa do Marfim), Ismaël Bennacer (Argélia), Kalidou Koulibaly (Senegal), Riyad Mahrez (Argélia) e Iliman Ndiaye (Senegal).

Já Nordin Amrabat nasceu na Holanda, mas jogará pela seleção marroquina. Brahim Díaz tem origem espanhola e é a grande aposta de futuro do Real Madrid, mas, neste campeonato, defenderá o Marrocos. Aaron Wan-Bissaka, lateral de elite que escolheu representar a RD Congo, nasceu, na verdade, na Inglaterra.

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