terça-feira, 3 de agosto de 2021

ATLETISMO - Karsten Warholm da Noruega quebra recorde mundial ao ganhar ouro nos 400m masculinos com barreiras

 


TÓQUIO, JAPÃO - 03 DE AGOSTO: Karsten Warholm do Team Norway reage depois de ganhar a medalha de ouro na Final Masculina com Barreiras 400m no dia onze dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 no Estádio Olímpico em 03 de agosto de 2021 em Tóquio, Japão. (Foto de Michael Steele / Getty Images)

O esporte também é Cuba

 

OSCAR SÁNCHEZ SERRA, ENVIADO ESPECIAL EM TÓQUIO FREDDY PÉREZ CABRERA 3 DE AGOSTO DE 2021 

01:08:25



TÓQUIO. - Nestes primeiros dias de agosto é quando Cuba conquistou mais medalhas em sua passagem pelos Jogos Olímpicos, sete no total, incluindo as vitórias de Mijaín López, com sua quarta coroa olímpica, Luis Orta, com sua primeira, e a da dupla cubana de Serguey Torres e Fernando Dayán, que encerrou um dia mágico, para que a delegação cubana tivesse sua melhor safra até agora nestes Jogos.

Com essas medalhas e outras cinco conquistadas no boxe, Cuba já está entre os 16 primeiros países no quadro de medalhas, o que corresponde ao seu propósito competitivo de estar entre os 20 primeiros.

O jovem Luis Orta foi impressionante, com mais uma dissertação para a conquista do título, sem falar de Mijaín López, com uma final em que foi ainda mais forte. Ao felicitá-los, por meio de um telefonema, o Primeiro Secretário do Partido Comunista de Cuba e Presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, transmitiu à delegação uma mensagem: “Que continuemos a colher vitórias, com a dignidade de atletas. O esporte também é Cuba ».

Foto: Roberto Morejón

Em uma final épica, a dupla cubana de Serguey Torres e Fernando Dayán, vários campeões da Copa do Mundo, conquistou a medalha de ouro na final olímpica em uma canoa de dois lugares a 1.000 metros (C2-1000). Na disputa pelo título, os cubanos, que tiveram um tempo de 3:24,995, tiveram que superar a tripulação chinesa, que estava na liderança da competição o tempo todo, e os alemães, que eram os favoritos e também lutaram até o fim. 

A medalha de prata de Leuris Pupo foi impressionante, avançando para a final no último minuto e colocando o coração em sua pistola em sua sexta edição sob os cinco anéis; Juan Miguel Echevarría se lesionou novamente e ficou com a prata, dividindo o pódio com seu companheiro Maikel Massó, bronze da tampa, como Yaimé Pérez, no disco, prova que deixou a bicampeã olímpica, a croata Sandra Perkovic, sem medalhas.

Hoje pode ser mais um grande dia, Roniel Iglesias vai para o ring Tokyo-2020, nos 69 quilos do boxe.

Foto: Morejón, Roberto



domingo, 1 de agosto de 2021

Olimpíadas: Italiano choca o mundo, assume o posto de Bolt nos 100m rasos e se torna o homem mais rápido do planeta



Lamont Marcell Jacobs venceu os 100m rasos nas Olimpíadas Getty

Um italiano é o homem mais rápido do mundo! Marcell Jacobs venceu a prova dos 100m rasos nas Olimpíadas.

Na manhã deste domingo, Jacobs superou os favoritos, correu os 100m em 9.80s e venceu o primeiro ouro desde a aposentadoria de Usain Bolt!

Fred Kerley, dos EUA, foi prata com 9.84s. O canadense Andre de Grasse levou o bronze com 9.89s.Clique aqui para ver o Quadro de Medalhas das Olimpíadas atualizado e siga os Jogos de Tóquio em TEMPO REAL!Filho de mãe italiana e pai norte-americano, Marcell Jacobs é nascido em El Paso, nos Estados Unidos. Ele se tornou o primeiro atleta da Europa a vencer os 100m rasos em Jogos Olímpicos desde Valeriy Borzov, da antiga União Soviética em 1972, e o primeiro italiano da história a levar o ouro.

Recorde mundial no salto triplo!



Yulimar Rojas bateu o recorde mundial e foi ouro no salto triplo das Olimpíadas Getty

A venezuelana Yulimar Rojas fez história em Tóquio, levou o ouro e aniquilou o recorde mundial do salto triplo!

Rojas bateu o recorde olímpico logo em seu primeiro salto, com 15.41m. E, em sua última tentativa, estabeleceu um novo recorde mundial com 15.67m - 17cm acima da antiga marca, alcançada em 1995 pela ucraniana Inessa Kravets.

A portuguesa Patricia Mamona foi prata, com 15.01m. Ana Peleteiro, da Espanha, levou o bronze com 14.87m.

Empate no salto em altura

Dois atletas levaram o ouro no salto em altura das Olimpíadas!

Mutaz Essa Barshim, do Catar, e Gianmarco Tamberi, da Itália, atingiram a marca de 2.37m na mesma quantidade de tentativas e dividiram o topo do pódio na prova.


Maksim Nedasekau, de Belarus, também superou os 2.37m, mas com duas tentativas a mais no total de saltos e acabou com o bronze olímpico.

Olimpíada de Tóquio: Venezuelana ganha ouro em salto triplo feminino e bate recorde mundial


       Yulimar Rojas celebra a medalha de ouro ao lado de espanhola Ana Peleteiro, que levou a medalha de bronze

Foto: CHRISTIAN PETERSEN/Getty Images / BBC News Brasil

Rojas, de 25 anos, bateu a marca da ucraniana Inessa Kravets e conquistou recorde mundial. É a primeira venezuelana a ganhar um ouro olímpico.

A venezuelana Yulimar Rojas, de 25 anos, ganhou medalha de ouro ao bater um recorde olímpico e mundial neste domingo (01/08) no salto triplo feminino na Olimpíada de Tóquio.

Rojas é a primeira mulher da Venezuela a ganhar um ouro olímpico. Ela alcançou 15,67 metros com um salto impressionante, superando a marca olímpica da camaronesa Francoise Mbango, de 15,39 metros, e o recorde mundial de 15,5 metros da ucraniana Inessa Kravets em 1995.

A atleta venezuelana de 1,92 metro de altura era a favorita indiscutível na final olímpica disputada neste domingo.

A portuguesa Patricia Mamona foi a segunda colocada, com 15,01 metros, e a espanhola Ana Peleteiro foi a terceira com 14,88.


                                                   O salto da atleta neste domingo foi considerado impressionante

Foto: Christian Petersen/Getty Images / BBC News Brasil


Desde que alcançou a prata na Olimpíada Rio 2016, Rojas se firmou como a atleta dominante no salto triplo.

Nos últimos anos, participou de diversas competições nas quais saiu vitoriosa e se consagrou como o principal nome da modalidade em todo o mundo.



https://www.terra.com.br/esportes/jogos-olimpicos/olimpiada-de-toquio-venezuelana-ganha-ouro-em-salto-triplo-feminino-e-bate-recorde-mundial,afeee758417f9b4b55559266f3ba6f24zci9vgrr.html



Alison dos Santos bate próprio recorde e vai à final dos 400m com barreiras

 


Alison dos Santos está na final dos 400 metros com barreiras nas Olimpíadas de TóquioImagem: Wagner Carmo/CBAt

BEATRIZ CESARINI

Do UOL, em Tóquio

01/08/2021 09H23

Um dos principais nomes do atletismo brasileiro nos Jogos Olímpicos de Tóquio, Alison dos Santos vai disputar a final dos 400 m com barreiras. O atleta brasileiro garantiu sua vaga hoje com o tempo de 47s31 na segunda bateria, o segundo melhor de toda a semifinal, que também é recorde sul-americano.

Com o sorriso no rosto e tranquilo, o jovem de 20 anos parecia um veterano após a prova - a final será no dia 3 de agosto, 0h20 (pelo horário de Brasília).

"Estou bem confiante para essa competição, treinei bastante, estou bem condicionado, então aumenta muito a confiança. Tenho meus amuletos da sorte, pessoas que estão comigo e me colocam no chão de volta, me fazem entender que estou aqui mas não posso deixar o nervosismo subir à cabeça", disse o brasileiro. "Está só começando a jornada. Com um tiro de cada vez, consegui chegar na final. Agora é brigar pela medalha", disse, ao SporTV.

Apenas um corredor marcou tempo melhor que Alison nas semifinais: o recordista mundial Karsten Warholm, da Noruega, que anotou 47s30, só um centésimo à frente do brasileiro. Outro favorito, o americano Rai Benjamin, ficou na segunda posição de sua bateria, com 47s37, e é outro adversário para o corredor paulista.

"No atletismo, lógico que o Benjamin e o Warholm são favoritos ao ouro. Mas são oito chances na final. Todos brigam por três medalhas. Não dá para dizer quem vai levar. Espero que seja eu um deles", avaliou Alison.

O excelente resultado do brasileiro veio em uma corrida em que ele finalizou os últimos metros com tranquilidade. Ou seja: há espaço para um tempo ainda melhor.

"Meu treinador me deu o poder de decisão na prova, se eu ia correr a prova toda forte ou se ia controlar em algum momento", contou o barreirista, que tem como característica iniciar a prova de forma mais conservadora e acelerar na metade final. "Achei que não tinha feito uma prova boa até a oitava barreira, então decidi continuar bem forte, virar bem forte. Quando eu vi depois, me arrependi um pouco, dava para ter feito mais forte esse tiro. Foi um bom resultado, estou muito feliz de estar na final, muito contente, estávamos planejando isso, sonhando com isso, e agora está virando realidade", disse.

Finalistas

Os favoritos Karsten Warholm, da Noruega, com 47s30, e Rai Benjamin, dos EUA, com 47s37, garantiram lugar na decisão liderando a primeira bateria com uma certa folga.

Na segunda série também deu a lógica. Alison dos Santos, com 47s31, venceu com tranquilidade e foi seguido pelo qatari Abderrahman Samba, que apesar de ter falhado em uma das barreiras, foi à final com o tempo de 47s47.

Na terceira série, o jamaicano Jaheel Jam liderava a prova até tropeçar em uma barreira e cair. Melhor para McMaster, das Ilhas Virgens Britânicas, que marcou 48s26, e para o estoniano Rasmus Magi, que fez 48s36, garantindo lugar na final.

Além deles, o italiano Alessandro Sibilio, com 47s93 e o urco Yasmani Copello, com 47s88 também se classificaram.

https://www.uol.com.br/esporte/olimpiadas/ultimas-noticias/2021/08/01/semifinal-400-m-com-barreiras.htm

Com apoio da Prefeitura, atletas tocantinopolinos participam de corrida de rua em Imperatriz-MA

 


Com o apoio da Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer, a equipe de atletismo Galáticos e outros atletas veteranos de Tocantinópolis participaram, na manhã deste domingo, 1° de agosto, do Desafio Mandala, em Imperatriz-MA. O evento reuniu centenas de competidores de diferentes faixas etárias e teve 6km de percurso.

 

Vale destacar que, a Prefeitura de Tocantinópolis nunca se furtou em apoiar os esportistas da cidade. A Secretaria de Esportes sempre se empenhou em ajudar, dentro das suas possibilidades, tampouco jamais negou ou mesmo deixou de apoiar os desportistas. A exemplo, a municipalidade disponibilizou uniforme e transporte para que a equipe pudesse participar da competição na cidade maranhense.

 

Além disso, a prefeitura tem feito melhorias na pista de atletismo, no intuito de oferecer melhores condições de treinamento. Um dos integrantes destaca que o município não só está cuidando do esporte como também possibilita aos atletas terem uma autoestima mais elevada através do projeto. “Através do esporte e do apoio que temos recebido, me sinto capaz de fazer várias atividades. Antes eu não tinha esse pensamento. Hoje me sento impulsionado a participar de eventos e competir de igual pra igual”, conta.

 

O secretário de Juventude, Esporte e Lazer, Edilson Vieira, ressalta a importância do incentivo e apoio ao esporte como garantia de melhor qualidade de vida e saúde. “A prática de esporte é essencial para garantir uma qualidade de vida e saúde melhor, e nós entendemos que incentivar e apoiar esse tipo de atitude é a garantia da criação de novos valores, novas atitudes e consequentemente melhorias na vida dos nossos jovens e adolescentes”, relata.

 

Edilson Vieira aproveitou para parabenizar o treinador Wilson que tem feito um importante trabalho voltado para o incentivo da prática esportiva entre os jovens. “Consequentemente com esse apoio fortalecemos a equipe, a cidade e o esporte. Parabéns Wilson pelo seu esforço e dedicação”, disse.

 

O prefeito Paulo Gomes ressalta que os resultados obtidos são prestígios para a cidade, por isso faz questão de parabenizar os atletas e ressalta a alegria em apoiar e incentivar o esporte no município. “Investimos porque acreditamos na prática desportiva como instrumento de desenvolvimento de nossos jovens para o exercício da cidadania”, destaca o gestor.

 

Fonte: Ascom/PMT

Fotos: Toc Em Foco





quinta-feira, 29 de julho de 2021

Previsão das Olimpíadas de Tóquio: 100 m

 


AShelly-Ann Fraser-Pryce, Elaine Thomson-Herah, Akani Simbine e Trayvon Bromell (© Getty Images)

100 m Feminino

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Apesar de tudo que ela conquistou no esporte, a estrela jamaicana do sprint Shelly-Ann Fraser-Pryce ainda está trabalhando em sua lista de tarefas. Ela continua a marcar as coisas em um estilo sensacional.

Um de seus objetivos era quebrar 10,70 nos 100m, um feito que ela conquistou em Kingston em 5 de junho, quando correu 10,63 para se tornar a segunda velocista mais rápida de todos os tempos. “Nunca corri 10.6 antes, e que momento para isso acontecer”, disse ela no mês seguinte.

Que hora, de fato.

Um dos grandes nomes do esporte, Fraser-Pryce conquistou seu primeiro ouro global nas Olimpíadas de 2008 em Pequim e se tornou nove vezes campeã mundial, ganhando seu título mais recente em Doha em 2019. Por coincidência, a razão pela qual ela perdeu o Campeonato Mundial de 2017 foi porque ela estava tendo seu primeiro filho, o filho Zyon, com quem entrou em trabalho de parto enquanto assistia à final dos 100m feminino.

A atleta de 34 anos está correndo mais rápido do que nunca e o próximo objetivo em sua lista será se tornar a primeira mulher a vencer uma única prova olímpica individual de atletismo três vezes, para somar às vitórias de 100m conquistadas em 2008 e 2012. Valerie Adams no arremesso de peso, Sandra Perkovic no disco, Barbora Spotakova no dardo e Anita Wlodarczyk no martelo estão todos em uma posição semelhante, atualmente possuindo duas medalhas de ouro cada em seus eventos, mas a final dos 100m feminino acontece antes de todos eles participar nas suas finais nesses eventos, então Fraser-Pryce será a primeira a tentar reivindicar  seu recorde de um terceiro ouro.

Ela enfrenta um grande desafio, no entanto, e é uma das oito mulheres impressionantes que atingiram menos de 10,90 em 2021.

"Estou animada com o sprint feminino", disse Fraser-Pryce. "Eu tenho competido há um bom tempo! E eu vi tantas velocistas que surgiram no esporte e fizeram tanto trabalho e realizações e acho que isso melhora a competição. O sprint feminino nunca foi 'desligado', está sempre 'ligado', e estou feliz que este ano seja um daqueles anos em que eles levaram isso para outro nível. Estou animada para ver o que Tóquio traz para o sprint feminino e para o feminino em geral. "

O segundo tempo mais rápido este ano é da compatriota Elaine Thompson-Herah, a atual campeã nos 100m e 200m, que foi terceira no Campeonato Jamaicano e nesta temporada está a apenas 0,01 dos 10,70 (PB de 2016). Esse 10,71 foi alcançado em Szekesfehervar, onde ela terminou em primeiro lugar em uma competição muito forte.

A divisão no Campeonato Jamaicano foi a medalhista olímpica e mundial dos 400m Shericka Jackson, que está se concentrando nos sprints mais curtos este ano e correu um PB de 10,77 em sua semifinal em Kingston. Todas as três estão inscritas para os 100m, 200m e 4x100m em Tóquio.

As inscrições de 100 m que se juntaram a elas, tendo corrido para menos de 10,90 em 2021, são as múltiplas medalhistas mundiais Marie-Josee Ta Lou da Costa do Marfim, que venceu na reunião da Wanda Diamond League em Oslo e correu 10,86 em Szekesfehervar, e Blessing Okagbare, que correu 10,63 (+2,7 m / s) para vencer as provas nigerianas e também cronometrou 10,89 em Szekesfehervar.


Há dois anos, em Doha, a britânica Dina Asher-Smith conquistou o título mundial dos 200m e também conquistou a prata nos 100m e 4x100m. Inscrita em todos os três eventos em Tóquio, ela terá novamente sua mente numa tripleta de medalhas. Invicta neste ano, sua primeira corrida de 100m desde o Campeonato Mundial de Atletismo de 2019 foi o encontro da Diamond League em Gateshead em 23 de maio, que ela venceu em 11,45 (-4,4m / s) em condições climáticas horríveis. Desde então, ela melhorou para 10,91, enquanto seu PB é 10,83 daquela final mundial de 2019. Embora a capitã da equipe de atletismo britânica espere dar o exemplo, ela mantém a mente aberta quanto ao que pode ser capaz de alcançar.

"Quando começamos 2019, você pode não ter necessariamente me considerado um ouro e uma prata no Qatar quando comecei a correr em maio", disse ela. "Em termos de quais são suas chances, sempre é bom só esperar para ver. Mesmo sendo relativamente jovem, tenho experiência suficiente para saber que campeonatos são muito imprevisíveis, então quem sabe quais são suas chances, você só precisa se manter em forma e manter o foco e ter um bom desempenho no dia. Quero ter um bom desempenho nos Jogos Olímpicos ”.

O trio americano inclui Javianne Oliver, que correu um PB de 10,96 em junho, Teahna Daniels e a medalhista de prata mundial 4x100m em 2015 Jenna Prandini, enquanto a holandesa bicampeã mundial dos 200m Dafne Schippers está inscrita nos 100m e em seu evento especializado.

A campeã europeia dos 60m indoor, Ajla Del Ponte, melhorou para 11,07 nesta temporada e se juntou à medalhista mundial de bronze dos 200m Mujinga Kambundji na equipe suíça, enquanto a alemã Alexandra Burghardt faz sua estreia olímpica em uma temporada na qual estabeleceu um PB de 11,01. A medalhista de bronze dos Jogos Pan-americanos nos 200m Tynia Gaither, das Bahamas, também está acima dos 11 segundos este ano, com um PB de 11,02 disputado na Flórida em abril.

Jess Whittington para World Athletics

 

100 m Masculino

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Depois de uma corrida histórica de domínio por um "certo velocista jamaicano", chegou a hora de saudar um novo campeão olímpico masculino dos 100 metros. 

Pela primeira vez desde 2004, a medalha de ouro na competição será conquistada por outro atleta que não Usain Bolt, que conquistou três títulos consecutivos dos 100m em Pequim, Londres e Rio de Janeiro, além de três coroas consecutivas nos 200m.

Com Bolt agora aposentado, o velocista americano Trayvon Bromell emergiu como o homem a assumir o manto em Tóquio e suceder Bolt no topo do pódio dos 100m. O atleta de 26 anos alcançou a liderança mundial com 9,77 em junho na Flórida, o sétimo tempo mais rápido da história. Ele então selou sua vaga para Tóquio ao vencer os 100m nas seletivas dos Estados Unidos com 9,80, à frente de Ronnie Baker (9,85) e Fred Kerley (9,86).

Foi uma recuperação notável para Bromell, que foi retirado da pista em uma cadeira de rodas após romper o Aquiles durante o revezamento 4x100m nos Jogos de Rio 2016, onde havia terminado em oitavo na final dos 100m. A lesão ameaçou encerrar a carreira do campeão mundial dos 60m indoor de 2016 e medalhista mundial de bronze dos 100m. Bromell pensou que nunca poderia correr novamente e entrou em depressão profunda ao sofrer uma série de contratempos durante um longo período fora da pista.

“Em 2018, eu não sentia nenhuma razão para ainda viver”, disse Bromell. “Entrei em um esporte que senti que salvou minha vida e perdi tudo. Eu me senti como se estivesse em um ambiente escuro. Eu me senti como uma sombra para o mundo. ”

Bromell dá crédito a amigos e treinadores por arrastá-lo de volta da selva. E, nos últimos dois anos, ele subiu ao topo do esporte e agora está pronto para reivindicar o maior prêmio de todos.

Bromell venceu 15 de suas últimas 16 corridas nos 100m, correndo menos de 10 segundos em 10 desses eventos. Ele teve uma seqüência de 14 vitórias consecutivas até terminar em quinto lugar em Mônaco em junho em 10.01, sua primeira corrida na Europa desde 2016. Bromell se recuperou quatro dias depois com uma vitória no encontro da Diamond League em Gateshead em 9,98.

“Voltar para onde estou é muito em que pensar”, disse ele. “Só estou tentando ficar o mais estável e humilde possível, para não excluir ninguém. Eu não quero ser complacente. ”

Bromell, de fala mansa, não gosta de falar em ser o favorito olímpico. Ele também não quer prever quanto tempo será necessário para vencer em Tóquio. “O tempo não importa”, disse ele. “É a medalha, a oportunidade, a corrida em si. No final do dia, se você vencer com 10,0, ainda é uma medalha de ouro, independentemente se você for tão rápido ou chegar a 9,7 ou 9,6. Vou para a corrida apenas querendo ser a primeira pessoa na fila. ”

Bromell, que enfatiza sua fé espiritual, disse que não busca fama, glória ou riquezas. Ele disse que quer usar os holofotes para ser um modelo para espalhar uma mensagem de esperança e resiliência.

“Estou motivado para algo maior do que apenas uma medalha”, disse ele. “Está além do lado material. Há um propósito maior por trás de tudo isso. A mensagem vai sacudir o mundo. Meu maior diferencial é poder ser uma voz. Obviamente, se eu ganhar a medalha de ouro, isso vai me dar essa oportunidade. ”

Bromell enfrentará um severo teste em Tóquio com a participação de vários outros competidores importantes, incluindo seus companheiros de equipe dos EUA.

Baker também se recuperou de lesões de forma impressionante e conseguiu oito vitórias nesta temporada, incluindo as vitórias da Diamond League em julho em Estocolmo (10.03) e em Mônaco (9.91). Suas únicas derrotas vieram na semifinal e na final das seletivas americanas.

Kerley, o ex-campeão dos EUA nos 400m, surpreendeu muitos quando desceu para correr os 100m e 200m, mas mostrou seu talento ao terminar em terceiro lugar nos 100m nas seletivas.

Akani Simbine da África do Sul assinou o segundo tempo mais rápido do ano com um recorde africano de 9,84 em Szekesfehervar. O atleta de 27 anos, que terminou em quinto lugar no Rio (9,94) e quarto em Doha (9,93), quer se tornar o primeiro africano a conquistar o título olímpico dos 100 metros desde o sul-africano Reggie Walker nos Jogos de Londres em 1908.

Simbine, que ganhou o ouro no revezamento 4x100m no World Relays na Polônia este ano, estava invicto em 18 corridas de 100m desde 2020 até terminar em terceiro lugar em Mônaco com 9,98.

“Fiz uma grande jornada, cheguei às finais das Olimpíadas e do Campeonato Mundial, mas agora parece que tudo está se encaixando”, disse Simbine.


Andre De Grasse, medalhista olímpico e múltiplo campeão do Canadá, é sempre uma ameaça. Ganhou bronze nos 100m em 9,91, prata nos 200m e bronze no revezamento de velocidade no Rio e seguiu com bronze nos 100m (9,90) e prata nos 200m em Doha.

De Grasse teve o melhor desempenho de uma temporada com 9,92 em maio em Jacksonville, mas correu menos de 10 segundos apenas duas vezes em sete corridas este ano.

Na competição estará também Yohan Blake, da Jamaica, de 31 anos, campeão mundial dos 100m em 2011, que ganhou a prata nas Olimpíadas de 2012 e terminou em quarto lugar no Rio. O duas vezes medalhista de ouro no revezamento olímpico venceu 10 das 13 corridas de 100m este ano, incluindo o melhor tempo de 9,95.

A competição inclui o favorito local Ryota Yamagata, que registrou um recorde japonês de 9,95 em 6 de junho em Tottori, tornando-se o quarto velocista japonês a correr abaixo de 10 segundos. Yamagata, integrante da equipe nipônica que conquistou a medalha de prata no revezamento 4x100m no Rio, disputará sua terceira Olimpíada.

Steve Wilson para World Athletics

Traduação de: https://www.worldathletics.org/competitions/olympic-games/news/tokyo-olympics-preview-100m

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