terça-feira, 18 de julho de 2023

Federação Tocantinense de Soccer Society lança novo uniforme para o segundo semestre



A Federação Tocantinense de  Soccer Society, através do seu Departamento de Arbitragem informa que os oficiais de  arbitragem terão um novo uniforme para o segundo semestre deste ano.

Com isso todos os filiados que desejarem adquirir o uniforme deverão entrar em contato com Josivan Cantuário pelo telefone: (63) 99241.3971





Brasil termina Mundial de atletismo paralímpico com tri de Petrúcio e mais medalhas do que a China no total

 


Petrúcio Ferreira (ao centro) disputa a prova final dos 100m da classe T47 | Foto: Ale Cabral / CPB

O Brasil realizou a sua melhor campanha na história dos Mundiais de atletismo paralímpico ao conquistar 47 medalhas no total e terminar na segunda colocação na competição encerrada em Paris, na França, nesta segunda-feira, 17. Jamais os brasileiros haviam obtido tamanho êxito em um Mundial da modalidade.

Com sete pódios (dois ouros, duas pratas e três bronzes) neste último dia de provas, o país terminou a competição com dois a mais do que os chineses (47 a 45). No entanto, os brasileiros ficaram na vice-liderança do quadro geral de medalhas por uma diferença de dois ouros para os asiáticos – foram 14 contra 16. O país somou também 13 pratas e 20 bronzes, enquanto os chineses obtiveram 16 pratas e 13 bronzes. Desde o Mundial em Assen 2006, na Holanda, a China não era superada em número de pódios na competição -- exceção à edição de Lyon 2013, quando os chineses foram com uma delegação reserva e terminaram na sexta colocação.

 

Com isso, o Brasil superou a sua melhor campanha na história da competição, registrada em Dubai 2019, quando os brasileiros ficaram na segunda colocação do quadro geral, com 39 medalhas no total: 14 de ouro, nove de prata e 16 de bronze. O desempenho também ultrapassou o resultado da edição de Lyon 2013, que até então era a melhor performance nacional, com 40 pódios no total, sendo 16 ouros, 10 pratas e 14 bronzes, na terceira posição geral.

geral.

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"A campanha foi extraordinária. Tanto na pista quanto no campo, os atletas performaram muito bem. Ganhamos também em todas as áreas de deficiência, seja visual, intelectual ou física. Estamos muito satisfeitos. O desempenho do Brasil foi muito positivo e alinhado com o nosso planejamento estratégico, com cerca de um terço das medalhas do nosso país conquistadas por atletas que participam pela primeira vez de um Mundial. As mulheres também com atuações muito fortes. Tivemos também 11 atletas com medalhas de ouro. Então, foi uma campanha que nos orgulha muito e que nos cria uma expectativa ainda maior para os Jogos Paralímpicos de Paris no ano que vem", analisou Mizael Conrado, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e bicampeão paralímpico no futebol de cegos em Atenas 2004 e Pequim 2008.  

Entre as finais do último dia na capital francesa, o paraibano Petrúcio Ferreira manteve a hegemonia de quase oito anos na prova dos 100m da classe T47 (amputados de braço) e conquistou o tricampeonato mundial ao chegar em primeiro com o tempo de 10s37, cravando o novo recorde da competição. Desde os Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015, o atleta considerado o mais rápido do esporte paralímpico vence esta prova em grandes competições internacionais contra atletas da sua classe.

Essa foi a quinta medalha de Petrúcio em Mundiais. Além dos ouros nos 100m em Dubai 2019 e Londres 2017, tem outros dois títulos – nos 400m também em Dubai 2019 e nos 200m em Londres 2017. É ainda o atual bicampeão paralímpico dos 100m (Rio 2016 e Tóquio 2020).

"Cada conquista para mim é como se fosse a primeira. Eu sempre lembro de onde eu vim. Essa conquista vale muito para mim. Quem é atleta sabe qual é a nossa dedicação do dia a dia, os momentos difíceis que a gente passa. É tudo por um sonho. Agradeço à minha família, ao meu treiandor Pedrinho, à torcida e à minha esposa, que passou vários momentos complicados ao meu lado. Não larguei tão bem, errei na mina terceira passada. Poderia ter acertado mais, mas saio feliz com meu terceiro mundial", afirmou Petrúcio, que sofreu um acidente com uma máquina de moer capim aos dois anos e foi submetido a amputação de parte do braço esquerdo, abaixo do cotovelo.

O paranaense José Alexandre, um dos estreantes do país na competição, teve grande desempenho e encerrou na segunda colocação da disputa, com 10s73. Foi a segunda medalha do jovem atleta em Paris - antes, havia sido bronze nos 400m. Outro brasileiro envolvido na final, o carioca Washington Nascimento finalizou em quarto lugar (10s88), três centésimos atrás do britânico Kevin Santos, que fez 10s85.

Ao todo, o país esteve presente em seis finais na tarde desta segunda-feira (noite em Paris), 17. Foram nove atletas brasileiros envolvidos em cinco decisões na pista e uma no campo.

A acreana Jerusa Geber conquistou a sua segunda medalha de ouro na competição ao vencer os 200m T11 (cegas) com o tempo de 24s63, novo recorde da competição. A potiguar Thalita Simplício fez novamente a dobradinha no pódio com a patriota ao chegar em terceiro lugar, com 24s88, seu melhor índice na temporada. Ambas já haviam subido ao pódio juntas na prova dos 100m. A medalha de prata ficou com a chinesa Cuiqing Liu (24s79).

Foi o oitavo pódio duplo do Brasil no Mundial. Com mais essa conquista, Jerusa também tornou-se a maior medalhista desta Seleção Brasileira de atletismo em Mundiais. Foi o seu nono pódio na história da competição, sendo quatro ouros e cinco pratas no total.

"A nossa prova preferida é a dos 100m. Não esperávamos fazer isso tudo nos 200m e conseguir o ouro. Quando a China está na prova, é sempre com muita emoção. Mas sair da competição com dois ouros, com dois recordes da competição, e como a atleta com mais medalhas em Mundiais é maravilhoso. Só tenho a agradecer", afirmou Jerusa.

"Conseguimos medalha nas três provas que disputamos. Estamos muito felizes. Obviamente, a gente queria o ouro nessa prova. Foi bem disputada. Temos o Mundial no ano que vem para se preparar agora", completou Thalita Simplício, referindo-se à competição que será realizada em Kobe, no Japão, em maio, a três meses dos Jogos Paralímpicos de Paris.

A potiguar correu em nove baterias no Mundial de Paris no total – round 1, semifinal e final nos 100m (bronze), nos 200m (bronze) e nos 400m (ouro). 

O paranaense Vinicius Rodrigues, prata nos 100m nos Jogos de Tóquio 2020 e bronze nos 100m em Dubai 2019, conquistou a medalha de prata na final da mesma prova da classe T63 (para amputados de membros inferiores com prótese). A segunda colocação foi obtida nos últimos metros da prova, quando o brasileiro conseguiu ultrapassar o alemão Leon Schaefer e venceu por uma diferença de dois centésimos: 12s16 diante dos 12s18 do adversário. O holandês Joel de Jong ganhou o ouro, com 12s09. 

"Em Dubai, fui bronze. Agora, consegui a prata. Estava contando com esse ouro, mas infelizmente não veio. A minha corrida foi muito boa, foi o meu melhor tempo na temporada. Agora é analisar com meu treinador o que errei e onde posso melhorar", afirmou Vinícius, que foi submetido a uma amputação da perna esquerda acima do joelho devido a um acidente de moto.

Entre os outros brasileiros presentes em finais no último dia do Mundial de Paris, o catarinense Edenílson Floriani levou a medalha de bronze no arremesso de peso F42 (deficiência nos membros inferiores). Atingiu a marca de 14,06m e subiu ao pódio logo na sua estreia em Mundiais. O ouro ficou com britânico Aled Davies, que fez 16,16m, e a prata foi para o iraniano Sajad Mohammadian, com 14,38m.

Já a medalha de bronze nos 400m da maranhense Rayane Soares foi uma das mais emocionantes do dia. A atleta da classe T13 (deficiência visual) fez uma prova de recuperação, após não largar bem, e cruzou a linha de chegada quatro centésimos à frente da francesa Nantenin Keita – foram 57s90 contra 57s94.

Rayane, que era a atual campeã mundial da prova (Dubai 2019), conquistou sua primeira medalha em Paris – até então tinha finalizado os 100m na quinta colocação e os 200m, na quarta posição. A medalha de ouro em Paris ficou com Lamiya Valiyeva, do Azerbaijão, com 55s34, e o segundo lugar foi da portuguesa Carolina Duarte, com 55s68.

Campeã mundial em Paris nos 400m T47, a paraense Fernanda Yara completou a final dos 200m na quarta colocação, em 26s08, mesmo tempo que havia feito nas eliminatórias e a sua melhor marca na temporada na prova. A vencedora foi a norte-americana Brittni Mason, com 25s36.

Pela manhã na França (madrugada do Brasil), os três brasileiros que participaram de finais acabaram fora do pódio. A paulista Beth Gomes, ouro no lançamento de disco e no arremesso de peso, ficou na quinta colocação do lançamento de dardo da classe F53 (que competem sentados), com a marca de 12,85m. A vencedora da prova foi uzbeque Nhurkon Kurbanova, que atingiu 20,15m.

O paulista Paulo Cézar Neto, da classe T20 (deficiência intelectual), terminou a disputa no salto em distância na décima colocação, com 6,18m, seu melhor índice na temporada. O malaio Latif Romly foi 
medalhista de ouro, com 7,40m.


Já o sul-mato-grossensse Paulo Hernrique Reis encerrou a sua participação no sexto lugar no salto em distância T13 (deficiência visual). Teve 6,72m como sua melhor marca na prova. O vencedor foi o norte-americano Isaac Jean-Paul, com 7,06m.

O Brasil foi representado por 54 atletas de 19 Estados e 11 atletas-guia na competição. O Mundial de atletismo de Paris foi o primeiro da modalidade após os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 e aconteceu no Estádio Charlety. O local tem capacidade para 20 mil pessoas e pertence ao clube de futebol Paris FC, da segunda divisão francesa. As provas dos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, no entanto, vão acontecer no icônico Stade de France, palco da final da Copa do Mundo de futebol em 1998.

Antes, dos dias 17 a 25 de maio, ocorrerá o Mundial de atletismo paralímpico em Kobe, no Japão. As provas serão realizadas no estádio do Kobe Sports Park. Para o torneio na Ásia, cerca de 1.300 atletas de 100 países são esperados para disputar a 11ª edição da competição.   

Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível
Os atletas Petrúcio Ferreira, Washington Nascimento, Vinícius Rodrigues, Beth Gomes, Jerusa Geber e Thalita Simplício são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa que beneficia 91 atletas.

Time São Paulo
Os atletas Vinícius Rodrigues, Rayane Soares, Beth Gomes, Jerusa Geber e Jardênia Felix são integrantes do Time São Paulo, parceria entre o CPB e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, que beneficia 106 atletas de 14 modalidades.

Patrocínios 
O atletismo é uma modalidade patrocinada pelas Loterias Caixa e pela Braskem.

Assessoria de Imprensa do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br) 


Quarteto brasileiro é escalado para estrear na Copa do Mundo Feminina

 


Edina Alves é inspiração para muitas jovens árbitras
Créditos: Divulgação

Edina Alves será a árbitra de Austrália x Irlanda, enquanto Neuza Back e Leila Cruz serão as assistentes. Daiane Muniz estará no VAR

quarteto brasileiro está escalado para apitar seu primeiro confronto na Copa do Mundo Feminina FIFA 2023 Austrália e Nova Zelândia. Edina Alves (SP-FIFA) será a árbitra de Austrália e Irlanda, nesta quinta-feira (20), às 7h (de Brasília). Neuza Back (SP-FIFA) e Leila Cruz (GO-FIFA) serão as assistentes, enquanto Daiane Muniz (SP-FIFA) será responsável pelo VAR.

Esta será a segunda partida da competição, que tem início no próprio dia 20. A Seleção Brasileira estreia no dia 24, às 8h (de Brasília), contra o Panamá.

O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Wilson Seneme, celebrou a escalação das quatro brasileiras.

“A escalação do quarteto feminino comprova o desenvolvimento da arbitragem brasileira. A FIFA demonstra a credibilidade no nosso trabalho ao fazer essa designação. Também nos norteia sobre nosso conceito na arbitragem mundial. Torcemos para que elas tenham um ótimo desempenho nesta partida e em toda a competição”, disse Seneme.

No total, são 33 árbitras e 55 auxiliares mulheres. Os árbitros homens ficarão apenas no VAR. Esta será a primeira vez que uma Copa do Mundo terá mulheres como árbitras de vídeo.


Neuza Back também representará a arbitragem brasileira na Copa do Mundo Feminina
Créditos: Foto/Divulgação


Leila Cruz será assistente ao lado de Neuza Back
Créditos: Foto/Divulgação

Tá chegando a hora! A partir do dia 20, a bola rola para a Copa do Mundo da FIFA! Vamos, Brasil! 

#PraQuemAmaFutebol #CopaDoMundoNoSportv #Brasil #Edina



segunda-feira, 17 de julho de 2023

Estudante-atleta da cidade de Combinado, Região Sudeste do Tocantins convocado para participar do Mundial de Atletismo U18 2023





Por Reinaldo Cisterna - aloesporte.com.br 

O estudante-atleta do Colégio Estadual Joaquim de Sena e Silva, da cidade de Combinado, na Região Sudeste do Tocantins, foi convocado pela Confederação Brasileira de Desporto Escolar (CBDE) para participar do Mundial de Atletismo U18 2023, no Rio de Janeiro, entre os dias 19 a 27 de agosto. Paulo irá participar do salto em distância (prova 1) e 400 metros rasos (prova 2). O estudante-atleta vai representar a Federação Tocantinense de Desporto Escolar (FTDE).

Paulo disse que pratica o atletismo desde 2019, portanto há cinco anos e lembrou que chegou ao esporte ainda criança.


“Eu costumava correr e jogar bola, mas conheci o atletismo, por meio dos Jogos Escolares do Tocantins (Jets)”, destacou.

Paulo garantiu vaga durante o Campeonato Brasileiro Escolar de Atletismo, e Brasília (DF) - Divulgação

Sensação

Paulo disse que nunca imaginou que ia conseguiria este feito. Segundo ele, está muito animado e feliz por essa convocação, e ansioso é claro, mas orgulhoso do seu esforço que, finalmente, deu resultado.

“Tem sido uma luta constante para mim, pois onde moro não há estrutura adequada para fazer um bom treino. Tenho me virado praticamente sozinho, só eu meu professor e o apoio da minha família, graças a deus tenho muita força de vontade e nunca desisti do meu objetivo que era representar o Brasil em um campeonato internacional”, ressaltou o estudante-atleta.

Ficha Técnica

Nome: Paulo Henrique Oliveira Silva

Apelido: Xabral

Natural: Combinado (TO)

Idade: 18 anos

Estuda onde/e qual ano: Colégio Estadual Joaquim de Sena e Silva, e está no terceiro ano.



sexta-feira, 14 de julho de 2023

Insuperável! Recorde mundial dos 1500m de El Guerrouj chega ao seu jubileu de prata





Hicham El Guerrouj a caminho do recorde mundial dos 1500m em Roma em 1998 (© Allsport / Getty Images)





Olhando para trás agora, um quarto de século depois, tem toda a aparência de uma performance para as eras.


A corrida de 1500m de Hicham El Guerrouj na Gala de Ouro de 1998 em Roma, em 14 de julho, deixou Steve Ovett em estado de animação na caixa de comentários do Stadio Olímpico.


“Bem, o recorde mundial permaneceu por quase três anos, para [Noureddine] Morceli e ele está realmente dirigindo para isso”, disse o grande britânico – que sabia uma ou duas coisas sobre perseguir e quebrar marcas globais de distância média – enquanto El Guerrouj se livrava inexoravelmente de seu segundo coelho, o jovem Noah Ngeny, na reta final na última volta.


“Ele tem bastante nas pernas, esse jovem marroquino, Hicham El Guerrouj, para conseguir?


“Veja a diferença entre ele e o resto do mundo! E eles não são corredores ruins seguindo seu rastro.”


Enquanto El Guerrouj arredondava para a reta final, sua forma ainda extremamente suave e majestosa, o trio queniano de Laban Rotich, John Kibowen e Daniel Komen seguia cerca de 30 metros atrás.


Rotich havia terminado em quarto lugar na final olímpica de 1500m em Atlanta, dois anos antes. Kibowen havia se tornado o primeiro campeão mundial de corrida curta de cross country quatro meses antes, em março de 1998. Nos dois anos anteriores, Komen havia se tornado o primeiro homem a correr milhas consecutivas em menos de quatro minutos, marcando 7:58,61 melhor do mundo para duas milhas, estabeleceu um recorde mundial de 3000m de 7:20,67 e ganhou o título mundial de 5000m.


“Ele realmente está exagerando”, continuou Ovett. “Ele está ficando cada vez mais rápido na reta final.


“O recorde mundial é de 3:27:37. Ele vai arrasar, tenho certeza. Ele tem… 3:26:00!


“Minha palavra, que performance aqui! Vimos uma corrida notável. A história foi definida.”

 

História de fato. 


Hicham El Guerrouj comemora ao lado de seu recorde mundial de 1500m em Roma em 1998 (© Allsport / Getty Images)

O recorde mundial de 1500m de Morceli durou dois dias antes de completar os três anos. Os três recordes mundiais de Ovett na distância foram de seis semanas, três anos e um dia e dois anos e 10 meses.

El Guerrouj's resistiu ao teste do tempo. E então alguns. Hoje, sexta-feira, 14 de julho de 2023, marca seu 25º aniversário.

No contexto histórico da corrida de meia distância masculina – nas provas tradicionais de 800m, 1500m e milha – esse é um território totalmente desconhecido.

O recorde mundial antrior de 1.500m masculino que sobreviveu por mais tempo também foi estabelecido por um marroquino. O 3:29.46 cronometrado por Said Aouita em Berlim em agosto de 1985 permaneceu intacto por sete anos e 13 dias.

O recorde masculino de 800m mais duradouro foi estabelecido pelo grande rival de Ovett e também britânico Sebastian Coe. A marca épica do bicampeão olímpico dos 1.500 metros em Florença, em junho de 1981, com 1min41s73 permaneceu intacta por 16 anos.

À distância da faixa azul da milha, apenas um homem manteve o recorde por um número de dois dígitos em anos. Esse é o próprio El Guerrouj.


Hicham El Guerrouj quebra o recorde mundial dos 1500m em Roma em 1998 (© Allsport / Getty Images)

Jakob Ingebrigtsen e o resto dos jovens pretendentes dos últimos dias têm até 7 de julho do próximo ano para impedir que o velho mestre marroquino saboreie outra celebração de aniversário de 25 anos.

Um ano depois de reivindicar seu primeiro recorde mundial ao ar livre com os 1500m em Roma, El Guerrouj voltou ao Stadio Olimipico em 1999 para quebrar o recorde de quase seis anos de milhas de Morceli de 3: 44,39 com o tempo de 3: 43,13.

Naquela ocasião, ele foi empurrado para a linha por Ngeny, que amadureceu rapidamente, cujo 3m43s40 como vice-campeão ainda está em segundo lugar na lista mundial de todos os tempos. O homem mais rápido desde aquele dia, fora o próprio El Guerrouj, é Ingebrigtsen - embora o jovem norueguês ainda precise melhorar mais 3,34 segundos para eclipsar essa marca em particular.

Tudo isso reforça o lugar de El Guerrouj no panteão dos grandes nomes da distância média.

“Você deve perseverar”


Ele nasceu e foi criado em Berkane, no canto nordeste do Marrocos, perto do Mediterrâneo e da fronteira com a Argélia. “Tive sorte”, disse ele. “Eu morava perto do estádio esportivo. Pude assistir a um esporte de bom nível e isso alimentou meus sonhos.”

Esses sonhos começaram a se tornar realidade em 1992. Cinco dias depois de seu 18º aniversário, El Guerrouj subiu ao pódio como corredor de 5.000m no Campeonato Mundial Sub-20 de Atletismo em Seul, conquistando o bronze atrás de um etíope chamado Haile Gebrselassie e do queniano Ismael Kirui.

Ele tinha apenas 20 anos quando se tornou campeão mundial em nível sênior, conquistando o título mundial dos 1500m indoor em Barcelona em 1995, e seguindo naquele ano com uma medalha de prata nos 1500m atrás de Morceli no campeonato mundial outdoor em Gotemburgo.

As esperanças de El Guerrouj de vencer o argelino e conquistar o ouro olímpico em Atlanta desabaram quando ele caiu na pista pouco antes do gongo da final dos 1500m.


Hicham El Guerrouj cai na final olímpica de 1500m em Atlanta em 1996 (© Getty Images)

Enquanto ele chorava incontrolavelmente no túnel do estádio, alguém lhe entregou um celular. O rei Hassan II estava na linha. "Não chore", disse-lhe o monarca. "Você é um campeão aos olhos do povo marroquino. Esqueça isso. Você deve perseverar."

E perseverar ele fez. El Guerrouj obteve uma foto emoldurada dele chorando em Atlanta e a pendurou na parede de seu quarto. Nos quatro anos seguintes, ele perdeu apenas uma vez.

“Depois do chamado de Sua Majestade, foi outro El Guerrouj que nasceu”, refletiu anos depois. “Não havia semelhança com o El Guerrouj antes dessa chamada e a seguinte.”

De fato. O marroquino alto e esguio conquistou quatro títulos mundiais consecutivos dos 1.500 metros ao ar livre: em Atenas em 1997, em Sevilha em 1999, em Edmonton em 2001 e em Paris em 2003.


Hicham El Guerrouj conquista sua primeira medalha de ouro no Campeonato Mundial em Atenas 1997 (© Getty Images)

Ele também manteve seu título mundial dos 1500m indoor em Paris em 1997, ganhou o ouro mundial dos 3000m indoor em Lisboa em 2003 e conquistou a prata mundial dos 5000m outdoor em uma disputa épica de três vias com o vitorioso Eliud Kipchoge, de 18 anos, e o terceiro colocado Kenenisa Bekele em 2003.

“Eu estava pensando em Paavo Nurmi”

Sua maior glória veio nas Olimpíadas de Atenas em 2004. Tendo caído em Atlanta em 1996 e sido agonizantemente reformulado pelo rápido finalizador Ngeny em Sydney em 2000, El Guerrouj era um homem em uma missão no antigo berço dos Jogos.

Seis semanas antes de seu 30º aniversário, ele foi pego por Bernard Lagat a 50m da chegada na final de 1500m, mas conseguiu cavar fundo, empatar e convocar um toque de Midas na arena olímpica. Ele venceu por 0,12.

Sugira cenas de alegria desenfreada.

El Guerrouj caiu no chão e beijou a pista, depois levou as mãos ao rosto e chorou lágrimas de redenção. Ele beijou Lagat e beijou seu treinador, Abdelkader Kada.


Hicham El Guerrouj e Bernard Lagat comemoram a conquista do ouro e da prata em Atenas (© Getty Images)

Então ele foi para a primeira fila das arquibancadas e arrancou sua filha da multidão. Hiba – “presente de Deus” – tinha três meses. Ela foi sufocada em beijos por seu pai delirante.

O som de Zorba's Dance explodiu no sistema de alto-falantes. El Guerrouj dançou ao ritmo acelerado do bouzouki.

"Finalmente estou completo", disse ele, ainda envolto na bandeira de seu país nas entranhas do estádio. "Este é o melhor dia da minha vida. Eu me sinto como um bebê.

"Quando Lagat passou, eu simplesmente não queria perder. Em Sydney, treinei muito forte e fiquei sem combustível. Desta vez, tive algo extra. Agora vou buscar mais glória nos 5.000m."

Quatro dias depois, El Guerrouj ultrapassou Bekele na curva final para levar o ouro nos 5000m e garantir um lugar no livro dos recordes ao lado de Paavo Nurmi. Apenas os melhores de todos os "Flying Finns" já haviam completado a dupla olímpica de 1.500m e 5.000m - na pista do Stade Colombes em Paris em 1924.

"Quando cheguei ao estádio, pensei em Paavo Nurmi", confidenciou El Guerrouj. "Ele foi uma grande lenda. Ele fez história em seu tempo.

"Eu dizia a mim mesmo: 'Este é um grande dia para você. Se você quer ganhar esta medalha, faça-o.' Sempre sonhei em ser campeão olímpico e agora consegui duas vezes.”


Veja a história dos 1.500 metros ao longo dos tempos

Simon Turnbull para o Patrimônio Mundial do Atletismo

Artigo de: https://worldathletics.org/heritage/news/hicham-el-guerrouj-1500m-world-record-silver-jubilee

terça-feira, 11 de julho de 2023

En el adiós de San Salvador, pido la palabra


Clausura de los 24 Juegos Centroamericanos y del Caribe. Foto: Vladimir Molina/ PL.

Por: Joel García - Cubadebate


Pocas veces unos Juegos Centroamericanos y del Caribe han motivado tantas preguntas y reflexiones entre seguidores, principiantes y desconocedores del deporte. La edición 24 que concluyó este sábado en El Salvador nos dejó números y récords, horas de transmisiones televisivas y radiales, nombres conocidos y otros atrevidos para este concierto de músculos. 

Sin embargo, pido la palabra en este adiós para entrar a lo que aún estremece desde lo humano y la heroicidad de practicar deporte en la Cuba actual, con las limitaciones más fuertes de alimentos, transporte, implementos y fogueo internacional que recuerde no solo como periodista, sino como simple amante de algo que sigue siendo intangible de medir en cuánta felicidad nos proporciona.

Por eso, con el perdón de los 74 oros, 196 medallas en total y el tercer lugar por naciones (todo meritorio y aplaudible hasta el delirio sin que eso no signifique análisis con quienes pudieron aportar más) quiero proponer diez hechos estremecedores en el alma de este cronista. Puede usted desde ya no coincidir. Seria genial para que sume entonces los suyos a esta lista imperfecta, pero real.

Elisbet Gámez y el 4X100


Otra vez Elisbet Gámez se encargó del último tramo. Foto: Jit.

Los últimos 20 metros de las brazadas de la baracoense siguen grabados como esa posibilidad maravillosa de lograr lo imposible. Ella, reina sencilla y deprimida meses antes de los Juegos por los inconvenientes para entrenar dejó una enseñanza única: nadie es más importante por sí solo.

Laina y Leuris


Laina Pérez compite en la final de la pistola a 10 metros individual femenina durante el Tiro Deportivo de los XXIV Juegos Centroamericanos y del Caribe San Salvador, con sede en el Polígono del Estadio Nacional Jorge "Mágico" González , el 30 de Junio de 2023 en San Salvador, El Salvador. FOTO: Calixto N. Llanes/Periódico JIT (Cuba)

Cada uno demostró que la puntería más grande no va en sus pistolas, sino en sus corazones. Laina devolvió una medalla que le tocaba por reglamento, pero ella consideraba injusta. Pupo no subió al podio por idéntica normativa y recibió el mismo gesto de un mexicano. Moraleja final: la ética vale tanto o más que los metales revestidos de oro, plata o bronce.

Arlenis, una Sierra de coraje


Arlenis en la meta, con el oro en la carrera de ruta individual, San Salvador, 7 de julio de 2023. Foto: Roberto Morejón/ JIT.

Acatarrada, sin tiempo para pensar en el cansancio lógico que acarrea una temporada tan exigente por Europa, cogió su bicicleta y llegó para pelear contra colombianas, venezolanas, mexicanas, trinitarias y todas las que la admiran y respetan. Jamás olvida traer consigo su sonrisa y esa franqueza para regalarnos su frase preferida: “Por Cuba siempre pedalea mi corazón”.

Los goles del balonmano


Las cubanas festejaron su regreso a lo más alto del podio. Foto: Jit.

La última bola detenida por la portera y el gol preciso para adelantar la pizarra de sus compañeros son las dos imágenes más recurrentes en mis pupilas para esos equipos de balonmano, femenino y masculino, que no solo fueron los únicos dentro de los deportes colectivos con actuación perfecta, sino que nos remontaron a los años más esplendorosos de esta disciplina. Eran una familia y así debían ser todos los equipos.

Luchar con pasión



Silot ganó el combate por el oro en los 97 kg de la lucha libre en San Salvador 2023. Foto: Roberto Morejón/ JIT.

Una a una, las 15 doradas de la lucha tienen historias de tenacidad, sacrificio, revancha y valentía. Mujeres y hombres sobre los colchones nos recordaban la filosofía que siempre ha practicado el guía más grande de ellos, Mijaín López. “Yo gano porque lucho con pasión”, ha repetido en cada premio. Y ahora todos podían haber dicho lo mismo. Inmensos.

 Atletismo joven, atletismo espejo


Alejandro Parada cumple 19 años este 5 de julio. Foto: Calixto Llanes/Jit.

La heptalonista Marys Patterson y el saltador Alejandro Parada se levantaron sobre las lesiones de sus compañeros. Nadie los daba como monarcas, pero ellos sabían que podían. Golpeados como pocos deportes por la emigración y bajas incomprensibles, esta generación gritó que tiene ganas de hacer y soñar nuevamente. El espejo no está lejos, solo hay que escucharlos y responderles en atenciones como se merecen y ganaron ahora.

La nueva versión de las Morenas


Foto: Jit

Si una medalla de bronce puede resultar tan estimulante como el título, nada se parece más a eso que la actuación de nuestro equipo femenino de voleibol. Ellas se han negado hasta ahora a la etiqueta de Nuevas Morenas del Caribe, pero esos abrazos entre ellas, el festejo con su entrenador y ese fuerza interna como grupo nos devolvió a Mireya, Yumilka, Regla, Marlenis y a otras tantas saltando de alegría. ¡No dejemos perderlas!

La inocencia feliz de un pesista


Marifelix Sarría, campeona centroamericana y caribeña en el envión de los +97 kg. Foto: Abel Rojas Barallobre/ JR

Con las manos en alto soportando el peso de un país, la cienfueguera Marifélix Sarría encarnó con 18 años la inocencia y el impulso; la determinación y la nobleza; el presente y el futuro. Sus padres deben estar tan orgullosos como sus entrenadores del resultado, pero sobre todo de esas lágrimas apenas bajó la barra. "Esto se lo dedico a ellos porque jamás pensé levantar pesas" Y fue sincera hasta las entrañas.

El agua del clavados y la tierra de la pelota blanda


Prisis Ruiz tuvo una excelente actuación. Foto: Roberto Morejón/Jit.

Las volteretas sobre el aire para entrar a una piscina lo más vertical posible de Anisley García y Prisis Leydis Ruiz aún empapan al más aventurero fanático del clavados. Y casi algo similar pasa entre batazos y fildeos de las sofbolistas, batalladoras infinitas. Hasta el último out pelearon y esa plata provocó llantos e insatisfacciones como si todos nos supiéramos capaces de hacerlo mejor que ellas. Jamás. Mejor que ellas jamás.

La huella de un país

Quizás porque las grandes crisis siempre inspiran el crecimiento de hombres y mujeres. Quizás porque dejamos a un lado el triunfalismo para ser más realistas con el entorno regional. Quizás porque aprendimos, por fin, el valor de un bronce como el del tiro con arco, de una plata en la gimnasia de trampolín o del oro en la vela por encima de una base de datos de pronósticos. Quizás porque todavía muchos admiran nuestra solidaridad y entereza cuando de amistad verdadera se trata, hoy podemos terminar esta crónica con el reconocimiento al que quedó último en una prueba y tal vez nadie reparó con una palmada en su hombro. Ese también es Cuba. Y nos da fuerza para vivir.

El próximo encuentro es en Chile. América nos hará sentir más orgullosa.

(Tomado del perfil de Facebook del autor)

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