Com 23 anos, ugandense faz 12m35s36 e supera marca de Kenenisa Bekele de 2004, que era de 12m37s35
Por Redação ge— Mônaco
Cheptegei, de 23 anos, leva ouro e quebra recorde mundial na Diamond League — Foto: Twitter / Diamond League
O melhor tempo da etapa de Mônaco da Diamond League era de Edwin Cheruiyot, do Quênia, feita em 19 de julho de 2013: 12m51s34. Cheptegei é campeão mundial nos 10.000m em Doha 2019 e prata em Londres 2017.
A prata nesta sexta-feira ficou com Nicholas Kipkorir Kimeli, do Quênia, com tempo de 12m51s78 e, em terceiro lugar, terminou o também queniano Jacob Krop, com 13m11s32.
Confederação Brasileira de Atletismo anuncia datas das principais competições do ano, mas com a ressalva de que ainda precisa de liberação em razão da pandemia de Covid-19
Por Redação do ge— São Paulo 14/08/2020
A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) anunciou nesta sexta-feira que o Grande Prêmio Brasil de Atletismo, previsto para acontecer dia 6 de dezembro, e o Troféu Brasil, marcado para o período de 10 a 13 de dezembro, devem ser realizados no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, no Ibirapuera, em São Paulo. Segundo a entidade, as datas foram divulgadas para preparação de todos os atletas e equipes, mas com o alerta de que o calendário ainda é provisório, pois depende da situação da pandemia do novo coronavírus e das decisões das autoridades competentes sobre a realização de eventos.
O Troféu Brasil de Atletismo estava marcado para ser realizado na Sogipa, em Porto Alegre, entre os dias 7 e 10 de maio. E seria uma das últimas competições classificatórias para os Jogos Olímpicos de Tóquio, que antes da pandemia estavam marcados para começar em 24 de julho de 2020.
No calendário de competições de 2020 atualizado, de acordo com decisão do Conselho Técnico da Confederação, os Campeonatos Brasileiros sub-16, sub-18, sub-20 e sub-23 não têm ainda datas e locais definidos. De acordo com a CBAt, as datas dos Brasileiros sub-23 e sub-18 serão determinadas assim que a Confederação Sul-Americana definir a realização ou não dos campeonatos continentais das categorias. Já os Campeonatos Brasileiros das categorias sub-16 e sub-18, como tratam de atletas menores de idade, dependem de pais ou responsáveis permitirem ou não a participação dos competidores.
Prova dos 100 metros no Troféu Brasil de Atletismo — Foto: Wagner Carmo/CBAt
A Associação Internacional de Ultramaratona (IAU, na sigla em inglês) não pôde cumprir seu calendário de competições de 2020, como o Campeonato Continental de 24 Horas e o Mundial de 100 km, realizados pela entidade. Em busca de motivar os atletas, neste momento difícil, a IAU desenvolveu uma forma segura de organizar uma competição entre os países, a IAU 6h GlobalSolidarity Run, prevista para os dias 29 e 30 de agosto (o participante escolhe a melhor data para competir).
“Além disso, os atletas irão colaborar promovendo arrecadação de alimentos para ajudar os mais necessitados nesta época de pandemia, como uma forma de ação solidária, recomendada pela IAU a todos os países convidados para a iniciativa”, comentou Oscar Susso, consultor de ultramaratona da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), que apoia a realização do evento.
Nesta iniciativa, o atleta afere o seu resultado e faz o seu circuito para correr durante 6 horas. Algumas das formas de marcação serão o GPS, as esteiras de corrida ou ainda os percursos previamente aferidos, contando-se o número de voltas. Os atletas podem correr em ambientes fechados ou ao ar livre, mas precisam gravar suas performances em uma das muitas plataformas esportivas como Strava ou Garmin.
O Brasil irá participar com 18 atletas, nove no masculino (Niumar Velho, Felipe Costa da Silva, Marcio Batista de Oliveira, Eduardo Silvério Calixto, Urbano Dario Cracco, Gabriel Picarelli, Luciano Alves de Souza, Marcos Paulo do Espírito Santo e Cleiser Alves dos Santos) e nove no feminino (Luiza Franco Tobar, Jennys Lourdes Meneses Barillas, Rosivania da Silva Soares, Neide Rosa de Souza, Helen Cristina Caldeira Deluque, Maria Claudia Ferreira Souto, Debora Aparecida de Simas, Viviane Regina Mota e Patricia Aguiar).
Foto: CBAt
O catarinense Felipe Costa optou por correr a partir das 6 horas do dia 30 em um circuito de 1 km montado em um loteamento na cidade de Tubarão (SC), onde nasceu e mora. “O local é afastado e com pouca movimentação de pessoas. Calculo que farei entre 85 a 89 voltas”, disse o atleta, que tem o objetivo de arrecadar R$ 10 mil na “vaquinha” que montou online.
Os nomes dos convocados foram definidos pelo Comitê Técnico de Ultramaratona (CTU), levando-se em conta as três melhores marcas das competições de 24 horas, e seis melhores marcas dos 100 km, das participações brasileiras nos Mundiais e Continentais, de 2014 até 2019.
Os atletas contarão com o apoio da equipe multidisciplinar formada pelos médicos Patrícia Aguiar (também atleta) e Walter Costa, o fisioterapeuta Luís Fernando Pato, os treinadores Marcos Gomes, Adeluci Moraes e Carlos Gusmão, que também fazem parte da Captação de Dados, e Oscar Susso, consultor de ultramaratona da CBAt.
Como a inclusão é um valor importante, a CBAt, em parceria com os organizadores do Circuito Brasileiro de Ultramaratona (CBU), está ampliando o alcance do evento da IAU.
Qualquer atleta que tiver com o seu registro de corredor de rua da CBAt em dia pode se inscrever em uma das empresas definidas e receber um Certificado Digital com o apoio da IAU.
Todos os atletas que participarem do evento, além dos seus resultados, devem enviar um vídeo da sua corrida para a empresa de sua escolha. A ideia é fazer um curta-metragem com todos os brasileiros correndo e enviar de presente para a IAU.
O presidente do Conselho de Administração da CBAt, Warlindo Carneiro da Silva Filho, deu o apoio da entidade ao evento. “Esses métodos alternativos são muito importantes. Os atletas só treinam e precisam competir, mesmo de maneira virtual”, comentou.
Érica Sena ainda enfrenta sobressaltos, mas segue nos treinamentos
Érica Sena quer seguir treinamentos na Europa (Foto: Wagner Carmo/CBAt)
Melhor marchadora da história do País, a pernambucana continua sua preparação em Cuenca, Equador, para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, quando pretende lutar por um lugar no pódio dos 20 km
Bragança Paulista – Érica Rocha de Sena, a melhor marchadora da história no País, ainda vive os sobressaltos causados pela pandemia da COVID-19. Depois de mais de três meses trancada em casa – treinando só em esteira -, em Cuenca, no Equador, onde vive com o marido Andrés Chocho, ela pode treinar nas ruas e na pista de sua cidade, mas ainda não está confortável. Ela está qualificada para a prova dos 20 km.
“Meu corpo mudou um pouco nesta quarentena, continuo pesando a mesma coisa, mas com algumas mudanças. Estou voltando aos poucos aos treinos fortes e recuperando o que perdemos”, disse a atleta do Pinheiros, quarta colocada nos 20 km do Mundial de Doha-2019, quarta no Mundial de Londres-2017 e sexta no Mundial de Pequim-2015.
A pernambucana de Camaragibe, nascida a 3 de maio de 1985, está tendo dificuldades em seguir as regras de segurança impostas pelas autoridades do Equador. “O problema aqui é que temos de treinar com a máscara, o que dificulta muito. Além disso, tem muita gente saindo às ruas para correr, muitos sem nenhuma proteção”, lembrou Érica, recordista brasileira dos 20 km, com 1:26:59, marca obtida em Londres no dia 13 de agosto de 2017.
A atleta, que venceu este ano a Copa Brasil Caixa de Marcha Atlética, realizada no dia 16 de fevereiro, no Recife, aguarda agora a oportunidade de voltar a treinar na Europa. “Estou ansiosa para ter mais tranquilidade na preparação e recomeçar de fato os treinos para a Olimpíada de Tóquio. Meu objetivo é brigar por uma medalha em 2021”, comentou a marchadora, sétima colocada nos Jogos Rio-2016 e dona de duas medalhas em Jogos Pan-Americanos: prata em Toronto-2015 e bronze em Lima-2019.
Medalha de bronze na Copa do Mundo de Roma-2016, Érica está na lista das melhores atletas do planeta na especialidade. Tanto assim que terminou em terceiro lugar no Circuito Mundial de Marcha Atlética, reconhecido pela World Athletics (ex-IAAF), no ano passado, e foi vice-campeã de 2018.
A Caixa é a Patrocinadora Oficial do Atletismo Brasileiro.
Links de palestras do I Fórum Mulheres em Movimento estão no YouTube
A última palestra do Forum teve as presenças de Marselle e Elisângela (Foto: Divulgação/CBAt)
O Comitê Feminino da CBAt disponibilizou o conteúdo ministrado pelas treinadoras para o público e toda a comunidade do Atletismo
Bragança Paulista - O Comitê Feminino da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) divulgou para o público e a comunidade do Atletismo, por meio de vídeos publicados na plataforma YouTube, todas as palestras do I Fórum Mulheres em Movimento no Atletismo, realizado em julho de 2020 de modo virtual por causa da pandemia da COVID-19.
O objetivo do I Fórum Mulheres em Movimento foi de compartilhar conhecimento e facilitar a troca de experiências entre treinadoras. O Comitê Feminino da CBAt trabalha para estabelecer um diálogo entre todos os seguimentos do Atletismo e para ampliar o acesso a informação, principalmente para as mulheres.
Abaixo, o Comitê Feminino da CBAt divulga todos os links das palestras ministradas por treinadoras brasileiras durante o Fórum.
Iniciação no Atletismo – Euzinete Reis e Melry Caldeira Bindilatti
O atleta queniano Eliud Kipchoge durante a maratona masculina de 42km da Rio-2016 Lucy Nicholson/Reuters
A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) recebeu circular da World Atletics (WA) com o detalhamento do
anúncio em relação a antecipação do período de qualificação olímpica de Tóquio para as
provas de Maratona e Marcha Atlética, a partir de 1º de setembro de 2020.
A decisão da WA
se limita apenas ao Índice de Qualificação. O acúmulo de pontos para o World Ranking e a
qualificação automática por meio da colocação nas Maratonas do selo Gold / Platinum da
WA permanecem suspensos até 30 de novembro de 2020.
Durante o período de 1º de setembro a 30 de novembro de 2020, inclusive, os atletas podem
alcançar os índices de qualificação olímpica apenas em eventos que foram pré-identificados
e anunciados, e que foram autorizadas por uma Federação Membro (e/ou fazem parte do
circuito Mundial de Atletismo) com controle de dopagem em competição realizados no local
de acordo com os requisitos da WA.
Desta forma, atletas que pretendem tentar a qualificação olímpica em tais eventos, devem
comunicar isto para a CBAt, com a máxima brevidade, a qual irá notificar a Unidade de
Integridade do Atletismo (AIU) com o nome do(s) atleta(s) e da prova (nome, data e local)
onde pretendem competir. Isso garantirá que controles de dopagem Fora-de-Competição e
Em-Competição possam ser programados e organizados conforme necessário.
Para atletas que planejam competir em setembro de 2020, o tempo é limitado e é
fundamental que essa notificação seja feita o mais rápido possível. Para os atletas que irão
participam em outubro e novembro, a AIU deve ser notificada no máximo 6 semanas antes
da data da corrida. A AIU irá, por sua vez, confirmar se o controle de dopagem do atleta está
de acordo com os requisitos e identificar o atleta como elegível para a qualificação olímpica,
notificando o organizador da corrida e a Federação Nacional em conformidade.
A World Athletics, em cooperação com a AIU, validará as inscrições e publicará a lista desses
eventos pré-identificados no site da WA no início de setembro. Esta lista publicada estará
disponível no website da WA e incluirá apenas as provas da Maratona e Marcha Atlética em
que será possível os atletas alcançarem a qualificação através do Índice de Qualificação
para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 no período de 1º de setembro a 30 Novembro de
2020.
Maratona de Londres 2020
Como anunciado pela WA, a Virgin Money London Marathon, que
acontecerá no dia 4 de outubro de 2020, se comprometeu a promover esta oportunidade de
qualificação para atletas de todo o mundo. Abaixo seguem critérios de elegibilidade
acordados com o Organizador da Corrida para a inscrição de atletas de elite:
1. Podem solicitar um convite, somente atletas não qualificados para a Maratona Olímpica.
2. Que tenham obtido as seguintes marcas no período 2019-2020:
a. Maratona: sub 2:15:00 (homens) e 2:34:00 (mulheres)
b. Meia Maratona: sub 1:02:30 (homens) e 1:11:30 (mulheres)
3. As vagas serão limitadas a 50 atletas por corrida. Se mais 50 atletas elegíveis se
candidatarem, os inscritos serão selecionados com base em:
a. Melhor marca na Maratona
b. Melhor marca na meia Maratona
4. Uma consideração especial será dada à diversidade para atletas dos diversos continentes,
representados pela Associação de Área do Atletismo.
Além disso, deve ser observado o seguinte:
1. A identificação do convite é apenas para o atleta, nenhum acompanhante será admitido
como parte do convite.
2. Todos os convites ficam a critério do Organizador da Corrida (London Marathon Events
Ltd).
3. A hospedagem será fornecida pelo Organizador da Corrida no hotel oficial do evento.
A artrose do joelho é uma doença de caráter inflamatório e degenerativo, marcada pelo desgaste da cartilagem, tecido que reveste a extremidade dos ossos, inchaço e deformidades. A doença é responsável pela terceira maior causa de afastamento de trabalho no Brasil, atrás apenas das dores nas costas e da depressão. Segundo o Ministério da Saúde, a doença atinge, atualmente, 15 milhões de pessoas no país. No mundo, ela é a quarta enfermidade que mais reduz a qualidade de vida, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Apesar de ser considerada uma doença da Terceira idade, o crescente numero de casos entre atletas e praticantes de corrida de rua tem sido preocupante e tem despertado a atenção da ciência, levando a inúmeras pesquisas na área.
1. Quem está sujeito a isso?
Todos nos podemos ter artrose em algum momento de nossas vidas. Estudos indicam que a obesidade, sedentarismo e fraqueza muscular aumentam as chances de uma pessoa desenvolver a lesão.
2. Já fui submetido a cirurgias no joelho. Isso aumenta a chance de ter artrose?
Sim. Estatisticamente, quem já foi submetido a cirurgias como a reconstrução do ligamento cruzado anterior, posterior e, principalmente, após a retirada parcial ou total dos meniscos, nossos principais “amortecedores”, tem maior chance de desenvolver a artrose, mesmo que esta ocorra em apenas um ponto do joelho.
3. É verdade que as mulheres tem maior chance em ter a doença?
Sim. Devido a fatores anatômicos, onde a pelve mais larga o fêmur faz um ângulo maior que no homem na vertical (em média, 17º na mulher e 14º no homem). Isso faz com que haja uma distribuição anormal de peso, com maior tendência sobrecarga na região externa do joelho, principalmente na porção externa da patela. Alguns estudos mostram que mulheres atletas têm aproximadamente o dobro de propensão em comparação com os homens, e tratando-se de mulheres negras, essas têm o dobro de propensão à artrose no joelho em comparação com mulheres brancas
4. Se eu desenvolver a doença, o que sentirei?
A dor de caráter progressivo geralmente é o primeiro sintoma. Geralmente, acentua-se com a atividade física (degraus, subida e descida de escadas, esportes de contato e movimentos repetitivos) e é diretamente proporcional ao excesso de peso.
O joelho inchado (derrame articular) é o segundo sintoma e é muito frequente em pessoas que tem a doença e praticam esportes. Outro sintoma marcante é a perda progressiva do movimento e rigidez articular. Os efeitos da artrose no esporte vão desde queixas moderadas com inchaço e dores leves apos esporte `a incapacitação plena a atividades da vida diária.
Foto: Adobe Stock
5. Se eu para de correr, isso vai proteger meus joelhos?
Não. Com o passar dos anos, por motivos profissionais e familiares, muitas pessoas tornam-se menos ativas. Infelizmente, o sedentarismo leva a atrofia muscular, com perda da capacidade de absorção de energia cinética e redução da resposta neutro-motora dos movimentos com consequente sobrecarga articular e degeneração. Além disso, muitos estudos mostram que a corrida e outros esportes, quando praticados com moderação aumentam a secreção de enzimas anti-inflamatórias no joelho, protegendo-o.
6. Pratico esportes com regularidade. Isso acelera o desenvolvimento da artrose em meu joelho?
Esta é uma das questões mais intrigantes para a ciência e a resposta é depende!
Sabe-se hoje que os exercícios aeróbicos como a corrida, ciclismo e natação melhoram a saúde do coração e permitem que os músculos trabalhem de forma mais eficiente, protegendo os joelhos. Segundo a sociedade Americana de reumatologia recomenda 30 minutos por dia durante cinco dias por semana – ou seja, 2,5 horas por semana. Espera-se melhora de sintomas após aproximadamente seis a oito semanas de exercícios regulares.
No entanto, pessoas que praticam esporte sem a preparação previa, sem orientação e com volume e intensidade acima da capacidade fisiológica individual tem enorme risco de acelerarem a degradação cartilaginosa, com consequente artrose precoce.
7. Pratico corrida de rua. Tenho maior chance de desenvolver a doença em relação a outros esportes?
Recentemente, um estudo envolvendo 11 universidades francesas realizados com corredores mostraram que, quanto maior o volume do treino, maior a concentração sanguínea de produtos da degradação cartilaginosa, também chamados biomarcadores da cartilagem. Isso, Segundo os autores, indicaria uma maior propensão a degradação cartilaginosa e, talvez uma maior chance do desenvolvimento da doença entre corredores.
Um outro estudo realizado na Baylor College of Medicine do Texas constatou, entretanto, menor incidência de artrite nos corredores, independentemente da idade, sexo e tempo no esporte.
Tudo isso leva a crer que uma boa preparação física, volumes de treino adequados e respeito ao “recovery” induziriam a uma resposta biológica de proteção articular.
8. A musculação protege meus joelhos para o desenvolvimento da artrose?
Assim como qualquer atividade física, a resposta também é: depende!
O que tenho visto cada vez mais em meu consultório é que muitas pessoas que ingressam em academias, principalmente aquelas que começam a treinar sem orientação de um profissional de educação física acabam desenvolvendo lesões por sobrecarga no joelho, muitas vezes graves.
Exercícios praticados fora da chamada angulação de proteção, com aumento da carga acima dos limites fisiológicos podem sobrecarregar a cartilagem e acelerar seu processo degenerativo.
A musculação, no entanto, sendo bem prescrita e praticada respeitando a resposta anabólica individual tem sido uma das melhores ferramentas para a proteção articular.
9. Como posso prevenir a doença?
Pessoalmente, considero o check up esportivo a melhor forma de se avaliar e prevenir o desenvolvimento da artrose. Testes funcionais e de equilíbrio muscular, como o discinético são, ao meu ver, de suma importância. Além disso, fatores como a anatomia individual, sobrepeso, historia familiar de artrose, esporte praticado tem que ser analisados e bem orientados.
Por fim, a criação de um canal de comunicação entre equipe de saúde e o profissional de educação física deve ser estabelecido para a prescrição do treino, respeitando a capacidade fisiológica individual.
10. Tenho artrose no joelho. Devo parar de praticar esportes?
Felizmente, graças aos recentes avanços em medicina esportiva, a resposta tem sido cada vez mais não!
Procedimentos como a infiltração do joelho com acido hialurônico parecem ter efeito benéfico sobre a cartilagem. Pesquisas publicadas nos últimos cinco anos publicadas em revistas científicas médicas mostraram efeitos como a redução da ativação de células inflamatórias responsáveis pelo desencadeamento da cascata inflamatória que causa destruição articular da artrose, estímulo da produção do próprio acido hialurônico (endógeno), com melhoria da viscosidade do liquido sinovial e ação direta e receptores de dor articular causando analgesia prolongada .
Sua indicação varia de paciente a paciente e a composição do produto, pelo grau da artrose e é importante ter em mente nunca deve ser instituída como terapia única e sim sempre associada um boa reabilitação, seguida de fortalecimento e reequilíbrio muscular. Pessoalmente, considero o procedimento como adjuvante à reabilitação tradicional e NUNCA como monoterapia.
Para os casos mais avançados da doença, técnicas cirúrgicas como a osteotomia, artroscopia e, recentemente lançada no meio medico, a subcondroplastia tem tido excelentes resultados e, quando aliadas a uma boa reabilitação auxiliam em um retorno seguro ao esporte.