Paixão pelo Atletismo: Cláudio Roberto Sousa
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Vinte anos depois Claudio Roberto Sousa recebe medalha olímpica

O velocista Cláudio Roberto Sousa sua medalha de prata olímpica 20 anos depois

Fotos: Wagner Carmo/CBAt



Visivelmente  emocionado, ele recebeu a sua medalha de prata do revezamento 4x100 m dos Jogos Olímpicos de Sydney-2000, depois de 20 anos de espera, neste domingo (13/12), no término do programa de provas do Troféu Brasil Caixa de Atletismo, no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, em São Paulo. 

A medalha veio do Museu Olímpico, de Lausanne, Suíça e foi entregue a Claudio Roberto por Bernard Rajzman, representante do COI, ao som do Hino Olímpico, após um emocionante revezamento na pista simulado pelos titulares do time brasileiro em 2000. Vicente Lenilson, Edson Luciano Ribeiro, André Domingos, Claudinei Quirino participaram do revezamento simbólico na pista do Centro Olímpico até a passagem do bastão para Claudio que correu até o fim sob aplausos dos companheiros.

Os demais integrantes do quarteto brasileiro receberam a medalha no próprio estádio, na cerimônia do pódio, no dia 30 de setembro de 2000. A medalha de Claudinho ficou para ser entregue depois, mas nunca foi recebida por ele. Para tratar sobre o assunto o Comitê Olímpico Brasileiro entrou em contato em 2001 com o COI, e este teria afirmado que a responsabilidade de prover a medalha era do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Sydney. Em 2003, nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, na República Dominicana, Claudinho ganhou do COI um pin, destinado aos medalhistas olímpicos como compensação.

Emocionado ele disse "É muita história pra contar, daria um livrão... Por tudo o que eu passei, por tudo o que eu vivi em busca dessa medalha e finalmente ela chegou. Eu não me arrependo de nada. Fui atrás da medalha do meu jeito, como tinha de ser, do meu jeito, sem agredir ninguém, sem criar polêmica. E ela chegou naturalmente".








quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Cláudio Roberto receberá medalha olímpica no Troféu Brasil

https://www.olimpiadatododia.com.br/

“Estou superfeliz. Já estou suando frio”, diz atleta que foi ao pódio com o revezamento 4×100 m rasos em Sydney 2000




Cláudio Roberto participou da eliminatória do 4 x 100 m em Sydney-2000 (Evandro Teixeira/COB)

Reserva do 4 x 100 m rasos na Olimpíada de Sydney-2000, Cláudio Roberto Sousa vai finalmente receber sua medalha de prata. Com 20 anos de atraso, o velocista subirá ao pódio no dia 13 de dezembro de 2020, ao fim do Troféu Brasil de atletismo, marcado para São Paulo. 

A medalha é originária do Museu Olímpico do COI (Comitê Olímpicos Internacional, em Lausanne, Suíça, e a cerimônia seguirá o protocolo de entrega de medalhas da entidade, incluindo a execução do Hino Olímpico. Cláudio Roberto Sousa receberá a medalha das mãos do presidente do COB (Comitê Olímpico do Brasil), Paulo Wanderley Teixeira, e participarão da homenagem os titulares da equipe de 2000: Vicente Lenilson, Edson Luciano Ribeiro, André Domingos e Claudinei Quirino. 

Claudio Roberto era reserva da equipe olímpica do revezamento e correu a eliminatória, vencida pelos brasileiros. Na final, foi substituído por Claudinei Quirino, que fechou o 4 x 100 m. O grupo era formado ainda por Raphael Raymundo de Oliveira, também reserva.


Claudio Sousa nas eliminatórias dos 100m( Evandro Teixeira/COB/Divulgação)

Felicidade pela realização

“Estou superfeliz, eu e minha família. Essa felicidade vem desde o momento em que recebi a confirmação de que receberia a medalha. E com a certeza da data já estou suando frio. São 20 anos de espera, num determinado tempo da minha vida eu tinha desencanado, não desistido, mas parei de ir atrás. De repente, as coisas voltaram a acontecer – ganhei a réplica do André, o assunto voltou à imprensa e eu falei da história e a vontade de ter a medalha aflorou, ficou forte. Posso resumir tudo isso em felicidade”, disse o piauiense nascido em Teresina, de 46 anos.

“Valeu a pena esperar 20 anos pelo reconhecimento agora da minha participação naqueles Jogos. Até brinco com os ‘meninos’: ‘Fui reserva e estou aparecendo mais do que vocês'”, acrescentou Cláudio. “O Vicente, o Edson, o André, o Claudinei, o Raphael e o Jayme estão felizes também. Uma bela maneira de relembrar aquela equipe maravilhosa, valorizar a conquista do atletismo brasileiro naquele Jogos. A história da minha medalha dá um valor maior ainda a conquista”, afirmou.

A história da medalha

O quarteto brasileiro na final do 4 x100 m em Sydney-2000, formado por Vicente Lenilson, Edson Luciano Ribeiro, André Domingos e Claudinei Quirino, recebeu sua medalha após a realização da prova no estádio olímpico de Sydney. Por ser reserva, a medalha de Cláudio Roberto ficou de ser entregue depois mas nunca foi recebida. O COB, em 2001, entrou em contato com o COI, que teria afirmado que a responsabilidade de prover a medalha era do Comitê Organizador dos Jogos de Sydney.


Cláudio de Souza no revezamento 4x100m Foto: Evandro Teixeira/COB/Divulgação

Sem novidades sobre o assunto por anos, Claudinho foi homenageado na Assembleia Geral da CBAt, da qual é membro com direito a voto, em 2016, em São Paulo, com uma réplica da medalha olímpica de Sydney numa iniciativa de André Domingos e Arnaldo de Oliveira. 

A cessão da medalha começou a se tornar realidade no fim de 2019, quando representante do COB encontrou Claudinho em Teresina, Piauí. Foram retomadas as tratativas com o COI, desta vez bem-sucedidas. Após uma troca de mensagens, apresentação e análise de provas e documentos, o COB recebeu o comunicado do COI informando que concordava com o pedido e enviaria a medalha ao Brasil. Em maio de 2020, Claudinho recebeu a confirmação de que teria a sua medalha.

Palavra do presidente

“Cláudio Roberto Sousa receberá uma homenagem à altura de seus feitos para o esporte olímpico brasileiro. Sua participação nas eliminatórias foi fundamental para a prata olímpica do revezamento 4×100 m em Sydney. O COB fez tudo que esteve ao seu alcance para viabilizar essa merecida honraria e, mesmo com o adiamento dos Jogos Olímpicos para o ano que vem, temos a alegria de dizer que o Brasil não ficará sem medalha em 2020”, afirmou o presidente do COB, Paulo Wanderley.






quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Prata do Revezamento Brasileiro de 4 x 100 m faz aniversário de 20 anos

Arte - Site da CBAt

Ao cumprir-se 20 anos, neste dia 30 de setembro, da grande proeza brasileira no Revezamento 4 x 100 metros ao conquistar a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Sidney 2000, a  Confederação Brasileira de Atletismo está convidando para uma reunião Zoom agendada, com o tema: 20 anos da Medalha de Prata do Revezamento 4x100m de Sydney 2000.

A reunião será nesta quarta-feira, 30 de setembro as 18h30 pela plataforma: Join Zoom Meeting. Os interessados deverão acessar o link e acessar com os dados abaixo:

https://us02web.zoom.us/j/85768360101?pwd=TVVBTHhHUUN0ejdlNFZjdytrOUFQZz09

Meeting ID: 857 6836 0101

Passcode: 549918

Atleta irá receber medalha depois de 20 anos

Vinte anos depois o ex-velocista Cláudio Roberto Sousa, medalhista de prata na prova de revezamento 4x100m nas Olimpíadas de Sydney 2000, finalmente irá receber a premiação da prova.

Cláudio, com 27 anos naquele então, era corredor reserva do time brasileiro formado por Claudinei Quirino, Vicente Lenílson, André Domingos e Edson Luciano Ribeiro, que conquistou a segunda colocação nos Jogos, com o tempo de 37,9 segundos. Estados Unidos levou o ouro com 36,61 segundos e Cuba o bronze com 38,04 segundos.


Fotos: COB/Arquivo

O pódio foi formado apenas pelos 4 atletas que correram a final e Cláudio, apesar de integrar a equipe, deveria ter recebido a medalha nos bastidores. Por erro da organização,  até hoje a medalha não está em suas mãos.

Duas décadas depois, o Comitê Olímpico Internacional, a pedido do Comitê Olímpico do Brasil,  irá reparar a injustiça e prometeu enviar a medalha para Cláudio ainda este ano.

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