Paixão pelo Atletismo: 09/30/26

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Assefa "destruiu completamente" tendão de Aquiles a tentar recorde da maratona

Etíope ficou a apenas 68 segundos acima da melhor marca

Lusa 

https://www.record.pt/


Tigst Assefa "destruiu completamente" o tendão de Aquiles ao tentar bater o recorde mundial da maratona, em Berlim, no domingo. A etíope, de 29 anos, seguia a ritmo do recorde de Ruth Chepng'etich a dois quilómetros do fim da corrida alemã, que venceu, pela terceira vez, em 2:11.04 horas, apenas 68 segundos acima da marca da queniana (2:09.56, em Chicago, em 2024), mas acabou a coxear e com ar de sofrimento.

De acordo com Gianni Demadonna, o agente de Assefa, a maratonista sofreu uma "rotura completa do tendão de Aquiles da perna direita", depois de ter começado a sentir dores por volta do 31.º quilómetro.

"Ela destruiu completamente o tendão, no final - talvez ela tenha corrido os últimos 500 metros sem tendão, a apoiar-se somente no calcanhar. Foi um desastre, porque, se tivesse parado, talvez não fosse tão grave, mas ela correu dois quilómetros neste estado", lamentou o italiano.

Mesmo assim, Assefa melhorou o seu recorde pessoal (2:11.53 na sua vitória de 2023) e conseguiu o terceiro melhor tempo de sempre, 47 segundos mais lenta do que a sua compatriota Fotyen Tesfay (2:10.51), em 15 de março, em Barcelona, e da marca de Chepng'etich, que, apesar de suspensa por três anos desde 2025 por doping, mantém o recorde do mundo.

"Ela ia para correr em 2:09.30, 2:09.40, era esse o objetivo, então ela tinha oito minutos para percorrer os últimos 2,2 quilómetros. Foi fantástico", reconheceu Demadonna.

A etíope acabou por colapsar após cruzar a linha de meta, sendo assistida pelas equipas médicas e, sem cumprir as formalidades após a prova, viajou para Munique, antes de ser submetida a uma "cirurgia muito complexa" ao tornozelo, na segunda-feira, em Murnau, junto à fronteira com a Áustria.

"É uma história triste, mas o que podemos fazer agora? Ela sabe que vai ter um longo caminho para recuperar, mas os médicos dizem para não se preocupar e que vai conseguir recuperar", concluiu o agente da atleta, que este ano já tinha vencido a Maratona de Londres.

As suas compatriotas Bedatu Hirpa e Dera Dida terminaram nas segunda e terceira posições, a mais de cinco minutos, com os tempos de 2:16.53 e 2:16.55, respetivamente.

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