quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Gdynia registra os melhores resultados do Projeto de Qualidade do Ar do Atletismo Mundial até agora

Grupo líder na corrida masculina no Campeonato Mundial de Atletismo Meia Maratona Gdynia 2020 (Getty Images) © Copyright

A análise preliminar dos dados coletados no Campeonato Mundial de Meia Maratona de Atletismo do fim de semana passado indica que Gdynia tem a melhor qualidade do ar de qualquer grande evento de atletismo ou corrida de rua medida desde que o Projeto de Qualidade do Ar do Atletismo Mundial começou em 2018.

Os dados sugerem que o ar puro da cidade polonesa, combinado com a temperatura e umidade ideais, estava entre os fatores que contribuíram para o alto número de melhores performances pessoais em Gdynia, que incluiu o recorde mundial estabelecido pela vencedora no feminino Peres Jepchirchir.

Como parte do programa piloto contínuo da World Athletics para medir a qualidade do ar em instalações esportivas em todo o mundo, e com o apoio do comitê organizador local, o departamento de ciências e saúde da World Athletics mediu dados clínicos e ambientais em Gdynia.

Dois monitores de qualidade do ar Kunak foram usados em Gdynia - um em uma posição fixa perto da linha de partida e um dispositivo móvel conectado a uma bicicleta que acompanhou os atletas nas quatro voltas de ambas as corridas. Mais de 70.000 pontos de dados foram coletados para várias concentrações de gases poluentes, concentrações de partículas e parâmetros meteorológicos ao longo de um período de 18 horas em Gdynia.




Pendentes de validação, os dados mostraram concentrações muito baixas de gases poluentes e partículas. Os baixos níveis de emissões antrópicas detectados, combinados com a localização à beira-mar, o momento da competição e as condições meteorológicas do dia, resultaram no menor nível de poluentes que o programa de ar limpo monitorou até o momento em qualquer cidade corrida.

"Os dados que coletamos sugerem que as condições em Gdynia eram ótimas para corredores e espectadores", disse Paolo Emilio Adami, gerente do Departamento de Saúde e Ciência do Atletismo Mundial. "Os fortes ventos e a chuva do primeiro dia limparam o ar e os níveis de partículas (PM) que registramos foram os mais baixos que medimos até agora em corridas de rua. Níveis de gases, ozônio (O3) e dióxido de nitrogênio (NO2) eram compatíveis com as condições ambientais e com a localização da cidade. Do ponto de vista pessoal, foi fantástico pedalar ao lado dos atletas tanto nas provas masculinas como nas femininas. ”

Ao publicar a qualidade do ar de locais como este, a World Athletics espera encorajar atletas, corredores recreativos, cidades, governos locais e nacionais e federações membros a se tornarem mais conscientes da qualidade do ar e do impacto que ela tem na saúde e no desempenho.

A maior parte do projeto piloto até agora foi conduzida em estádios, com a Kunak instalando monitores de qualidade do ar em vários locais ao redor do mundo. Mas, como a maioria das corridas de rua são realizadas em grandes cidades que geralmente são suscetíveis a quantidades substanciais de poluição do ar, elas estão em uma posição única para fornecer uma riqueza de dados a cientistas e pesquisadores, dado o tempo que os corredores passam no percurso e as condições ambientais a que estão expostos ao longo desse tempo.

Após a implementação dos programas de monitoramento do ar, a World Athletics estabelecerá padrões de qualidade do ar para os principais campeonatos e eventos sancionados, utilizando os padrões de qualidade do ar da OMS. As diretrizes indicam que, ao reduzir a poluição por partículas de 70 para 20 microgramas por metro cúbico, as mortes relacionadas à poluição do ar podem ser reduzidas em cerca de 15 por cento.

World Athletics


Copa Libertadores define hoje os últimos classificados para as oitavas de final

A Copa Libertadores define hoje 22 de outubro de 2020 os últimos classificados para as oitavas de final.


Faltando apenas quatro jogos para o término da Fase de Grupos da Copa Libertadores de América já temos 12 equipes classificadas para as oitavas de final da competição, são eles: Flamengo (15) e Independiente del Valle (12)  pelo Grupo A,  Palmeiras (16) e Club Guaraní (13) pelo Grupo B, Jorge Wilstermann (10) e Athletico-PR (10) pelo Grupo C, River Plate (13)  e LDU Quito (12) no Grupo D, Nacional (15 ) e Racing Club (15 ) no Grupo F e Santos (16 ) e Delfín (7) no Grupo G.

Falta apenas definir os classificados nos Grupo E e H, no primeiro estão Grêmio e Internacional, com o primeiro já classificado e no outro grupo o Boca Junior já classificado e o Caracas FC e Libertad com chances de classificar ainda.

Os confrontos desta quinta-feira, 23 de outubro, nestes dos grupos são:

Grupo E

21h30 - Grêmio x América de Cali – Estádio Grêmio Arena

21h30 – Universidade Católica x Internacional – Estádio San Carlos de Apoquindo

Grupo H

21h30 – Boca Juniors x Caracas FC – Estádio Alberto José Armando (La Bombonera)

21h30 – Libertad x Independiente Medellin – Estádio General Pablo Rojas

 

O sorteio da fase oitavas de final acontece na sede da Conmebol em Luque no Paraguai,  nesta sexta-feira, 23, as 10h30 (horário de Brasília).

Confira como está a classificação nos diferentes grupos:






quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Miguel Ángel Ramírez não virá para o Palmeiras

Treinador disse que não quer deixar o Independiente del Valle com a temporada em andamento




Miguel Angel Ramirez. Foto: Imagem: Silvia Izquierdo-Pool/Getty Images

Após o treinador se manifestar nesta noite desta terça-feira (20) que não irá deixar o independiente, o Palmeiras desistiu da contratação de Miguel Ángel Ramírez. 

A decisão do técnico veio na contramão do que já tinha sido acertado, pois conforme informado pelo Lance/Nosso Palestra na segunda-feira, dia 20 de outubro, ele já havia se combinado com o Verdão as questões relativas ao contrato e tinha negociado algumas exigências, tais como a necessidade de levar junto seu "time de confiança", que são eles o preparador de goleiros português Ricardo Pereira, o assistente técnico Martín Anselmi, argentino, o segundo assistente técnico Felipe Sánchez, o preparador físico Francisco Trujillo, ambos espanhóis como Ramirez, são classificados como fundamentais no método de trabalho do treinador.

Agora o Palmeiras estuda um plano B e deve verificar se insiste para que o técnico reconsidere sua decisão ou partir para a busca por um outro técnico a tempo de treinar a equipe de cara à próxima fase de mata-mata da Libertadores de América.



terça-feira, 20 de outubro de 2020

Handebol - Cubanas "furam as redes" na Espanha

Quatro jogadoras cubanas de handebol estarão na 63ª edição da máxima categoria da Liga profissional do esporte na Espanha, chamada "Liga Guerreras Iberdrola" desde 2016.


Gleinys Reyes com 17 gols em três jogos. Foto: Fran Pérez

As quatro jogadoras cubanas estarão participando na 63ª edição da Liga Guerreras Iberdrola. A atleta  Gleinys Reyes, natural da província de Granma, em Cuba, é a que apresenta melhores números nas quatro jornadas disputadas, porém sua equipe, Adesal Córdoba, tem pendente o jogo contra Rocosa Gran Canaria, correspondente ao quarto dia da competição. Reyes "furou as redes"  em 17 oportunidades, para uma media de 5,67 por partida, e é a nona entre as máximas anotadoras do grupo B. Sua equipe não conseguiu nenhuma vitória nas nas três apresentações e está na sétima colocação na classificação, com diferencia de -20 gols.

Outra cubana, Lisandra Lussón, da equipe Rocosa Gran Canaria já anotou 11 vezes, para una media de 3,67. Seu clube se mantém invicto com 6 pontos, e saldo de +10 gols, atrás do cabeça de grupo, o KH-7 BM Granollers, que tem 8 pontos, na mesma chave B.

No Grupo A, outras duas cubanas Lorena Téllez e Yunisleidy Camejo, ambas da equipe Aula Alimentos Valladolid, já contribuíram com 11 e dois gols, respectivamente, em quatro datas disputadas. A equipe delas, que foi semifinalista da Copa da Rainha, arquiva 3 vitórias e uma derrota frente à equipe Rincón Fertilidad Málaga, campeão da mencionada copa, e avança quarto, com 6 pontos e gol average de 20.

Diferentemente de anos anteriores, a temporada 2020-2021 está formada com 16 equipes divididos em dois grupos, quatro equipes a mais do que no ano anterior, e sua final está prevista para o dia 29 de maio de 2021. As quatro primeiras de cada chave se enfrentarão num sistema de ida e volta. O mesmo formato se aplicará para evitar a queda para a segunda divisão.

sábado, 17 de outubro de 2020

Jepchirchir e Kiplimo vencem Campeonato Mundial de Atletismo Meia Maratona Gdynia 2020

Jepchirchir quebra o recorde mundial feminino


Abrindo o Campeonato Mundial de Meia Maratona a prova feminina deu sua largada as 06h00 no horário de Brasília num circuito de 4 voltas da prova em Gdyna, Polônia.
 
Correndo sempre no pelotão da frente, Peres Jepchirchir reinou na prova deste sábado (17) chegando na primeira colocação com 1h05min16s, novo recorde mundial. Ela foi seguida pela alemã Melat Yisak Kejeta que quebrou o recorde europeu da prova com 1h05min18s e a terceira colocação ficou com a etíope Yalemzerf Yehualaw com 1h05min19s.



A corrida foi marcada por várias quedas, onde três dos principais corredoras viram suas chances serem prejudicadas por infelizes incidentes, a corrida se resumiu a um confronto entre aqueles que conseguiram se manter em pé nas quatro voltas pelas ruas de Gdynia.

A pesar de uma manhã fria e com vento ao longo da costa do Mar Báltico, o ritmo foi intenso desde o início, com Joyciline Jepkosgei do Quênia sempre na frente, liderando um grupo de 13 atletas nos primeiros 5 km em 15min20s.

Numa das curvas da prova já na metade da prova Netsanet Gudeta da Etiópia caiu e viu seu ritmo diminuir, perdendo vários segundos para as líderes e viu a vantagem do grupo da frente aumentar já na terceira volta. O ritmo continuou forte e passaram os 10km em 30min47s.

Com Jepkosgei na frente percorreram os 15 km em 46min24s, porém pouco a frente viu suas aspirações esvanecer, quando Yeshaneh passou a frente e logo suas pernas tropeçaram em Jepkosgei e as duas atletas foram ao chão. Ambas perderam o ritmo e ficaram cerca de 30 metros atrás das líderes.

Ainda com um ritmo muito forte Yehualaw, Jepchirchir e Kejeta a menos de um quilômetro da chegada correram lado a lado em direção à chegada.

Jepchirchir aumentou o ritmo e deixou Kejeta e Yehualaw para atrás no sprint final e venceu a prova.

Por equipes a primeira colocação foi da Etiópia com acumulado de 3h16min39s, quebrando o recorde do campeonato, a segunda colocação do Quênia levou a prata para o time com 3h18min10s enquanto a Alemanha levou o bronze com 3h28min42s.

A corrida ainda mostrou as seis primeiras mulheres terminando dentro de 66 minutos e as nove primeiras terminaram dentro de 67 minutos, fato inédito na historia do campeonato.


Kiplimo faz história para Uganda
 

 


Pela primeira vez nos 28 anos de história deste evento, um atleta da Uganda consegue vencer a prova, porém as expectativas mostravam que não seria ele e sim Joshua Cheptegei. Jacob Kiplimo, de apenas 19 anos chegou à maioridade com seu primeiro título global de nível sênior.

Com um ritmo devastador na última das quatro voltas, Kiplimo  foi o campeão da prova com recorde do campeonato de 58min49s, com Kibiwott Kandie do Quênia em segundo em 58min54s e Amedework Walelegn da Etiópia em terceiro 59min08s. Cheptegei terminou apenas na quarta colocação com tempo de 59mi21s. Ele era cotado para vencer a prova, porém a corrida do recorde mundial dos 10.000 m de uma semana atrás parece ter deixado ele cansado para esta prova. Ele disse que seu corpo estava indo muito bem, porém sentiu um pouco de fadiga nas pernas, quando se separou do grupo da frente.

Numa corrida de excelente qualidade, os 10 primeiros corredores quebraram 60 minutos, a primeira vez que aconteceu no evento e apenas a segunda vez que aconteceu na historia de meias maratonas. Entanto 28 homens terminaram em 61 minutos, também recorde para a prova.

Nenhum ugandês jamais tinha ganhado uma medalha individual em 23 edições anteriores do evento, apenas uma medalha de bronze por equipes em 2004 - mas a nação tem sido uma força crescente na corrida de distância nos últimos anos, então o resultado de hoje não foi nenhuma surpresa. Afinal de contas, Kiplimo atingiu a liderança mundial dos 3.000 m com 7min 26s64 em Roma no mês passado e 12min48s63 para 5.000 m, então suas credenciais eram inquestionáveis.

Na sua única meia maratona até hoje tinha corrido 1h01min53s, em Kampala no ano passado, porém desde o início da corrida hoje, parecia mais à vontade na distância. Ele tinha sido segundo colocado na São Silvestre em São Paulo em 2019, quando Kandie fez um sprint final e o venceu acima da linha de chegada.

Em contraste com a corrida feminina, a corrida masculina começou em um ritmo conservador, com os principais competidores passando os 5 km iniciais em 14mi20s, com o suíço Julien Wanders liderando na frente.

O grupo de 23 líderes percorreu os 10 km em 28min23s, e já na terceira volta do percurso o ritmo aumentou um pouco, com Kandie e Guye Adola da Etiópia aplicando alguma pressão. Kandie acelerou ainda mais o ritmo e passou a frente nos 15 km em 42min17s. Este ritmo provocou a redução do pelotão da frente para 11 corredores, faltando uma volta para a chegada. Kandie logo foi acompanhado por Kiplimo enquanto corriam colina acima. Kiplimo manteve a pressão e Kandie começou a perder o ritmo, agora atrás do Kiplimo, com menos de 3 km para o fim, o ritmo agora era mais rápido, Kiplimo passou os 20 km em 55min55s, quatro segundos a frente de Kandie, já definitivos para a chegada, pois Kiplimo manteve a vantagem até o final da prova, porém sempre olhando para atrás para não ser surpreendido novamente, como em São Paulo.
 


Kandie levou o Quênia ao ouro no evento por equipes, com 59min34s de Leonard Barsoton e 59min42s de Benard Kimeli, acumulando 2h58min10s. A Etiópia levou a prata com 2h58min25s e o bronze de Uganda com 2h58min39s. Todas as três equipes terminaram dentro do recorde do campeonato anterior.
 
Participação Brasileira
 

 Seleção Brasileira de Meia Maratona na Polônia (Foto: Divulgação/CBAt)
 
Segundo a Confederação Brasileira de Atletismo o Brasil fez uma competição dentro do esperado. Dos cinco representantes, dois conseguiram recordes pessoais. Andreia Hessel completou a prova em 76º lugar, com 1h14min41s, e Daniel Nascimento terminou em 93º, com 1h04min27s. A equipe masculina classificou-se na 18ª colocação, com 3h12min37s, a soma dos tempos de seus três representantes. Além de Daniel, Gilmar Silvestre Lopes ficou em 75º lugar, com 1h03min51s, e Ederson Vilela Pereira, em 90º, com 1h04min19s. Já Valdilene dos Santos Silva completou as quatro voltas no circuito na 94ª posição, com 1h18min58s.
 

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Brasil disputa o Mundial de Meia Maratona da Polônia

 Assessoria de Comunicação da CBAt

http://cbat.org.br/novo/noticias/noticia.aspx?id=20265


Embarque da seleção para o Mundial (Foto: Fernando Reis/CBAt)

Com cinco atletas, neste sábado (17/10), o País participa da retomada das competições organizadas pela World Athletics (ex-IAAF), na cidade de Gdynia. O evento recebeu a inscrição de 283 atletas de 62 países e terá cautelas e protocolos exigidos pela pandemia

Bragança Paulista – Com a participação de cinco atletas – três no masculino e dois no feminino -, o Brasil disputa neste sábado (17/10) o Campeonato Mundial de Meia Maratona, marcando a retomada das competições organizadas pela World Athletics (ex-IAAF), depois da pandemia global da COVID-19. O evento, que deverá reunir 283 inscritos (157 homens e 126 mulheres), de 62 países, será disputado num circuito de aproximadamente 5,5 km na cidade de Gdynia, na Polônia.

A largada da prova feminina está marcada para as 11 horas locais (6 horas de Brasília). Uma hora e meia depois será dado o tiro de partida para a competição masculina. Só participam atletas de elite, convocados pelas federações nacionais. Os cerca de 27.000 amadores inscritos na corrida de 21,195 km, inicialmente prevista para o dia 29 de março, podem participar de uma prova virtual. O circuito, por causa da pandemia, também foi alterado de um percurso de 21 km para voltas em um circuito menor.

Os representantes do Brasil são Ederson Vilela Pereira (Pinheiros), Daniel Ferreira do Nascimento (ABDA) e Gilmar Silvestre Lopes (Cruzeiro/Caixa) no masculino, Valdilene dos Santos Silva e Andreia Aparecida Hessel (ambas do Pinheiros), no feminino. Acompanham os atletas o treinador Claudio Roberto de Castilho (SP), o médico André Luís Lugnani de Andrade (CBAt) e o fisioterapeuta Ricardo Zacharias de Souza (CBAt).

Medalha de ouro nos 10.000 m nos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019, Ederson Pereira é um dos destaques do Brasil. Líder do Ranking Brasileiro de Meia Maratona nas últimas duas temporadas, o corredor paulista, de 30 anos, tem como objetivo bater o seu recorde pessoal de 1:03:47, obtido em Buenos Aires (ARG), em 2018.

“Depois da pandemia, corri apenas uma prova de 10.000 m, no dia 3 de outubro, em Bragança Paulista. Gostaria de ter competido mais, mas infelizmente não foi possível. Os treinos foram bem executados”, disse o atleta, que mora em Caçapava, no Vale do Paraíba, no interior de São Paulo. “Mesmo sem o ritmo ideal de prova, espero fazer uma boa competição e representar bem o Brasil. A expectativa é grande de disputar o Mundial, ainda mais num ano difícil como 2020. Quero quebrar minha melhor marca pessoal.”

Bicampeão do Troféu Brasil Caixa, Ederson lidera o Ranking Brasileiro dos 10.000 m desde 2017. “É muito bom retornar às competições, ainda mais em alto nível”, concluiu o atleta, que no ano passado venceu a 21ª Volta Internacional da Pampulha, de 18 km, em Belo Horizonte.

Líder do ranking brasileiro da meia maratona de 2020, Daniel Ferreira do Nascimento está animado para a competição. Ele obteve o tempo de 1:04:34 ao vencer a Meia Maratona de São Paulo, em fevereiro. “Estou muito confiante para disputar e representar o Brasil no Mundial, meu primeiro na categoria adulto. Conseguimos fazer uma boa preparação e espero obter uma grande marca no Mundial”, comentou o paulista de 22 anos, recordista brasileiro sub-20 dos 10.000 m (29:13:34) e sub-18 dos 3.000 m (8:26:90) e dos 2.000 m com obstáculos (5:45:22).

Já o técnico Adauto Domingues aposta num bom rendimento também de Gilmar Lopes. “O Gilmar está bem. Espera fazer uma grande prova. Ele ficou aborrecido com a pandemia, de ficar sem competir. Ele está muito ansioso para correr o Mundial e espero que isso não atrapalhe. O Mundial não vai ser fácil. Tem gente correndo em ritmo alucinante”, comentou o treinador.

Valdilene dos Santos Silva lamenta as dificuldades de preparação. “Não estamos pensando em marca, porque a preparação foi um pouco limitada, por não ter conseguido treinar nos locais que a gente está acostumada, devido às restrições da pandemia. Acho que será uma das edições mais fortes”, disse Valdilene.

Já para Andreia, Mundial será o retorno aos eventos internacionais após um ano. "Minha última prova foi o Mundial de Doha, no Catar, em 2019. Na semana passada, corri uma prova de 10.000 m, em Bragança Paulista. A expectativa é sempre a melhor.”

Já o técnico Claudio Castilho lembra que a ansiedade será natural, devido aos problemas causados pela pandemia. “Pelos resultados, parece que o mundo não parou”, disse o treinador do Brasil. “Elas estão treinando para a Maratona de Valência, marcada para o dia 6 de dezembro, quando tentarão buscar o índice para Tóquio (2:29:30). A competição será forte, mas a expectativa é boa, não tem ninguém machucado. Otimismo é grande para fazer uma boa participação.”

O Brasil tem duas medalhas de bronze na história da competição: com a equipe masculina, formada por Artur de Freitas Castro, Delmir Alves dos Santos, Ronaldo da Costa e Edvaldo de Souza, no Campeonato de Tyneside (GBR), em 1992, com 3:05:56 (só contam os tempos dos três primeiros da seleção), e com Ronaldo da Costa, em Oslo (NOR), em 1994, com 1:00:54.

Em uma temporada totalmente comprometida pela pandemia, que causou um drama humanitário em todo o planeta, o Mundial de Meia Maratona é uma esperança ao reunir estrelas como Joshua Cheptegei, de Uganda, que bateu recentemente os recordes mundiais dos 5.000 m e dos 10.000 m. Cheptegei estreará nos 21,195 km, mas já recebe os holofotes de todo o mundo.

Protocolos – A realização do Campeonato de Mundial de Meia Maratona enfrentou desafios enormes, contidos em diversos protocolos exigidos pela pandemia. Um exemplo disso é que os brasileiros estão tendo de atender às determinações previstas nas Políticas de Saúde Pública da Polônia, como o uso de máscaras em todos os locais públicos, exceto nas refeições, nos treinamentos e competições.

A Seleção chegou ao hotel de Gydnia na quinta-feira (15/10) e antes de mais nada teve de fazer o exame PCR, isolada numa área da rede Accor Live Limitless. Todos deram resultados negativos para o novo coronavírus e foram liberados para o check-in e o jantar. Nesta sexta-feira (16/10), treinaram pela manhã perto do hotel. Só o técnico Claudio Castilho fez o reconhecimento do percurso, mais uma medida de cautela. "Eles treinaram no horário das provas e fui ver o percurso e na reunião vou passar as informações a todos. Demoramos três horas para sermos liberados no hotel, mas os protocolos são importantes", concluiu o treinador. Antes da viagem, todos tiveram de fazer o exame no Brasil

A delegação brasileira participa do evento graças ao Programa de Apoio Caixa de Competições das Seleções Brasileiras.

A Caixa é a Patrocinadora Oficial do Atletismo Brasileiro.

 

Mundial de Meia Maratona acontece neste sábado, dia 17. Confira onde será transmitido



 
Delegação Brasileira participante no Mundial de Meia Maratona. Foto: Página do Daniel Nascimento no facebook
 

O Mundial de Meia Maratona, acontece neste sábado em Gdyna, Polônia e o mundo do atletismo está na expectativa das disputas no feminino e no masculino, pois a participação de nome de renome internacional e de recentes recordistas mundiais promete uma disputa acirrada.

Cerca de 250 atletas de mais de 50 equipes devem participar das corridas de sábado, que seguem um circuito de 5 km em volta do centro da cidade de Gdynia antes de terminar em sua praia principal na costa do Mar Báltico. A corrida masculina conta com a participação do  recordista mundial de 5000m e 10.000m Joshua Cheptegei de Uganda, enquanto a feminina apresenta um confronto direto entre a recordista mundial da meia maratona Peres Jepchirchir do Quênia e a Etiope Ababel Yeshaneh.



 Foto: World Athletics

As duas provas terão transmissão por vários canais, seguem os horários e onde será transmitido:


Prova feminina:
06:00 AM - Horário de Brasília

Atletas Brasileiras: Andreia Aparecida Hessel e Valdilene dos Santos Silva


Prova Masculina:
07:30 AM - Horário de Brasília

Atletas Brasileiros: Daniel Ferreira do Nascimento, Ederson Vilela Pereira e Gilmar Silvestre Lopes

Transmissão:

https://youtu.be/4eNsNckSMPo

https://www.youtube.com/watch?v=P1jZmqfwoRk&feature=youtu.be

https://www.youtube.com/user/IAAF2012 (World Athletics)

SPORTV 2

Veja aqui a relação de canais por contienentes:

Africa
Kenya - NTV
South Africa - Supersport
Pan Sub-Saharan Africa - Supersport

Americas
Argentina and South America - TyC Sports
Brazil - Globo and Globosat
Canada - CBC
Jamaica - Television Jamaica
USA - NBC Universal and NBC (Olympic Channel)

Asia
China - CCTV

Europe
Belarus - BTRC
Denmark - TV2
Israel - The Sports Channel
Italy - RAI
Hungary - M4 Sport
Netherlands - NPO
Norway - NRK
Pan Balkans - Arena Sport
Poland - TVP
Russia - Match TV
Turkey - TRT
United Kingdom - BBC

Pacific/Oceania
Australia - Eurosport Australia
New Zealand - Sky Network NZ

O atleta Brasileiro Daniel Nascimento postou a programação acima no sua página no facebook e pediu ainda para seguir ele nas redes sociais

Instagram: https://instagram.com/danielnascimentoatleta

Página: http://fb.me/danielnascimentoatleta

 

 

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