Paixão pelo Atletismo

terça-feira, 23 de setembro de 2025

𝐂𝐮𝐛𝐚 é a 𝐪𝐮𝐢𝐧𝐭𝐚 colocada entre as equipes da 𝐀𝐦é𝐫𝐢𝐜𝐚 𝐞𝐧 𝐓𝐨𝐤𝐢𝐨 𝟐𝟎𝟐𝟓














Foto © Instagram / PUMA Running Cubana Leyanis Pérez

𝐂𝐮𝐛𝐚 é a 𝐪𝐮𝐢𝐧𝐭𝐚 colocada entre as equipes da 𝐀𝐦é𝐫𝐢𝐜𝐚 𝐞𝐧 𝐓𝐨𝐤𝐢𝐨 𝟐𝟎𝟐𝟓 𝐜𝐨𝐧 𝐦𝐞𝐝𝐚𝐥𝐥𝐚𝐬, 𝐫é𝐜𝐨𝐫𝐝e𝐬 e 𝐧o𝐯𝐨𝐬 𝐭𝐚𝐥𝐞𝐧𝐭𝐨𝐬

O atletismo cubano escreveu uma nova página do atletismo caribenho no recém concluído Campeonato Mundial de Tokio 2025. Não foi uma atuação de grandes colheitas como em décadas douradas passadas, porém sim um torneio onde tivemos medalhas, recordes nacionais e jovens promessas que abrem caminhos para o futuro. Desde 2019 Cuba não conseguia um título em competições ao ar livre quando a discóbola Yaimé Pérez foi campeã da prova.

𝐂𝐨m 𝐮m𝐚 𝐝𝐞𝐥𝐞𝐠𝐚ção 𝐝𝐞 𝟏𝟕 𝐚𝐭𝐥𝐞𝐭𝐚𝐬, 𝐦𝐮ito𝐬 𝐬em 𝐚𝐩𝐞𝐧𝐚𝐬 𝐨𝐩𝐨𝐫𝐭𝐮𝐧𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬 𝐝𝐞 competir 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐧𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥mente, 𝐂𝐮𝐛𝐚 fechou 𝐞𝐧𝐭𝐫𝐞 𝐨𝐬 𝐜𝐢𝐧𝐜𝐨 𝐩𝐫𝐢𝐦𝐞i𝐫𝐨𝐬 𝐩𝐚í𝐬𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐀𝐦é𝐫𝐢𝐜𝐚, 𝐜𝐨m 𝐭𝐫ê𝐬 𝐦𝐞𝐝𝐚𝐥h𝐚𝐬, 6 𝐟𝐢𝐧𝐚𝐥𝐢𝐬𝐭𝐚𝐬, 𝐝𝐨i𝐬 re𝐜𝐨𝐫𝐝e𝐬 𝐧𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚is e 𝟑𝟐 𝐩o𝐧𝐭𝐨𝐬. Um resultado que, além dos números, confirma que o atletismo da Ilha continua respirando na elite mundial.

M𝐞𝐝𝐚𝐥𝐥𝐢𝐬𝐭𝐚𝐬 𝐜𝐮𝐛𝐚𝐧𝐨𝐬

- 𝐋𝐞𝐲𝐚𝐧𝐢𝐬 𝐏é𝐫𝐞𝐳 – 𝐎u𝐫𝐨 𝐧o salto 𝐭𝐫𝐢𝐩𝐥o 𝐟𝐞𝐦i𝐧𝐢𝐧𝐨 (𝟏𝟒.𝟗𝟒 𝐦)

A grande favorita não falhou. Chegou como líder mundial da temporada e ratificou seu domínio com um salto de 14.94 m. Enfrentou rivais de luxo como sua compatriota Liadagmis Povea (4ª), a campeã olímpica Thea Lafond (prata) e a estelar Yulimar Rojas (bronze, após voltar de uma lesão). Leyanis não deixou duvidas e converteu-se em campeã do mundo.

- S𝐢𝐥𝐢𝐧𝐝𝐚 𝐌𝐨𝐫á𝐥𝐞𝐬 – 𝐁𝐫𝐨𝐧z𝐞 no 𝐝𝐢𝐬𝐜𝐨 𝐟𝐞𝐦i𝐧𝐢𝐧𝐨 (𝟔𝟕.𝟐𝟓 𝐦, 𝐦𝐚𝐫𝐜𝐚 𝐩𝐞s𝐬𝐨𝐚𝐥)

Atleta surpresa da equipe. Com um lançamento de 67.25 m, quase dois metros acima de sua marca pessoal, conseguiu o bronze e devolveu o disco feminino cubano ao pódio mundial.

- 𝐋á𝐳𝐚𝐫𝐨 𝐌𝐚𝐫𝐭í𝐧𝐞𝐳 – 𝐁𝐫𝐨𝐧z𝐞 𝐧o salto 𝐭𝐫𝐢𝐩𝐥𝐨 𝐦𝐚𝐬𝐜𝐮𝐥𝐢𝐧𝐨 (𝟏𝟕.𝟒𝟗 𝐦)

A temporada irregular do Lázaro devido a lesões e outros problemas, porém em Tokio se superou. Abriu com 17.16 m e logo salto 17.49 m, um dos seus melhores registros de sempre, medalha de bronze contra todo prognóstico.

𝐎u𝐭𝐫𝐨𝐬 𝐟𝐢𝐧𝐚𝐥𝐢𝐬𝐭𝐚𝐬 𝐜𝐮𝐛𝐚𝐧𝐨𝐬 𝐜𝐨m 𝐛o𝐚𝐬 𝐚𝐭𝐮𝐚ções:

Liadagmis Povea – 4ª colocada no salto triplo feminino (14.72 m).

Com uma marcas a apena 4 cm do bronze, sem dúvidas sempre podemos contar com esta combativa atleta presente em todas as grandes finais nos principais eventos mundiais.

Mario Díaz – 5º colocado no lançamento do disco masculino (64.71 m).

Mario com uma boa progressão durante o ano, terminou no quinto lugar mundial, grande resultado numa prova com tradição cubana.

Roxana Gómez – 6º lugar nos 400 m planos (49.48 s, recorde nacional).

𝐑é𝐜𝐨𝐫𝐝𝐬 𝐲 𝐦𝐚𝐫𝐜𝐚𝐬 𝐝𝐞𝐬𝐭𝐚𝐜𝐚𝐝𝐚𝐬

- Roxana Gómez – Com 49.48 s implantou um novo recorde nacional nos 400 m, quebrando uma marca que datava desde os Jogos Panamericanos de 1991 da inolvidável atleta Ana Fidelia Quirot, na final mais rápida da prova na história dos Mundiais.

- Anisleidis Ochoa – Fez história nos 5.000 m com 15:31.35, novo recorde nacional e primeira vez que uma cubana participa em provas de fundo num Mundial.

- Daily Cooper – Correu 1:58.16, sua melhor marca pessoal, que permitiu avançar até semifinais nos 800 m.

𝐎u𝐭𝐫𝐚𝐬 𝐚𝐭𝐮𝐚ções 𝐜𝐮𝐛𝐚𝐧𝐚𝐬

- Ronald Mencía – Lançou 74.14 m no lançamento do martelo, ficando na 9º colocação no seu grupo, resultado louvável, após  um processo complexo de doença que afetou sua preparação por um período longo, tendo pouco tempo de recuperação.

- Greisys Roble – Correu 12.84 nos 100 m com barreiras e chegou até as semifinais. Outra das atletas com boa projeção para grandes resultados no futuro.

- Dacsy Bricson – 17ª colocada no salto de altura com 1.88 m, uma colocação atrás a estabelecida para final (classificavam-se 16). Neste ano já saltou 1.93 m, sendo sua marca pessoal.

𝐀𝐭𝐥𝐞𝐭𝐚𝐬 𝐞𝐥𝐢𝐦𝐢𝐧𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐞𝐧 𝐩𝐫𝐞𝐥𝐢𝐦𝐢𝐧𝐚𝐫𝐞𝐬:

Andy Hechavarría – Salto Triplo: melhor marca pessoal de 17.09 m, resultado em Tokio 16.48 m.

- Christian Nápoles – Salto Triplo: melhor marca pessoal 17.40 m, resultado em Tokio 16.21 m. (Sofreu lesão na competição).

- Jorge Hodelín – Salto em Distância: melhor marca pessoal 8.34 m, resultado em Tokio 7.50 m.

- Melany Matheus – Lançamento do Disco feminino: melhor marca pessoal 63.61 m, resultado em Tokio 54.98 m.

- Juan Carley Vázquez – Arremesso do Peso masculino: melhor marca pessoal 20.68 m, resultado em Tokio 19.21 m.

- Dianelis Delis – Arremesso do Peso feminino: melhor marca personal 17.89 m, resultado em Tokio 17.39 m.

Cuba completou sua participação com um total de 17 atletas.

𝐂𝐨𝐧𝐭𝐞𝐱𝐭𝐨 𝐝𝐚 𝐝𝐞𝐥𝐞𝐠𝐚ção 𝐜𝐮𝐛𝐚𝐧𝐚

A delegação cubana de 17 integrantes, com mais da metade sem competição internacional antes de Tokio. Só alguns como Leyanis Pérez, Liadagmis Povea, Lázaro Martínez, Daily Cooper, Greisys Roble, Mario Díaz e Silinda Moráles conseguiram competir em alguns eventos europeus prévios.

Ainda assim, o grupo conseguiu medalhas, recordes e atuações que confirmam que o atletismo cubano tem competitividade pese às limitações atuais.

𝐂𝐨𝐧𝐜𝐥𝐮s𝐬ão

Tokio 2025 não deixou muitas medalhas, porém sim uma mensagem de esperança: Cuba possui atletas capazes de brilhar e novas generações dispostas a abrir caminho. A mistura de experiência e juventude permite retos maiores: Mundial em pista coberta de 2026, os Jogos Panamericanos de Lima 2027 e os Jogos Olímpicos de Los Ángeles 2028.

𝐂𝐮𝐛𝐚 𝐜𝐚𝐦𝐢𝐧𝐨 𝐚 𝐋𝐨𝐬 Á𝐧𝐠𝐞𝐥𝐞𝐬 𝟐𝟎𝟐𝟖.

#Cuba #Atletismo #Tokio2025


Tabela de medalhas



Número recorde de nações ganha medalhas na WCH Tóquio 25



Mondo Duplantis compete em frente a um estádio lotado no Campeonato Mundial de Atletismo de Tóquio 25 ( © Getty Images )

  • Alcance recorde nos principais campeonatos do esporte
  • Campeonatos Mundiais de Atletismo mais amplamente cobertos e impactantes da história

Um número recorde de nações ganhou medalhas no Campeonato Mundial de Atletismo de Tóquio 25, de 13 a 21 de setembro, durante a edição mais impactante do principal evento esportivo da história.

Um total de 53 nações subiram ao quadro de medalhas após nove dias de competição intensa na 20ª edição do Campeonato Mundial. Isso supera o recorde anterior de 46, estabelecido em Osaka 2007 e igualado em Budapeste 2023. 

Um recorde mundial, nove recordes de campeonato e nove recordes de área foram estabelecidos ou igualados, e houve uma série de estreias históricas, incluindo as primeiras medalhas de Campeonato Mundial para Samoa, Santa Lúcia e Uruguai, e o primeiro ouro de Campeonato Mundial para a Tanzânia.

O recorde mundial foi estabelecido pelo sueco Mondo Duplantis, que melhorou sua marca de salto com vara para 6,30 m. Além dos recordes históricos de Alex Rose (SAM), Julien Alfred (LCA), Julia Paternain (URU) e Alphonce Felix Simbu (TAN), outros destaques incluem: 

• A velocista norte-americana Melissa Jefferson-Wooden completando uma tripla vitória nos 100m, 200m e 4x100m 

• Outros dois atletas conquistaram o ouro duplo em eventos individuais: a corredora de longa distância queniana Beatrice Chebet e a marchadora espanhola Maria Perez 

• Sydney McLaughlin-Levrone venceu os 400m com um recorde de campeonato de 47,78 – o segundo tempo mais rápido da história – para se tornar a única atleta na história do Campeonato Mundial a ganhar medalhas de ouro nos 400m (2025) e 400m com barreiras (2022) 

• Ethan Katzberg vence o martelo com um recorde de campeonato de 84,70 m – o lançamento mais distante do mundo em 20 anos 

Um total de 1992 atletas participaram de 193 países diferentes e da Equipe de Atletas Refugiados.  

Além das muitas performances magníficas no atletismo, no campo e na rua, os campeonatos alcançaram alcance recorde como os Campeonatos Mundiais mais amplamente cobertos e impactantes da história. 

"O que vimos nos últimos nove dias aqui em Tóquio é uma celebração indelével e envolvente do esforço esportivo humano", disse o presidente da World Athletics, Sebastian Coe. "Tóquio preparou o cenário para algumas das performances mais extraordinárias do nosso esporte."  

“Este é um campeonato para a história e somos profundamente gratos ao povo do Japão por sediar nosso campeonato de destaque pela terceira vez.  

Após os Jogos Olímpicos de 2021, prometi ao povo de Tóquio que traríamos nosso esporte de volta ao Estádio Nacional o mais rápido possível. Estou muito feliz por termos cumprido nossa promessa e por Tóquio ter cumprido sua promessa de lotar o estádio com torcedores barulhentos. 

O presidente do Comitê Organizador Local, Mitsugi Ogata, também refletiu sobre as grandes performances — de atletas nacionais e internacionais — e a emoção de ver o estádio lotado, quatro anos depois de uma Olimpíada de Tóquio sem público. 

“Nos últimos nove dias, testemunhamos tantos momentos inesquecíveis”, disse ele. “Não houve um momento de silêncio no estádio. Como dissemos: 'A cada segundo, SUGOI', que era o slogan deste evento. Cumprimos essa promessa.” 

Ogata também destacou as diversas iniciativas que fizeram parte do programa do campeonato, incluindo aquelas relacionadas ao atletismo infantil e à sustentabilidade. 

“Uma das maiores conquistas deste campeonato, acredito, é alcançar novos públicos”, acrescentou. 

Público recorde

Um total de 619.288 fãs compareceram ao Campeonato Mundial em Tóquio — mais do que os 581.462 que estavam lá no Campeonato Mundial de Tóquio 1991 — com sessões noturnas esgotadas durante toda a semana. 

A TBS registrou uma enorme audiência televisiva enquanto o campeonato conquistava a atenção do país. Houve um pico de mais de 12 milhões de espectadores no Japão no dia da abertura, e a audiência ultrapassou 10 milhões em cada sessão noturna. A grande maioria das sessões noturnas superou a audiência televisiva dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 e Paris 2024 para o atletismo. 

O público também se envolveu no mundo todo e, na Suécia, a SVT 1 viu 75% do público total da TV sueca sintonizar sua transmissão para assistir Duplantis quebrar o recorde mundial de salto com vara pela 14ª vez — a maior participação já relatada na cobertura do Campeonato Mundial de Atletismo na Suécia. 

A popularidade do site da World Athletics continua a crescer, com cerca de 13 milhões de fãs visitando o site durante os nove dias de competição. Isso se traduz em um aumento de tráfego de 50% em relação ao já bem-sucedido Campeonato Mundial de 2023 em Budapeste. 

A World Athletics continuou a desenvolver o rastreamento de atletas por IA para eventos de campo, abrangendo saltos horizontais, arremessos em distância e salto com vara. Mais de 2.000 tentativas foram rastreadas e mais de 14 milhões de pontos de dados foram coletados. 

Os canais de mídia social da World Athletics cresceram em 700.000 seguidores durante os campeonatos, com 700 milhões de visualizações de vídeos nesses canais. 

No último mês, mais de 125.000 artigos de notícias sobre os campeonatos foram publicados na mídia internacional, com um alcance potencial de mais de 180 bilhões. 

Nunca um Campeonato Mundial teve tantos parceiros comerciais, com 17 patrocinadores para a World Athletics e 14 para o Comitê Organizador Local em Tóquio, completando um programa comercial esgotado. 

Campeonato Ultimate

Além de testemunhar as estrelas atuais do esporte fazendo história, o campeonato recebeu uma série de lendas do atletismo, incluindo Usain Bolt, o rosto do primeiro Campeonato Mundial de Atletismo Ultimate em Budapeste em 2026 — o próximo grande campeonato global de atletismo ao ar livre depois de Tóquio.  

Cerca de 300 VIPs, atletas e a mídia compareceram à Ultimate Media Party em 11 de setembro para marcar o marco de um ano deste novo e imperdível campeonato em Budapeste. 

Vinte e seis atletas do Campeonato Mundial de Tóquio conquistaram sua vaga no Ultimate Championship do ano que vem, juntando-se aos 26 atletas que se classificaram automaticamente após se tornarem campeões olímpicos nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 do ano passado. 

Mídia credenciada

Um número recorde de mais de 1.500 profissionais de transmissão credenciados de 46 emissoras, incluindo mais de 850 da parceira de mídia TBS, bem como 860 fotógrafos e da mídia credenciados de 79 países, cobriram os campeonatos.  

Academia Mundial de Mídia Atlética

Uma novidade no Campeonato Mundial deste ano foi a introdução da World Athletics Media Academy, que contou com 26 participantes de 17 países cobrindo jornalismo em cooperação com a AIPS, fotografia em colaboração com a Sony e comentários de TV. 

Sustentabilidade

O Comitê Organizador Local (LOC) tinha ambições de conquistas de nível Platina em relação ao Padrão de Atletismo para um Mundo Melhor, o sistema de certificação implementado pela World Athletics em 2024 que avalia o desempenho de um evento em termos de entrega sustentável. Embora a auditoria ainda não tenha sido concluída, é evidente que a WCH Tóquio 25 estabelecerá um padrão elevado com inúmeras iniciativas e campanhas de conscientização voltadas para atletas e torcedores.

Médico

A Cúpula Global sobre Ciência e Medicina do Atletismo contou com 185 participantes inscritos de todo o mundo, representando equipes e universidades locais. A equipe médica do COL era composta por 285 profissionais de saúde, 221 voluntários médicos e 11 profissionais de saúde do COL em todos os locais. 

Conferências

Setenta Federações-Membro se comprometeram com ações e metas específicas para promover a equidade de gênero durante a Conferência de Liderança de Gênero "Liderando a Pista: Quebrando Limites na Liderança Esportiva Global". Um total de 172 participantes compareceram. 

Ao longo de três dias, 123 Federações Membros participaram da série de sessões informativas sobre as Federações Membros. O Clube de Treinadores ofereceu um simpósio presencial de dois dias, que contou com a presença de 150 pessoas, além de uma análise online do painel em cada dia de competição, com a participação de 506 pessoas. 

Atletismo Infantil

Uma série de iniciativas foi organizada, com foco no legado da WCH Tóquio 25 para crianças e gerações futuras. 

Cerca de 40.000 crianças foram convidadas a assistir, 14.000 bastões foram doados a escolas locais e 3.500 crianças participaram de atividades de participação em massa, de bastidores ou de oportunidades operacionais, e de visitas a escolas durante o Campeonato Mundial. Isso incluiu a visita da campeã olímpica dos 200m e embaixadora do Atletismo Infantil, Letsile Tebogo. 

MOWA

Até o encerramento da Exposição do Patrimônio Mundial do Atletismo de Tóquio 25, as exibições e mostras terão sido vistas por um total de mais de 206.000 visitantes desde 6 de julho. 

Zona do Atleta

O campeonato também contou com a presença de uma Zona de Atletas, visitada por mais de 1.400 atletas. Os primeiros dados de reação indicam uma avaliação média de 5 de 5, com 96% dando cinco corações à zona. 

Outras estatísticas do Campeonato Mundial

REGISTROS 

1º recorde mundial: 
Mondo Duplantis (SWE) salto com vara masculino, 6,30m 

9 recordes de campeonato: 
Melissa Jefferson-Wooden (EUA) 100 m feminino, 10,61 
Sydney McLaughlin-Levrone (EUA) 400 m feminino, 47,78 
Lilian Odira (KEN) 800 m feminino, 1:54,62 
Emmanuel Wanyonyi (KEN) 800 m masculino, 1:41,86 
Faith Cherotich (KEN) 3000 m com obstáculos feminino, 8:51,59 
Mondo Duplantis (SUE) salto com vara masculino, 6,30 m 
Ethan Katzberg (CAN) martelo masculino, 84,70 m 
Estados Unidos (EUA) 4x400 m feminino, 3:16,61 
Estados Unidos (EUA) 4x400 m misto, 3:08,80

9 registros de área: 

África 
África do Sul (RSA) misto 4x400m, 3:11.16 

Europa 
Mondo Duplantis (SWE) salto com vara masculino, 6,30m 

América do Norte, América Central e Caribe 
Sydney McLaughlin-Levrone (EUA) 400 m feminino, 47,78 
Camryn Rogers (CAN) martelo feminino, 80,51 m 
Ethan Katzberg (CAN) martelo masculino, 84,70 m 
Alegna Gonzalez (MEX) marcha atlética feminina de 20 km, 1:26:06 

Oceania
Jessica Hull (AUS) 800m feminino, 1:57.15 
Hamish Kerr (NZL) salto em altura masculino, 2,36m= 

América do Sul 
Gianna Woodruff (PAN) 400 m com barreiras feminino, 52,66 

Melhor 1º campeonato de decatlo: 
Leo Neugebauer (GER) decatlo de disco, 56,15m 

62 recordes nacionais 
22 performances líderes mundiais 
210 recordes pessoais 

20 países ganharam medalhas de ouro, 
28 países ganharam medalhas de prata, 
34 países ganharam medalhas de bronze, 
53 países ganharam medalhas, 
74 países terminaram entre os 8 primeiros 

Países de 5 áreas ganharam medalhas de ouro: 
África – 10 ouros de 3 países 
Europa – 12 ouros de 8 países 
NACAC – 22 ouros de 5 países 
Oceania – 3 ouros de 2 países 
América do Sul – 2 ouros de 2 países 

Participaram 1992 atletas de 193 países diferentes e a Equipe de Atletas Refugiados (1034 atletas masculinos e 958 femininos) 

Classificação de desempenho da competição: 
197279 Tóquio 2025 
196796 Eugene 2022 
196643 Budapeste 2023 
196457 Doha 2019 
194547 Pequim 2015 
193426 Londres 2017 
192664 Moscou 2013 
191168 Berlim 2009 
190322 Paris-St-Denis 2003 
190095 Osaka 2007 

World Athletics - Atletismo Mundial

domingo, 21 de setembro de 2025

Resumo do nono dia: emoções e surpresas no final da ação em Tóquio

 




Mondo Duplantis compete em frente a um estádio lotado no Campeonato Mundial de Atletismo de Tóquio 25 ( © Getty Images )

O último dia do Campeonato Mundial de Atletismo de Tóquio 25 foi o ápice de toda a competição de nove dias, com um recorde de campeonato, um vencedor surpresa e mais vencedores de vários títulos no Estádio Nacional do Japão.

Domingo (21) marcou o início da carreira de alguns atletas, com conquistas de medalhas globais, e o fim de um capítulo para outros.

Melissa Jefferson-Wooden, dos EUA, se tornou a segunda velocista feminina, depois de Shelly-Ann Fraser-Pryce, a completar a tríplice coroa da velocidade – recebendo uma espécie de bastão da superestrela jamaicana da velocidade, que fez sua despedida do Campeonato Mundial em Tóquio.

Após suas vitórias individuais nos 100m e 200m, Jefferson-Wooden fez parte da equipe vitoriosa dos EUA no revezamento 4x100m feminino que levou o título à frente da Jamaica, enquanto o quarteto masculino dos EUA completou uma dobradinha de ouro no revezamento 4x100m para o país.

Os EUA também venceram o 4x400m feminino, enquanto Botsuana superou os EUA na prova masculina.

Leo Neugebauer venceu o decatlo após uma competição cheia de reviravoltas, Daniel Stahl se tornou três vezes vencedor do disco, Nicola Olyslagers conquistou outro ouro mundial, Cole Hocker se recuperou para conquistar o título dos 5.000 m e Lilian Odira se anunciou no cenário mundial ao garantir um triunfo surpreendente nos 800 m.

Ouro novamente para os EUA nos 4x100m feminino

Os EUA defenderam com sucesso seu título nos 4x100m feminino, superando fortes adversários da Jamaica, Alemanha e Grã-Bretanha.

O quarteto formado por Twanisha Terry, Kayla White, Melissa Jefferson-Wooden e Sha'Carri Richardson passou o bastão em 41s75, terminando 0s04 à frente da Jamaica. A Alemanha garantiu o bronze com 41s87, terminando 0s2 à frente da Grã-Bretanha.

Isso significou que Jefferson-Wooden, vencedora dos 100m e 200m, garantiu sua terceira medalha de ouro no campeonato. A corrida também marcou um momento significativo para a jamaicana, multicampeã mundial e olímpica, Shelly-Ann Fraser-Pryce, que conquistou a última medalha de sua carreira antes de pendurar as sapatilhas no final desta temporada.

Relatório completo

Resultados: 1 Estados Unidos (EUA) 41,75, 2 Jamaica (JAM) 41,79, 3 Alemanha 41,87

EUA mantêm título mundial masculino de 4x100m

Os EUA conquistaram seu 10º título mundial no revezamento 4x100m masculino, marcando uma liderança mundial de 37,29 para encerrar a competição de atletismo no Campeonato Mundial de Atletismo de Tóquio 25 no domingo (21).

Noah Lyles, Kenny Bednarek, Courtney Lindsey e Christian Coleman se uniram para conquistar uma vitória clara, superando Canadá e Holanda.

Lyles, que conquistou o título individual dos 200m em Tóquio, liderou o quarteto americano rumo à vitória, terminando à frente do canadense André De Grasse, que garantiu a prata para o Canadá com 37,55. Elvis Afrifa os seguiu na chegada e garantiu o bronze com um recorde holandês de 37,81.

Relatório completo

Resultados: 1 Estados Unidos (EUA) 37,29 WL, 2 Canadá (CAN) 37,55, 3 Holanda (NED) 37,81
 

EUA quebram recorde de campeonato e recuperam título de 4x400m

O quarteto americano formado por Isabella Whittaker, Lynna Irby-Jackson, Aaliyah Butler e Sydney McLaughlin-Levrone se uniram para quebrar o recorde do campeonato 4x400m e ganhar a 11ª medalha de ouro mundial do país neste evento.

A equipe liderou do início ao fim e acabou vencendo por mais de dois segundos em 3:16.61 – a campeã individual dos 400m McLaughlin-Levrone correu a etapa âncora em 47.82 para ficar dentro do recorde do campeonato de 3:16.71 que havia sido estabelecido pelos EUA em 1993.

A Jamaica os perseguiu com força e garantiu a prata em 3:19.25, enquanto a atual campeã Holanda conquistou o bronze desta vez em 3:20.18.

Relatório completo

Resultados: 1 Estados Unidos (EUA) 3:16.61 CR, 2 Jamaica (JAM) 3:19.25, 3 Holanda (NED) 3:20.18

Botsuana conquista ouro 4x400m

Em uma corrida que terminou em um duelo entre dois campeões individuais de uma volta, Botsuana conquistou o ouro em um emocionante 4x400m masculino.

Rai Benjamin, campeão mundial e olímpico dos 400 m com barreiras, recebeu o bastão na liderança pelos EUA na última etapa, enquanto o campeão mundial dos 400 m Collen Kebinatshipi ficou com as honras da última etapa por Botsuana.

Benjamin manteve a vantagem dos EUA durante a maior parte do percurso, mas na reta final foi alcançado por Kebinatshipi, que cruzou a linha de chegada em 2:57.76. Benjamin quase garantiu a prata com 2:57.83, o mesmo tempo da África do Sul, medalhista de bronze.

Relatório completo

Resultados: 1 Botsuana (BOT) 2:57,76, 2 Estados Unidos (EUA) 2:57,83, 3 África do Sul (RSA) 2:57,83 

Neugebauer conquista coroa do decatlo

O decatlo em Tóquio foi um exemplo perfeito de como os eventos combinados podem mudar de uma disciplina para outra.

O campeão olímpico canadense de 2021, Damian Warner, por exemplo, desistiu pouco antes do início da competição. O atual campeão, Pierce LePage, desistiu após quatro provas. O líder mundial Sander Skotheim foi desclassificado após um acidente com barreiras. E o líder de longa data Kyle Garland foi finalmente ultrapassado após o eventual vencedor Leo Neugebauer atingir um recorde pessoal de cinco metros no lançamento de dardo.

O lançamento de 64,34 m de Neugebauer na penúltima disciplina provou ser o momento crucial. Isso significou que o alemão chegou à prova final com uma vantagem de 15 pontos sobre Garland, com a certeza de que era um corredor de 1500 m melhor que seu oponente americano.

Ele fez mais do que o suficiente no evento final para manter o ouro, marcando o melhor resultado da temporada, 8.804, para terminar à frente de Ayden Owens-Delerme, de Porto Rico, com um recorde nacional de 8.784, e Garland (8.703).

Relatório completo

Resultados: 1 Leo Neugebauer (GER) 8804, 2 Ayden Owens-Delerme (PUR) 8784 NR, 3 Kyle Garland (EUA) 8703

Os tempos de Odira terminam com perfeição

Lilian Odira venceu nos estágios finais dos 800 m femininos e conquistou o ouro em 1:54.62, quebrando o recorde mais antigo do campeonato.

A atual campeã, Mary Moraa, liderou a primeira volta, com a campeã olímpica Keely Hodgkinson logo atrás. As duas campeãs mundiais começaram a se recuperar a 300 metros do fim, mas Odira, que estava mais atrás no pelotão, também o fez.

Moraa começou a perder terreno no topo da reta final. Hodgkinson lutou pelos últimos 100 metros, mas Odira contornou a toda velocidade por fora e cruzou a linha de chegada em primeiro lugar. Georgia Hunter Bell alcançou sua companheira de equipe britânica pouco antes da linha de chegada, levando a prata com o tempo de 1:54.90, contra 1:54.91 de Hodgkinson.

Foi uma corrida de profundidade recorde – a primeira vez que três mulheres quebraram o tempo de 1:55 e cinco mulheres ficaram abaixo de 1:56.

Relatório completo

Resultados: 1 Lilian Odira (KEN) 1:54.62 CR, 2 Georgia Hunter Bell (GBR) 1:54.90 PB, 3 Keely Hodgkinson (GBR) 1:54.91

Hocker transforma decepção nos 1500m em glória nos 5000m

Seis dias após ser desclassificado das semifinais em sua prova especializada, o campeão olímpico dos 1500m Cole Hocker conquistou o ouro nos 5000m no Campeonato Mundial de Atletismo de Tóquio 25.

O corredor americano manteve-se no pelotão durante a maior parte do percurso. O bicampeão olímpico Grant Fisher e o etíope Hagos Gebrhiwet lideraram por várias voltas, até que Jakob Ingebrigtsen assumiu a liderança a menos de dois quilômetros do fim. Mas quando os chutes fortes começaram, Hocker teve a melhor chegada.

Ele cruzou a linha em 12:58.30 para levar o ouro à frente do belga Isaac Kimeli (12:58.78) e do vencedor dos 10.000m Jimmy Gressier (12:59.33).

Relatório completo

Resultados: 1 Cole Hocker (EUA) 12:58,30, 2 Isaac Kimeli (BEL) 12:58,78, 3 Jimmy Gressier (FRA) 12:59,33

Olyslagers conquista o primeiro título mundial ao ar livre

A australiana Nicola Olyslagers somou o ouro no salto em altura ao ar livre aos seus dois títulos mundiais indoor, saltando 2,00 m para triunfar na chuva no Campeonato Mundial de Atletismo de Tóquio 25 no domingo (21).

A bicampeã olímpica de prata teve uma competição impecável até sua altura de vitória e isso valeu a pena, pois ela venceu na contagem regressiva à frente da polonesa Maria Zodzik, que conseguiu 2,00 m para um recorde pessoal em sua terceira tentativa.

Isso lhe garantiu a prata, à frente da recordista mundial ucraniana e atual campeã Yaroslava Mahuchikh, que dividiu o bronze com a sérvia Angelina Topic, já que ambas ultrapassaram 1,97 m e não conseguiram se separar na contagem regressiva.

Relatório completo

Resultados: 1 Nicola Olyslagers (AUS) 2,00m, 2 Maria Zodzik (POL) 2,00m PB, 3 Yaroslava Mahuchikh (UKR) 1,97m, 3 Angelina Topic (SRB) 1,97m

Stahl garante tripla vitória no disco mundial

O sueco Daniel Stahl defendeu com sucesso seu título e se tornou tricampeão mundial de lançamento de disco no Campeonato Mundial de Atletismo de Tóquio 25, neste domingo (21).

Após uma competição dramática afetada pela chuva, seu arremesso de 70,47 m na última rodada o tornou o campeão final do campeonato de nove dias no Estádio Nacional do Japão.

Ele negou ao lituano Mykolas Alekna o primeiro título mundial sênior, com o recordista mundial ficando com a prata com 67,84 m. Alex Rose, no entanto, teve uma grande estreia, já que o atleta de 33 anos garantiu a primeira medalha global de Samoa no atletismo com um lançamento de 66,96 m, o bronze.

O evento sofreu um grande atraso devido à chuva, o que significava que todos os olhares estavam voltados para o círculo quando ele foi retomado, após o término de toda a ação. Alekna liderou da segunda à quinta rodada, mas não teve reação quando Stahl deu o seu melhor em sua última tentativa.

Relatório completo

Resultados: 1  Daniel Stahl (SWE)  70,47m, 2  Mykolas Alekna (LTU)  67,84m, 3  Alex Rose (SAM)  66,96m


Tabela de medalhas

Stahl garante tripla vitória mundial no disco com seu último lançamento em Tóquio



Mondo Duplantis compete em frente a um estádio lotado no Campeonato Mundial de Atletismo de Tóquio 25 ( © Getty Images )

O sueco Daniel Stahl defendeu com sucesso seu título e se tornou tricampeão mundial de lançamento de disco no Campeonato Mundial de Atletismo de Tóquio 25, neste domingo (21).


Após uma competição dramática afetada pela chuva, seu arremesso de 70,47 m na última rodada o fez se tornar o último medalhista de ouro do campeonato de nove dias no Estádio Nacional do Japão.


Ele negou ao lituano Mykolas Alekna o primeiro título mundial sênior, com o recordista mundial ficando com a prata com 67,84 m. Alex Rose, no entanto, teve uma grande estreia, já que o atleta de 33 anos garantiu a primeira medalha global de Samoa no atletismo com um lançamento de 66,96 m, o bronze.


O evento sofreu um grande atraso devido à chuva, o que significava que todos os olhares estavam voltados para o círculo quando ele foi retomado, após o término de toda a ação. Alekna liderou da segunda à quinta rodada, mas não teve reação quando Stahl deu o seu melhor em sua última tentativa. 


Ele soma este título mais recente às suas medalhas de ouro mundiais de 2019 e 2023 – esta última também conquistada com seu último lançamento da competição. Foi também mais uma vitória para ele em Tóquio, quatro anos após seu triunfo olímpico.


"Este foi meu primeiro campeonato na chuva. Tentei me concentrar o máximo possível hoje, focar em não desistir e apenas manter o otimismo", disse Stahl, que dançou na chuva com um guarda-chuva azul combinando com o short enquanto esperava para fazer seu primeiro arremesso antes do intervalo.


Às vezes, coisas assim acontecem. Há atrasos, a competição leva tempo. Eu só tentei recarregar minhas energias. Mentalmente, eu estava pronto para o último arremesso. Eu me preparei para isso. Esta é a minha arena favorita de todos os tempos. Foi especial em 2021, e foi especial novamente esta noite.


A competição começou originalmente às 20h10, horário local, sob forte chuva. Alekna conseguiu fazer um arremesso válido – 62,91 m –, mas o australiano Matt Denny escorregou no círculo na tentativa seguinte da competição e a competição foi interrompida.


A competição recomeçou algumas horas depois e Stahl abriu com um grande arremesso de falta. Alekna assumiu a liderança na sua próxima tentativa – 67,84 m – e permaneceu nessa posição até a rodada final.


Denny, que ocupa o segundo lugar na lista de maiores atletas de todos os tempos, estava na posição de medalha de bronze com 65,57 m na terceira rodada, até que Rose conseguiu 66,96 m em sua quinta tentativa de substituí-lo no pódio. Acabou sendo um lançamento histórico.


Rose cometeu uma falta em sua última tentativa e abraçou Stahl após ser confirmado como medalhista de bronze. Stahl fez uma reverência antes de entrar no círculo para sua tentativa final e soltou um rugido quando a bola passou da marca dos 70 metros.


Apenas Alekna ficou no caminho de seu terceiro título mundial, mas não foi o caso do recordista mundial, que somou uma prata ao bronze conquistado em Budapeste, dois anos atrás.


Denny terminou em quarto e o cubano Mario Diaz em quinto. Mais dois atletas lituanos terminaram entre os sete primeiros – o campeão mundial de 2017, Andrius Gudzius, em sexto, uma posição à frente do outro irmão Alekna, Martynas. O esloveno Kristjan Ceh, medalhista de ouro mundial de 2022, ficou em oitavo.


"Tendo o lançamento de disco masculino como a última prova do campeonato, acho que nunca tinha acontecido antes", disse Mykolas Alekna. "No início, depois que a competição terminou, fiquei um pouco decepcionado. Mas sei que fiz tudo o que pude para lutar pelo ouro."


“O Daniel é um cara incrível. Não consigo ficar bravo com ele. Ele é uma lenda absoluta e sou muito grato por esta oportunidade de dividir o campo com ele. Espero chegar o dia em que eu derrote o Daniel em uma grande competição.”


Rose descreveu a conquista da medalha como a realização de um sonho. "Este é um dos maiores momentos da minha vida e levou 20 anos para ser construído", acrescentou. "Eu nunca fui o favorito. Só lancei 60 metros depois de sair da faculdade e só cheguei à final aos 30 anos. Quase desisti muitas vezes. Da última vez que estive aqui, não consegui chegar à final. Caí de cara e quase desisti do esporte."


"Voltar aqui e fazer o que acabei de fazer, não há sensação igual. Os jovens atletas das ilhas do Pacífico nunca desistem. Tenho um emprego de tempo integral e tirei uma folga da minha empresa para competir aqui."


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