sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Tocantins encerra participação nos Jogos Escolares Brasileiros com 13 medalhas

O evento foi encerrado nesta quinta-feira com as finais das modalidades coletivas

por Fábio Almeida/Governo do Tocantins


Time de futsal da Escola Indígena Mãtyk, de Tocantinópolis, conquista medalha de bronze na série prata - Foto: Divulgação Dicom Seduc/Governo do Tocantins

Após seis dias de competições, a delegação do Tocantins encerrou nesta quinta-feira, 4, sua participação nos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs) 2021, com um total de 13 medalhas conquistadas pelos estudantes-atletas que vieram ao Rio de Janeiro, muitos pela primeira vez, participar da maior competição escolar do Brasil. O evento teve início no dia 29 de outubro.

Clay Rios, superintendente de Esportes, Juventude e Lazer, da Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes (Seduc) e também chefe da delegação do Tocantins, ressaltou a importância da participação dos estudantes tocantinenses. "É gratificante ver os nossos estudantes participando de um evento como esse, pois gera um ganho escolar, físico e mental, com certeza isso ficará marcado na vida desses jovens. É um momento de intercâmbio e de muita aprendizagem".

A última medalha da delegação foi conquistada pelas estudantes-atletas do time de Futsal da Escola Estadual Indígena Mãtyk, de Tocantinópolis, que levam para sua comunidade medalha de bronze na série prata dos JEBs.

A capitã do time, Darcyara Apinajé, 14 anos, disse estar muito feliz em ter representado a delegação do Tocantins na modalidade Futsal.  “Foram muitos desafios para estar aqui, mas sempre lutamos para realizar esse sonho que parecia impossível. Tudo o que vivenciamos nesses dias será lembrado durante a nossa vida”.

Também nesta quinta-feira, as estudantes-atletas da Escola Municipal Maria Júlia Amorim Soares Rodrigues, de Palmas, ganharam medalha de prata no Basquete série bronze, e as estudantes do Colégio Dom Bosco, de Palmas, ganharam medalha de ouro na série bronze do Voleibol.

No total, a delegação tocantinense fecha sua participação nos JEBs com 13 medalhas. Veja a relação abaixo:

- Atletismo 5 medalhas (2 de ouro, 2 de prata e 1 de bronze)

- Ciclismo 2 medalhas (1 de prata e 1 de bronze)

- Karatê - 1 medalha de prata

-Taekwondo - 1 medalha de bronze

- Vôlei de praia - 1 medalha de ouro (série cobre)

- Futsal feminino - 1 medalha de bronze (série prata)

- Basquete feminino - 1 medalha de prata (série bronze)

- Vôlei feminino - 1 medalha de ouro (série bronze)

Outros resultados

Além dessas medalhas, o Tocantins conquistou resultados inéditos em algumas categorias do Atletismo, como por exemplo, a 4ª colocação no Salto em distância pelo estudante João Lucas Oliveira, da Escola Estadual Professora  Augusta Vaz, de Combinado; 5ª colocação geral no Revezamento 5x80m pela equipe composta pelos atletas João Lucas Oliveira, Miguel Antônio dos Santos, do Colégio Estadual de Itacajá, Felipe da Silva Brito, do Colégio Estadual de Lavandeira, Gabriel Pereira Santos, do Colégio Estaual Ernesto Barros, de Colinas e Arthur de Sousa Cruz, da ETI Almirante Tamandaré, de Palmas.

Nos JEBs 2021, a delegação tocantinense contou com 259 integrantes, entre atletas e  comissão técnica e competiu nas seguintes modalidades: Atletismo, Badminton, Ciclismo, Judô, Natação, Tênis de mesa, Futsal masculino e feminino, Basquete masculino e feminino, Handebol masculino e feminino, voleibol masculino e feminino, Vôlei de praia, Taekwondo, Karatê, Wrestling e Xadrez.


Estudantes-atletas da Escola Municipal Maria Júlia Amorim Soares conquistam medalha de prata no basquete série bronze - Márcio Vieira/Governo do Tocantins

JEBS - Surpresas, emoções e as novas passadas da corredora Nívia Vitória após os JEB’s

A história da menina de Codó (MA) que descobriu um novo caminho para batalhar por um futuro melhor por meio do atletismo no megaevento escolar


Em sua definição semântica, uma surpresa significa um fato inesperado, não anunciado previamente, capaz de causar admiração. Para Nívia Vitória, 14 anos, moradora de Codó, no interior do Maranhão e estudante do 8º ano, a surpresa que mudou sua vida se resume a quatro letras: JEB’s.

“Eu vou lhe falar a verdade: eu não sabia de nada. Só vi os meninos e aí ele aqui (o técnico de atletismo Arcelino Martins, que acompanha a equipe maranhense nos JEB’s) falou: ‘Tu vai para os JEB’s’. Aí eu falei: ‘O que é JEB’s?’ Ele respondeu: ‘É um lugar onde a gente corre e ganha medalha’... E agora estou aqui”, narra Nívia Vitória.

"Eu me encontrei aqui. Quero mudar a vida da minha mãe e do meu pai. Quero terminar a casa dela. Quero conseguir no atletismo tudo o que quero. Vou ajeitar a vida da minha família”

Nívia Vitória

Ainda em Codó, quando descobriu que os Jogos Escolares existiam, a jovem corredora sequer sabia onde os tais JEB’s seriam. A segunda surpresa veio quando foi informada de que o palco seria o Rio de Janeiro. “Eu ia desmaiando. Caí da cadeira quando a moça me falou. Eu disse: ‘Ôxe!? Vou para o Rio? E ela: ‘Sim! E você vai competir lá’. Não tive palavras. Fiquei muito feliz”, prossegue a jovem maranhense.

A partir daí, um mundo novo se abriu para Nívia. A primeira viagem de avião, a primeira vez em um hotel, novos amigos e, principalmente, o contato com uma nova realidade do atletismo, o esporte que ela passou a amar ainda mais.

Nívia explica que, antes dos JEB’s, jamais havia visto uma pista oficial. Até mesmo o formato oval foi novidade para ela. Em Codó ela treina numa pista em formato quadrado e de cimento. “Eu enlouqueci para falar a verdade. Estava agradecendo a Deus e a todo mundo. Estava pedindo conselho de como era pisar na pista. É tudo o máximo. Eu me encontrei aqui”.

As provas do atletismo nos JEB’s foram realizadas no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes – CEFAN, instituição militar que passou por reformas custeadas pelo Governo Federal para os Jogos Olímpicos Rio 2016. Ela correu os 2.000m. Terminou a bateria na terceira colocação, mas o tempo não foi suficiente para que conquistasse uma medalha.

De família muito humilde, a corredora maranhense é filha de uma cabeleireira que atualmente trabalha no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) em Codó. A unidade pública de assistência social atende pessoas que vivenciam situações de violações ou violências. O pai sofre de um problema no coração e, em função de não poder fazer esforço, atualmente não pode trabalhar.

Se não chegou ao pódio no Rio, Nívia conquistou outras vitórias nos JEB’s. Na competição estudantil, ela vislumbrou portas que o esporte pode abrir para os que o abraçam. “Estou aqui porque quero mudar a vida da minha mãe e do meu pai. Quero terminar a casa dela. Quero conseguir no atletismo tudo o que quero. Vou ajeitar a vida da minha família”, sonha Nívia.

Ídolos, conselho e presente

Nos JEB’s, Nívia Vitória ainda teve a oportunidade de ganhar uma fonte a mais de inspiração. Ela chamou a atenção de dois dos embaixadores da competição: a campeã olímpica do salto em distância nos Jogos de Pequim 2008, Maurren Maggi, e o duas vezes medalhista olímpico André Domingo, bronze nos Jogos de Atlanta 1996 e prata em Sydney 2000, no revezamento 4 x 100m livre.

“Se ela guardar, é um tênis que ganhou de uma campeã olímpica. A gente tem histórias parecidas. A nossa bate com a de muitas crianças aqui. E a gente espera que ela faça bom uso das nossas palavras, porque o resto é com ela”

Maurren Maggi

“Eu passei fome e consegui vencer todas as dificuldades. Tem muita criança aqui que passou a mesma coisa ou está passando até hoje. Batalhei, conquistei, fui às Olímpiadas, conquistei medalhas e servi de exemplo em nosso país”, disse André Domingos, que disse ter enxergado em Nívia um pedaço de sua própria história.

“Eu acho que você é um grande exemplo hoje aqui. Um exemplo de acreditar e não desistir, de poder mudar a história da sua família através do atletismo. Eu sonhava isso tudo quando tinha a sua idade”, incentivou o campeão.

De Maurren Maggi vieram, além de palavras de apoio, um presente: o par de tênis que a medalhista de ouro tirou dos pés e deu para servir de inspiração e de recordação do encontro nos JEB’s. “Se ela guardar, é um tênis que ganhou de uma campeã olímpica. Mas quero que sirva de exemplo. Ela conheceu a gente e a gente é humilde para caramba, eu e o André. A gente tem histórias parecidas. A nossa bate com a de muitas crianças aqui. E a gente espera que ela faça bom uso das nossas palavras, porque o resto é com ela”, diz Maurren.

Até o encontro com Maurren e André, Nívia não sabia quem eles eram, mas a admiração e o respeito foram imediatos. “Foi incrível porque eles são um exemplo e a história deles tem pouca diferença da minha. Eles começaram descalços, não tinham nada. Eles são incríveis, me deram conselhos muito bons e eu vou seguir todos”, garante Nívia.

Diretoria de Comunicação – Ministério da Cidadania







Fotos: Matheus Bacelar / Ministério da Cidadania

https://www.gov.br/cidadania/pt-br/noticias-e-conteudos/esporte/noticias_esporte/surpresas-emocoes-e-as-novas-passadas-da-fundista-nivia-vitoria-apos-os-jeb2019s

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Prefeitura parabeniza atletas indígenas pelo excelente desempenho nos JEBs, e anuncia início das obras de construção da quadra poliesportiva na Aldeia São José

 


A prefeitura de Tocantinópolis parabeniza as atletas da equipe de futsal da aldeia São José pelo brilhante desempenho bem como, pelo resultado alcançado na edição deste ano dos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs). A competição nacional está ocorrendo na capital carioca, e a participação das alunas da Escola Estadual Indígena Mãtyk, completaram sua participação ficando em 3.º lugar na série prata, que equivale à 2.ª divisão na modalidade. 

 

As disputas tiveram início no último dia 29 de outubro e, se estendem até amanhã, 5 de novembro. Nesse ano, foram 17 modalidades esportivas, e, esta edição está sendo considerada muito especial por dois motivos, o primeiro refere-se ao fato de se permitir o acompanhamento das atividades esportivas pelo público, que estavam suspensas em razão da pandemia de covid 19, e o segundo, por marcar o retorno da realização desta competição ao calendário escolar, depois de 17 anos. Participaram das disputas 5 mil atletas da faixa etária de 12 a 14 anos, das 27 unidades federativas.

 

O ótimo desempenho das nossas representantes enche-nos de orgulho e satisfação, bem como traz, reconhecimento à etnia a qual pertencem (os apinajés), ressalta o espírito guerreiro deste povo e evidencia a força de vontade tanto das atletas quanto de seu treinador Ataídes de Jesus Sousa.  

 

A prefeitura aproveita o ensejo para anunciar que em atendimento ao ofício 188/CAM/TOC, de 25 de novembro de 2019, que traz o requerimento do vereador Davi Wamimen Chavito Apinajé, e que leva a aprovação de todo o corpo de vereadores. Iniciará a construção da Quadra Poliesportiva na Aldeia São José. Reitera que a demora em começar as obras se deu em razão da pandemia de covid 19, mas, com o avanço da vacinação, que proporcionou a diminuição dos casos, e, com a permissão para adentrar nas áreas indígenas, o município iniciará o quanto antes as obras da tão esperada quadra para a população indígena.




https://tocantinopolis.to.gov.br/noticia/prefeitura-parabeniza-atletas-indigenas-pelo-excelente-desempenho-nos-jebs-e-anuncia-inicio-das-obras-de-construcao-da-quadra-poliesportiva-na-aldeia-sao-jose-04-11-2021

Estudante de Combinado (TO) é destaque nacional em salto em distância

Dinomar Miranda

https://dinomarmiranda.com.br/estudante-de-combinado-to-e-destaque-em-salto-a-distancia/


Um estudante da cidade de Combinado (TO), sudeste do Estado, está sendo destaque no atletismo nacional estudantil.

João Lucas estuda na Escola Augusta Vaz dos Santos e tem conseguido ótimos índices na modalidade de salto em distância.

Sua melhor marca está na casa dos 5,87 metros.

Com esse desempenho, o atleta conseguiu o 1º lugar nos jogos estudantis do Tocantins, em Palmas, e o 4º lugar nos jogos estudantis Brasileiros, no Rio de Janeiro, agora em 2021.

Um feito digno de nota e aplausos.

O estudante atleta é treinado e orientado pelo professor Rone Jonanthan, que destaca a luta, garra, dedicação e compromisso do jovem promissor.



Publicado no Diário Oficial da União o tombamento provisório pelo Iphan do Ginásio do Ibirapuera

 


Vista aérea do Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, onde fica o ginásio do Ibirapuera, em São Paulo
Imagem: Gabriel Cabral/Folhapress
Após fortes pressões da sociedade civil, de atletas e de frequentadores do Ginásio do Ibirapuera o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão nacional de preservação ligado ao Ministério do Turismo, publicou hoje (4) no Diário Oficial da União o tombamento provisório do Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, complexo conhecido pelo seu principal equipamento: o ginásio do Ibirapuera. 
Submetido a rígidas regras de preservação, o complexo esportivo do Ibirapuera deixa de ser interessante do ponto de vista comercial, inviabilizando o processo de concessão à iniciativa privada que o governo de São Paulo tenta levar a cabo apesar da oposição de frequentadores e da comunidade esportiva, em terreno municipal. 
A partir de hoje, São Paulo tem 15 dias para pedir a impugnação do tombamento. Se não houver manifestação em contrário, ele vira definitivo. Durante o processo, o governo estadual se posicionou contra, afirmando que iria "provar a inexistência de interesse histórico de âmbito nacional" que justificasse a medida. Durante o processo, São Paulo também apresentou uma carta, escrita pela Secretaria de Esporte para ser assinada por presidentes de federação, defendendo a concessão.
Mas, como mostrou o Olhar Olímpico do Uol no fim do ano passado, as principais federações estaduais defendem a preservação do estádio e da piscina. Arquitetos e urbanistas das principais universidades paulistas já vinham defendendo que o tombamento do Ibirapuera era o caminho natural para um equipamento tão simbólico para a cidade de São Paulo e que se tornou referência para outros equipamentos do tipo no restante do país. Além disso, preservá-lo seria também preservar o trabalho artístico do arquiteto e atleta olímpico Ícaro de Castro Mello, que dá nome ao estádio que faz parte do complexo.
Mas, mexendo na composição do órgão estadual de preservação do patrimônio histórico, o Condephaat, o governo de São Paulo conseguiu que o tombamento fosse rejeitado. O órgão tinha 30 conselheiros, sendo quase metade deles, 14, representantes de universidades, mas quando o atual governador assumiu o governo estadual ele deixou o órgão com 24 cadeiras, sendo 13 indicados pelo governo e só cinco pelas universidades. Com voto de pessoas que trabalhavam na sua administração, Doria conseguiu que, em novembro do ano passado, o Condephaat arquivasse o processo de tombamento. Com a derrota em São Paulo, o ex-judoca Aurélio Miguel, que foi vereador em São Paulo, levou o pleito para o órgão federal, o Iphan. Mas foi outro processo que desencadeou o tombamento, proposto pelo arquiteto Ricardo Augusto Romano Sant'Anna. 
No Iphan, a tese do tombamento tinha o apoio da Secretaria Especial do Esporte, comandada por Marcelo Magalhães. Preservar o ginásio, afinal, atendia a vontade expressa a enorme maioria da comunidade esportiva. 
Nos bastidores, o projeto de transformar o complexo do Ibirapuera em um grande centro comercial, com torres de escritórios, shopping center, academia e uma arena multiuso, já era considerado morto. O governo de São Paulo sempre justificou a privatização pela necessidade de São Paulo ter uma grande arena multiuso coberta que comportasse espetáculos e eventos esportivos. A possibilidade de erguer outros prédios comerciais seria uma contrapartida do poder público ao concessionário pela obra de interesse coletivo. 
Mas São Paulo terá, muito em breve, pelo menos uma arena multiuso, provavelmente duas. A GL Events ganhou a concessão municipal do Anhembi, na zona norte, e já anunciou que vai construir já uma arena para 20 mil pessoas, atendendo essa demanda da cidade. Paralelamente, a WTorre deve erguer outra arena, de 25 mil lugares, também na Zona Norte, em terreno do grupo dono do Expo Center Norte. 
Enquanto se discute se a cidade tem demanda suficiente para duas arenas deste porte, é ponto pacífico que não há necessidade de se levantar uma terceira arena do tipo. O tombamento promovido pelo Iphan, porém, joga uma última pá de terra sobre o projeto de governador. Ainda que provisório, ele impede qualquer mudança estrutural, tornando o modelo proposto pelo projeto referencial completamente inviável. Caso o governador insista em levar a cabo a concessão, o que é possível, ela precisaria levar em consideração a reforma do Ibirapuera como ele é hoje, não uma completa alteração em seu formato, como queria.
Fonte: https://www.uol.com.br/esporte/colunas/olhar-olimpico/2021/11/04/iphan-tomba-ginasio-do-ibirapuera-e-bolsonaro-impoe-derrota-a-doria.htm

Federação Tocantinense de Soccer Society estende convite para a Copa Primavera de Soccer Society 2021






A Federação Tocantinense de Soccer Society estará organizando a “COPA PRIMAVERA DE SOCCER SOCIETY”, nas Categorias Sub 7, Sub 9 e Sub 11.  

Para tal está enviando convite para todas as associações de base para participar do evento. Os responsáveis ou interessados terão desde este dia 05 até o dia 22 de novembro para formalizar sua inscrição e participação.  A competição será realizada na cidade de Palmas, Tocantins.

As equipes interessadas deverão arcar com as despesas decorrentes da Taxa de inscrição por atleta e taxa de arbitragem por partida), conforme a seguir: 

- Taxa de inscrição por atleta: R$ 30,00 (trinta reais).

- Taxa de arbitragem: R$ 60,00 (sessenta  reais) dividido entre as duas equipes por partida.

O pagamento da Inscrição deverá ser realizado via PIX: rozanialeal@hotmail.com, em nome de Rozania Eurípedes Leal Simião.

As categorias para a competição terão as seguintes especificações:

a)    Sub 07 (Nascidos em 2014/2015)

b)    Sub 09 (Nascidos em 2012/2013)   

c)    Sub 11 ((Nascidos em 2010/2011)

O Congresso Técnico será realizado as 09h00 na segunda-feira, dia 22 de  novembro, na sala de reuniões na Fundação Municipal de Esportes de Palmas, situada na Quadra 906 Sul, Avenida LO 23.

A premiação com troféus e medalhas será paras as equipes Campeãs e Vice Campeãs de cada categoria e o artilheiro e melhor goleiro de cada categoria receberá uma medalha.

Maiores informações pelo telefone: 63 - 99241.3971

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

DESPORTO ESCOLAR - As meninas indígenas de Tocantins e a magia dos JEB’s

Time de futsal feminino de garotas Apinajé participa dos Jogos Escolares Brasileiros e, no Rio de Janeiro, vive experiências inéditas que extrapolam os limites do esporte

https://www.gov.br/cidadania/pt-br/noticias-e-conteudos/esporte/noticias_esporte/as-meninas-indigenas-de-tocantins-e-a-magia-dos-jeb2019s

Foto: Ronaldo Caldas/ Min. Cidadania

sorriso inocente, na maior parte das vezes tímido, de Darcyara Dias Chavito Apinajé, reflete um roteiro de descobertas que representa a síntese do que os Jogos Escolares Brasileiros – JEB’s 2021, disputados no Rio de Janeiro, podem proporcionar.

Em uma cidade tão cosmopolita, acostumada a idiomas dos mais diversos países, as palavras “ambrí jãm Béti” (em grafia livre) soam como língua indecifrável de alguma nação distante.

Incompreensíveis para a maioria dos brasileiros, a expressão quer dizer “oi, tudo bem?”. É uma saudação cotidiana na língua Apinajé, idioma nativo da comunidade indígena de mesmo nome e que vive no estado do Tocantins, em uma região limitada pelas bacias dos rios Mosquito (no divisor de águas do Tocantins) e São Bento (no Araguaia).

E foi de lá, da Escola Indígena Mãtyk, no município de Tocantinópolis, a cerca de 550 quilômetros da capital Palmas, que o time de futsal feminino de Tocantins veio para a disputa dos JEB’s. A jovem Dacyara, de 14 anos, é a capitã da equipe.

O futsal é o núcleo da história que trouxe as meninas ao Rio de Janeiro. Mas a verdade é que, diante de tudo o que elas já experimentaram nos últimos dias, os JEB’s, mais do que uma competição esportiva, abriram portas de um novo mundo para as 11 integrantes da equipe.

"Elas têm muita força de vontade, porque algumas não saem nem da comunidade. Quando saem é apenas para ir à quadra de treino e da quadra para a aldeia. Elas não têm esse costume de estar viajando. Ainda mais de avião”

Ataides Jesus de Souza, técnico da equipe


No céu

A história toda é marcada, desde o início, por surpresas. Acostumadas a treinar em quadra de terra batida, elas aceitaram o desafio de jogar futsal após serem incentivadas e orientadas pelo professor Ataides Jesus de Sousa.

“Desde 2015 que trabalho com a escola indígena. Com essas meninas a gente começou o treinamento agora, neste ano. Então, temos basicamente três meses de treinamento. A gente tem um pouco de dificuldade em função de não ter um local específico para treino voltado para o futsal. Então, a gente joga mais o futebol do que o futsal”, explica Ataides.

A vaga delas para os JEB’s veio nos Jogos Estudantis de Tocantins (JETS). Segundo o professor, desde que elas souberam que haviam se classificado para os JEB’s, a vida das meninas mudou. “A alegria delas foi imediata. A gente viu o brilho nos olhos delas. Quando falei: “Agora, a gente vai para o Rio! E de avião!”, elas gritaram e comemoraram”, lembra Ataides.

Confira galeria de fotos em alta da equipe Apinajé nos JEB's

“Elas têm muita força de vontade, porque algumas não saem nem da comunidade. Quando saem é apenas para ir à quadra de treino e da quadra para a aldeia. Elas não têm esse costume de estar viajando. Ainda mais de avião”, reforça o professor.

Tão tímida quanto a amiga Darcyara e todas as outras companheiras de time, Karla Apinajé, 13 anos, resumiu em poucas palavras o que os JEB’s já significam.  “Viajar de avião me deixou um pouco com medo no começo. Mas, quando vi, lá de cima, o Rio de Janeiro lá embaixo eu fiquei contente. Estou feliz por ter conhecido o Rio. Ter vindo para cá jogar futsal foi um sonho que a gente realizou”, disse a jogadora.


Darcyara, capitã da equipe Apinajé. Foto: Ronaldo Caldas/ Min. Cidadania

A nova “casa”

A viagem de avião foi a primeira das muitas emoções inéditas nos últimos dias. Ao chegar ao Rio de Janeiro, elas foram hospedadas no Rio Othon Palace, em Copacabana, enorme edifício de 30 andares de frente para a praia. Olhar para cima e contemplar a imensidão de sua nova casa no Rio foi uma visão impressionante para todas.

“Elas ficaram um pouco intimidadas quando viram a altura. “Ai, eu não vou ficar lá em cima”, disse uma delas. E eu falei: “Não, a gente vai ficar mais embaixo, no quarto”. O hotel que a gente ficou em Palmas (durante a seletiva dos JEB’s) era de três andares. E elas já acharam grande, recorda Ataides.

“Nunca dormi em um quarto com tanto luxo. Ele é muito grande. Eu gostei de toda a coisa”, reforça Darcyara, habituada a falar mais o Apinajé do que o português, e que ainda encontra dificuldade em se expressar no idioma oficial do Brasil.

No mar

Depois de tudo isso, veio o mar. Nenhuma jamais tinha visto o mar de perto. O contato representa outro capítulo especial da viagem. “Estava gelado. É muito grande e lindo. Eu achei legal. Nunca vi pessoas na nossa aldeia banhando assim. Eu já falei com a minha mãe e ela falou para eu tirar fotos e mandar para ela”, conta Darcyara, resumindo um sentimento comum a todas as companheiras.

"Nunca dormi em um quarto com tanto luxo. Ele é muito grande. Eu gostei de toda a coisa” - Darcyara Chavito, capitã da equipe

Até a publicação dessa reportagem, as meninas somavam duas vitórias e uma derrota nos JEB's. Fotos: Ronaldo Caldas/ Min. Cidadania

Gols e vitórias

A classificação, a viagem, a hospedagem e o mar certamente ocupam lugar de destaque nas vitórias pessoais que as meninas da Escola Indígena Mãtyk já conquistaram. Mas o fato é que, dentro de quadra, as guerreiras Apinajés têm brilhado nos JEB’s. No primeiro jogo, contra o Piauí, a vitória veio por 2 x 1. No segundo confronto, contra o Amapá, aplicaram uma goleada incrível de 12 x 0, resultado que impressionou até a capitã de Tocantins.

“Foi difícil chegar aqui porque na nossa aldeia não tem quadra, na nossa escola não tem quadra. A gente treina na cidade, no ginásio. Eu não esperava isso. Eu achava que a gente ia perder de 20 x 0. Mas a gente ganhou o primeiro jogo e o segundo. Foi muito legal!”, comemora Darcyara.

"Gostinho de quero mais"

Os JEB’s continuam para as meninas Apinajés. Nesta segunda (01/11), elas acabaram superadas pelo time do Ceará. O revés, entretanto, não encerra o sonho de subir ao pódio. Ainda com chances de uma medalha, as meninas, independentemente do resultado, já são campeãs.

“Um evento desses tem magnitude muito grande”, diz Ataides. “Para a gente, que vem de uma cidade pequena, é fundamental. Junta tantas culturas, tanta gente em um lugar só, e todo mundo com o intuito de participar”, prossegue o treinador.

Segundo ele, um dos efeitos da passagem pelo megaevento escolar é despertar o interesse de seguir na escola, seguir nos treinos, participar de outros torneios. “Agora que já viveram tudo isso, com certeza vão querer voltar”, afirma Ataídes.

Diretoria de Comunicação – Ministério da Cidadania


Corrida de Rua em comemoração ao aniversário de Arraias, Tocantins acontece neste sábado

  A cidade de Arraias no Tocantins irá comemorar seus 286 anos de existência neste sábado, dia 1º de agosto de 2026. E para comemorar por ...