Presidente do COI: Tóquio continua sendo a cidade olímpica melhor preparada da historia
Tomas Bach, presidente do Comitê Olímpico Internacional assegurou que a organização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio-2020, e os de Jogos de Inverno de Beijing 2022, serão a prioridade durante este 2021
Tóquio confia em poder deixar para atrás a pandemia para inaugurar seus Jogos Olímpicos no dia 23 de julho de 2021.Foto: Getty Images
«Precisamos mais solidariedade. Precisamos mais solidariedade dentro das sociedades, e Precisamos mais solidariedade entre as sociedades», expressou na sua mensagem pelo novo ano o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Tomas Bach, quem assegurou, segundo agência de noticias Xinhua, que a organização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio-2020, e os de Inverno de Beijing 2022, serão a prioridade durante este 2021.
«Tóquio continua sendo a cidade olímpica melhor preparada da historia. Só podemos agradecer a nossos sócios e amigos japoneses seu grande compromisso e determinação, que estão absolutamente de acordo com nosso compromisso e nossa determinação de organizar estes Jogos de forma segura para todos os participantes. Todos viveremos uns Jogos inesquecíveis», expressou.
Ponderou o papel do esporte no enfrentamento à pandemia da COVID-19, assim como as alianças com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a ONU, a qual instou aos governos a incluir o esporte nos seus programas de recuperação.
«Aprenderemos desta lição e, ao aprender dela aprenderemos de solidariedade, voltaremos a converter os desafios do futuro em oportunidades».
Ele disse que os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 também serão uma celebração da unidade na diversidade de toda a humanidade. «Só poderemos cumprir nossa missão de unir o mundo se os Jogos Olímpicos se manter por cima de toda diferencia política».
Sobre os Jogos de Inverno em Beijing, ressaltou o compromisso e determinação de «nossos sócios e amigos chineses», de ter prontas todas as sedes para esse magno evento. (Redação Esportiva)
Atletismo: Sebastian Coe defende tecnologia de calçados após recordes
Presidente da World Athletics defende a inovação no esporte
Publicado em 04/01/2021 - 15:20 Por Shrivathsa Sridhar - Bengalore (Índia)
O presidente da World Athletics (entidade máxima do atletismo), Sebastian Coe, diz que medidas para conter a pesquisa e o desenvolvimento de calçados só “sufocariam a inovação”, conforme atletas de elite quebram cada vez mais recordes mundiais usando tênis de alta tecnologia.
Um debate sobre os tênis do atletismo tem sido travado desde que calçados de alta tecnologia desenvolvidos pela Nike tiveram um papel importante em duas das maiores conquistas em corrida de longa distância de 2020.
Em outubro do ano passado, Joshua Cheptegei, de Uganda, quebrou o recorde mundial da prova masculina dos 10 mil metros e a etíope Letesenbet Gidey demoliu o recorde feminino dos 5 mil metros em Valência, ambos usando os tênis ZoomX Dragonfly, da Nike.
O queniano Kibiwott Kandie bateu o recorde mundial da meia maratona por 29 segundos no mês passado com um tênis Adidas para corrida de rua.
“Lembro-me de um período em meados dos anos 2000 em que a Adidas era a rainha do pódio, principalmente na distância. Então, essas coisas vêm em ciclos”, disse Coe ao jornal The Guardian.
“As empresas de calçados felizmente ainda estão investindo muito dinheiro na pesquisa e no desenvolvimento de calçados. Fico feliz que estejam fazendo isso”, declarou.
“No momento estou bastante tranquilo sobre isso. E o equilíbrio do julgamento aqui é sempre [...] que não deveríamos estar no assunto de tentar sufocar a inovação”, concluiu.
Foto: Equipe de arbitragem do Jogo Vitória x Juventude. De esquerda para direita: Fábio Pereira, Alisson Furtado, Joedson Oliveira e Fernando Gomes, além dos capitães de ambas as equipes - Divulgação
Campeonato Brasileiro de Futebol - Série B
Jogo: Náutico-PE x Paraná-PR
O tocantinense Alisson Sidnei
Furtado estará atuando como árbitro no jogo Náutico-PE x Paraná-PR, válido pela
33ª Rodada do Campeonato Brasileiro de Futebol Série B. Ele será auxiliado
pelos árbitros assistentes também tocantinenses, Fábio Pereira (AA1) e Fernando
Gomes da Silva (AA2). O quarto árbitro será o pernambucano Luiz Claudio
Sobral.
Ambas as equipes estão na zona de
rebaixamento, nas posições 17 e 18, com 35 e 33 pontos, respectivamente.
Ambas as equipes jogaram nesta
segunda-feira dia 4 de janeiro pela 32ª rodada. O Náutico perdeu a oportunidade
de sair da zona de rebaixamento ao perder do Confiança-SE por 2 x 0. Já o Paraná empatou com o Botafogo-SP
pelo placar de 1 x 1.
A partida acontece nesta sexta-feira
(8), às 19:15 horas, no Estádio Eládio de Barros Carvalho, popularmente
conhecido como Estádio dos Aflitos, em Recife-PE.
Que a arbitragem tocantinense não deve nada a nenhuma outra federação do País, boa parte das pessoas que acompanha os jogos sabe bem disso. No encerramento de 2020, o árbitros tocantinenses a nível nacional participaram de 129 escalas indicadas pela Comissão Nacional de Arbitragem da CBF. Com isso, apesar de um ano difícil, foi um record registrado.
Árbitros e Árbitros Assistentes
Quem mais esteve em campo nos jogos foi o árbitro Alisson Furtado. Ele teve um total de 22 participações somando 8 VAR na Série A, 8 na Série B, 2 na Série C, 2 na Série D e 2 na Copa do Brasil.
Depois tivemos o árbitro André Rocha totalizando 13 jogos (ver quadro).
Dagoberto Modesto somou 8 jogos. Eduardo Teixeira com dez participações e o Tarcísio Matos com sete partidas apitadas.
Cipriano Souza e Natal Júnior, 11 vezes cada. Fernando Gomes esteve em dez jogos. Samuel Silva em nove e Washington Monteiro em seis.
Para o presidente da Comissão Estadual de Arbitragem do Tocantins, Adriano de Carvalho, foi o melhor ano de todos, pois o pessoal do Tocantins trabalhou em todas as competições organizadas pela CBF, seja na Série A, B, C, D, Copa do Brasil e nas competições de base.
Diploma de novos árbitros
Ano passado novos árbitros foram diplomados pela Federação Tocantinense de Futebol (FTF), por meio da Escola de Arbitragem Doutor Edson de Resende de Oliveira, de acordo com as resoluções da Escola Nacional de Arbitragem do Futebol (Enaf) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Grupo de novos árbitros - Turma Tocantinópolis
Grupo de novos árbitros - Turma Palmas
Receberam o diploma 21 novos árbitros, sendo duas mulheres, que já estarão relacionados na lista da Comissão Estadual de Arbitragem do Tocantins (CEAF-TO), e que devem começar a atuar nesta temporada, 2021.
Tradução de: http://www.cubadebate.cu/especiales/2021/01/02/atletismo-cubano-se-quiere-robar-la-arrancada-en-tokio/
Atletismo acelera rumbo a Tóquio 2021. Na foto a lançadora de disco Yaimé Pérez
Cuba estreou o seu pódio olímpico no atletismo em Tóquio 1964 com a medalha de prata do velocista Enrique Figuerola, nos 100 metros rasos. Desde então a somatória de medalhas conquistadas não para de crescer.
Final dos 100 m na Olimpíada de Tóquio 1964 com Enrique Figuerola (80), medalhista de prata. Foto: By Mario De Biassi/Giorgio Lotti (Mondadori Publishers)
Aumentar a quantidade de medalhas na capital japonesa, no próximo verão, é o principal sonho de atletas e diretivos, sustentado numa geração disposta a escrever sua própria historia de sucessos.
Jovens com experiência competitiva, como a campeã mundial do lançamento do disco Yaimé Pérez; Denia Caballero, bronze olímpico quatro anos atrás, também, no disco; o saltador em distância Juan Miguel Hechevarría, ouro mundial indoor em 2018; e a saltadora com vara Yarisley Silva, prata em Londres 2012, brilham num grupo empenhado em fazer bonito na cita olímpica.
Denia Caballero. Foto: Mónica Ramírez
No comando aparecem dois ex-atletas: a campeã do lançamento do martelo em Beijing 2008 e hoje comissionada nacional Yipsi Moreno, e o ex-saltador de triple Daniel Osorio, chefe técnico. Ambos sentem um grande compromisso ante esta prova de fogo que está por vir.
Mais de três meses de isolamento social por causa da pandemia de la COVID-19 fizeram provocaram uma mudança nas estrategias. Antes da interrupção dos treinamentos, em março passado, o atletismo contava com 14 classificados olímpicos e a meta de sobrepassar os vinte.
Com essa aspiração retomaram a preparação na pista na cidade de Camagüey, em setembro, e alguns atletas viajaram para uma base de treinamento na localidade portuguesa de Montegordo.
Desde lá, a dois vozes em uma, Yipsi e Osorio conversaram com o site de noticias JIT sobre o trabalho realizado e as projeções rumo ao reto dos jogos em Tóquio 2020.
— Obrigados a variar todo o planejamento… Como aconteceu esse re-planejamento?
Tomamos como principio que aos Jogos debemos chegar na melhor forma esportiva possível. Atualizamos a pre-seleção olímpica —reduzida de 46 a 33 antes de viajar a Camagüey— e aplicamos a premissa de ir recuperando pouco a pouco os níveis físicos, sem violar nenhuma etapa ou indicador, e nem o direcionamento do treinamento.
Planejamos dos macrociclos. No primeiro se busca a base do segundo, levando como objetivo principal a competição da Copa Cuba (10-21 de março de 2021), sem pretender ali grandes marcas. A ideia será participar, recuperar a participação internacional e estar no entorno de 95-97% da marca esperada em Tóquio.
— Quais os parâmetros seguiram para formar a atual pre-seleção?
Para viajar a Camagüey se foi solicitado que fosse uma equipe enxuta e daqueles com maiores possibilidades, por razões de economia e segurança. Incorporamos apenas somente os classificados. Logo, trás una analise mais profunda, incorporamos os de maiores possibilidades de se classificar.
Com isso, convocamos as mulheres possíveis integrantes do revezamento 4×400 m (Rosemary Almanza e Zuriam Echevarría já classificadas em provas individuais), as atletas de eventos combinados (Yorgelis Rodríguez e Adriana Rodríguez), e os quartos homens no salto em distância e salto triplo.
Desde o punto de vista psicológico, essa decisão do Instituto Nacional de Esportes, Educação Física e Recreação (INDER), teve um grande impacto. A visão foi acertada e oportuna, haja vista que os atletas no deviam passar nem um dia mais fora da preparação.
— Como foi planejada a etapa de inverno de princípios de 2021?
Ante o adiamento do campeonato mundial indoor previmos participar em algumas das competições anunciadas pela World Athletics entre 27 de janeiro e 17 de fevereiro.
Juan Miguel Echevarría. Foto: Getty Images
Serão nove os atletas participantes: no salto em distância estarão Juan Miguel Echevarría, Maikel Massó e Lester Lescay; no salto triplo, Liadagmis Povea, Jordan Díaz, Cristian Nápoles e Andy Díaz; no salto em altura Luis Enrique Zayas e no salto com vara, a experimentada Yarisley Silva. Depois de competir lá, eles devem voltar para competir na Copa Cuba.
Luis Enrique Zayas. Foto: World Athletics
— Como será o planejamento do restante do tempo até os jogos em Tóquio?
Muito cedo para falar sobre isso, sobre tudo levando em consideração as limitações por causa da pandemia. Não obstante, planejamos uma estrutura de 20 semanas, aproximadamente a partir de 22 de maço, e planejamos para maio o inicio da participação de nossas principais figuras na Wanda Diamond League.
Esperamos participar em cerca de cinco a sete competições preparatórias antes dos Jogos, que permitam chegar à forma esportiva e conseguir excelentes resultados.
— No melhor cenário… Qual seria o número de participantes do atletismo em Tóquio?
De 24 a 26. Devem incorporar-se uma atleta mais no salto triplo e os atletas do revezamento 4×400 feminino e 4×100 masculino, esta última com a possibilidade de classificar-se no mundial de revezamentos na Polônia, a realizar-se em 1 e 2 de maio.
Também contamos com o lançador de disco Jorge Fernández, uma das jovens lançadoras dessa prova, Silinda Morales ou Melani del Pilar; e pelo menos um corredor com barreiras Roger Valentín Iribarne e Yordan O’Farrill. Queremos fechar com as mulheres do heptatlo.
Jorge Fernandez. Foto: Alexander Hassenstein/Getty Images Europe)
— Falando delas... Adriana é campeã pan-americana e Yorgelis foi bronze mundial, porém ainda não conseguiram a exigente marca estabelecida de 6.420 pontos para Tóquio. Quais as previsões para elas?
Temos total confiança em ambas, e ressaltamos a Yorgelis pela sua condição de grande batalhadora. Adriana no é menos, porém ainda está em pleno desenvolvimento.
Yorgelis atravessa por um processo de recuperação de suas atuações competitivas, e para isso tem toda nossa confiança e a do seu treinador. Por isso temos certeza que seguramente estará e fara uma boa atuação.
— Sem falar em nomes… Em quais eventos existe a maior responsabilidade de cara a Tóquio?
São bem conhecidas nossas potencialidades e as ratificamos em: disco feminino, salto em distância masculino, salto triplo em ambos os sexos, salto em altura para homens e não deixamos de reconhecer a garra de Yorgelis e Yarisley.
Em algumas disciplinas teremos uma "agradável" dor de cabeça, pois contamos com mais de três aspirantes. O processo será como sempre: todos estarão participando em diferentes competições, seja el em solo europeu ou outras, e numa determinada data será definida a equipe olímpica a partir das três melhores marcas conseguidas.
A medida que este ano extraordinário chega ao fim, olhamos para trás,
para os momentos chave de 2020 em cada área do esporte. A série continua hoje
com uma revisão das corridas de médias e longas distâncias.
800 m feminino
Bellinzona proporcionou a melhor corrida do ano quando, no dia 8 de
setembro, as quatro primeiras - Hedda Hynne, Selina Büchel, Lore Hoffmann e
Jemma Reekie - correram 1:58. O tempo de 1:58.10 de Hynne foi um recorde norueguês,
Büchel correu o segundo melhor tempo de sua carreira (1:58,37) e a compatriota
suíça Hoffman fez 1:58.50, sua melhor marca pessoal por dois segundos.
Para Reekie, no entanto, a corrida foi um pouco decepcionante. Ela
entrou na corrida como a líder mundial invicta nos 800m (1:58,63 ao ar
livre, 1:57,91 indoor) depois de ter vencido em Trieste, Estocolmo e
Chorzow, mas terminou em quarto lugar em Bellinzona. Dois dias depois, no
entanto, Reekie voltou às vitórias e derrotou Hynne e Hoffmann em Roma.
Oito dias depois, em Doha, Hynne deixou de ser a líder
mundial e foi vencida pela especialista em 1.500 metros Faith Kipyegon, que baixou sua marca pessoal de
cinco anos atrás em meio segundo para 1:57,68. Kipyegon indicou seu potencial nesta
distância mais curta em Mônaco e Bruxelas ao passar 800m em 1:59 em duas
(malsucedidas) tentativas de recorde mundial de 1000m.
A campeã mundial Halimah Nakaayi não correu 800m ao ar livre este ano,
nem a medalhista mundial de bronze Ajee Wilson. A medalhista mundial de prata
Raevyn Rogers correu em Estocolmo e Gotemburgo, marcando 2:01.02 e 2:01.24.
As oportunidades limitadas de competir internacionalmente eram visíveis
estatisticamente. Em 2019, houve 58 apresentações de menos de dois minutos de
26 atletas; em 2020, caiu para 20 corridas de oito atletas.
800 m masculino
Após um início de ano promissor com algumas atuações rápidas em competições indoor, esta distância foi ligeiramente prejudicada pela falta de corridas
durante a época de competições ao ar livre.
O campeão mundial Donavan Brazier correu numa competição indoor uma vez nesta distância, registrando um recorde norte-americano de 1:44,22 nos Jogos Millrose
em Nova York em fevereiro para passar para o quinto lugar na lista de todos os
tempos do mundo em pista coberta.
Brazier também foi o líder mundial ao ar livre, com 1:43.84 em Oregon
em julho, antes de vencer em Mônaco com 1:43.15. Ele alcançou outra vitória em
Estocolmo com 1:43,76, a última corrida de sua invencibilidade.
O compatriota americano Bryce Hoppel, quarto no Campeonato Mundial no
ano passado, foi o segundo mais rápido em 2020 com seu recorde pessoal de 1:43,23 atrás de Brazier em Mônaco.
Daniel Rowden, o terceiro atleta mais rápido este ano - e, como Brazier
e Hoppel, também nascido em 1997 - registrou uma grande marca pessoal de 1:44.09 para
vencer em Zagreb em setembro. Outro promissor britânico, Max Burgin, de 18
anos, correu 1:44,75 em Stretford em agosto para seu primeiro tempo abaixo de 1:45.
1500 m feminino
Este evento foi propriedade de Laura Muir, que correu em Estocolmo,
Chorzow e Berlim. Ela dominou todas as três corridas, venceu confortavelmente
por 3,76, 1,46 e 2,69 segundos, respectivamente, e registrou as três marcas mais marcantes do ano: 3:57,86, 3:58,24 e 3:57,40.
Com a campeão mundial Sifan Hassan, a recordista mundial Genzebe Dibaba
e a medalhista mundial de bronze Gudaf Tsegay não correndo a distância ao ar
livre, a única verdadeira desafiante a Muir teria sido a medalha de prata
mundial Faith Kipyegon. Infelizmente, no entanto, as duas nunca se encontraram,
pois a temporada invicta de Kipyegon consistia em três corridas de 1000m, uma
de 800m e apenas uma de 1500m (no encontro Continental Tour Gold em Ostrava).
Naquela corrida, a queniana fez 3:59,05 para vencer por 2,91 segundos a
britânica Laura Weightman, que sete dias depois terminou a 2,69 atrás de Muir.
A dupla americana Karissa Schweizer (16h02) e Elle Purrier (16h00,77)
baixaram substancialmente suas marcas pessoais, mas infelizmente nem elas nem a recordista
norte-americano Shelby Houlihan competiram no cenário internacional.
Purrier teve um grande avanço nos Jogos de Millrose em fevereiro,
marcando um recorde norte-americano da milha indoor de 4:16,85 - o segundo
melhor tempo da história para a distância.
A alemã Konstanze Klosterhalfen e a polonesa Sofia Ennaoui foram as únicas
outras mulheres a fazer menos de quatro minutos nos 1.500 metros este ano.
Klosterhalfen registrou 3:59,87 em competição indoor, em seu caminho para estabelecer o recorde nacional da milha indoor de 4:17,26, terminando atrás de Purrier
nos Jogos de Millrose. Ennaoui correu 3:59,70 em Chorzow ao terminar atrás de
Muir.
1500 m masculino
A intensidade, como em muitos eventos, pode ter faltado em 2020, mas
os cinco primeiros neste evento foram tão bons quanto em qualquer temporada.
Os tempos mais rápidos foram alcançados em duas corridas: Mônaco em
agosto e Doha em setembro. O campeão mundial Timothy Cheruiyot venceu o
primeiro deles, registrando o top mundial do ano de 3:28,45 em Mônaco. Ele seguiu
com vitórias em Estocolmo (3:30,25) e Nairóbi (3:34,31).
Jakob Ingebrigtsen chegou perto do queniano em Mônaco (3:28,68,
recorde europeu) e Estocolmo (3:30,74) e fechou a temporada com vitórias em
Bruxelas (3:30,69), Ostrava (3:33,92) e no campeonato norueguês em Bergen (3:33,93).
Jake Wightman, da Grã-Bretanha, foi o terceiro homem a correr às 3:30
este ano. Ele terminou em terceiro em Mônaco com 3:29,47 para passar para
segundo na lista britânica de todos os tempos, à frente do lendário trio Steve
Cram, Sebastian Coe e Steve Ovett.
3000 m feminino
As coisas boas vêm para aqueles que esperam. Esse foi certamente o caso
nos 3000 m das mulheres.
Não houve muitas corridas de alto nível nesta distância ao longo da
temporada altamente pontuada, mas os 3000m femininos no último encontro da
Wanda Diamond League do ano acabaram sendo uma das corridas de maior qualidade
de todos os tempos.
As três primeiras - Hellen Obiri, Agnes Tirop e Beatrice Chepkoech -
terminaram com 8:23, enquanto as quatro mulheres seguintes chegaram às 8:27.
3000 m masculino
A dupla etíope Getnet Wale e Selemon Barega foi a mais rápida em competições indoor. Wale venceu com 7:32,80 em Liévin em fevereiro com o Barega logo atrás com
7:33,19. Birhanu Yemataw estabeleceu um recorde indoor asiático de 7:34,58
para o terceiro lugar.
Ao ar livre, a corrida mais rápida do ano foi em Roma, em setembro.
Jacob Kiplimo, de Uganda, e Jakob Ingebrigtsen, da Noruega, ambos com 19 anos
na época da corrida, produziram um dos confrontos mais memoráveis do ano, com
Kiplimo emergindo como o vencedor com recorde nacional de 7:26,64, o tempo
mais rápido já registrado por um adolescente. O recorde norueguês de
Ingebrigtsen de 7:27,05 em segundo lugar o tornou o segundo europeu mais
rápido de todos os tempos. A dupla está agora em oitavo e nono lugar na lista
de todos os tempos do mundo.
Stewart McSweyn da Austrália estava logo atrás deles, estabelecendo um
recorde da Oceania de 7:28,02 em terceiro.
5000 m feminino
Os recordes mundiais nas modalidades olímpicas padrão são uma raridade,
mas este ano a marca dos 5000m femininos de longa data foi bem e
verdadeiramente reescrita.
Em uma corrida cuidadosamente planejada em Valência em outubro, com a
ajuda da tecnologia Wavelight, Letesenbet Gidey abaixou quase cinco segundos do
recorde mundial de Tirunesh Dibaba com uma corrida executada de forma perfeita,
marcando 14:06.62. Gidey começou com três voltas de 69 segundos antes de
aumentar gradualmente a velocidade, com cada uma das seis voltas finais
percorridas em 66,5-67,2 segundos.
Dois meses antes, Gidey havia enfrentado a campeã mundial Hellen Obiri
em Mônaco. A conhecida mudança de velocidade de Obiri nas últimas voltas foi
decisiva naquela ocasião, quando a queniana venceu em 14h22,12 contra 14h26,57
de Gidey.
Como nos 1500m, as melhores corredoras dos EUA permaneceram em casa,
mas em Portland, em julho, elas organizaram uma corrida para Shelby Houlihan para
atacar seu próprio recorde norte-americano. Ela atingiu seu objetivo e melhorou em mais de 10 segundos sua marca com 14:23,92. Em segundo lugar, a
compatriota Karissa Schweizer também fez uma importante marca pessoal, marcando 14:26,34 para
subir para o 14º lugar na lista mundial de todos os tempos.
5000 m masculino
Uganda foi o país mais rápido em quase todas as provas de distância
masculina e 5000m não foi diferente.
O campeão mundial de 10,00m, Joshua Cheptegei, correu apenas uma
corrida de 5000m em 2020, mas isso foi mais do que suficiente para o ugandense,
pois ele marcou 12h35,36 em Mônaco em agosto para bater o recorde mundial de
12h37,35 de Kenenisa Bekele, que havia chegado a mais de 16 anos.
Cheptegei se tornou apenas o segundo ugandense a deter um recorde
mundial, 46 anos depois que a lenda dos 400m com barreiras John Akii-Bua
encerrou seu reinado como detentor do recorde mundial.
O canadense Mohammed Ahmed foi o segundo corredor mais rápido de 5000m
em 2020, estabelecendo um recorde norte-americano de 12:47,20 em Portland em
julho. O compatriota ugandense de Cheptegei, Jacob Kiplimo, estabeleceu um
recorde pessoal de 12:48,63 para vencer em Ostrava em setembro pelo terceiro
lugar na lista mundial de 2020.
10.000 m femininos
Três dias depois do recorde de 5.000 metros de Gidey em Valência, uma
corrida de 10.000 metros foi organizada em Hengelo para a campeã mundial Sifan
Hassan. As condições na cidade holandesa não eram tão boas quanto em Valência,
mas Hassan desafiou a chuva forte e as temperaturas baixas e passou na metade
do caminho a 14h38, dentro do recorde mundial.
O mau tempo acabou cobrando seu preço e Hassan desacelerou um pouco na segunda parte da prova, mas ela ainda conseguiu tirar 24 segundos do recorde europeu de
Paula Radcliffe, de 18 anos, ao marcar 29:36.67, o quarto tempo mais rápido da
história.
O recorde japonês também passou por uma grande revisão este ano. Tendo
ficado em 30:48,89 por 18 anos, o recorde foi reduzido para 30:20,44 por
Hitomi Niiya no início de dezembro. A marca pessoal anterior de Niiya de 30:56.70 foi
definido no Campeonato Mundial de 2013 em Moscou.
10.000 m masculinos
Como no caso dos 5000m, o campeão mundial Joshua Cheptegei correu uma
vez nesta distância e estabeleceu um enorme recorde mundial. O tempo de 26:17.53 de
Kenenisa Bekele era o recorde mundial por mais de 15 anos, mas caiu para
Cheptegei em Valência em outubro.
O "coelho" Nicholas Kimeli passou os 5 km em 13:07.73, à frente
do tempo equivalente de Bekele de 13:09.19 em 2005. O recorde foi finalmente
decidido entre os 7000m-9000m com Cheptegei acelerando o ritmo e acabou
cruzando a linha em 26:11,00, seu segundo recorde mundial em menos de dois
meses.
Nicholas Kimeli completou a corrida, terminando em
segundo com 27:12,98. Um mês antes, ele atingiu sua marca pessoal de 26:58,97 em Leiden
em setembro.
Apesar da relativa falta de corridas internacionais, a intensidade nesta disciplina não foi muito comprometida. 70 homens - incluindo 35 do Quênia
e 22 do Japão - registraram tempos abaixo de 28 minutos em 2020, apenas um a
menos do que em 2019.
Corrida de obstáculos feminina
Foi um ano relativamente calmo para a corrida de obstáculos das
mulheres com as reuniões do Tour Continental em Berlim e Nairóbi, apresentando
as duas corridas internacionais de importância.
A campeã mundial Beatrice Chepkoech fez um tempo rápido em Berlim e
estava em num ritmo na metade da prova para menos de nove minutos. Tendo
perdido muitos treinos este ano, no entanto, Chepkoech cansou no final e foi
ultrapassadoa por Hyvin Kiyeng, que acabou vencendo por quatro segundos, 9:06.14 a 9:10.07.
Chepkoech se vingou algumas semanas depois em Nairóbi, onde estava com
controle total do início ao fim e derrotou Kiyeng por quase cinco segundos.
As medalhistas mundiais Emma Coburn e Gesa Felicitas Krause, como a
maioria das outras corredoras de steeplechaser de elite, tiraram o ano do evento.
Corrida de obstáculos masculina
Esta temporada foi curta para a corrida de obstáculos masculina, com
apenas uma corrida verdadeiramente rápida.
Em Mônaco, em agosto, o medalhista mundial de bronze Soufiane El
Bakkali emergiu como o vencedor com o top mundial do ano de 8:08.04 em sua única
corrida com obstáculos da temporada. O adolescente queniano Leonard Bett foi o
segundo em 8:08.78, logo após sua melhor marca pessoal do ano passado.
O quinto lugar do Campeonato Mundial Djilali Bedarani, da França,
registrou 8:13,43 como o melhor da temporada para o terceiro lugar, enquanto o
medalhista de prata europeu Fernando Carro foi quarto com 8:13,45. O quatro
vezes finalista do Campeonato Mundial do Canadá, Matt Hughes, foi o quinto em
8:16,25 e Topi Raitanen tirou quase cinco segundos de sua marca pessoal com 8:16,57.
Mirko Jalava (modalidades masculinas) e A. Lennart Julin (modalidades
femininas) para o atletismo mundial.
Tradução de: https://www.worldathletics.org/news/news/2020-review-road-and-cross-country
A medida que este ano extraordinário chega ao fim, olhamos para trás,
para os momentos chave de 2020 em cada área do esporte. A série continua hoje
com uma revisão das corridas de rua e cross-country.
5 km e 10 km masculinos
O recorde mundial de corrida de rua masculina de 5 km foi bem e
verdadeiramente reescrito em 2020.
Com apenas 12 dias do ano 2020, o medalhista mundial de bronze de 10.000 m
Rhonex Kipruto derrubou a marca do companheiro queniano Robert Keter de 13:22
em Valência, marcando 13:18 em 5 km a caminho de seu recorde mundial de 10 km
de 26:24.
O recorde de Kipruto durou apenas quatro semanas, no entanto, quando
Joshua Cheptegei levou a marca a um nível totalmente novo em Mônaco. O
ugandense de 24 anos abaixou 27 segundos do tempo de Kipruto com 12:51,
a primeira corrida com menos de 13 minutos de 5 km da história.
Foi também o primeiro recorde mundial oficial para o campeão mundial
dos 10.000m e deu o tom para o resto do ano.
Atrás de Cheptegei, o francês Jimmy Gressier estabeleceu um recorde
europeu de 13:18. Alguns meses depois, em Nijmegen, o espanhol Ouassim Oumaiz ficou apenas um segundo atrás do recorde continental de Gressier com 13:19,
enquanto o britânico Marc Scott marcou 13:20 em Barrowford em agosto. Todos
eles estavam abaixo do recorde mundial antes da temporada de 2020.
Os 10km de Valência em janeiro provaram ser a corrida de maior
qualidade do ano, produzindo 12 das 14 primeiras marcas de 2020.
Rhonex Kipruto venceu com uma enorme margem de 48 segundos para quebrar
o recorde mundial com 26:24, também estabelecendo um recorde mundial de 13:18 nos 5km na passagem para os 10km. 36 anos após o primeiro tempo inferior a 28
minutos (Zackariah Barie's 27:43) e 10 anos após a primeira corrida abaixo de 27 minutos
da história (Leonard Patrick Komon's 26:44), resta saber se os 26 minutos serão
quebrados em breve.
Benard Kimeli, do Quênia, ficou em segundo em Valência em 27:12,
enquanto Julien Wanders estabeleceu um recorde europeu de 27:13 em terceiro
lugar.
5 km e 10 km femininos
Valência foi a Meca das corridas de distância este ano.
A partir de 12 de janeiro, quando a cidade realizou uma prova de 10 km,
liderada pelas quenianas Sheila Kiprotich, Rosemary Wanjiru e Noah Jeruto,
rumaram para Valência em busca do recorde mundial de 29:43, estabelecido há
três anos por sua compatriota Joyciline Jepkosgei.
O recorde sobreviveu - por pouco - com Kiprotich vencendo com 29:46 com
Wanjiru (29:50) e Jeruto (29:51) logo atrás. Foi uma corrida com esforço equilibrado, pois
Kiprotich teve metades de 14:54/14:52. Os 5 últimos quilômetros resultaram no tempo mais rápido dessa distância em 2020.
O desempenho mais rápido em uma corrida independente de 5 km veio da norueguês Karoline Bjerkeli Grovdal, que marcou 15:04 em um esforço solo em
Spikkestad em outubro. Keira D’Amato, dos Estados Unidos, também figurou no
topo da lista mundial com seu tempo revelação de 15:08 em Memphis em novembro.
Meia maratona masculina
As estatísticas da meia maratona masculina de todos os tempos foram
reescritas em 2020.
O pouco conhecido queniano Kibiwott Kandie foi o primeiro líder mundial
com sua marca pessoal de 58:58 a vencer a Meia Maratona de Ras Al Khaimah em fevereiro. Ele
consolidou sua posição no topo da lista mundial com outra marca pessoal de 58:38, em Praga
em setembro.
No Campeonato Mundial de Meia Maratona de Atletismo Gdynia 2020, no
entanto, Kandie lutou bravamente, mas não conseguiu derrotar Jacob Kiplimo, de
Uganda, que manteve Kandie e seu compatriota Joshua Cheptegei atrás dele.
Kiplimo registrou o recorde nacional de 58:49 para a vitória, enquanto
Kandie levou a prata em 58:54, o etíope Amdework Walelegn de 21 anos levou o
bronze em 58:53 com Cheptegei em quarto em 59:21.
A corrida de maior qualidade da temporada, no entanto, ainda estava por
vir. A dupla top de Gdynia - Kiplimo e Kandie - alinhou-se ao lado do
recordista mundial de 10 km, Rhonex Kipruto, em Valência, em dezembro. A
corrida seguiu quase exatamente o mesmo roteiro de Gdynia, apenas foi
significativamente mais rápida e desta vez foi Kandie quem deixou Kiplimo para
trás. O queniano passou a frente depois de 18km e Kiplimo conseguiu ficar bem atrás,
mas nunca teve a chance de realmente desafiar Kandie pela vitória.
Kandie marcou 57:32 para quebrar o recorde mundial de Geoffrey Kamworor
em 29 segundos. Kiplimo estabeleceu outro recorde nacional, 57:37, para o
segundo lugar e Kipruto foi o terceiro com 57:49.
Os seis primeiros lugares na lista mundial de 2020 vieram desta
corrida: Alexander Mutiso do Quênia (57:59), Philemon Kiplimo (58:11) e Kelvin
Kiptum (58:42) foram os demais.
Meia maratona feminina
Os recordes mundiais de corridas mistas e corridas exclusivamente
femininas foram quebrados em 2020.
Ababel Yeshaneh correu 1:04:31 em uma corrida mista na Meia Maratona de
Ras Al Khaimah em fevereiro, enquanto Peres Jepchirchir estabeleceu dois
recordes mundiais apenas para mulheres, culminando com sua vitória de 1:05:06
no Campeonato Mundial de Meia Maratona de Atletismo em Gdynia 2020 em outubro.
Mas essa não é a única razão pela qual 2020 pode reivindicar ser o
melhor ano da história da meia maratona. A lista de todos os tempos foi
completamente reescrita em 2020, quando mais duas corredoras ultrapassaram o
recorde anterior de corrida mista (1:04:51), enquanto outros cinco ficaram
abaixo do antigo recorde feminino (1:06.11).
A corrida principal do ano foi, claro, o Campeonato Mundial da Meia
Maratona em Gdynia. Originalmente programado para ocorrer em meados de março,
foi adiado para meados de outubro, quando foi encenado com sucesso em condições
de "segurança de Covid" na cidade na costa do Báltico.
Jepchirchir, a vencedora de 2016, recuperou seu título com um recorde
mundial feminino. Em uma corrida dramática, a atual campeã Netsanet Gudeta e a recordista mundial Yeshaneh caíram, custando a ambas o pódio.
A alemã Melat Kejeta, que entrou na corrida com uma marca pessoal de 1:08:41, foi a
grande surpresa da corrida. Ela manteve o ritmo da líder da prova e segurou a prata
em um recorde europeu exclusivo para mulheres de 1:05:18.
Apenas seis semanas depois de conquistar o bronze em Gdynia, a etiópe Yalemzerf Yehualaw derrotou a campeã mundial de maratona Ruth Chepngetich por
20 segundos em Nova Delhi. O tempo de vitória de Yehualaw de 1:04:46 a colocou
em segundo lugar na lista de todos os tempos do mundo, a apenas 15 segundos do
recorde mundial.
Na Meia Maratona de Valência, uma semana depois, a recordista mundial
dos 1500m Genzebe Dibaba triunfou com 1:05:18, a estreia mais rápida da
história. Sheila Kiprotich (1:05:39) e Senbere Teferi (1:05:51) também
terminaram dentro de 66 minutos.
Maratona masculina
A temporada da maratona de 2020 foi semelhante à da meia maratona.
As primeiras grandes maratonas do ano aconteceram como de costume antes
de quase tudo ser cancelado, mas um punhado de corridas notáveis foram
realizadas no final do ano, quando 2020 terminou em alta para a disciplina.
O vencedor de Sevilha, Mekuant Ayenew (2:04:46) e o campeão de Tóquio
Berhanu Legese (2:04:15), foram os primeiros líderes mundiais. As competições da
maratona de alto nível então praticamente cessaram por seis meses até que a
Maratona de Londres encenou sua corrida adiada exclusiva para elite em outubro.
A corrida na capital britânica pode não ter produzido tempos
ultrarrápidos, mas as corridas foram cativantes. Shura Kitata emergiu como o
vencedor da corrida masculina com 2:05:41 com Eliud Kipchoge surpreendentemente cansado nos quilômetros finais. Vincent Toroitich do Quênia foi o segundo com
2:05:42 e Sisay Lemma foi o terceiro em 2:05:45.
Valência era o lugar para estar em dezembro. Esta corrida teve a melhor disputa - não apenas da temporada, mas da história da maratona. 30 atletas
terminaram dentro de 2:10 e os primeiros 39 atletas estabeleceram o melhor de
uma temporada. Para sublinhar as condições ideais na cidade espanhola, 34 dos
50 primeiros colocados conseguiram marcas pessoais, todos dentro de 2:13.
Evans Chebet, do Quênia, de 32 anos, implantou o top mundial na distância com 2:03:00
em uma corrida que produziu as cinco primeiras marcas do ano. Lawrence Cherono
foi o segundo em 2:03:04 de Legese (2:03:16), Amos Kipruto do Quênia (2:03:30)
e Reuben Kiprop (2:04:12).
Maratona feminina
A principal temporada de maratonas é tradicionalmente realizada de
março a maio, mas este ano Londres, Boston, Paris e Rotterdam tiveram que ser
canceladas ou adiadas em curto prazo.
No entanto, um punhado de maratonas de ponta havia conseguido ir em
frente antes disso. Em janeiro Worknesh Degefa correu 2:19:38 para liderar a força etíope em Dubai, e em março em Tóquio seis mulheres terminaram dentro
de 2:23 com as duas primeiras - Lornah Salpeter (2:17:45) e Birhane Dibaba (2:18:35) - passando para a sétima e 14ª colocações, respectivamente, na lista de todos os
tempos do mundo.
As maratonas massivas não puderam retornar em 2020, mas algumas das
grandes corridas tiveram versões de elite em percursos de várias voltas sem
espectadores no final do ano. Londres atraiu grandes atletas para uma corrida no
início de outubro e a recordista mundial Brigid Kosgei acabou prevalecendo com
uma vitória impressionante de três minutos em 2:18:58.
No entanto, a corrida top do ano teve lugar em Valência em 6 de
Dezembro. As especialistas em meia maratona Peres Jepchirchir e Joyciline
Jepkosgei provaram ser as mais fortes, reduzindo suas marcas pessoais para 2:17:16 e
2:18:40 respectivamente para passar para o sétimo e 15º lugar na lista de todos
os tempos do mundo. Em um recorde de qualidade, as seis melhores mulheres
terminaram dentro de 2:20.
Cross country masculino
As últimas cinco reuniões da série 2020 World Athletics Cross Country
Permit puderam acontecer em janeiro e fevereiro antes que a maior parte do
mundo entrasse em bloqueio, mas o início da série 2021 - originalmente marcada
para novembro deste ano - foi adiada.
Mogos Tuemay e Tadese Worku da Etiópia - os melhores corredores de cross-country no
início de 2020 - não correram depois de janeiro. Tuemay venceu a corrida
Campaccio, enquanto Worku triunfou em Elgoibar e Sevilha.
Leonard Bett, do Quênia, levou a melhor sobre Worku em uma disputa
acirrada em Cinque Mulini no final de janeiro. Davis Kiplangat, por sua vez,
levou as honras do campeonato em Albufeira em fevereiro, apenas dois dias
depois de correr 3.000m no World Athletics Indoor Tour, em Karlsruhe.
O Campeonato Queniano foi a corrida de cross-country mais disputada de
2020 e foi vencida por Kibiwott Kandie, que terminou confortavelmente à frente
de Geoffrey Kamworor - um sinal do que estava por vir nas ruas no final do
ano.
Cross country feminino
As competições de cross-country internacional permaneceram discretas em 2020, sem
nenhuma atleta de destaque priorizando isso este ano.
Sem surpresa, os cinco eventos de permissão do atletismo mundial no sul
da Europa em janeiro / fevereiro, portanto, viram cinco vencedoras diferentes:
Fotyen Tesfay da Etiópia venceu em San Giorgio su Legnano, a campeã mundial de
5000m Hellen Obiri triunfou em Elgoibar, Margaret Kipkemboi do Quênia foi
vitoriosa em Santiponce, Winfred Yavi do Bahrain venceu em San Vittore Olona e
Lydia Lagat levou as melhores honras em Albufeira.
Mirko Jalava (modalidades masculinas) e A. Lennart Julin (modalidades
femininas) para World Atlhetics.