quinta-feira, 1 de agosto de 2024

Convocados para Paris no atletismo treinam no CT Paralímpico às vésperas dos Jogos

 


Zileide Cassiano durante competição no CT Paralímpico | Foto: Alessandra Cabral/CPB

Esportistas convocados para representar a Seleção Brasileira de atletismo nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024 que treinam fora de São Paulo se reúnem na capital paulista, até dia 5 de agosto, para uma semana de treinamentos visando aprimorar o rendimento até o megaevento, com início no dia 28 do mês seguinte.

As atividades contam com 13 atletas que vão representar o Brasil na França, sem considerar aqueles que já treinam regularmente no espaço (confira os nomes dos convidados abaixo). Além deles, também foram chamados para a semana atletas das categorias de base da Seleção.

Para o treinador Alex Sabino, que fará parte da missão em Paris, os treinamentos às vésperas dos Jogos auxiliam principalmente na busca por um refinamento técnico. Além disso, os participantes da semana têm acesso à estrutura do CT para cuidado físico e mental. “Trazer os atletas para um ciclo prolongado é importante por todo o acompanhamento da equipe multidisciplinar, desde a fisioterapia, aos médicos e ao atendimento psicológico, além da comissão técnica que tem a feliz missão de descobrir dia após dia o que eles podem fazer para melhorar suas performances na prova”, explicou.

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Entre os participantes do treinamento no CT estão medalhistas do Campeonato Mundial de Kobe, no Japão, em maio deste ano. Vencedora dos 100m para a classe T11 (deficiência visual), a acreana Jerusa Geber afirmou que o treinamento do CT a permite desenvolver sua velocidade e estar em situações mais parecidas com as que encontrará em Paris.

“Meu objetivo é usar o espaço e a estrutura do CT Paralímpico. A pista, inclusive, é muito rápida e parecida com a que terei nos Jogos. Vim com o objetivo de treinar velocidade e me preparar para a minha prova principal, a dos 100m”, afirmou Jerusa, que, diferentemente da maioria dos atletas, permanecerá no CT até o dia 9.

Medalhista de prata no arremesso de peso da classe F57 (atletas que competem sentados) no Japão, o paulista Thiago Paulino afirmou que a semana de treinamento acontece em um momento ideal, no qual ele mudará a sua a etapa de preparação, em razão da aproximação dos Jogos.

“Estamos em período no qual trabalhamos mais a força e a potência. Daqui a uma semana, vamos entrar em fase competitiva, quando vão saindo as cargas e o treino fica mais leve e vamos polindo mais a técnica, fazendo pequenas mudanças para melhorar o rendimento”, disse.

Para o arremessador, estar reunido com a equipe antes da viagem para a França traz um incentivo a mais para sua preparação. “Sempre que temos essas semanas de treinamento, as interações com os colegas de trabalho são muito boas, principalmente antes de uma competição importante. Vamos ficar juntos por muitos dias e já começar esse entrosamento é bem bacana. A energia dos amigos contagia e todos se unem no mesmo objetivo.”, afirmou.

A paulista Zileide Cassiano, ouro na prova do salto em distância para a classe T20 (deficiência intelectual) em Kobe também participa dos treinamentos no CT e busca ampliar a concentração nos detalhes que, segundo ela, farão a diferença em Paris.

“Estou já me acostumando com o clima de competição, com os atletas que irão comigo. A gente está trabalhando bastante para eu chegar muito treinada e para manter o foco e a atenção a cada detalhe. Estou buscando aprimorar minha técnica de salto, fazer algumas correções, para conseguir chegar bem forte”, contou a atleta.

O atletismo é a modalidade com a maior quantidade de convocados para Paris na delegação brasileira, com 70 atletas e 16 atletas-guia. O embarque do grupo está agendado para o dia 16 de agosto.

A delegação brasileira em Paris vai contar com 254 atletas com deficiência em 20 das 22 modalidades dos Jogos Paralímpicos, além de 17 atletas-guia (sendo 16 do atletismo e 1 do triatlo), três calheiros da bocha e um timoneiro do remo, totalizando 277 competidores no megaevento.

Esta será a maior delegação brasileira para uma edição dos Jogos fora do Brasil. Antes, a maior equipe nacional era de 259 convocados ao todo em Tóquio 2020. Já o recorde de participantes do país foi nos Jogos do Rio 2016, ocasião em que o Brasil sediou o megaevento e contou com 278 atletas com deficiência em todas as 22 modalidades já classificadas automaticamente.

Confira a lista de convocados convidados para treinar no CT

Aser Ramos

Edenilson Floriani

Eduardo dos Santos Pereira

Henrique Caetano

Izabela Campos

Jerusa Geber

Matheus de Lima

Paulo Cezar Neto

Rodrigo Parreira

Suzana Nahirnei

Thiago Paulino

Wallace dos Santos

Zileide Cassiano

Patrocínio

As Loterias Caixa e a Braskem são as patrocinadoras oficiais do atletismo.

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível

Os atletas Thiago Paulino e Jerusa Geber são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa que beneficia 114 atletas.

Time São Paulo

Os atletas Thiago Paulino, Jerusa Geber e Zileide Cassiano são integrantes do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 149 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Delegação brasileira terá maior participação feminina da história nos Jogos Paralímpicos em Paris

 


Seleção Brasileira feminina de goalball entra em quadra em Santiago 2023 | Foto: Washington Alves / CPB

Nota atualizada às 17h00 de 29/07/2024

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) já anunciou a delegação brasileira que vai competir em 20 modalidades nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, que acontecerão entre os dias 28 de agosto e 8 de setembro. Dos 254 atletas com deficiência convocados, 116 são mulheres, ou 45,67% do total dos competidores.

O número representa a maior convocação feminina brasileira na história dos Jogos Paralímpicos tanto em quantidade quanto em termos percentuais. Em números, as atletas que estarão na capital francesa vão superar a quantidade convocada na edição de 2016, no Rio de Janeiro, quando o Brasil teve 102 mulheres, o que representou 35,17% do total da delegação.

CONFIRA A CONVOCAÇÃO COMPLETA

Já em termos percentuais, a maior representatividade de mulheres na delegação havia sido em Tóquio 2020, quando 41,03% do total dos convocados eram do sexo feminino – 96 ante os 138 homens. O aumento da participação das atletas em todas as modalidades paralímpicas é um dos pilares do planejamento estratégico do CPB, elaborado em 2017 e revisado em 2021.

Quantidade de atletas mulheres com deficiência do Brasil nas últimas três edições dos Jogos:





O atletismo é a modalidade com mais mulheres convocadas para as provas na capital francesa, com 32 participantes. Entre elas, estará a acreana Jerusa Geber, que chegará a Paris como o status de ser a atleta cega mais rápida do mundo.

Medalhista em três edições de Jogos Paralímpicos (Pequim 2008, Londres 2012 e Tóquio 2020), a velocista é a atual recordista mundial dos 100m da classe T11 (deficiência visual), com o tempo de 11s83, anotados durante a 1ª Fase Nacional do Circuito Loterias Caixa de atletismo, no CT Paralímpico, em 2023.

A modalidade ainda contará com nomes femininos como da paulista Beth Gomes (classe F53), da paraense Fernanda Yara (T47), da paranaense Lorena Spoladore (T11), da baiana Raissa Machado (F56), da maranhense Rayane Soares (T13) e da amapaense Wanna Brito (F32).

A natação é a segunda modalidade do Brasil que mais terá atletas femininas – são 16. A nadadora pernambucana Carol Santiago, da classe S12 (baixa visão) está entre elas. Na última edição do evento, Tóquio 2020, Carol foi a atleta do Brasil que mais vezes subiu ao pódio – cinco vezes (três ouros, uma prata e um bronze).

Desde então, a pernambucana participou de mais três missões internacionais: dois Mundiais (Ilha da Madeira 2022 e Manchester 2023) e o Parapan de Santiago 2023. Nessas competições, ela conquistou 20 medalhas, sendo que, na Inglaterra, foi a atleta que mais subiu ao pódio entre todos os 538 competidores. Foram oito no total – cinco ouros, uma prata e dois bronzes.

A Seleção Brasileira de natação também contará com nomes como da potiguar Cecília Araújo (S8), da fluminense Mariana Gesteira (S9) e da cearense Edênia Garcia (S3).

Das 20 modalidades em que o Brasil estará presente em Paris 2024, cinco têm maioria formada por mulheres. No halterofilismo, são sete mulheres e quatro homens, com a paulista Mariana D’Andrea, a mulher com baixa estatura mais forte do mundo, entre as convocadas.

A halterofilista é a atual recordista mundial da categoria até 79kg, com 151kg erguidos. A marca lhe garantiu o título de campeã do mundo em Dubai, em agosto do ano passado. Nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, a atleta foi medalhista de ouro, em uma faixa de peso abaixo, até 73kg, ao suportar 137kg. Ou seja, em dois anos, Mariana aumentou em 14kg sua carga em competições internacionais.

No atual ciclo paralímpico, Mariana ainda conquistou a medalha de prata no Mundial de Tbilisi 2021.

No taekwondo, o Brasil terá seis atletas, sendo quatro mulheres e dois homens. Entre elas, está a paraibana Silvana Fernandes, que conquistou medalha de bronze em Tóquio e ouro nos mundiais da Turquia em 2021 e do México em 2023.

O remo contará com quatro mulheres e três homens em Paris. Entre as representantes, está a argentina naturalizada brasileira Alina Dumas, que disputará os Jogos Paralímpicos pela primeira vez. Ela nasceu em Buenos Aires, na Argentina, mas vive no Brasil desde 2017.

No tênis de mesa, as mulheres são em nove atletas diante de seis homens. A modalidade terá a presença da catarinense Bruna Alexandre, 29, convocada para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Paris 2024. É a primeira atleta paralímpica brasileira, entre homens e mulheres, a atingir tal feito.

Ao participar dos dois eventos, a catarinense ficará 49 dias direto na França. Nos Jogos Olímpicos, ela jogará por equipes ao lado das irmãs Bruna e Giulia Takahashi. Já nos Paralímpicos, a mesatenista disputará medalhas nas duplas femininas, mistas e no individual. Nas duas edições anteriores do evento, Bruna subiu ao pódio em quatro oportunidades – três bronzes (dois por equipes e um individual) e uma prata individual.

No triatlo, o país terá duas mulheres e um homem. Uma das mulheres é Jéssica Messali, que ganhou duas medalhas de bronze no Mundial de Pontevedra, na Espanha, em 2023.

A convocação da delegação brasileira foi dividida em três partes. A primeira aconteceu no dia 25 de junho, com 10 modalidades convocadas. A segunda lista, dia 11 de julho, contou com mais nove modalidades anunciadas. A terceira e última relação de atletas, com os nomes da equipe de tênis em cadeira de rodas, foi divulgada no último dia 18.

Na história dos Jogos Paralímpicos, o Brasil já conquistou 373 medalhas (109 de ouro, 132 de prata e 132 de bronze), ou seja, está a 27 do seu 400º pódio no evento. Na última edição, Tóquio 2020, o país fez a sua melhor campanha com 72 medalhas no total, a mesma quantidade obtida nos Jogos do Rio 2016. Destas, 22 foram de ouro, superando as 21 de Londres 2012. Ainda foram mais 20 pratas e 30 bronzes no Japão.

Patrocínios

As Loterias Caixa e a Braskem são as patrocinadoras oficiais do atletismo.

As Loterias Caixa são a patrocinadora oficial das modalidades natação, halterofilismo e tênis de mesa.

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível

Os atletas Bruna Alexandre, Mariana D’Andrea e Petrúcio Ferreira são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa que beneficia 114 atletas.

Time São Paulo

As atletas Edênia Garcia e Mariana D’Andréa são integrantes do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 149 atletas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

terça-feira, 30 de julho de 2024

Curso de Arbitragem de Handebol acontece em Palmas em inícios de setembro



O Curso de Formação para Árbitros de Handebol e atualização de Regras acontece em Palmas em inícios de setembro. Ele será ministrado por Adriano Alves Rocha, Árbitro Internacional - IHF.



O curso será de 05 a 08 de setembro é uma Realização do Handmax e Diretoria de Arbitragem da Liga Tocantinense de Handebol e Apoio da Soul Gestao Esportiva, Federação Tocantinense de Desporto Escolar - FTDE no nome do Lécio Guimarães, seu presidente.

A Handemax informa que está a disposição para eventuais parcerias e apoios.



Adriano Alves Rocha é Profissional de Educação Física, Árbitro Internacional de Handebol, Docente Universitário e Membro do (LABIN) Laboratório de Biomecânica e Instrumentação Faculdade de Ciências Aplicada UNICAMP.

Fundador e CEO da Handebol EM FOCO - Startup voltada para o processo de ensino e aprendizagem do Handebol. Através da Internet tem compartilhado toda a sua experiência para os amantes e praticantes da modalidade desde 2017.



Pix para pagamento da inscrição: 63992289505





 

Cuba, a ilha dos campeões olímpicos

Desde o advento da Revolução em 1959, Cuba fez do desenvolvimento do esporte uma prioridade nacional, tornando-se uma referência mundial

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Bandeira de Cuba (Foto: Reprodução)


Por Salim Lamrani, Universidade de La Reunião - Antes de 1959, Cuba tinha um registro modesto de cinco medalhas olímpicas, quatro delas de ouro, conquistadas em Paris em 1900, Saint-Louis em 1904 e Londres em 1948. Naquela época, o esporte estava longe de ser uma prioridade do governo, e as poucas instalações esportivas da ilha estavam concentradas na capital e reservadas à burguesia. A grande maioria da população era, portanto, excluída de qualquer acesso ao esporte.

Quando Fidel Castro chegou ao poder, o governo revolucionário introduziu uma política nacional de inclusão social, proporcionando acesso universal à educação, saúde, cultura, lazer e esporte. Em 1961, foi criado o Instituto Nacional de Esportes, Educação Física, Esporte e Lazer (INDER), lançando um programa nacional de desenvolvimento esportivo, com uma política de identificação dos melhores talentos. Instalações públicas gratuitas, acessíveis ao maior número possível de pessoas, foram construídas em todo o país, e a educação física e esportiva foi ensinada em todas as escolas da mesma forma que qualquer outra matéria. Assim, o esporte tornou-se um direito do povo e deixou de ser um privilégio reservado a uma minoria. 

Cuba fez a escolha política de abraçar o espírito olímpico ao banir o esporte profissional, que estava cheio de dinheiro, em 1962, e obteve resultados espetaculares. Depois de resultados discretos nos Jogos de Tóquio em 1964 (1 medalha de prata) e na Cidade do México em 1968 (4 medalhas de prata), a ilha caribenha colheu os frutos de seu compromisso com 8 medalhas em Munique em 1972 (3 de ouro, 1 de prata e 4 de bronze), 13 medalhas em Montreal em 1976 (6 de ouro, 4 de prata e 3 de bronze) e 20 medalhas em Moscou em 1980 (8 de ouro, 7 de prata e 5 de bronze).

Por motivos políticos, Cuba não participou dos Jogos Olímpicos de 1984 em Los Angeles e dos Jogos Olímpicos de 1988 em Seul. Após uma longa ausência de doze anos, a ilha triunfou nos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992. Apesar das sérias dificuldades causadas pelo colapso da União Soviética, a ilha conquistou um total de 31 medalhas, incluindo 14 de ouro, 6 de prata e 11 de bronze, ficando em quinto lugar no mundo, logo atrás da nova Comunidade de Estados Independentes (CEI), dos Estados Unidos, da Alemanha e da China.

Em 1996, nas Olimpíadas de Atlanta, Cuba, duramente atingida pelo desaparecimento de seu parceiro histórico, a União Soviética, e pelo recrudescimento das sanções econômicas por parte de Washington, continuou a aproveitar seu sucesso e obteve resultados notáveis, apesar do “Período Especial de Paz”. Com um total de 25 medalhas, incluindo 9 de ouro, 8 de prata e 8 de bronze, a pequena ilha do Caribe subiu para o 8º lugar no ranking mundial, atrás dos Estados Unidos, Rússia, Alemanha, China, França, Itália e Austrália.

Os Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, e Atenas, em 2004, também foram grandes sucessos para Cuba, com 29 medalhas (11 de ouro, 11 de prata e 7 de bronze) e 27 medalhas (9 de ouro, 7 de prata e 11 de bronze), respectivamente. Nas Olimpíadas de Pequim de 2008, Cuba ganhou 30 medalhas (3 de ouro, 10 de prata e 17 de bronze) e 15 medalhas (5 de ouro, 3 de prata e 7 de bronze) nas Olimpíadas de Londres de 2012. Finalmente, nas Olimpíadas do Rio de Janeiro de 2016, a ilha ganhou 11 medalhas (5 de ouro, 2 de prata e 4 de bronze), enquanto seu recorde nas Olimpíadas de Tóquio de 2020 é de 15 medalhas (7 de ouro, 3 de prata e 5 de bronze) e um notável 14º lugar. 

Cuba, o melhor país latino-americano em medalhas olímpicas

No período de 1896 a 2021, Cuba está em primeiro lugar na América Latina com um total de 235 medalhas, incluindo 84 de ouro, 69 de prata e 82 de bronze. A ilha não tem rivais no continente. O Brasil, um gigante demográfico com uma população de mais de 200 milhões, ficou em segundo lugar com 150 medalhas. A Argentina está em terceiro lugar, com 77 medalhas. O México está em quarto lugar, com 73 medalhas, e a Colômbia está em quinto, com 34. Em termos de medalhas de ouro olímpicas per capita, Cuba, com uma população de 11 milhões de habitantes, está em primeiro lugar no mundo.

O boxe é o esporte número um de Cuba, com nada menos que 78 medalhas olímpicas em seu nome, incluindo 41 de ouro, 19 de prata e 18 de bronze. As lendas Teófilo Stevenson e Félix Savón escreveram a história da nobre arte ao serem tricampeões olímpicos. Eles são mais lembrados por terem recusado somas astronômicas de vários milhões de dólares para se tornarem profissionais. Stevenson recebeu a oferta de cinco milhões de dólares em troca de uma luta contra Mohamed Ali, mas preferiu permanecer fiel “à afeição de seu povo”. Durante sua histórica visita a Cuba em 1991, logo após sua libertação da prisão, Nelson Mandela, um grande fã de boxe, pediu a Fidel Castro para conhecer Stevenson, um de seus boxeadores favoritos. Felix Savón, por sua vez, foi abordado pelo famoso promotor Don King sobre uma luta contra Mike Tyson, então no auge de seu poder, em troca de uma bolsa de 10 milhões de dólares. Sua resposta foi idêntica: “Eu jamais trocaria o amor e o carinho do meu povo por todos os milhões do mundo”. 

Cuba ganhou 45 medalhas olímpicas no atletismo, incluindo 11 de ouro, 14 de prata e 20 de bronze. A luta livre e o judô são o terceiro e quarto esportes olímpicos da ilha, com 27 medalhas (11 de ouro, 6 de prata e 10 de bronze) e 37 medalhas (6 de ouro, 15 de prata e 16 de bronze), respectivamente. A lenda da luta greco-romana Mijaín López ganhou quatro medalhas de ouro olímpicas e está em busca de um quinto título histórico. 

Para os Jogos Olímpicos de Paris 2024, Cuba está enviando uma modesta delegação de 61 atletas (27 mulheres e 34 homens). É verdade que a fuga de atletas para outros países com mais recursos prejudicou seriamente a ilha, que enfrenta atualmente uma das mais graves crises econômicas de sua história, principalmente devido ao estado de sítio imposto pelos Estados Unidos. Nada menos que 21 cubanos nascidos e criados na ilha defenderão as cores de outras 14 bandeiras (Espanha, Itália, Portugal, Bulgária, Estados Unidos, Canadá, Turquia, Chile, Porto Rico, Azerbaijão, Polônia, Brasil, Bélgica e o COI). Mas Cuba, a ilha dos campeões olímpicos, acostumada à adversidade e que, como sempre, fez da resiliência uma segunda natureza, defenderá com orgulho as cores de sua bandeira e de seu povo. 

Salim Lamrani é doutor em Estudos Ibéricos e Latino-Americanos pela Universidade de Sorbonne e professor de História da América Latina na Universidade de La Reunião, especializado nas relações entre Cuba e os Estados Unidos.

sexta-feira, 26 de julho de 2024

 Olimpíadas

Atletas vencem recurso e são liberados a competir em Paris a 3h da abertura 


Imagem: Reprodução/Instagram/maxbatista_rw/wcarmo14

Max Batista, da marcha atleta, foi um dos três brasileiros autorizados a competirem nos Jogos Olímpicos de Paris após recurso.

Demétrio Vecchioli * Do Olhar Olímpico, em Paris.

A Corte Arbitral do Esporte liberou há pouco três brasileiros para participarem dos Jogos Olímpicos de Paris. Hygor Gabriel, Max Batista e Lívia Avancini haviam sido barrados por não terem sido submetidos a três testes antidoping surpresa.

A exigência havia sido imposta em março a atletas de somente quatro países, entre eles o Brasil, que não apresentaram uma média de testes/pessoa considerada adequada pela World Athletics nos últimos campeonatos Mundiais.

Depois que a regra impediu a inscrição de Max, da marcha atlética, Lívia, do arremesso de peso, e Hygor, do 4x100m, a CBAt a contestou no tribunal de urgência da Corte Arbitral do Esporte instalado para os Jogos de Paris. 

Como forma de pressão, a CBAt trouxe os três a Paris ainda na segunda-feira passada, antes do restante da delegação, e sem tornar isso público. Durante a semana, a defesa da CBAt, feita pelo advogado Marcelo Franklin, conseguiu uma liminar para eles participarem da Cerimônia de Abertura.

Hoje veio a decisão que os autoriza a competir.

Após mais de cinco horas de audiência, iniciada na manhã de hoje em Paris na sede do Tribunal Federal Francês, foi proferida a decisão dando ganho de causa aos três atletas brasileiros. Foi rejeitada a preliminar do Comitê Olímpico Internacional de que a matéria não era de competência do Tribunal do CAS das Olimpíadas de Paris, e no mérito foram rejeitadas as alegações da World Athletics no sentido de que tinha direito de aplicar aos atletas brasileiros requisitos de elegibilidade superiores a aqueles requisitos aplicados aos atletas de outros países. Foi uma grande vitória, os atletas estão muitos emocionados por poderem participar dos Jogos e realizar o sonho olímpico deles.

Marcelo Franklin, advogado da CBAt

Durante o processo, uma atleta chilena, Natalia Duco, e um húngaro, Bence Venyercsan, entraram como partes interessadas, já que eles herdaram as vagas dos brasileiros inicialmente. Agora eles estão fora da Olimpíada.

Cerimônia de abertura da Olimpíada de Paris-2024: onde assistir, horário e como vai ser

 


A inovação faz com que a cerimônia seja gratuita para grande parte dos espectadores

 por Estadao Conteudo

A Olimpíada de Paris-2024 começa nesta sexta-feira com uma novidade. Pela primeira vez na história, a cerimônia de abertura vai acontecer fora de um estádio. O aguardado evento acontecerá no Rio Sena e os atletas vão desfilar em barcos. A inovação faz com que a cerimônia seja gratuita para grande parte dos espectadores.

Durante o percurso pelo rio, de aproximadamente seis quilômetros, os quase 100 barcos com cerca de 10.500 atletas vão passar por símbolos da capital francesa, como o Museu do Louvre, a Catedral de Notre Dame e o Grand Palais. O trajeto termina em frente à Torre Eiffel, onde a pira olímpica vai ser acesa e onde serão realizados os protocolos oficiais.

COMO VAI SER A CERIMÔNIA DE ABERTURA

Tradicionalmente, a Grécia, por ter sido o país que deu origem à Olimpíada, é a primeira delegação a desfilar. A expectativa é que a segunda equipe a percorrer o Rio Sena, repetindo o que aconteceu nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, sejam os atletas refugiados, que disputam a competição pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

A partir daí, a entrada ocorre seguindo a ordem alfabética, de acordo com o alfabeto da sede, no caso a França. O formato é o mesmo do Brasil, já que ambos seguem o alfabeto latino, com 26 letras. Seguindo a tradição, o país-sede é quem fecha o desfile.

DATA E HORA

A cerimônia terá início às 14 horas, pelo horário de Brasília, desta sexta-feira, dia 26 de julho, na capital francesa.

ONDE ASSISTIR

Globo (TV aberta)

SporTV (TV fechada)

Globoplay (streaming)

CazéTV (streaming)

Leia Também: Veja o que assistir nesta quinta-feira (25) nas Olimpíadas Paris-2024

quinta-feira, 25 de julho de 2024

 Onde assistir?

Quando começa o atletismo nas Olimpíadas 2024? Veja horário e onde assistir

Do UOL, em São Paulo



Alison dos Santos durante prova da Diamond League em Paris

Imagem: Reprodução/Chiara Montesano/Diamond League

O atletismo nas Olimpíadas de Paris começa no dia 1º de agosto, às 2h30, com a prova de 20 km da marcha atlética masculina. As competições vão até o dia 11 de agosto, quando ocorre a maratona feminina.

Atletismo em Paris

1ª dia de competições

2h30 - Marcha Atlética 20 km - Masculina

4h30 - Marcha Atlética 20 km - Feminina

Onde assistir aos jogos

A TV Globo e a CazéTV têm os direitos de transmissão da principal competição do planeta.

Uma das grandes esperanças de medalha pelo Brasil, Alison do Santos, o Piu, estreia no dia 5 de agosto, quando começam as baterias dos 400m com carreira. Se tudo ocorrer bem, o brasileiro disputaria a final da modalidade no dia 9 de agosto, às 16h45 (de Brasília).


Corrida de Rua em comemoração ao aniversário de Arraias, Tocantins acontece neste sábado

  A cidade de Arraias no Tocantins irá comemorar seus 286 anos de existência neste sábado, dia 1º de agosto de 2026. E para comemorar por ...