segunda-feira, 7 de junho de 2021

Jogadores da seleção brasileira decidem disputar a Copa América

Embora insatisfeitos, atletas confirmam participação no torneio, que começa domingo

Por Bruno Cassucci, Eric Faria, Martín Fernandez e Raphael Zarko — Porto Alegre, São Paulo e Assunção

https://globoesporte.globo.com/futebol/copa-america/noticia/noticias-selecao-brasileira-vai-jogar-copa-america.ghtml


Jogadores da seleção brasileira vão disputar a Copa América — Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Apesar de algumas insatisfações, os jogadores da Seleção decidiram que irão disputar a Copa América, que começa no próximo domingo. O Brasil estreia diante da Venezuela, no estádio Mané Garrincha, em Brasília.

A decisão dos atletas deve ser comunicada juntamente com um manifesto, com críticas à forma como o evento foi organizado, em meio à pandemia de Covid-19. A tendência é que isso aconteça somente depois da partida contra o Paraguai, às 21h30 (de Brasília) desta terça-feira, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo.

A seleção brasileira disputará a Copa América com elenco muito parecido com o que está reunido para os jogos das Eliminatórias. Tite ainda pode chamar mais três atletas. A lista será anunciada na quarta-feira.

Desde a última segunda-feira, quando o Brasil foi anunciado como sede torneio, antes previsto para acontecer na Argentina e na Colômbia, os jogadores da Seleção passaram a discutir um possível boicote.


O tema também foi tratado junto a líderes de outras seleções sul-americanas. A falta de consenso, porém, fez com que a ideia não prosperasse.

Os jogadores da seleção brasileira ficaram insatisfeitos sobretudo com a forma que o assunto foi tratado por Rogério Caboclo, que acabou afastado da presidência da CBF no domingo, após denúncias de assédio sexual e moral. Ele esteve na Granja Comary no domingo passado (dia 30 de maio), um dia antes do Brasil ser anunciado como sede da competição, e não falou do tema com os atletas.

Os jogadores pediram uma reunião com o cartola, o que aconteceu na quarta-feira. Na ocasião, líderes do elenco sugeriram a disputa de partidas adiadas das Eliminatórias na data em que deveria ocorrer a Copa América. Eles reforçaram que a insatisfação com o torneio não tinha relação com um desejo em ter férias.

A questão técnica também pesou para os atletas aceitaram jogar o torneio. Esta será a última oportunidade em que a seleção brasileira estará reunida por um longo período antes da Copa do Mundo do Catar, em 2022. Vale lembrar que a Copa das Confederações, que antigamente ocorria no ano anterior aos mundiais foi extinta.

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Durante esta semana em que a disputa ou não da Copa América foi debatida internamente na Seleção, as entrevistas coletivas dos jogadores foram canceladas. O único a se pronunciar foi o volante Casemiro, na saída de campo após a vitória por 2 a 0 sobre o Equador. O volante disse que todos sabiam qual era a posição dos atletas e da comissão técnica de Tite, mas não revelou qual era ela:

– Nosso posicionamento todo mundo sabe, mais claro impossível, Tite deixou claro nosso posicionamento e o que nós pensamos da Copa América. Existe respeito e uma hierarquia que temos que respeitar, e claro que queremos dar nossa posição – afirmou o volante, antes de prosseguir:

– Queremos falar. Não queremos desviar o foco, porque isso (Eliminatórias) para nós é a Copa do Mundo. Mas queremos falar, expressar a nossa opinião, se é certo ou não, cada um vai determinar, mas queremos expressar nossa opinião, sim.

Nesta quarta, os atletas e demais funcionários da Seleção que desejarem poderão se vacinar na sede da Conmebol, no Paraguai. A imunização, porém, não é obrigatória para os participantes da Copa América.

Conmebol tenta estancar sangria
Reuniões tensas entre cartolas. Confrontos políticos. Preocupações com a Covid-19. Os contornos da Copa América de 2021 - que originalmente seria realizada na Colômbia e na Argentina no ano passado - tornaram a missão da Conmebol ainda mais difícil na inesperada nova edição brasileira da tradicional competição continental. Os cartolas sul-americanos negociam até o último minuto com cada associação nacional de futebol para evitar novos sustos.

A manifestação da Associação de Futebol da Argentina no último domingo foi considerada uma vitória pela Conmebol. Ao lado da seleção brasileira, eram os argentinos quem mais tratavam da possibilidade de desistirem da competição. A Conmebol autorizou todas as seleções a decidirem se concentram na cidade em que forem atuar na Copa América ou não.

A Argentina optou por ir e voltar de Buenos Aires, para ficar no centro de treinamento de Ezeiza, ao lado do aeroporto. Todos os voos da competição serão fretados, com despesas pagas pela Conmebol. A confederação sul-americana vai gastar, pelo menos, US$ 40 milhões (R$ 200 milhões) em toda a organização - número que aumentou para atender todas demandas num momento de crise.

Outras seleções reafirmaram seus compromissos em atuar na Copa América. A seleção do Equador já comunicou que voa para o Brasil depois da partida contra o Peru, nesta terça-feira. Havia reunião marcada para debater o tema com associação de jogadores locais, mas foi cancelada. A decisão foi por viajar para jogar a Copa América, sem mudanças de rota.

A condição de outros atletas de seleções - como dos bolivianos - também sempre foi clara em disputar a competição. A premiação original para cada participante - US$ 4 milhões - se somou à pressão de dirigentes de cada associação, que se comprometeram a controlar seus atletas.

Troféu Brasil terá rigorosos protocolos sanitários

 


Assessoria de Comunicação da CBAt

4 de junho 

Bragança Paulista – A 40ª edição do Troféu Brasil Loterias Caixa de Atletismo, que será disputada de 10 a 13 de junho, no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, na Vila Clementino, em São Paulo, seguirá um rígido protocolo de segurança em função da pandemia da COVID-19, com base em todas as orientações das autoridades sanitárias do município e do Estado.

A competição, considerada a principal entre clubes da América Latina, não terá acesso ao público. Só poderão entrar no estádio do Centro Olímpico os atletas que irão competir nas provas do dia, assim como seus treinadores e dirigentes.

A área de aquecimento nos dias 10 e 11 de junho, no período da manhã, entre 7 e 12 horas, será feita no campo de futebol, próximo à pista. O mesmo local poderá ser usado das 7 às 18 horas nos dias 12 e 13 para os credenciados.

A competição terá suas normas adaptadas de uma maneira total para o atendimento da pandemia. Todos os credenciados passarão por um scanner para a medição da temperatura corporal antes de entrar no Centro Olímpico e, em caso de suspeita, será feito o teste de COVID-19.

Será obrigatório o uso de máscaras, com exceção no momento das provas, a organização oferecerá e incentivará o uso do álcool em gel, realizará a limpeza dos implementos utilizados, distanciamento entre atletas na câmara de chamada, e entre os treinadores e a cerimônia de premiação será diferenciada (os que forem ao pódio pegam as próprias medalhas), entre outros procedimentos.

Será terminantemente proibida a troca de credenciais de dirigentes e treinadores para pessoas que não estejam nas respectivas funções. Caso seja detectada a troca de credenciais, os envolvidos perderão o documento.

O Congresso Técnico da competição, necessário para a definição de detalhes importantes para a realização do Troféu Brasil, será realizado na quarta-feira (9/6) via plataforma zoom para evitar o contato presencial.

As provas de 35 km de marcha atlética foram confirmadas para um circuito a ser montado no estacionamento do Bragança Garden Shopping, localizado na Rodovia Alkindar Monteiro Junqueira, s/n, km 53, no bairro do Campo Novo, em Bragança Paulista (SP).

Os fãs do esporte poderão acompanhar o desempenho dos atletas ao vivo pelo Canal Atletismo da TVNSports: ASSISTA AQUI

Mais informações como programa horário, histórico e atletas participantes podem ser acessadas no hotsite da competição: CLIQUE AQUI

A competição tem apoio do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) que desenvolve o Programa de Formação de Atletas juntamente aos clubes integrados e ENADs (https://cbclubes.org.br/).

A Prevent Senior Sports é patrocinadora do atletismo brasileiro para a entidade gestora do esporte e os atletas brasileiros, visando a saúde integral dos indivíduos e apoio às competições.

As Loterias Caixa são a patrocinadora máster do atletismo brasileiro.

Thiago André obtém índice olímpico nos 800 m

 Assessoria de Comunicação da CBAt



                                 Thiago André faz índice para ir aos Jogos Olímpicos (Foto: Wagner Carmo/CBAt)

Corredor fluminense, de 25 anos, foi o destaque do 6º Torneio Atletismo Paulista, realizado neste sábado (5/6), em São Paulo, ao completar a prova em 1:44.92. A marca mínima exigida pela World Athletics na prova é de 1:45.20

Bragança Paulista – Thiago André (CT Maranhão) foi a grande estrela do 6º Torneio Atletismo Paulista, realizado neste sábado (5/6) no estádio do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, na Vila Clementino, em São Paulo. O atleta nascido em Belfort Roxo (RJ), de 25 anos, venceu a prova dos 800 m, com 1:44.92, superando o índice de 1:45.20, exigido pela World Athletics, para os Jogos Olímpicos de Tóquio. O tempo de Thiago é o 14º no Ranking Mundial e o 11º no Ranking Olímpico de 2021.



O corredor, finalista dos 800 m no Mundial de Londres-2017 (sétimo colocado) e atleta olímpico dos 1.500 m no Rio-2016, confirmou a excelente fase pela qual está passando. No Sul-Americano de Guayaquil, no Equador, encerrado na segunda-feira (31/5), ele venceu os 800 m e os 1.500 m. Nos 800 m, ele correu a prova em 1:45.62, batendo o recorde da competição, de 1:46.16, que pertencia desde 1995 a Zequinha Barbosa, um dos melhores meio-fundistas do Brasil e do mundo. O recorde pessoal do atleta é de 1:44.81, obtido em São Bernardo do Campo (SP), em 2017.



Desde o ano passado, por causa da pandemia, o corredor fluminense passou a treinar em Campinas (SP), com a supervisão de Alex Sandro Lopes. Antes, ele era treinado na Europa, com orientação do polonês Tomasz Lewandowski.



“Ele veio para São Paulo para fazer o índice e graças a Deus conseguiu. Ele se preparou muito nas últimas cinco semanas e estava muito focado”, comentou Alex Lopes. “Ele está sendo muito prejudicado este ano. Não pôde competir na Europa e recebeu várias negativas de viajar por estar no Brasil. Ele não pôde fazer ainda treinos em altitude nem participar de campings”, concluiu.



O treinador acha que Thiago André tem boas chances de disputar a Olimpíada também nos 1.500 m. “Ele é o primeiro atleta na lista para entrar na competição pela cota por pontos. Ele está em 35º lugar e 45 vão disputar a prova em Tóquio”, informou o treinador. “A vitória dele nos 1.500 m em Guayaquil foi muito importante.”



Thiago André teve boas atuações nas categorias de base. No Mundial Sub-20 de Eugene, nos Estados Unidos, em 2014, por exemplo, ele ficou em quarto lugar nos 800 m e nos 1.500 m. Ele é o recordista brasileiro sub-20 dos 1.500 m, com 3:40.59, e dos 3.000 m, com 7:59.02, ambos alcançados em 2014. É recordista sul-americano indoor absoluto dos 1.500 m, com 3:39.13, marca alcançada no ano passado na Polônia.



Thiago começou a se interessar por corridas de rua aos 14 anos ao participar das Olimpíadas da Baixada Fluminense.



A Prevent Senior Sports é patrocinadora do atletismo brasileiro para a entidade gestora do esporte e os atletas brasileiros, visando a saúde integral dos indivíduos e apoio às competições.



As Loterias Caixa são a patrocinadora máster do atletismo brasileiro.


Fraser-Pryce corre 10,63 nos 100 m para chegar ao 2º lugar de todos os tempos em Kingston

 A velocista jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce (© AFP / Getty Images)

Shelly-Ann Fraser-Pryce se tornou a segunda velocista feminina dos 100m mais rápida da história com uma corrida sensacional de 10,63 (1,3m / s) em Kingston, na Jamaica, no sábado (5).

Competindo na reunião da JOA / JAAA Olympic Destiny Series, a  duas vezes olímpica medalhista de ouro  e nove vezes mundial da Jamaica provou ainda mais sua intenção de adicionar outro título a essa contagem em Tóquio no final deste ano. Saindo dos blocos, a atleta de 34 anos fez com que parecesse fácil ao atingir a velocidade máxima e se afastar de seus rivais para correr forte até a linha antes de bater palmas e levantar os braços em comemoração.

O tempo mais rápido em quase 33 anos, apenas Florence Griffith Joyner foi mais rápida com seu recorde mundial de 10,49 e corridas de 10,61 e 10,62, também alcançados em 1988.

"Quando o trabalho duro finalmente vale a pena!" Fraser-Pryce escreveu nas redes sociais após a corrida. "Tanta coisa conquistada, mas muito mais por fazer."

Atrás de Fraser-Pryce estava Natasha Morrison, que terminou em segundo com 10,95.

A competição foi a terceira da Fraser-Pryce nesta temporada e seguiu-se aos 10.84 que ela correu para vencer no encontro da Wanda Diamond League em Doha enquanto treina para Tóquio, onde ela buscará um terceiro ouro olímpico após suas vitórias nos 100m em 2008 e 2012. Seu currículo incrível também inclui quatro títulos de 100m no campeonato mundial, com seu mais recente reivindicado em Doha em 2019 após o nascimento de seu filho Zyon em 2017, com Fraser-Pryce entrando em trabalho de parto enquanto assistia à final mundial de 100m naquele ano.

Um dia antes da corrida em Kingston, ela postou uma atualização nas redes sociais que dizia: "'Mamãe' é o melhor título que eu poderia ter conquistado".

O recorde anterior de Fraser-Pryce havia sido de 10,70 em 2012, um tempo recorde jamaicano que Elaine Thompson-Herah igualou em 2016.

Seu desempenho na reunião da Olympic Destiny Series a lançou ao topo do ranking mundial, à frente de Sha'Carri Richardson, dos EUA, que correu 10,72 em abril, e Thompson-Herah, que marcou 10,78 no início de maio.

Também em Kingston, o campeão mundial Tajay Gayle saltou 8,56 m com 2,5 m / s de vento a favor para vencer o salto em distância, enquanto O'Dayne Richards venceu o arremesso de peso com 19,49 m.

Outros que triunfaram incluíram Janieve Russell nos 400m com barreiras (54,88) e Stephenie Ann McPherson nos 400m (51,06).

Warholm melhora o melhor nível mundial de 300 m com barreiras em Oslo

Karsten Warholm tirou meio segundo de sua melhor marca mundial nos 300m com barreiras em Oslo na sexta-feira (4), marcando 33,26 no encontro Bislett Night of Highlights em Oslo.

O bicampeão mundial de 400m com barreiras da Noruega abriu sua temporada ao ar livre de 2020 com 33,78 nos Jogos Impossíveis, uma marca que melhorou a marca mundial de  34,48 nos 300m com barreiras,  estabelecido por Chris Rawlinson em 2002 e também estava dentro do recorde mundial de 400m com barreiras de Kevin Young divisão (34,1).

Naquele ano, Warholm atingiu sua marca pessoal (PB) de 46,87 em seu evento especializado em Estocolmo, um tempo apenas 0,09 do recorde mundial de Young, o que indica a forma que ele está agora durante esta temporada olímpica.

(© Thomas Windestam / DECA Text & Bild)

O jovem de 25 anos correu sozinho ao estabelecer sua marca de 2020 e embora acompanhado por três outros atletas nesta corrida, ele terminou com quase três segundos de vantagem, com o adolescente Herman Ellingsen em segundo com 36,19.

Também em Oslo, a medalhista europeia de bronze em 3000 m com obstáculos Karoline Bjerkeli Grovdal correu mais rápido do que o tempo recorde norueguês de Grete Waitz na prova   de 8:31,75, agora em 8:30,84.

Seu desempenho não pode ser ratificado como recorde nacional por vários motivos, incluindo o uso de coelhos masculinos, mas é outro resultado impressionante após os 14:39 nos 5km de rua no início de maio.

Henrik Ingebrigtsen venceu os 5000m com 13:16.80, enquanto Sondre Nordstad Moen correu 28:11,71 para os 10.000m.

Yamagata corre 9,95

Ryota Yamagata correu 9,95 (2,0m / s) no encontro Fuse Sprint em Tottori, no Japão, no domingo (6) para quebrar o recorde dos 100m doo Japão e passar para o terceiro lugar na lista de todos os tempos da Ásia.


Seu tempo melhora o recorde nacional de 9,97 estabelecido por Abdul Hakim Sani Brown em 2019, quando Yamagata se torna o quarto velocista japonês a quebrar 10 segundos nos 100m.

O medalhista olímpico de prata do revezamento 4x100m Yamagata, cujo recorde anterior era de 10,00 em 2017, também correu 10,01 nas baterias. Shuhei Tada terminou em segundo na final em 10,01.

Também houve alguns tempos rápidos nos 100m com barreiras femininos, quando Masumi Aoki igualou o recorde japonês de Asuka Terada de 12,87 (1,8m / s). Terada também estava na corrida e também correu menos de 13 segundos com 12,89.

Amdouni e McColgan vencem a Copa Européia de 10.000 m

As vagas olímpicas foram marcadas na Copa da Europa dos 10.000m, em Birmingham, no Reino Unido, no sábado (5), com o evento incorporando as seletivas britânicas para Tóquio.

O francês Morhad Amdouni venceu a corrida masculina com 27:23,39 como os três primeiros - incluindo o belga Bashir Abdi e o espanhol Carlos Mayo - todos terminaram dentro do tempo de qualificação olímpica de 27: 28,00.

Uma corrida emocionante terminou em um sprint e o campeão europeu dos 10.000m Amdouni teve força nas etapas finais para se afastar de Abdi e Mayo, que marcaram 27:24,41 e 27:25,00 respectivamente. O alemão Nils Voigt foi o quarto com 27:49,04 e o francês Yann Schrub o quinto com 27:49,64, ambos também marcas pessoais.

Marc Scott ganhou o título britânico - somando-o ao seu título nacional de 5000m conquistado em setembro - como ele foi sétimo geral com 27: 49,94 para garantir seu lugar na equipe da GB para Tóquio.

Terminando uma posição atrás dele com 27:50.64 estava o 10 vezes medalhista mundial de ouro Mo Farah, cuja derrota foi sua primeira nos 10.000 metros desde o Campeonato Mundial de Atletismo de 2011 em Daegu.

Na corrida feminina 'A', a britânica Eilish McColgan cerrou os dentes para segurar a israelense Selamawit Teferi, 31:19,35 a 31:19,50 - ambos bem dentro do tempo de qualificação olímpica de 31:25,00.



(© Getty Images para British Athletics)


Isso garantiu a McColgan sua vaga para as Olimpíadas e ela será acompanhada por Jess Judd que correu um PB de 31:20.96 em terceiro para também alcançar a seleção.

Suas colegas britânicas Verity Ockenden e Amy-Eloise Markovc terminaram em quarto e quinto lugar com tempos respectivos de 31:43,70 e 32:04,38.

Kerr realiza a corrida mais rápida dos 1500m dos Estados Unidos

Josh Kerr correu os 1500m mais rápidos da história em solo americano com 3:31,55 no evento Stumptown Twilight, em Portland, Oregon, nesta quinta-feira (3).



Josh Kerr em seu caminho para um recorde de 1500 metros nos EUA em Portland (© Paul Merca)


Esse tempo, que é marca pessoal também coloca o britânico em segundo lugar no ranking mundial, atrás de Timothy Cheruiyot do Quênia, que marcou 3:30,48 em Doha no mês passado.

Craig Engels venceu os 800m com 1:46,14, enquanto Emily Infeld correu 15:14.97 nos 5000m.

Echevarria salta 8,30 m, Diaz 17,63 m

O campeão mundial de salto em distância indoor de Cuba, Juan Miguel Echevarria, foi um dos vencedores da VII Prueba de Confrontacion, em Havana, ao saltar 8,30m (-0,1m / s) no sábado (5).

Essa marca veio na quinta rodada da competição e acompanhou seu salto inicial de 8,02m (-0,4m / s).

Andy se esticou até os 17,63 metros. Foto: Getty Images

No dia anterior, Andy Diaz melhorou seu PB para 17,63 m para ganhar o salto triplo e fortalecer seu segundo lugar no ranking mundial desta temporada, atrás de Hugues Fabrice Zango (17,67 m).

Jordan Diaz saltou 17,34 m (1,8 m / s) para o segundo lugar.

Liadagmis Povea venceu o salto triplo feminino com um salto de 14,33m (0,8m / s) para terminar à frente de Leyanis Perez com 14,27m (0,3m / s).

No Campeonato Grego, no domingo (6), o campeão europeu de salto em distância Miltiadis Tentoglou conseguiu dois saltos de mais de 8,40m, saltando 8,41m na terceira rodada e depois 8,48m na quinta.

Jess Whittington para World Athletics

Bol realiza o trabalho com a estreia da Oceania Invitational Series na Gold Coast

Com a pandemia da Covid-19 restringindo as competições internacionais, a Oceania Invitational Series foi criada para dar aos atletas do Atletismo Mundial chances de se classificarem para os Jogos Olímpicos de Tóquio.

Peter Bol agarrou a oportunidade no primeiro momento ao correr 1:44,88 nos 800m na ​​Costa do Ouro no sábado (5), atuação que o livrou de uma posição tênue dentro da cota do evento e acrescentou seu nome à lista de atletas com o padrão de qualificação automático.

Percorrendo os primeiros 550m com Jared Micallef (pouco mais de 51 segundos na primeira volta), Bol ainda tinha muito trabalho a fazer para ficar à frente de James Preston e seu companheiro de equipe australiano Brad Mathas. Depois de ter falhado ao tentar a qualificação por duas vezes durante a temporada  australiana, Bol teve sorte pela terceira vez, encostando na reta final para vencer por quase três segundos Preston (1: 47,50) e Mathas (1:47,73).

Foi um desempenho altruísta de Micallef que, como vice-campeão do campeonato nacional em abril, atrás de Bol, poderia estar olhando a corrida como uma chance de melhorar ainda mais. Ele sem dúvida terá mais oportunidades à medida que a série segue com mais um encontro na Gold Coast no próximo sábado (12) e em Townsville na semana seguinte.

Bol por pouco não quebrou o recorde da corrida em Queensland de 1:44,78 estabelecido por Peter Bourke nos títulos nacionais de 1982 em Brisbane, ano em que conquistou a medalha de ouro dos Jogos da Commonwealth. Bol teve uma pequena história de perdas - ele venceu Joseph Deng em Estocolmo em 2018 algumas semanas antes de Deng se tornar o australiano para finalmente derrubar o recorde nacional de Ralph Doubell e ele tinha corrido 1:45,23 e 1:45,58 durante a temporada doméstica enquanto ele perseguia o padrão de Tóquio de 1:45.20. Não que esta última 'falha' conte para alguma coisa, pois agora ele tem certeza enquanto continua sua preparação para seus segundos Jogos Olímpicos.

Bol foi o único com qualificação para Tóquio na reunião, mas houve marcas que por pouco não foram conseguidas de Maddison-Lee Wesche da Nova Zelândia, que venceu o arremesso do peso feminino com a melhor marca pessoal de 18,40m contra o padrão de 18,50m, e de Hannah Jones, treinada por Sally Pearson, que cronometrou 12,91 nos 100m com barreiras contra 12,84, mais Hana Basic, com vento a favor correu 11,14 (2,4m / s) nos 100m feminino, pouco acima do limite permitido.

Competindo na Costa do Ouro, onde ganhou sua medalha de ouro nos Jogos da Commonwealth em 2018, com a melhor marca pessoal de 68,92 m, Kathryn Mitchell venceu o dardo feminino com a melhor distância de 61,67 m. Mackenzie Little foi a segunda com 59,98m e Tori Peeters o terceiro com 56,99m. O atual campeão mundial Kelsey-Lee Barber jogou apenas 54,10 m para o quarto lugar.

Connor Bell, da Nova Zelândia, ultrapassou a marca dos 60 m no disco masculino em outra apresentação forte. Bell venceu com a melhor distância de 61,25m.

Ash Moloney, que está prestes a fazer um decatlo com Cedric Dubler em Townsville, competiu nos 100m masculinos e nos 110m com barreiras. Ele correu 10,50 nos 100m, vencidos pelo neozelandês Eddie Osei-Nketia em 10,26m (1,8m / s) e 14,58 nas barreiras.

Len Johnson para World Athletics

Tradução de: https://www.worldathletics.org/news/report/warholm-world-300m-hurdles-best-oslo-2021

domingo, 6 de junho de 2021

Hassan bate o recorde mundial dos 10.000 m com 29:06.82 em Hengelo

 


De volta ao estádio onde bateu seu recorde europeu de 10.000m com 29:36,67 em outubro passado, Sifan Hassan continuou a fazer história ao quebrar o recorde mundial com o tempo de 29:06,82 * em Hengelo no domingo (6).

* Sujeito ao procedimento usual de ratificação

Correndo nos FBK Games - uma reunião do World Athletics Continental Tour Gold - e com o recorde mundial sempre na pauta, a bicampeã mundial tirou mais de 10 segundos da marca global de 29:17,45 para o evento de 25 voltas que havia sido estabelecido por Almaz Ayana nos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio.

Em ritmo de recorde mundial desde o início, a estrela holandesa começou atrás das ¨coelhos¨ Diane van Es e Jackline Rotich, com Van Es levando as líderes nos 1.000m para 2:56,12.

Rotich estava então à frente, alcançando 2.000 metros em 8:47.91, mas logo depois Hassan estava claramente querendo acelerar o ritmo. A 19 voltas do fim, ela havia ultrapassado a coelho e estava seguindo a tecnologia Wavelight, marcando as voltas de forma constante.

Ela passou pela metade em 14:38,75 e continuou a ficar mais rápida, correndo o último quilômetro para 2:45 e cruzando a linha de chegada com 29h06,82 no relógio antes de levantar as mãos no ar e mergulhar de alegria na pista.



“Uau, bater este recorde mundial aqui hoje em Hengelo é algo com que eu só poderia sonhar”, disse ela. “É a confirmação perfeita do trabalho árduo que colocamos nos preparando para Tóquio. Estou muito feliz em compartilhar esse recorde na frente dos meus fãs holandeses. Eu estou tão feliz!"

Hassan adiciona esta última marca a seus recordes mundiais em milhas, eventos de uma hora e estrada de 5 km.

Mais de um minuto e meio atrás dela estavam Irine Jepchumba Kimais e Daisy Cherotich do Quênia, com Kimais conquistando o segundo lugar por pouco - 30:37,24 por 30:37,31. Sua compatriota Joyce Chepkemoi Tele foi quarta com 30:59.01.

Duplantis sobe

Os 10.000m femininos foram a primeira prova de pista do programa principal e garantiram que as comemorações dos 40º Jogos FBK começassem em grande estilo. As inovações no evento - que deu as boas-vindas a 1.500 fãs no Fanny Blankers-Koen Stadion - incluíram uma transmissão ao vivo de 'segunda tela' e uma audiência virtual conectada por Zoom, e os fãs foram presenteados com ainda mais performances que quebraram recordes conforme a reunião avançava.

O detentor do recorde mundial de salto com vara, Mondo Duplantis, procurava voltar às vitórias após uma rara derrota no encontro da Wanda Diamond League em Gateshead, mas não se limitou a garantir a vitória, acabando por ultrapassar uma altura que é a melhor marca mundial do ano com 6,10 m e tentando um recorde mundial de 6,19m.

Embora o recorde mundial não fosse desta vez, o salto com folga a 6,10 m do jovem de 21 anos - uma altura que só ele e Sergey Bubka conseguiram ao ar livre - foi extremamente impressionante. Também acrescentou 19 centímetros ao recorde dos jogos de dois anos atrás estabelecido pelo bicampeão mundial Sam Kendricks, que deu a Duplantis a derrota em Gateshead.



“Já que Sam não estaria aqui e eu estava apenas aparentando uma derrota para ele, essa foi a minha maneira de se vingar dele, de tirar seu registro de reuniões dele”, Duplantis disse com um sorriso. "Eu não verifiquei meu telefone ainda, mas imagino que terei uma mensagem dele."

Na sua apresentação de estreia em Hengelo, acrescentou: “Senti-me muito motivado para vir a este encontro, já não me sentia assim há muito tempo - que tinha mesmo algo a provar. Hoje eu queria mostrar a todos que ainda posso pular muito alto. ”

Duplantis da Suécia abriu sua competição voando mais de 5,50m na ​​primeira vez e ele também alcançou 5,74m e 5,86m em suas tentativas iniciais. A competição foi vencida naquele momento, mas o medalhista mundial de prata também alcançou a liderança mundial de 5,92 m em sua primeira tentativa e então subiu mais de seis metros em sua segunda tentativa.

O campeão asiático Ernest Obiena e o detentor do recorde holandês Menno Vloon terminaram em segundo e terceiro, respectivamente, com ambos os atletas tendo obtido a melhor marca de 5,80 m.

Mais registros de reuniões caem

A líder mundial Jasmine Camacho-Quinn tem agora três dos quatro tempos mais rápidos do mundo até agora nesta temporada, seguindo sua liderança mundial de 12,32, estabelecida na Flórida em abril, com um recorde dominante de 12,44 em Hengelo.

Começando rápido, ela acelerou na segunda metade da corrida para terminar claramente à frente da polonesa Pia Skrzyszowska, que correu um PB de 12,80.

O tempo foi uma agradável surpresa para Camacho-Quinn, que não esperava correr tão rápido por se sentir cansada ao chegar a Hengelo na véspera.

“Eu só queria fazer uma boa corrida”, disse a duas vezes campeã da NCAA, que chegou ao sétimo lugar na lista mundial de todos os tempos com sua corrida em Gainesville no início deste ano.



Os 100m femininos tiveram outra atuação destacada, com a britânica Dina Asher-Smith alcançando seu primeiro tempo da temporada abaixo de 11,00  após uma corrida igualmente forte duas semanas antes em um Gateshead com tempo muito úmido e com vento.

As condições foram mais favoráveis ​​desta vez e a campeã mundial dos 200m cronometrou 10,92 (0,8m / s) para vencer à frente da  medalhista mundial e olímpica da Nigéria Blessing Okagbare (11,02) e melhorar o recorde do encontro de 10,94 que havia sido estabelecido pel bicampeã mundial e medalhista de ouro dos 200m Dafne Schippers em 2015.

“Foi bom correr sem um vendaval!” disse Asher-Smith. “Estou feliz por ter feito uma boa corrida e vencido hoje. Eu esperava ir um pouco mais rápido, mas ele virá quando quiser. ”

A favorita da casa, Schippers, também estava correndo e registrou 11,15 em quarto lugar, depois de vencer uma corrida anterior com 11,22. A britânica Daryll Neita correu um PB de 11,04 em terceiro.

O recorde da reunião também caiu nos 400m com barreiras femininas, com Femke Bol garantindo a vitória em casa. A campeã europeia de 400m indoor de 21 anos correu 54,33 naquela que foi sua primeira corrida de 400m com barreiras da temporada, derrotando a medalhista de prata europeia  da Ucrânia Anna Ryzhykova (54,59).

O campeão olímpico da Jamaica, Omar McLeod, chegou perto da melhor marca mundial do ano de Grant Holloway nos 110 m com barreiras de 13,07, marcando 13,08 (1,7 m / s) para vencer à frente do americano Devon Allen (13,32), enquanto os 400m com barreiras masculinos foram vencidos pelo medalhista mundial de bronze do Qatar, Abderrahman Samba com 48,56.

Wightman corre forte para a vitória 

Uma corrida bem avaliada pelo britânico Jake Wightman levou a uma vitória impressionante nos 1500m, com o medalhista de bronze europeu e da Commonwealth dando início à curva final e parecia forte na reta final para vencer por quase um segundo. Seu tempo foi de 3:34,67 à frente de Abel Kipsang do Quênia com 3:35,63.

Também houve uma vencedora britânica nos 800m femininos, com Jemma Reekie a abrir caminho para liderar um dos três primeiros da GB, com 2:00,77 à frente de sua parceira de treino Laura Muir com 2:00,95 e Ellie Baker com 2:01,02. A campeã mundial de Uganda Halimah Nakaayi foi sexta com 2:02,52 em sua primeira corrida desde agosto passado.

Os 800m masculinos foram vencidos pelo medalhista de prata europeu indoor da Polônia Mateusz Borkowski com 1:47,02 a frente do francês Benjamin Robert (1:47,15) e do britânico Elliot Giles, que correu 1:47,22 em sua primeira corrida de 800m desde seus 1:43,63 indoor  em Torun.

De volta à sua distância de especialista após corridas recentes de 9,91 e 9,96 nos 100m, o americano Fred Kerley venceu os 400m masculinos com  tempo de 44,74, à frente da dupla holandesa Jochem Dobber (45,51) e Liemarvin Bonevacia (45,77). A vitória na corrida feminina foi conquistada pela belga Cynthia Bolingo com 51,16, à frente da britânica Laviai Nielsen (51,44) e da holandesa Lieke Klaver (51,46). Isaac Makwala do Botswana correu 20,37 (0,6m / s) para vencer os 200m à frente da italiana Eseosa Desalu (20,63). 

Perez mantém sequência de vitórias


 Yaimé Pérez confirmou em Hengelo suas credenciais para subir ao pódio em Tóquio. Foto: Ricardo López Hevia

A campeã mundial de disco de Cuba, Yaime Perez, continuou sua invencibilidade neste ano com um lançamento de 65,91 m que lhe garantiu a vitória por 11 centímetros à frente da bicampeã olímpica da Croácia Sandra Perkovic. A portuguesa Liliana Ca foi a terceira com um arremate de 65,07m.

A competição masculina de salto em distância foi vencida pelo francês Augustin Bey, ele saltou um PB de 8,16 m, com Ruswahl Samaai da África do Sul em segundo graças a um salto de 8,10 m. O australiano Chris Mitrevski foi o terceiro (8,04 m) e o italiano Filippo Randazzo o quarto (8,01 m). O campeão europeu indoor Maksim Nedasekau da Bielo-Rússia venceu o salto em altura graças a uma altura de 2,24m.

Jess Whittington para World Athletics

Fotos por FBK Games

Tradução de:

https://www.worldathletics.org/competitions/world-athletics-continental-tour/news/fbk-games-hengelo-world-record-hassan

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Dongmo arremessa 19,75 m em Huelva, Bradshaw salta 4,82 m

 

A portuguesa Auriol Dongmo foi o grande destaque do 16º Meeting Iberoamericano, encontro do World Athletics Continental Tour Bronze, graças a um arremesso de peso de 19,75m na quinta-feira (3).

A campeã europeia indoor começou com um arremesso de 18,60 m em Huelva e melhorou para 19,32 m na segunda tentativa, antes de errar nas duas próximas tentativas. Os fogos de artifício vieram na quinta rodada, quando a atleta de 30 anos desferiu um esforço de 19,75 m para estabelecer a melhor marca de sua carreira em 10 centímetros, também um recorde nacional e melhor marca mundial do ano. A craque camaronesa fechou sua série de arremessos com ótimos 19,23m. Não encontrou oposição da segunda classificada, a sua conterrânea  Eliana Bandeira (17,34m).

Bradshaw mais alto do que nunca ao ar livre

A segunda estrela do evento foi a medalhista de bronze do salto com vara europeia Holly Bradshaw. A jovem de 29 anos abriu com uma folga fácil de 4,50m, então ela precisou de duas tentativas para passar os 4,64m, mas teve folgas convincentes na primeira vez em 4,75m e 4,82m para um recorde nacional ao ar livre. Esse desempenho coloca Bradshaw, que saltou 4,87 m em competição indoor em 2012, para igualar o terceiro lugar no ranking mundial.

A quinta colocada nas Olimpíadas do Rio tentou 4,88m, mas não teve sucesso em suas três tentativas. A italiana Roberta Bruni teve de se contentar com o segundo lugar nesta ocasião com 4,64 m de folga, o segundo melhor desempenho de sempre da atleta de 27 anos.

"Foi um prazer saltar aqui", disse Bradshaw encantada. "A competição tem sido incrível. Pedimos aos organizadores que trocassem o box para aproveitar o vento predominante e eles foram condescendentes. Estou muito grata."

Gressier impressiona

O francês Jimmy Gressier havia planejado competir em Gotemburgo no dia anterior, mas quando ele chegou à Suécia, as autoridades negaram sua entrada porque seu teste PCR negativo havia expirado cinco horas antes. Longe de desanimar, o campeão europeu Sub-23 dos 5.000m e 10.000m procurou os organizadores de Huelva para uma vaga no Encontro Iberoamericano nos 5.000m em sua busca pela seletiva olímpica.

Com o ritmo do medalhista de prata mundial indoor em 2016, Antoine Gakeme, Gressier atingiu os quilômetros iniciais em 2:40.03, 5:16:04 e 7:57,95, fora do ritmo necessário para correr dentro do padrão de 13:13.50 para Tóquio. Ele assumiu a liderança antes dos 4.000m (10:39,17) e a partir daí o bravo francês mostrou uma determinação impressionante para construir uma vantagem considerável sobre Mohamed Mohumed da Alemanha e Awet Habte da Eritreia. Demorou apenas 2:29,88 para cobrir o quilômetro final para voltar para casa com um PB contundente de 13:08,99, com Mohumed em um distante segundo lugar e seu melhor tempo de por vida de 13:21,21.

Dominicanos prevalecem nos 400m

Marileidy Paulino, da República Dominicana, continuou sua vitoriosa turnê espanhola para vencer novamente em sua primeira cronometragem abaixo de 50 segundos, correndo 49,99 para quebrar o recorde nacional pela terceira vez nesta temporada. Paulino continua invicta neste verão após nove competições, apesar de enfrentar o duro desafio da portuguesa Catia Azevedo, que destruiu seu próprio recorde nacional de 51,61, estabelecido no mês passado por mais de um segundo com 50,59. Na corrida masculina, Alexander Ogando, de 21 anos, foi um vencedor esmagador, marginalmente fora da barreira dos 45 segundos, mas ele melhorou em sua carreira com 45,01.

Rosefline Chepngetich do Quênia provou ser a mais forte na corrida de 3000m com obstáculos para mulheres. Após intervalos de 3:05,94 (1000m) e 6:15,59 (2000), ela cruzou a linha de chegada em 9:24,19, enquanto a britânica Aimee Pratt conseguiu correr  9:25,89 para obter o padrão olímpico. O mesmo vale para Irene van der Reijken da Holanda, com um PB de 9:27,38. O evento masculino foi vencido pelo finalista das Olimpíadas do Rio da Eritreia, Yemane Hailesilassie, com 8:17,12 à frente do francês Alexis Phelut com 8:19,35.

Quase dois dias depois de uma bela vitória em Montreuil, Collins Kipruto do Quênia carimbou sua autoridade nos 800m masculinos graças a um desempenho de 1:45,43, enquanto o detentor do recorde espanhol Saul Ordoñez ficou em segundo lugar com 1:45,88.

Em outro lugar, o finalista olímpico da Estônia, Rasmus Magi, superou os 400 metros com barreiras dos homens em uma melhor temporada de 48,87, claramente à frente do francês Ludvy Vaillant (49,49). Ágata de Sousa de São Tomé e Príncipe saltou um PB ao ar livre de 6,58m para vencer o salto em distância feminino à frente da portuguesa Evelise Veiga (6,49m). A vitória no disco feminino foi para a portuguesa Liliana Ca graças a 63,71m na última rodada, enquanto as provas de 1500m não produziram tempos tão rápidos quanto o esperado, as vitórias indo para o belga Ismael Debjani com 3:36,71, à frente do Português Isaac Nader com um PB de 3:37.01, e Edinah Jebitok do Quênia com um melhor tempo de por vida de 4:04.67, claramente à frente da espanhola Marta Perez com 4:07.17. O norueguês Ingar Kiplesund foi vitorioso no salto em distância masculino graças a um salto de 7,79 m na quarta rodada.

Emeterio Valiente para World Athletics

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