quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Coração em Jogo: FIFA e COI lançam recomendações para prevenir morte súbita em jovens atletas

Aldemir Teles - https://www.esportes21.com/

A saúde dos atletas está no centro das atenções. As recomendações para a triagem cardíaca.



O jogador Izquierdo do Nacional do Uruguai sendo atendido em jogo pela Copa Libertadores, em 2024

Destaques do artigo

  • A triagem cardíaca de jogadores jovens representa a "melhor prática" e deve ser realizada e/ou supervisionada por médicos com o treinamento e a competência necessários.

  • As confederações e associações de futebol devem implementar uma estratégia de triagem cardíaca que considere os recursos locais disponíveis.

  • Recomenda-se que a triagem cardíaca para jogadores jovens comece aos 12 anos e seja realizada subsequentemente pelo menos a cada 2-4 anos até os 18 anos.

  • Todas as equipes, clubes e organizações que envolvem jogadores jovens devem ter e praticar rotineiramente um plano de ação de emergência que inclua treinamento para o reconhecimento imediato da parada cardíaca súbita, ressuscitação cardiopulmonar precoce e acesso a um desfibrilador externo automático.


  • Coração em Jogo: FIFA e COI lançam recomendações para prevenir morte súbita

    A saúde cardíaca dos atletas está no centro das atenções. Em uma iniciativa inédita, a FIFA e o COI divulgaram, em agosto passado, um documento conjunto com recomendações para a triagem cardíaca de jovens atletas. Médicos especialistas da FIFA informaram que nos últimos cinco anos contabilizaram, em todo o mundo, a morte de 84 jogadores de futebol enquanto treinavam ou disputavam jogos, devido a problemas cardíacos. A média de idade dos futebolistas era de 24,9 anos. Os casos midiáticos mais recentes por morte súbita cardíaca são dos jogadores Juan Manuel Izquierdo, zagueiro uruguaio de 27 anos do Club Nacional, morto em agosto de 2024 e a morte Gabriel Protásio, de 26 anos, meia do XV de Jaú, em fevereiro de 2025.


O jogador Gabriel Potássio

A origem e objetivos do documento

Com o título “Recomendações para triagem cardíaca e planejamento de ação de emergência no futebol juvenil: uma declaração de consenso da FIFA, o documento foi elaborado por um grupo internacional de especialistas em cardiologia e medicina esportiva para desenvolver recomendações de triagem cardíaca para jovens jogadores de futebol. A colaboração entre FIFA e COI reforça o compromisso global com a segurança dos atletas, desde as categorias de base até o alto rendimento.

O objetivo principal é prevenir casos de morte súbita cardíaca (MSC) no esporte. Além disso, recomendar as estratégias para triagem e planos de ação de emergência. Até o momento, as recomendações de triagem cardíaca no futebol têm se concentrado principalmente em jogadores competitivos adultos. Este documento

    recente é notável por sua especialização na proteção de jogadores de futebol em suas fases de formação.

    Recomendações para triagem cardíaca em jogadores de futebol juvenil.

    A MSC é a principal causa de óbito não traumático em atletas jovens de futebol. A incidência relatada de MSC varia, mas alguns estudos sugerem que, a partir dos 12 anos, o risco em jovens atletas pode ser de 2,8 a 4 vezes maior do que em crianças. A manifestação fenotípica de doenças cardíacas hereditárias ocorre frequentemente. Com base nessas observações, a recomendação é iniciar a triagem cardíaca juvenil aos 12 anos de idade. durante o desenvolvimento puberal. normalmente ativas. 


    Componentes de rotina da triagem cardíaca juvenil

    . O histórico familiar e um exame físico cardiovascular focado formam a base de todas as recomendações de triagem cardíaca.
    1. Eletrocardiograma (ECG) de repouso, A interpretação do ECG deve ser baseada nas diretrizes internacionais atuais.

    2. Exame físico direcionado, com atenção a sinais de cardiopatias.


    1. Encaminhamento para exames complementares, como ecocardiograma ou teste ergométrico, quando necessário.

    2. Reavaliações periódicas, especialmente em atletas de alto rendimento ou com histórico clínico relevante.


    3. Planejamento de Ação de Emergência (PAE)



    Desfibrilador Externo Automático

    O documento recomenda que um PAE abrangente seja desenvolvido para todos os jogadores jovens, independentemente das práticas de triagem cardíaca. Elementos básicos de um PAE eficaz:

    • Presumir parada cardíaca súbita em qualquer jogador que desmaie e não responda.

    • Os desfibriladores automáticos externos (DEAs) devem estar posicionados para permitir a aplicação do choque em até 3 minutos após o colapso. 55

    • Potenciais socorristas (equipe médica, treinadores, árbitros e jogadores) devem ser treinados no reconhecimento da parada cardíaca, RCP e uso do DEA.

    • Deve ser realizada uma revisão anual do PAE e um simulado prático antes do início da temporada/competição.

    • Uma reunião médica pré-jogo deve ocorrer para revisar o PAE específico do local.


      Faça parte dessa mudança

      Se você é atleta, treinador, profissional de saúde ou simplesmente ama o esporte, compartilhe essa mensagem. Incentive clubes, escolas e federações a adotarem protocolos de triagem cardíaca. Converse com seu médico, faça seus exames e ajude a construir um ambiente esportivo mais seguro.




Por que a corrida em grupo pode ser o remédio invisível para ansiedade e depressão?


Foto: Adobe Stock

Elizama Modesto | Bem Estar - https://webrun.com.br/

Tem dias que você acorda sem vontade de nada, com aquele peso no peito, a cabeça cheia, a ansiedade batendo na porta. E aí alguém te chama para correr junto. Parece bobagem, mas não é. Correr acompanhado pode ser exatamente o que você precisa para sair do lugar.

“O fato é que a atividade física é um importante agente de impacto no humor e na redução de ansiedade, que é uma das coisas que mais influencia no estado emocional como um todo, já é bastante claro sobre diversos estudos e metanálise”, explica o Dr. Henrique Bottura, psiquiatra e presidente do Instituto de Psiquiatria Paulista (IPP).

A atividade física realizada em grupo pode trazer ainda mais bem-estar do que a prática individual. “A questão da atividade em grupo tem alguns outros componentes que complementam o impacto que a atividade física por si já traz. Por exemplo, o apoio social. As pessoas se sentem motivadas de estarem com outras pessoas juntas, conversando, interagindo, criando uma espécie de atividade de um grupo”, diz o médico.

O desafio de dar o primeiro passo

É aquela história de sozinho você desiste fácil; acompanhado, você continua.”Nós, seres humanos, somos seres sociais, nós precisamos de interação social e isso também contribui para não só o bem-estar, mas também para o engajamento, para a manutenção do engajamento na atividade física”.

Se você tem ansiedade ou depressão, começar qualquer coisa parece impossível. “Normalmente, as pessoas que têm depressão e ansiedade têm uma barreira inicial do movimento maior para vencer. Tendo em vista que na depressão a vontade, o ânimo, a energia estão diminuídos, a gente precisa de um start para começar a fazer algum movimento”, ressalta Bottura.

Sabe aquela sensação de estar preso? Ele explica: “Assim como a pessoa ansiosa, ela acaba supervalorizando os motivos, as preocupações que a distanciam de iniciar uma atividade física. Às vezes a gente fica esperando que a vontade venha, que a disposição venha, que esteja pronto para começar a fazer algo. Mas a verdade é que a gente precisa iniciar primeiro”.

Primeiro você age. Depois a vontade aparece. Não o contrário. “De maneira lenta e gradual, com pequenas atividades, não sendo atividades muito intensas logo de início, mas com constância”, orienta o psiquiatra.

Segundo o Dr. Henrique, a sequência é a chave, conforme o corpo vai fazendo dia após dia, criando sequências de repetições, um circuito interno vai sendo criado, e assim o caminho para repetir no próximo dia, tende a ser mais fácil. Cada vez que você faz, torna a tarefa mais simples para sua mente. “Então, é importante ter uma mentalidade mais preparada para iniciar. É necessário começar e não dar muito crédito para as barreiras que impedem de começar”.

O recado é claro: não negocie com a preguiça. Vá. Mesmo para quem sofre de ansiedade ou depressão, o conselho do médico é: “Saiba que no início é difícil, dá vontade de desistir, dá vontade de parar. No entanto, depois de algum tempo, isso varia de pessoa para pessoa, acaba-se que o comportamento novo, o hábito novo se sedimenta e é hora de colher todos os benefícios do comportamento”.

O poder da companhia

Por isso, correr sozinho já é ótimo, mas correr com alguém ou em grupo é melhor ainda. “O correr acompanhado tem esse perfil de criar uma conexão, aumentar a assiduidade, estabelecer uma espécie de competição, que é uma competição positiva, em que um puxa o outro”, explica o Dr. Henrique. “Cria-se uma responsabilidade. Um tem que correr porque o outro vai correr e o outro vai por causa do um. As pessoas juntas também trocam informações e experiências, uma motiva a outra”.

LDU x Palmeiras: veja o retrospecto do Verdão na altitude


Verdão vai jogar mais de 2,7 mil metros acima do nível do mar

Resumo

O Palmeiras enfrenta a LDU na altitude de Quito pela semifinal da Libertadores, com histórico positivo em jogos acima de 2,5 mil metros nesta década: cinco vitórias em seis partidas.

Palmeiras jogou na altitude contra o Bolívar nesta temporada

Foto: Gaston Brito Miserocchi/Getty Images

O Palmeiras terá um desafio particular contra a LDU na noite desta quinta-feira, 23, no Estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito, no Equador, pelo jogo de ida da semifinal da Copa Libertadores da América. Falta de ar, dor de cabeça, fadiga e tontura são sintomas que podem ser sentidos por jogadores que sobem a altitude de mais de 2,7 mil metros.

O time de Abel Ferreira, porém, conta com um retrospecto positivo ao ‘escalar a montanha’. Nesta década, o Palmeiras jogou seis vezes acima de 2,5 mil metros - altura em que a altitude passa a ser sentida - e voltou para o Brasil com cinco vitórias. A única derrota foi para Bolívar na fase de grupos da Libertadores de 2023, em La Paz, em uma altitude de 3,6 mil metros.

Ao todo em sua história, o Palmeiras subiu acima de 2,5 mil metros em 27 jogos: 12 vitórias, 5 empates e 10 derrotas, 45 gols marcados e 37 gols sofridos. Os jogos em questão aconteceram nas cidades de Bogotá (Colômbia), Cochabamba (Bolívia), La Paz (Bolívia), Potosí (Bolívia), Quito (Equador) e Sucre (Bolívia).

Veja os últimos jogos do Palmeiras na altitude

2025 - Bolívar 2 x 3 Palmeiras (fase de grupos)

2024 - Independiente del Valle 2 x 3 Palmeiras (fase de grupos)

2023 - Bolívar 3 x 1 Palmeiras (fase de grupos)

2022 - Independiente Petrolero 0 x 5 Palmeiras (fase de grupos)

2021 - Independiente del Valle 0 x 1 Palmeiras (fase de grupos)

2020 - Bolívar 1 x 2 Palmeiras (fase de grupos)

https://www.terra.com.br/esportes

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