Paixão pelo Atletismo

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Dois Meetings Internacionais Rumo a Tóquio serão disputados em Bragança

Assessoria de Comunicação da CBAt 



                              Mariana Marcelino participa da corrida olímpica por índice (Foto: Wagner Carmo/CBAt)

A Confederação Brasileira de Atletismo anunciou nesta terça-feira, 15 que os atletas terão mais duas oportunidades na luta pelos índices exigidos para os Jogos Olímpicos nos dias 20 e 23 de junho, no CNDA, com participação de estrangeiros

Bragança Paulista – A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) anunciou nesta terça-feira (15/6) a realização de duas competições pela corrida olímpica, o I e II Meeting Internacional Rumo a Tóquio, com o apoio da entidade Atletismo Sul-Americano (ex-Consudatle). As duas competições, na categoria D da World Athletics, têm o objetivo de auxiliar os atletas que buscam índices para os Jogos Olímpicos de Tóquio, que terá a cerimônia de abertura no dia 23 de julho e de encerramento em 8 de agosto.



Os encontros serão realizados no domingo (20/6) e na quarta-feira, dia 23 de junho, no Centro Nacional Loterias Caixa de Desenvolvimento do Atletismo (CNDA), em Bragança Paulista (SP). O prazo de obtenção de índices olímpicos termina no dia 29 de junho.



As inscrições dos atletas brasileiros serão efetuadas após a confirmação da convocação. Caso o atleta chamado pela CBAt não aceitar participar do meeting, o seguinte será convocado, com base no Ranking da World Athletics, fechado no dia 9 de junho.



No caso dos estrangeiros, a manifestação do interesse deve ser efetuada por e-mail (fabianopaiva@cbat.org.br) até às 18 horas desta quarta-feira (16/6). Importante observar que se trata de competição fechada para atletas que estão na disputa por vaga para os Jogos de Tóquio.



A CBAt alerta que não haverá o pagamento de passagem aérea, hospedagem e alimentação aos participantes. O número de vagas por prova é limitado, conforme destaca a Nota Oficial Nº 112/2021. O número máximo de estrangeiros é fixado em 50% do total de vagas.



O programa horário será divulgado nos próximos dias. Estão previstas, para os dois GPs, as provas dos 100 m, 200 m, 400 m, 800 m (masculino e feminino), dos 1.500 m e 110 m com barreiras (masculino), 100 m com barreiras (feminino), 2.000 m com obstáculos (no dia 20/6) e 3.000 m com obstáculos (no dia 23/6), salto em altura, arremesso do peso, lançamento do martelo, lançamento do disco (masculino e feminino) e lançamento do dardo (feminino).



A premiação pecuniária para cada uma das provas será de US$ 300 ao primeiro colocado, US$ 200 ao segundo e de US$ 100 ao terceiro em todas as provas.



A Prevent Senior Sports é patrocinadora do atletismo brasileiro para a entidade gestora do esporte e os atletas brasileiros, visando a saúde integral dos indivíduos e apoio às competições.



As Loterias Caixa são a patrocinadora máster do atletismo brasileiro.


terça-feira, 15 de junho de 2021

Astro do atletismo, Mo Farah tem última chance para ir a Tóquio




Mo Farah exibe sua medalha de ouro nos 10.000 m na Rio-2016
Imagem: Damien MEYER/AFP
O bicampeão olímpico dos 5.000m e dos 10.000m, Mo Farah, vai realizar mais uma tentativa de se classificar para os Jogos Olímpicos de Tóquio, na distância mais longa em pista. O astro britânico, que por enquanto não fez índice para estar no Japão, anunciou hoje (14) que vai participar do campeonato nacional e vai correr no próximo dia 25 de junho, em Manchester. O prazo para qualificação no atletismo é até o próximo dia 29. Farah, que está com 38 anos, aposentou-se do atletismo de pista no Campeonato Mundial realizado em Londres, em 2017, como tricampeão consecutivo, para se dedicar exclusivamente às maratonas. No ano seguinte já bateu, com folgas, o recorde nacional, e venceu a fortíssima maratona de Chicago. Em 2019, foi só quinto em Londres.
Sem conseguir se tornar o melhor do mundo nas maratonas, Mo Farah decidiu voltar à pista, onde era soberano. Fez a reestreia batendo o recorde mundial na milha, no início de 2020. Mas aí veio a pandemia e ele ficou mais de um ano sem competir. Na volta, no Campeonato Europeu disputado há duas semanas na Inglaterra, foi só oitavo colocado nos 10.000m, com 27min50s64, ficando a mais de 20 segundos do índice de 27min28s. Tão ruim quanto não alcançar o índice foi Farah ter perdido uma prova dessa distância pela primeira vez desde 2011, quando ele foi prata no Mundial. Agora o britânico terá mais uma chance de alcançar a marca mínima necessária para estar em Tóquio, pelo campeonato nacional em Manchester. 
https://www.uol.com.br/esporte/colunas/olhar-olimpico/2021/06/14/astro-do-atletismo-mo-farah-tem-ultima-chance-para-ir-a-toquio.htm

A seleção de Tóquio é um sonho tornado realidade para Dorian Keletela, membro da Equipe Olímpica de Refugiados

 Dorian Keletela no Campeonato Europeu Indoor (JP Durand)

Dorian Keletela no Campeonato Europeu Indoor (JP Durand) © Copyright

Com exceção da Copa do Mundo de Futebol, simplesmente não há palco no esporte que possa rivalizar com os Jogos Olímpicos - seu alcance global, seu público cativo, o conhecimento que os participantes têm naquela plataforma, por aquelas poucas semanas, o mundo inteiro assiste.

Como tal, é um local ideal não apenas para entreter, mas também inspirar - um meio através do qual enviar uma mensagem. Para Dorian Keletela, um membro de 22 anos da Equipe Olímpica de Refugiados do COI, seu desempenho nos 100m masculinos em Tóquio será muito mais do que seu tempo ou colocação final.

“O mundo precisa de inspiração, uma boa mensagem”, diz ele. “A mensagem que quero enviar é que os refugiados são um povo forte e podem fazer tudo o que uma pessoa normal pode fazer”.

Natural do Congo, Keletela enfrentou uma tragédia cedo na vida. Na adolescência, perdeu os pais, vítimas de perseguição política, e foi morar com a tia, que cuidou dele a partir de então.

“No Congo, o importante é respeitar sua mãe, e eu a respeitei como uma mãe”, diz ele.

Em 2016 os dois fugiram para Portugal onde passou mais de um ano em centros de refugiados, situação difícil mas que teve de suportar para fugir do risco no seu pais.

“Era muito complicado morar lá”, diz ele sobre seu país natal. “Mas sair não foi realmente uma escolha.”

Keletela começou a praticar atletismo aos 15 anos, quando ainda vivia no Congo e, no ano seguinte, correu 10,68 nos 100m. Depois de se estabelecer em Portugal e ingressar em um clube local, baixou sua marca para 10,48 em 2017.

Chegou sem saber falar português, mas hoje é fluente e por todas as dificuldades que enfrentou construiu desde então uma vida muito melhor, com planos de se tornar treinador no futuro.

“Em Portugal tenho mais liberdade”, afirma. “Isso é fundamental porque as pessoas buscam liberdade na vida. O Congo não tem liberdade. ”

Em março deste ano, Keletela se tornou o primeiro membro da Equipe Refugiada de Atletas do Mundo do Atletismo a competir no Campeonato Europeu Indoor, avançando na pista com a camiseta azul claro e terminando em oitavo em sua bateria nos 60m com 6,91.


Dorian Keletela em ação no Campeonato Europeu Indoor (Getty Images) © Copyright

 

“Essa experiência foi muito boa para mim porque foi um campeonato da Europa”, diz ele. “Fiquei grato a todos aqueles que ajudaram a fazer isso acontecer.”

Membro do Sporting de Lisboa, Keletela vestiu com orgulho as suas listras verdes e brancas em muitos eventos nacionais nos últimos anos. Keletela ingressou no programa da Equipe de Atletas Refugiados em 2019, mas uma lesão o afastou do Campeonato Mundial naquele ano. Apesar da interrupção dos treinos provocada pela pandemia do ano passado, baixou a sua melhor marca dos 100m para 10,46 (0,7m / s) em Lisboa e marcou 10,48 nas mangas dos campeonatos nacionais.

Sua temporada de 2021 já está se moldando bem, com 10,55 nos 100m em maio e 10,51 com vento a favor acima do permitido de + 2,2m / s em junho. Ele normalmente treina seis dias por semana por até três ou quatro horas por dia, e na semana passada seu trabalho árduo foi recompensado quando ele estava entre os 29 atletas de 11 países nomeados pela Equipe Olímpica de Refugiados do COI. Eles vão competir em 12 esportes nos Jogos de Tóquio.

“Meu objetivo é deixar uma marca”, diz ele. “Espero fazer o melhor possível.”

Mas seu objetivo também é mais profundo do que isso.

Keletela sabe que, à medida que os países se tornam mais multiculturais, muitas vezes pode haver uma onda crescente de sentimento anti-imigração, mas ele quer que as pessoas saibam como é a vida realmente para os refugiados, como as semelhanças com eles superam em muito as diferenças.

“As pessoas às vezes têm a impressão de que os refugiados são ruins, mas são pessoas normais”, diz ele. “Os refugiados estão muito motivados para investir na sua vida, para recriar a sua vida. Eles são pessoas normais que apenas tiveram que se mudar de seu país que está em conflito para ir para outro. ”

Com o tempo, ele viu os aspectos positivos de ser um refugiado.

“Para mim, ser um refugiado é uma oportunidade de estar aqui para correr”, diz ele. “Se eu não fosse um refugiado, não poderia correr nas Olimpíadas. Posso ser uma inspiração para outros refugiados e pessoas que têm uma experiência semelhante à minha, porque a vida nem sempre é fácil para todos ”.

Participar nos Jogos é algo com que Keletela “nunca sonhou” antes de chegar a Portugal, mas desde que ouviu falar da equipe de refugiados uma visão se formou: ele postando nas raias ao lado dos homens mais rápidos do mundo no palco mais grandioso do esporte.

“Quando eu vi esse grupo eu disse, 'talvez um dia eu faça parte disso'”, diz ele. “E agora este sonho é a minha realidade.”

Cathal Dennehy para World Athletics

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Cuba pode chegar a 74 classificados para Tóquio-2020

Cuba conta atualmente com 60 inscritos para Tóquio-2020, número que poderá subir para 74, uma vez concluídos os processos classificatórios de modalidades como atletismo, halterofilismo, judô, vôlei de praia e natação, que são as opções de ingressos olímpicos restantes para a delegação cubana, totalizando 15 atletas

Autor:  | internet@granma.cu



Cuba tem opções de ingressos para as Olimpíadas de atletismo, halterofilismo, judô, vôlei de praia e natação. Foto: Ricardo López Hevia

Estar entre as 20 primeiras nações no quadro de medalhas Tóquio-2020 é o objetivo traçado pelo movimento esportivo cubano rumo ao evento olímpico, portanto, durante a segunda programação do espaço de rádio-televisão Mesa Redonda, dedicado aos Jogos Olímpicos, executivos do Instituto Nacional de Esporte, Educação Física e Recreação (Inder), informaram e esclareceram as dúvidas da população sobre o grande evento.

Quanto à localização de Cuba no quadro de medalhas, principal questão relacionada com os Jogos, sabia-se que «é um propósito apoiado em estudos e critérios que têm em conta variáveis ​​como as marcas internacionais, as feitas pelos nossos atletas e a avaliação referência do sistema cubano, os momentos de preparação e o tempo que falta para os Jogos ", disse José Antonio Miranda, diretor geral de alta performance da Inder.

Esta afirmação é reforçada pelos números em termos de possibilidades reais de medalhas, pois as nossas principais figuras, o lutador greco-romano Mijaín López, a discóbola Yaimé Pérez, o saltador Juan Miguel Echevarría, os canoístas Serguey Torres e Fernando Dayán Jorge, e os pugilistas Andy Cruz e Julio César La Cruz, «reunir um resultado positivo para poder fazer o propósito de que falamos, porque nos últimos cinco Jogos Olímpicos, obter entre três e cinco medalhas de ouro tem garantido estar entre os 20 primeiros colocados e consideramos que não. Será diferente desta vez ”, acrescentou Miranda.

Em relação ao esperado quarto ouro de Mijaín López, o dirigente garantiu que graças à sua maestria e à estratégia de treino traçada, o Gigante da Ferradura tem podido escolher em que provas participa antes dos Jogos, tendo em conta que treina no nosso país com seus companheiros de divisão, que são de classe mundial.

Constatou-se que Cuba tem atualmente 56 classificados para Tóquio-2020, número que pode aumentar para 74, uma vez concluídos os processos classificatórios de modalidades como atletismo, halterofilismo, judô, vôlei de praia e natação, opções restantes de ingressos olímpicos. para a delegação cubana, que soma um total de 19 atletas.

Ariel Sainz, vice-presidente da Inder, explicou que no caso do campo e da pista, as melhores opções são para o velocista Reynier Mena, o discóbolo Jorge Fernández e os heptatlonistas Yorgelis e Adriana Rodríguez, enquanto isso, as duas duplas de vôlei de praia feminino. já possuem as participações no evento exigidas, após as últimas alterações nos critérios de inclusão.

A mergulhadora Anisley García, 21ª colocada na plataforma da Copa do Mundo, dependendo da utilização de cotas feitas pelas federações que possuem 
atletas classificados, e a triatleta Leslie Amat também poderão chegar aos Jogos Olímpicos .

Apenas seis atletas sob política de contratação em clubes estrangeiros têm bilhete olímpico garantido, o que é uma insatisfação, visto que «se constatou nesta ocasião um baixo índice de eficácia, embora saibamos que isso dará frutos para o próximo ciclo. Fora.

Uma dessas atletas contratadas, Arlenis Sierra, não está entre as potenciais medalhistas e, dadas as preocupações dos torcedores sobre esta questão, Sainz reconheceu que, “ela fará o seu melhor para representar o país com dignidade, mas estamos convencidos de que é um grande desafio, porque não terá uma equipe para a apoiar ».

Cuba com quatro halterofilistas olímpicos, três mulheres e um homem




Marina Rodríguez foi a primeira halterofilista cubana nos Jogos Olímpicos. Foto: Roberto Morejón

O halterofilismo cubano terá quatro representantes nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, confirma carta enviada pela Federação Internacional de Halterofilismo (IWF) à Federação Cubana de Halterofilismo.

As atletas com passagem para a capital nipônica são as mulheres Ludia Montero, de 49 quilos; Marina Rodríguez (64 kg), que já esteve no Rio-2016, e Eyurkenia Duverger (+87 kg), enquanto Orfilio Sáez (96 kg) será nosso único representante no setor masculino.

No início do ciclo olímpico, o halterofilismo caribenho aspirava a incluir um maior número de representantes na cidade japonesa, porém, as vagas alcançadas confirmam um esforço notável, devido às restrições para intervir nas provas classificatórias impostas pelo COVID-19.

Com este quarteto de classificados, a delegação cubana chega a 60 atletas confirmados para o evento de verão, com previsão de fechar a lista entre 70 e 74 atletas, a menos de dois meses do início dos Jogos.

“Parabéns, estou muito feliz em saber que Cuba vai estar presente em Tóquio, na modalidade”, disse o presidente da Federação Pan-Americana de Levantamento de Peso, o peruano José Carlos Quiñonez, informou o site Jit.


Cubana Yaimé Pérez se mantém a frente no disco na Liga de Diamante 2021

O Rally Golden Gala Pietro Mennea, em Florença, Itália, foi outra excelente competição para a lançadora de disco cubana Yaimé Pérez, com vários lançamentos  acima de 65 metros, embora ela não tenha conseguido evitar o quarto título na linha nesta competição da croata Sandra Perkovic

Redação Esportiva - deportes@granma.cu


Yaimé Pérez ficou em segundo em Florença, depois de uma excelente competição da vencedora, Sandra Perkovic. Foto: IAAF


Perkovic decidiu a competição desde o início, e estava em muito boa forma esportiva, iniciando sua série de lançamentos com 67,70 metros, marca que então melhorou, com 68,31, a melhor da temporada para ela, que abriu o portas para o primeiro lugar nesta terceira parada da Diamond League, relatou  o site Jit.

Pérez, por sua vez, alcançou a marca de 66,82, e teve mais três lançamentos acima de 65 metros, para terminar a competição em segundo lugar, mas mantendo-se na liderança na luta pelo diamante, com um ponto a mais que Perkovic na classificação. 

Aos 66 anos morre Carlos Terena criador dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas

Com Covid 19 Carlos Terena estava internado há 17 dias em hospital de Brasília, ele não resistiu às complicações da doença. Velório será nesta segunda-feira (14), no cemitério Campo da Esperança.



Carlos Terena morreu aos 66 anos vítima da Covid-19, no DF — Foto: Reprodução/Facebook

O criador e coordenador-geral dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, Carlos Terena, morreu aos 66 anos no Distrito Federal. Internado há 17 dias em um hospital particular de Ceilândia, ele não resistiu às complicações provocadas pela Covid-19. O óbito foi confirmado neste sábado (12).

Ele era natural de Aquidauna (MS), Carlos é indígena da etnia Terena. Ele também foi criador do Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas (Conplei) e servidor aposentado da Fundação Nacional do Índio (Funai).

Carlos Terena será sepultado nesta segunda-feira (14), no cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul. A cerimônia fúnebre está prevista para começar às 12h.




Carlos Terena foi idealizador dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas — Foto: Conplei/Divulgação


Em nota, a comissão organizadora dos Jogos lamentou a morte do indígena. "Carlos Terena será sempre lembrado por sua coragem, intrepidez, inteligência e sabedoria ancestral", disse a entidade. "Deixa um grande legado de história e companheirismo", disse a Conplei.

Os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas ocorrem desde 2015. Este ano, entretanto, a competição foi suspensa devido à pandemia de Covid-19.

Carlos Terena considerava a realização dos jogos uma quebra de preconceitos, conforme disse em uma entrevista do Governo do Maranhão, em 2017.

Ele esteve em Palmas várias vezes, algumas delas antes e durante a realização dos VI Jogos dos Povos Indígenas em 2003 e depois em 2015, quando da realização dos I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas.


Com o tema "O Importante não é competir, mas celebrar" a sexta edição dos Jogos dos Povos Indígenas, aconteceram na grande aldeia, montada na praia da Graciosa, em Palmas-TO, a integração entre os índios e os não-índios e as manifestações culturais da tradição indígena encantaram o público. Ao todo foram 32 etnias e cerca de mil participantes, com diferentes dialetos, diferentes modalidades esportivas, pinturas corporais, adornos de pena, miçangas, sementes, diferentes cantos e rituais de celebração.




A primeira edição dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas da história aconteceram na Arena Verde, em Palmas (TO). Foram 24 etnias brasileiras e 23 delegações internacionais fazendo uma competição linda, cheia de cultura, cores e disputas intensas.



Cerimonia de Abertura dos I  Jogos Mundias dos Povos Indígenas





EM SÃO PAULO

Pinheiros é hexacampeão do Troféu Brasil 


Assessoria de Comunicação da CBAt

13 de junho 

Bragança Paulista - O Esporte Clube Pinheiros venceu o 40º Troféu Brasil Loterias Caixa de Atletismo com 409 pontos e também foi o campeão no masculino (231 pontos) e feminino (178). Foi o sexto título consecutivo do clube de São Paulo na competição interclubes mais importante da América Latina, realizada de quinta a domingo (10 a 13/6), no Centro Olímpico do Treinamento e Pesquisa (COTP), em São Paulo.

A Orcampi, de Campinas (SP), foi a segunda colocada no geral (251 pontos) e também no masculino (128) e feminino (123). O CT Maranhão, com uma equipe criada há dois anos e que se reforçou para a temporada 2021 mostrou nas pistas um time competitivo e ficou em terceiro lugar na classificação geral 186 pontos e também no masculino (101) e feminino (85). 

A União Catarinense de Atletismo (UCA), com 121 pontos, foi a quarta colocada no geral e também no feminino (69). No masculino, a quarta colocação ficou com a CASO, do Distrito Federal (65). O Instituto Elisângela Maria Adriano (IEMA) foi o quinto colocado no geral (95) e também no feminino (65). A AABLU, de Blumenau (SC), terminou em 5ª no masculino (64). 

No quadro geral de medalhas, São Paulo ficou em primeiro lugar, com 67, sendo 22 de ouro, 22 de prata e 23 de bronze. Santa Catarina ficou em segundo lugar, com 26 (5, 11 e 10), seguida do Maranhão, com 12 medalhas (5, 4 e 3).

Os melhores atletas da competição também são do Pinheiros. No masculino, Augusto Dutra foi indicado por sua performance no salto com vara: venceu com 5,72 m, recorde do Troféu. No feminino, Eliane Martins foi a melhor atleta do torneio, por sua performance no salto em distância, que venceu neste domingo (13/6), com 6,67 m (1.1). 

"Fizemos a entrega de um evento de excelência, com total segurança. Foi um sucesso com relação ao cumprimento dos protocolos de segurança sanitária. Quero agradecer à comunidade por ter respeitado todas as nossas indicações", disse Wlamir Motta Campos, presidente do Conselho de Administração da CBAt. Observou que a organização da CBAt recebeu elogios de Bruno Souza, secretário Nacional de Alto Rendimento de Esportes, Tiago Melim, secretário de Esportes da Prefeitura de São Paulo, do ex-judoca Thiago Camilo, responsável pelo Centro Olímpico. "Conseguimos manter um ótimo padrão com relação ao distanciamento, uso de máscaras, de álcool em gel e, principalmente, pelo uso de alta tecnologia para o pré-diagnóstico de COVID." 

"Do ponto de vista técnico foi um grande evento, com bons resultados e a corrida olímpica está mais viva do que nunca e posso dizer aos nossos patrocinadores e apoiadores que conseguimos fazer a nossa parte. Também recebi palavras elogiosas com relação a organização do evento, com preocupação extrema com o atleta, o que foi possível com o patrocínio da Prevent Senior. Todos os atletas tiveram atendimento de fisioterapia e recuperação com equipamento de alta tecnologia", acrescentou Wlamir, dizendo que está tranquilo de "que a CBAt fez o melhor evento que poderia ter feito".

Os resultados completos e a classificação por equipes podem ser acessadas no hotsite da competição: CLIQUE AQUI

A competição teve o apoio do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) que desenvolve o Programa de Formação de Atletas juntamente aos clubes integrados e ENADs (https://cbclubes.org.br/).

A Prevent Senior Sports é patrocinadora do atletismo brasileiro para a entidade gestora do esporte e os atletas brasileiros, visando a saúde integral dos indivíduos e apoio às competições.

As Loterias Caixa são a patrocinadora máster do atletismo brasileiro.

Darlan Romani vence o peso do Troféu Brasil 



O catarinense Darlan Romani (Pinheiros-SP) venceu pela 10ª vez a prova do arremesso do peso do 40º Troféu Brasil Loterias Caixa de Atletismo, encerrado na tarde deste domingo (13/6) no Estádio do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, na Vila Clementino, em São Paulo.

Recordista brasileiro e sul-americano, com 22,61 m, ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019, quarto colocado no Mundial de Doha-2019 e eleito duas vezes o melhor representante do atletismo nacional pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), ele venceu a prova com 20,46 m e já assumiu a liderança no Ranking Brasileiro de 2021, de volta após tratamento de lesão.

“Gostei muito do resultado porque a prova marcou a minha volta depois de seis meses. Estou retomando a rotina e quero competir o máximo possível antes de viajar para o Japão”, disse Darlan, que espera participar de pelo menos mais três competições. “Quero manter os treinos e ganhar ritmo de prova”, completou Darlan, de 30 anos, que ganhou um peso oficial da Pista e Campo, fornecedora da CBAt.

William Braido (Orcampi-SP) conquistou a medalha de prata, com 19,44 m, e Willian Denilson Venâncio Dourado (UCA-SC), companheiro de treinamento de Darlan, em Bragança Paulista (SP), levou o bronze, com 19,40 m.

Outro destaque da última etapa foi o paranaense Alexsandro Melo, o Bolt (CT Maranhão), que ganhou o ouro no salto triplo, com 16,82 m (2.8). Foi a sétima medalha de Bolt na história do Torneio Brasil e a segunda na edição 2021. Na sexta-feira (11/6), ele ganhou o salto em distância, com 8,02 m (0.3).

“Fiquei feliz por mais duas conquistas e quero manter a tradição brasileira no triplo. Queria saltar mais de 17,00 m, mas não deu. Agora é focar tudo na preparação para a Olimpíada”, disse o atleta de 25 anos. “Já estou vacinado e vou esperar as decisões do COB sobre a preparação final. Acho que devo fazer algumas competições na Europa.”

O paulista Mateus Daniel Adão de Sá (Pinheiros-SP), medalha de bronze no Mundial Sub-20 de Eugene-2014, terminou em segundo lugar, com 16,17 (0.7), seguido do carioca Gabriel Sousa dos Santos (Mangueira do Futuro-RJ), com 16,17 m (4.2).

Na qualificação do triplo, no sábado (12/6), Felipe Izidoro da Silva saltou 15,71 m, garantindo índice de 15,60 m do Mundial de Nairóbi, no Quênia, de 17 a 22 de agosto, e de 15,48 m do Campeonato Pan-Americano Sub-20 de Santiago, no Chile, de 22 a 24 de outubro.

Nos 200 m, duas finais muito disputadas. Jorge Henrique Vides e Paulo André de Oliveira, ambos do Pinheiros-SP, cruzaram juntos a linha de chegada, com 20.42 (-1.4). Nos milésimos de segundo, Jorge ficou com o ouro. “Tive uma lesão no camping dos Estados Unidos, em março, e fiquei fora do Mundial de Revezamentos da Polônia. Estou feliz pela minha recuperação e focado para integrar a equipe em Tóquio”, disse o carioca de 28 anos, que embarca quinta-feira (17/6) para o camping olímpico do revezamento em Rio Maior, em Portugal.

Jorge Vides terá a companhia de Paulo André e Derick Souza, medalha de bronze nos 200 m, também do Pinheiros, na viagem à Europa. “Vou me reencontrar com o meu técnico, Felipe de Siqueira, que está lá. Há dois meses, recebo os treinamento pelo WhatsApp e depois mando um vídeo para ele analisar”, completou.

Nos 200 m feminino, Ana Carolina Azevedo (CT Maranhão) foi a bicampeã do Troféu Brasil, com 23.48 (-3.1) . “O vento a favor atrapalhou minhas marcas nas competições que disputei nos Estados Unidos, que não foram homologadas, e agora tive vento contra”, lembrou a velocista. “Vou tentar a vaga olímpica até o último dia do prazo nos 200 m.”

Ana Claudia Lemos (SEM-SC), ouro nos 100 m, foi vice-campeã dos 200 m, com 23.52, seguida de Tiffani Marinho (Orcampi-SP), com 23.53. Tiffani, aliás, mostrou muita disposição no torneio. Ela ganhou três medalhas de ouro (400 m, 4x400 m misto e 4x400 m) e duas de bronze (200 m e 4x100 m). “Acho que arrasei”, disse, brincando. “Há um ano não conseguiria dar esses sete tiros que dei aqui”, completou a atleta, integrante da equipe medalha de prata no 4x400 m misto do Mundial de Revezamentos da Polônia, em maio.

Homenagem - Durante a última etapa, a Confederação Brasileira de Atletismo prestou uma homenagem a Martinho Nobre dos Santos, que foi o diretor de competição do Troféu Brasil, por mais de quatro décadas de dedicação ao esporte, como atleta, árbitro, dirigente e organizador. “Estou no atletismo desde os anos de 1970 e vivi o dia a dia do esporte. A experiência de ter sido o diretor do atletismo nos Jogos Olímpicos do Rio é inesquecível”, comentou Martinho, após receber uma placa das mãos do presidente do Conselho de Administração da CBAt, Wlamir Motta Campos.

Nos quatro dias de disputas, o Centro Olímpico recebeu a visita de diversos Ídolos do Atletismo, como Maurren Maggi, Lucimar Moura, Thaissa Presti, Rosemar Coelho Neto, Sandro Viana, José Carlos Moreira, o Codó, Mauro Vinícius Duda da Silva e Edson Luciano Ribeiro, que é vice-presidente da CBAt, e do bicampeão da Maratona de Nova York Marílson Gomes dos Santos.

A competição teve suas normas adaptadas para o atendimento aos protocolos de enfrentamento da pandemia da COVID-19. Mais informações como resultados completos e classificação por equipes podem ser acessadas no hotsite da competição: CLIQUE AQUI


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