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sábado, 7 de agosto de 2021

Kipchoge domina, vence maratona e conquista bicampeonato olímpico

 


Queniano Eliud Kipchoge venceu a maratona masculina das Olimpíadas de Tóquio
Imagem: REUTERS/Kim Hong-Ji

DO UOL, EM SÃO PAULO

07/08/2021 21H09ATUALIZADA EM 07/08/2021 22H59

O queniano Eliud Kipchoge mostrou, hoje, o motivo de ser o atual recordista mundial da maratona e campeão olímpico na Rio-2016. Na maratona masculina das Olimpíadas de Tóquio, o veterano de 36 anos disparou na reta final e conquistou a medalha de ouro ao cruzar a linha de chegada com o tempo de 2h08min38 após os mais de 42 quilômetros da prova.



O Quênia estava perto da prata, com Lawrence Cherono. Porém, nos metros finais, o holandês Abdi Nageeye e o belga Bashir Abdi ultrapassaram o queniano e levaram a prata e o bronze, respectivamente.

Kipchoge se tornou apenas o terceiro bicampeão olímpico da maratona na história das Olimpíadas. Antes dele, Abebe Bikila, da Etiópia, e Waldemar Cierpinski, da Alemanha Oriental, fizeram o mesmo.

O brasileiro Daniel do Nascimento chegou a liderar a maratona antes da metade, mas caiu no chão duas vezes, precisou de atendimento médico e abandonou a prova no quilômetro 26. No total, 30 corredores não conseguiram completar o percurso, muitos deles desgastados pelas condições climáticas —alta temperatura e umidade elevada no ar.

O Brasil teve outros dois representantes. Daniel Chaves da Silva desistiu antes da metade, enquanto Paulo Roberto de Paula era o 85º na metade. Ele terminou a maratona na 69ª posição, após 2h26min08. "Nem sempre o vencedor é aquele que chega na frente, às vezes, é aquele que consegue superar os seus limites", afirmou o brasileiro à SporTV, relatando ter treinado com lesão às vésperas dos Jogos.

A prova

Na metade da prova, o líder era o sul-africano Stephen Mokoka, seguido pelo pelotão de mais de 20 atletas. Entre eles, estava Daniel, que completou a primeira metade da maratona em terceiro.

Porém, o brasileiro caiu no asfalto com 1h19 de prova e ficou para trás do pelotão. Ele se levantou e aumentou o ritmo para se reaproximar do pelotão, mas não adiantou. No quilômetro 26, com 1h21 de prova, Daniel voltou a cair no chão e precisou de atendimento, encerrando sua participação na maratona.

Daniel do Nascimento - REUTERS/Feline Lim

Brasileiro Daniel do Nascimento chegou a liderar o pelotão antes da metade da maratona
Imagem: REUTERS/Feline Lim

Com 1h30 de prova, o Quênia tinha os três primeiros colocados, com o pelotão diminuindo e contando com cerca de 10 atletas.

No quilômetro 30, Kipchoge aumentou o ritmo e se distanciou na liderança. E ninguém voltou a se aproximar do queniano, que abriu mais de um minuto de vantagem para o segundo colocado. O ouro já tinha dono. A disputa, então, era para saber quem completaria o pódio.



Quatro atletas brigavam pela prata e pelo bronze: o queniano Lawrence Cherono, o espanhol Ayad Lamdassem, o holandês Abdi Nageeye e belga Bashir Abdi.

O espanhol ficou para trás, o queniano foi ultrapassado nos últimos metros, e Nageeye e Abdi completaram o pódio.



terça-feira, 3 de agosto de 2021

Duplantis vence e Thiago Braz é bronze no salto com vara

Duplantis confirma favoritismo e Thiago Braz campeão olímpico nos Jogos do Rio de Janeiro conquista segundo pódio do Brasil no atletismo em Tóquio.


Mondo Duplantis (© Dan Vernon)

O sueco Armand Duplantis, recordista mundial do salto com vara, confirmou o favoritismo nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 e ficou com o ouro, com 6,02 m. A medalha de prata foi para o norte-americano Christopher Nilsen com 5,97m. 

Thiago Braz voltou a fazer história e levou a medalha de bronze nesta terça-feira nos Jogos Olímpicos de Tóquio, com 5,87 m. O brasileiro alcançou  duas medalhas olímpicas consecutivas com ouro no Rio-2016 e agora o terceiro lugar em Tóquio.

 


Thiago Braz garante medalha de bronze no salto com vara — Foto: REUTERS/Aleksandra Szmigiel

Já o francês Renaud Lavinellie ficou sem medalhas após tentar uma vez com o sarrafo a 5,87 m e não conseguir e depois de falhar ao tentar saltar a 5,92 nas duas tentativas que lhe restavam.

Com a medalha de bronze de Thiago Braz, o Brasil soma duas medalhas no atletismo. Nos 400m com barreiras, Alison dos Santos também conquistou o bronze, com direito a recorde sul-americano (46s72).

Confira os Resultados da prova

ATLETISMO - Karsten Warholm da Noruega quebra recorde mundial ao ganhar ouro nos 400m masculinos com barreiras

 


TÓQUIO, JAPÃO - 03 DE AGOSTO: Karsten Warholm do Team Norway reage depois de ganhar a medalha de ouro na Final Masculina com Barreiras 400m no dia onze dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 no Estádio Olímpico em 03 de agosto de 2021 em Tóquio, Japão. (Foto de Michael Steele / Getty Images)

O esporte também é Cuba

 

OSCAR SÁNCHEZ SERRA, ENVIADO ESPECIAL EM TÓQUIO FREDDY PÉREZ CABRERA 3 DE AGOSTO DE 2021 

01:08:25



TÓQUIO. - Nestes primeiros dias de agosto é quando Cuba conquistou mais medalhas em sua passagem pelos Jogos Olímpicos, sete no total, incluindo as vitórias de Mijaín López, com sua quarta coroa olímpica, Luis Orta, com sua primeira, e a da dupla cubana de Serguey Torres e Fernando Dayán, que encerrou um dia mágico, para que a delegação cubana tivesse sua melhor safra até agora nestes Jogos.

Com essas medalhas e outras cinco conquistadas no boxe, Cuba já está entre os 16 primeiros países no quadro de medalhas, o que corresponde ao seu propósito competitivo de estar entre os 20 primeiros.

O jovem Luis Orta foi impressionante, com mais uma dissertação para a conquista do título, sem falar de Mijaín López, com uma final em que foi ainda mais forte. Ao felicitá-los, por meio de um telefonema, o Primeiro Secretário do Partido Comunista de Cuba e Presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, transmitiu à delegação uma mensagem: “Que continuemos a colher vitórias, com a dignidade de atletas. O esporte também é Cuba ».

Foto: Roberto Morejón

Em uma final épica, a dupla cubana de Serguey Torres e Fernando Dayán, vários campeões da Copa do Mundo, conquistou a medalha de ouro na final olímpica em uma canoa de dois lugares a 1.000 metros (C2-1000). Na disputa pelo título, os cubanos, que tiveram um tempo de 3:24,995, tiveram que superar a tripulação chinesa, que estava na liderança da competição o tempo todo, e os alemães, que eram os favoritos e também lutaram até o fim. 

A medalha de prata de Leuris Pupo foi impressionante, avançando para a final no último minuto e colocando o coração em sua pistola em sua sexta edição sob os cinco anéis; Juan Miguel Echevarría se lesionou novamente e ficou com a prata, dividindo o pódio com seu companheiro Maikel Massó, bronze da tampa, como Yaimé Pérez, no disco, prova que deixou a bicampeã olímpica, a croata Sandra Perkovic, sem medalhas.

Hoje pode ser mais um grande dia, Roniel Iglesias vai para o ring Tokyo-2020, nos 69 quilos do boxe.

Foto: Morejón, Roberto



domingo, 1 de agosto de 2021

Alison dos Santos bate próprio recorde e vai à final dos 400m com barreiras

 


Alison dos Santos está na final dos 400 metros com barreiras nas Olimpíadas de TóquioImagem: Wagner Carmo/CBAt

BEATRIZ CESARINI

Do UOL, em Tóquio

01/08/2021 09H23

Um dos principais nomes do atletismo brasileiro nos Jogos Olímpicos de Tóquio, Alison dos Santos vai disputar a final dos 400 m com barreiras. O atleta brasileiro garantiu sua vaga hoje com o tempo de 47s31 na segunda bateria, o segundo melhor de toda a semifinal, que também é recorde sul-americano.

Com o sorriso no rosto e tranquilo, o jovem de 20 anos parecia um veterano após a prova - a final será no dia 3 de agosto, 0h20 (pelo horário de Brasília).

"Estou bem confiante para essa competição, treinei bastante, estou bem condicionado, então aumenta muito a confiança. Tenho meus amuletos da sorte, pessoas que estão comigo e me colocam no chão de volta, me fazem entender que estou aqui mas não posso deixar o nervosismo subir à cabeça", disse o brasileiro. "Está só começando a jornada. Com um tiro de cada vez, consegui chegar na final. Agora é brigar pela medalha", disse, ao SporTV.

Apenas um corredor marcou tempo melhor que Alison nas semifinais: o recordista mundial Karsten Warholm, da Noruega, que anotou 47s30, só um centésimo à frente do brasileiro. Outro favorito, o americano Rai Benjamin, ficou na segunda posição de sua bateria, com 47s37, e é outro adversário para o corredor paulista.

"No atletismo, lógico que o Benjamin e o Warholm são favoritos ao ouro. Mas são oito chances na final. Todos brigam por três medalhas. Não dá para dizer quem vai levar. Espero que seja eu um deles", avaliou Alison.

O excelente resultado do brasileiro veio em uma corrida em que ele finalizou os últimos metros com tranquilidade. Ou seja: há espaço para um tempo ainda melhor.

"Meu treinador me deu o poder de decisão na prova, se eu ia correr a prova toda forte ou se ia controlar em algum momento", contou o barreirista, que tem como característica iniciar a prova de forma mais conservadora e acelerar na metade final. "Achei que não tinha feito uma prova boa até a oitava barreira, então decidi continuar bem forte, virar bem forte. Quando eu vi depois, me arrependi um pouco, dava para ter feito mais forte esse tiro. Foi um bom resultado, estou muito feliz de estar na final, muito contente, estávamos planejando isso, sonhando com isso, e agora está virando realidade", disse.

Finalistas

Os favoritos Karsten Warholm, da Noruega, com 47s30, e Rai Benjamin, dos EUA, com 47s37, garantiram lugar na decisão liderando a primeira bateria com uma certa folga.

Na segunda série também deu a lógica. Alison dos Santos, com 47s31, venceu com tranquilidade e foi seguido pelo qatari Abderrahman Samba, que apesar de ter falhado em uma das barreiras, foi à final com o tempo de 47s47.

Na terceira série, o jamaicano Jaheel Jam liderava a prova até tropeçar em uma barreira e cair. Melhor para McMaster, das Ilhas Virgens Britânicas, que marcou 48s26, e para o estoniano Rasmus Magi, que fez 48s36, garantindo lugar na final.

Além deles, o italiano Alessandro Sibilio, com 47s93 e o urco Yasmani Copello, com 47s88 também se classificaram.

https://www.uol.com.br/esporte/olimpiadas/ultimas-noticias/2021/08/01/semifinal-400-m-com-barreiras.htm

segunda-feira, 26 de julho de 2021

Previsão das Olimpíadas de Tóquio: Salto com Vara



Os saltadores com vara Anzhelika Sidorova e Mondo Duplantis (© Getty Images)



Salto com Vara Feminino


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Algumas semanas antes de sua conquista do título mundial em Doha, em 2019, Anzhelika Sidorova chorava por causa da derrota na final da Diamond League. Essa derrota ajudou a alimentá-la para uma primeira vitória mundial ao ar livre, no entanto, e agora a atleta neutra autorizada a competir está entre as principais candidatas a buscar o ouro novamente.

Em uma final mundial com grande disputa, Sidorova conquistou o primeiro lugar graças à sua terceira vez em  4,95 m (PB)Desta vez, ela se dirige para a competição mundial com um melhor salto da temporada de 4,91 m - uma altura que a coloca em segundo lugar na lista mundial - fruto de sua vitória no encontro da Wanda Diamond League em Florença, enquanto ela também fez 4,80 m em duas outras ocasiões. Foi a decepção ao terminar em sétimo com 4,64 m em sua abertura da temporada em Doha, em maio, que a deixou determinada a “mostrar que poderia saltar muito mais alto”.

A conquista do título da Diamond League de 2019 foi conquistada pela atual campeã olímpica Katerina Stefanidi, que também conquistou o ouro mundial em 2017, mas teve que se contentar com o terceiro lugar dois anos depois, em Doha. Depois dessa competição, ela lutou com um problema não diagnosticado no calcanhar que a manteve fora de ação em 2020, e embora ela não esteja entre as três atletas de mais de 4,90 m deste ano, a recordista grega voltou até agora a uma melhor marca de 4,80 m, quando ela conseguiu terminar em terceiro na Diamond League em Roma. Sua experiência em grandes campeonatos também será inestimável, pois ela faz parte de uma relação de atletas  repleta de qualidade.

Como na final mundial de 2019, que contou com um recorde de participação de 17 atletas depois de todas terem conseguido a altura de qualificação automática de 4,60 m, a batalha deste ano pela glória olímpica poderia ser de várias maneiras.

Se juntando a Sidorova com mais de 4,90 m neste verão estão a líder mundial dos EUA Katie Nageotte e a recordista britânica Holly Bradshaw.


Nageotte pode ter menos experiência em campeonatos importantes - ela fez sua estreia no Campeonato Mundial Indoor de 2018, onde terminou em quinto lugar - mas a jovem de 29 anos tornou-se uma das saltadoras mais consistentes do mundo. Este ano, ela saltou mais de 4,90m em quatro competições, saltando 4,93m em maio e 4,94m durante uma reunião indoor em junho, antes de adicionar outro centímetro a essa marca para ganhar o título dos EUA. As melhores do mundo também não fogem de competir entre si, então ela tem experiência em enfrentar as melhores e vencer, inclusive nos encontros da Diamond League em Doha e Mônaco este ano.

Ela também está bem ciente do que pode ser necessário para vencer em Tóquio.

“Eu quero trazer algum hardware para casa para a equipe dos EUA”, disse ela após sua vitória nas eliminatórias dos EUA. “Acho que devo saltar cinco metros para ganhar uma medalha e é assim que vou treinar.”

A único atleta que até agora tem experiência de passar por cima de uma barra de cinco metros de altura é a companheira de equipe de Nageotte nos Estados Unidos, Sandi Morris. Em segundo lugar na lista mundial de todos os tempos ao ar livre  com seus 5,00 m de 2016, a campeã mundial indoor de 2018 só conseguiu terminar em terceiro nas seletivas dos Estados Unidos, mas fez o suficiente para garantir sua vaga em uma segunda equipe olímpica, onde tentará construir a prata conquistada no Rio e a vice-campeã nas duas últimas edições do Mundial de Atletismo. Morris, que saltou 4,88m indoor este ano e 4,84m ao ar livre, também segue para Tóquio depois de uma vitória na Diamond League em Gateshead, onde saltou 4,76m.

Bradshaw foi a segunda na ocasião, algumas semanas depois de seu recorde nacional de 4,90m no Campeonato Britânico, e a medalhista mundial de bronze indoor de 2012 também tem desempenhos de 4,85m dentro de casa e 4,82m ao ar livre para fazer isso este ano.

Nina Kennedy sofreu uma série de lesões em 2019, mas seu retorno inclui um recorde australiano de 4,82 m em março, enquanto Morgann LeLeux se junta a Nageotte e Morris na equipe dos EUA depois de seu segundo lugar nos testes. As eslovenas Tina Sutej e Iryna Zhuk, da Bielo-Rússia, limparam 4,74 m neste verão.

A campeã mundial de 2015 de Cuba, Yarisley Silva, compete em seus quartos Jogos Olímpicos, nove anos depois de garantir a prata em Londres.

Jess Whittington para World Athletics

Salto com Vara Masculino

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Desde o último Campeonato Mundial de Atletismo em Doha, o salto com vara masculino tem se centrado na Mondo.

Armand “Mondo” Duplantis carregou tudo pela frente desde a medalha de prata atrás do campeão mundial Sam Kendricks aos 19 anos em 2019, passando de prodígio a detentor do recorde mundial em um piscar de olhos.

Duplantis - que pratica salto com vara virtualmente desde que conseguiu correr, sob a influência de seu pai, o ex-saltador com vara dos Estados Unidos Greg Duplantis - conquistou os holofotes mundiais no início de 2020 quando superou duas vezes o recorde mundial estabelecido de 6,16 m com saltos extraordinárias de 6,17 m em Torun, Polônia, e 6,18 m em Glasgow, Reino Unido, em semanas consecutivas em fevereiro no World Indoor Tour.

Ele estava treinando bem quando a pandemia Covid-19 estava começando no mundo com uma série de restrições que impediram muitos atletas de treinar como de costume por meses, incluindo Duplantis, que desenvolveu um jogo de golfe medíocre durante o intervalo.

No entanto, quando teve a oportunidade de retornar aos treinos, ele rapidamente recuperou o ritmo e alcançou o melhor salto mundial de 6,15 m no encontro da Wanda Diamond League em Roma em setembro, estabelecendo-se como o melhor saltador com vara da história indoor e ao ar livre.

Ele adotou uma abordagem mais comedida para começar este ano olímpico, enquanto ainda saltava 6,10 m indoor em fevereiro e novamente ao ar livre na reunião do World Athletics Continental Tour Gold em Hengelo em junho, enquanto ele cronometrava sua corrida para seus primeiros Jogos Olímpicos.

Ele também superou os seis metros em suas duas últimas competições antes das Olimpíadas, um nível de consistência acima da ainda imponente barreira de seis metros que nenhum de seus rivais pode igualar.

O atleta mundial masculino do ano em 2020, ele montou uma temporada perfeita de 16 vitórias consecutivas no ano passado e venceu 11 de 12 competições este ano, mas aquela derrota - para Kendricks em condições horríveis de chuva e vento no encontro da Diamond League em Gateshead em maio - dará a seus rivais a esperança de que ele não seja invencível.

Afinal, o brasileiro Thiago Braz deu uma das maiores reviravoltas das Olimpíadas do Rio há cinco anos, quando derrotou o então recordista mundial Renaud Lavillenie e conquistou a medalha de ouro com a melhor marca pessoal de 6,03m.


Duplantis é o único homem com mais de seis metros este ano, mas haverá cinco homens em campo que alcançaram esse marco ao ar livre em algum estágio de suas carreiras, incluindo Kendricks (6,06 m), Lavillenie (6,05 m) e o polonês Piotr Lisek (6,02 m).

O estadista mais velho Lavillenie, Kendricks e o companheiro de salto norte-americano Chris Nilsen completaram 5,92m cada, com Ernest Obiena (5,87m) tentando se tornar o primeiro atleta de atletismo das Filipinas a ganhar uma medalha olímpica em 85 anos.

Ao todo, foram 20 homens com mais de 5,80m este ano - incluindo o atual campeão Braz - o que aponta para uma competição acirrada.

No entanto, Lavillenie, de 34 anos, torceu o tornozelo há apenas duas semanas quando caiu em um tapete sem jeito enquanto se preparava para uma competição na França e vai precisar de toda a sua experiência para estar pronto para competir perto de seu melhor em Tóquio.

Há um famoso espírito colegial entre os melhores saltadores com vara do mundo - Duplantis segurou um guarda-chuva sobre Kendricks para protegê-lo da chuva enquanto se preparava para derrotar o sueco nascido nos Estados Unidos em Gateshead. Enquanto isso, Lavillenie trata Duplantis como se ele fosse seu irmão mais novo e o treinou em campo quando ele estabeleceu o melhor outdoor de 6,15 m em Roma no ano passado.

Mas, uma vez que eles entram na pista, eles são os mais ferozes dos competidores, o que torna uma competição fascinante e confiável, e Tóquio não deve ser diferente.

Nicole Jeffery para World Athletics

 Confira a PROGRAMAÇÃO dos Jogos

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Previsão das Olimpíadas de Tóquio: Lançamento do Martelo


 Pawel Fajdek e DeAnna Price no martelo nas Olimpíadas (© Getty Images)

Lançamento do Martelo Masculino

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Será este finalmente o momento de Pawel Fajdek?

O polonês tem sido o melhor no martelo masculino na última década, período em que conquistou quatro títulos mundiais e produziu 62 lançamentos de 80 metros. Mas quando se trata dos Jogos Olímpicos, Fajdek não teve a melhor sorte.

Ele foi para Londres em 2012 como o terceiro melhor lançador do mundo, mas não registrou um lançamento válido na fase de qualificação. No Rio quatro anos depois, ele lutou mais uma vez na classificação e registrou uma melhor marca de apenas 72,00m, o que não foi suficiente para avançar.

Se ele conseguir conquistar esses demônios em Tóquio, estará entre os favoritos ao ouro.

Embora sua melhor marca vitalícia de 83,93 m, um recorde polonês, tenha sido batida em 2015, o atleta de 32 anos continua a lançar grandes lançamentos e superou 82 metros quatro vezes este ano, superado por seus 82,98 m em maio.

Seu recorde de 2021 não é isento de defeitos, porém, e em algumas competições este ano ele registrou cinco faltas em sua série de competição.

Embora possa não precisar de um grande lance para passar pela qualificação, Fajdek precisará estar perto de seu melhor na final se quiser conquistar seu primeiro ouro olímpico, porque Rudy Winkler, dos EUA, vai para a capital japonesa em forma sensacional.


O finalista mundial quebrou a barreira dos 80 metros pela primeira vez apenas no ano passado, mas recuperou essa forma com grandes lançamentos consistentes. Ele venceu as seletivas dos Estados Unidos com o recorde norte-americano de 82,71m, produzindo uma série com cinco lançamentos de 80 metros. Ele comentou depois como a competição parecia quase sem esforço, sugerindo que há mais por vir.

Nos últimos anos, Fajdek não teve de procurar além de seu país para enfrentar adversários de alto nível. O polonês Wojciech Nowicki venceu Fajdek pelo título europeu em 2018 e ganhou medalhas de bronze nos últimos três Campeonatos Mundiais.

Ele também conquistou o bronze nos Jogos Olímpicos de 2016, mas fará questão de se livrar de sua reputação de perene terceiro colocado. O melhor de uma temporada de 81,36 m em sua competição final pré-Tóquio sugere que ele está se recuperando na hora certa.

O jovem ucraniano Mykhaylo Kokhan, uma estrela de sua faixa etária nos últimos anos, terminou em quinto no Campeonato Mundial em Doha e continuou a melhorar. Ele derrotou Fajdek e Nowicki no recente encontro Continental Tour Gold em Szekesfehervar, jogando um PB de 80,78 m - o melhor arremesso de todos os tempos por um jovem de 20 anos. Ele pode jogar mais longe em Tóquio, entretanto, já que tem um talento especial para produzir PBs em finais de campeonatos importantes.

Desde que conquistou a prata mundial em 2019, o francês Quentin Bigot também melhorou. Ele estabeleceu um PB de 78,99 m no início do ano e depois lançou 79,70 m em Turku no mês passado.

O medalhista de bronze mundial e europeu Bence Halasz também deve ser observado. O húngaro teve a melhor marca de uma temporada de 78,12 m em sua última competição antes de seguir para Tóquio.

Outros a serem observados incluem o norte-americano Daniel Haugh, que estabeleceu cinco PBs este ano, o medalhista mundial de prata em 2017 Valeriy Pronkin, o detentor do recorde mexicano Diego Del Real que terminou em quarto lugar no Rio há cinco anos, o detentor do recorde chileno Humberto Mansilla, o detentor do recorde da Eslováquia Marcel Lomnicky e o campeão britânico Taylor Campbell.

Jon Mulkeen para World Athletics 

Lançamento do Martelo Feminino

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Por muito tempo, o mundo do lançamento do martelo esteve aos pés de Anita Wlodarczyk.

Indiscutivelmente a atleta mais dominante de sua geração, a polonesa conquistou títulos olímpicos consecutivos em 2012 e 2016, conquistou quatro medalhas de ouro mundiais e europeias e estabeleceu seis recordes mundiais, tornando-se a primeira mulher a lançar além dos 80 metros. Na verdade, até algumas semanas atrás, ela era a única mulher conseguir os 80 metros.

Mas sua incrível corrida para conseguir a forma foi forçada a parar em 2019, quando ela passou por uma cirurgia no joelho, o que significa que ela foi incapaz de lutar pelo quinto título mundial em Doha.

O adiamento dos Jogos Olímpicos significou que ela poderia contar com um tempo para a reabilitação, e ela voltou às competições no início deste ano com uns encorajadores 73,87m em sua primeira apresentação. Mas as coisas realmente começaram a melhorar no Memorial Szewinska em Bydgoszcz no final de junho, onde Wlodarczyk venceu com uma melhor marca da temporada de 77,93 m, dando à polonessa um sinal claro de que ela poderia ser competitiva mais uma vez em Tóquio.


Mas desde a pausa de Wlodarczyk, outra mulher emergiu como a lançadora de martelo nº 1 do mundo.

A americana DeAnna Price estendeu seu próprio recorde norte-americano para 78,24 m em 2019, depois conquistou o título mundial em Doha. A progressão da jovem de 28 anos também continuou este ano, com 78,60m em abril e, mais recentemente, uma vitória de 80,31m nas seletivas dos Estados Unidos, tornando-se apenas a segunda mulher na história a quebrar a barreira dos 80 metros.

Embora ela tenha sofrido algumas derrotas no início da temporada, Price está claramente em sua melhor forma no momento certo e por isso irá para Tóquio como a favorita à medalha de ouro. E assim como ela se tornou a primeira mulher americana a ganhar um título mundial de martelo em Doha, ela poderia da mesma forma abrir novos caminhos em Tóquio ao se tornar a primeira mulher americana a ganhar um título olímpico no martelo.

Na verdade, os EUA são talvez a nação mais forte do mundo no momento no martelo feminino. Brooke Andersen, que jogou 78,18 metros no início deste ano, e a campeã pan-americana Gwen Berry, com seu melhor desempenho de 77,78 metros, formam um trio formidável.

Existem muitas outras mulheres capazes de lançar na marca dos 75 metros, que é tipicamente onde as medalhas são conquistadas.

Malwina Kopron, a medalhista mundial de bronze de 2017, conquistou o título polonês com a melhor marca da temporada de 75,42m e fez isso com as marcas de 75,41m, 75,40m e 75,28m.

Alexandra Tavernier, a medalhista mundial de bronze em 2015, tem sido consistente nos 75 metros e estendeu seu próprio recorde francês para 75,38 metros no início deste ano.

Nenhum atleta africano jamais ganhou uma medalha olímpica no martelo, masculino ou feminino, mas Annette Echikunwoke da Nigéria pode acabar com a seca. O atleta de 24 anos, que não tinha quebrado os 70 metros antes deste ano, estabeleceu um recorde africano de 75,49 metros em maio.

Lauren Bruce, da Nova Zelândia, fez uma descoberta semelhante no ano passado. Ela estabeleceu um recorde da Oceania de 73,47 m em setembro passado e melhorou para 74,61 m há dois meses.

A chinês Wang Zheng, outra detentora do recorde continental, competiu moderadamente este ano e segue para Tóquio com uma melhor marca da temporada de 73,55 m, mas a triplo medalhista mundial não pode ser desconsiderada.

Outras atletas para ficar de olho incluem a campeã canadense da NCAA Camryn Rogers, a medalhista de prata mundial Joanna Fiodorow da Polônia, a venezuelana Rosa Rodriguez, a neozelandesa Julia Ratcliffe e a detentora do recorde mundial Sub-20 de 18 anos Silja Kosonen da Finlândia.

Jon Mulkeen para World Athletics

Tradução de:

https://www.worldathletics.org/competitions/olympic-games/news/tokyo-olympics-preview-hammer 

Confira a PROGRAMAÇÃO dos Jogos

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