domingo, 23 de maio de 2021

Equipe Universitária Tocantinense é Vice Campeã nos JUBs Rugby 7 2021


Equipe da UFT – FTDU/TO 

Os Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) Rugby 7 2021 foram realizados  neste sábado dia 22 de maio no Estádio Olímpico em Goiânia – Goiás. 

Participaram várias equipes em representação de: FGDU/GO (feminino), Uniateneu – FUCE/CE (masculino e feminino), UFG – FGDU/GO (masculino), e UFT – FTDU/TO (masculino). 

A competição foi uma seletiva para o pan-americano universitário, que acontecerá em La Plata, na Argentina, com data a ser definida.

Foto: CBDU/JP Rodrigues/Collab Clichê


A equipe da Universidade Federal do Tocantins / Federação Tocantinense de Desporto Universitário - UFT-FTDU/TO participante na competição se alçou com o troféu de Vice Campeã. 

A competição masculina foi realizada pelo sistema de disputa  foi no formato de grupo único, no qual todos jogaram contra todos e as duas melhores classificadas disputaram a final. Na partida entre UFT – FTDU/TO e Uniateneu – FUCE/CE, a equipe de Tocantins levou a melhor por 19 a 5, com quatro tries e duas conversões. 

No segundo jogo, a equipe cearense enfrentou a UFG – FGDU/GO, e também não se saiu bem no placar: Uniateneu 26; UFG 0. 

A final foi realizada entre a UFG e a UFT-FTDU/TO. Em um jogo acirrado e emocionante, que parecia ganho para a UFT, o time da Universidade Federal de Goiânia reagiu e virou o placar: 10 a 5 para a UFG e o título de campeão universitário brasileiro.

Humberto Batista, atleta da equipe campeã, comemora a vitória: “Sair campeão era nosso sonho, tem dois JUBs que a gente bateu na trave, São Paulo e Recife. Eu sou o capitão desde então, foi tirar o gosto ruim e toda essa dificuldade, tudo o que a gente passou foi muito bom, não teria um cenário melhor para voltar do que esse, foi perfeito. Agradeço todos os meus companheiros, joguei por todos, todos, e eles jogaram por mim, e assim não tem como o título não ser nosso”.

O sistema de disputa no feminino entre as duas equipes participantes: Universo – FGDU/GO  e  Uniateneu – FUCE/CE aconteceu no formato melhor de três, com as duas equipes se enfrentando diretamente em busca do título. 

A equipe Universo tornou-se campeã já no segundo confronto, não sendo necessário o terceiro. Jogando em casa ela não deu chances para as adversárias cearenses, vencendo a primeira partida por 17 a 5, com 3 tries e 2 conversões. 

Já no segundo jogo, a equipe de Goiânia marcou 4 tries e 2 conversões, totalizando 24 pontos no placar final contra 5 da Uniateneu. Com esta vitória, a Universo vence o JUBs Rugby 7 2021 e soma mais um título na semana para a Instituição, que também venceu no JUBs Futebol; masculino e feminino. Destaque da partida para a atleta Lorena Dantas, da Universo; que contabilizou 4 tries ao longo da competição, e também para a camisa 7 da Uniateneu, Danyela Alves, protagonista do time.

Lorena Dantas, camisa 12 da Universo, comenta sobre o retorno aos gramados e a conquista do título: “Essa vitória está sendo muito boa pra gente porque os times estão desenvolvendo bastante agora, a gente está refazendo o nosso time, depois dessa pandemia né, todos os times estão refazendo né. É muito gratificante ganhar esse título agora, com o time novo, jovem”.

O JUBs Rugby 2021 foi uma realização da Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU) e Federação Goiana de Desportos Universitários (FGDU), com  apoios de: Kempa, Ícone, Spalding e Uhlsport e também com apoio local da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer do Estado de Goiás.








sábado, 22 de maio de 2021

Alison dos Santos se adapta, estuda e quebra marcas nos 400 m com barreiras

Matéria da Folha de São Paulo 

Aos 20 anos, Piu retoma ascensão em busca de medalha nos Jogos Olímpicos de Tóquio


Poucas horas depois de bater o recorde sul-americano dos 400 m com barreiras na etapa de Mt.Sac do Continental Tour de atletismo, na Califórnia, com a marca de 47s68, no dia 9 de maio, Alison Brendom Alves dos Santos, 20, publicou uma frase em suas redes sociais.

“Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças. Essa frase define. Quem sabe, sabe”, escreveu, mencionando uma citação já atribuída a diferentes autores.

Primeiro brasileiro a correr abaixo dos 48 segundos, superando o recorde nacional de Eronilde Araújo, de 48s04, em 1995, além do continental, obtido pelo panamenho Bayano Al Kamani, de 47s84, em 2005, Alison se acostumou a contrariar expectativas negativas.

Na prova que o consagrou, superou problemas causados pela logística de viagem. Após a participação no Mundial de revezamentos, na Polônia, a delegação chegou somente a dois dias do evento, sem tempo para treinamentos, e a presença na disputa chegou a ser discutida com o técnico Felipe de Siqueira Silva.





“Eu cheguei na sexta para correr já no domingo. Não sabíamos como nosso corpo ia responder à viagem e à recuperação. O treinador nos perguntou se queríamos competir. Eu disse que sim, sou muito competitivo. Era uma oportunidade que não queria perder”, afirma à Folha.

“Conseguimos nos adaptar à viagem e à competição para ter um bom resultado, por isso a frase. O ‘quem sabe, sabe’ é relacionado a quem sabia das coisas que aconteceram, a quem estava ciente dos percalços que estávamos passando", completou.

Em 2021, ele retomou o que fazia em 2019, quando foi medalhista de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima e sétimo colocado no Mundial de Dohamelhorando suas marcas constantemente. No ano passado, por causa da pandemia, não competiu.


Alison, talento precoce e visto pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) como a maior revelação do esporte nos últimos anos, é um especialista em pular barreiras também fora das pistas.

Em parte da quarentena, ele voltou para a cidade natal, São Joaquim da Barra (a 460 km de São Paulo), e adaptou treinamentos para continuar o sonho de chegar ao ápice em Tóquio.

Deixou o Centro Olímpico de Treinamento de Chula Vista, na Califórnia, direto para o quintal da própria casa. Levou anilhas, barras e, posteriormente, encontrou uma rua de cimento, sem grande movimento de carros, para pequenas corridas.

“Nada era adequado, foi pura adaptação. No meu caso, que preciso da barreira em si, foi muito complicado tudo isso”, relata.

Quando voltou a São Paulo, passou a correr próximo ao Obelisco e no Parque Ibirapuera. Sofreu com pequenas lesões no período.

“O parque é perigoso, um terreno que você não conhece tão bem, onde pode torcer o pé e se machucar. Estávamos bem preocupados com isso. Treinamos sem noção de como realmente estava e, nesse período, tive lesões que me atrapalharam no desenvolvimento do meu trabalho”, conta.

O atleta ainda contraiu Covid-19 próximo à retomada do período competitivo, ficando ausente do Troféu Brasil.

Alison, porém, tem um lastro grande de vitórias pessoais que o ajudaram a forjar uma personalidade confiante. Quando tinha apenas dez meses, morando na casa dos avós, virou sobre si uma panela de óleo quente, usada para fritar peixe.

Passou quase quatro meses internado no Hospital de Câncer de Barretos e carrega marcas até hoje, a principal delas na cabeça.

“Hoje eu falo tranquilamente do acidente. Antes, tinha vergonha. Foi um processo mesmo. O atletismo me fez crescer aquilo que sou por dentro. Eu era tímido e tinha vergonha por conta da minha cicatriz, sempre tentava esconder. Agora, eu sou o Piu”, diz.

Piu “com u”, como gosta de ressaltar, é o apelido que carrega desde a chegada ao atletismo. Ele passou a ser chamado assim pela semelhança física com outro garoto de um projeto social da cidade, conhecido por Piu.

“Eu não sou do atletismo, não tinha nem noção do que era isso. Fazia judô e kung fu, mas foram na escola e me apresentaram o esporte. Achei curioso o fato de me chamarem de canto para ir treinar. Enrolei muito, só apareci depois de cinco meses, quando um amigo meu foi junto”, relembra.

Obsessivo por melhoras, ele estuda constantemente provas de atletas como os americanos Edwin Moses, bicampeão olímpico em 1976 e 1984, e Kevin Young, medalhista de ouro em Barcelona-1992 e recordista mundial até hoje.

“Sou o único que corre a prova de uma maneira diferente de todos que hoje competem comigo. Tenho que estudar e adaptar trabalhos para a minha individualidade. Não consigo ser tão rápido em alguns espaços da barreira, por meio que faltar chão. O Kevin Young tem a corrida semelhante à minha, fazemos a mesma corrida, da mesma maneira”, explica.


Kevin Young cruza a linha de chegada para vencer os 400 m com barreiras em Barcelona e estabelecer o recorde mundial - Eric Feferberg - 6.ago.92/AFP

“Por eu ser muito alto (2 metros) não dá para me comparar com um atleta de 1,75 m ou 1,80 m. Estudamos as pessoas que se aproximam mais do meu biotipo para buscar ser melhor, mais eficiente na barreira e no número de passadas”, acrescenta.

O estudo de Piu é minucioso sobre uma das provas mais tradicionais e complexas do atletismo. É fundamental trabalhar no número de passadas entre as dez barreiras posicionadas ao longo dos 400 m de pista.

A prova ideal para ele é calculada com 20 passadas até a primeira barreira. Da segunda à quarta, 13. Da quarta à sexta, 12. Depois, novamente 13 passadas entre as barreiras seguintes.

“Qualquer erro no começo, no meio ou no fim vai influenciar. Se errar na primeira barreira, vai sofrer na segunda, na terceira, até a última. É uma prova em que você precisa buscar a perfeição e a sua individualidade."

Perto do maior teste até aqui, ele espera que nada possa atrapalhar o que projetou no Japão. Para isso, já abdicou de competir no revezamento 4 x 400 m misto, em que se destacou no Mundial da Polônia no início do mês, priorizando a prova individual. “O programa das provas bateu de elas serem no mesmo dia, então abrimos mão."

Alison agora sonha alto. Primeiro com uma medalha olímpica. Um dia quem sabe com o recorde mundial. “Se eu não acordar pensando nisso, vai estar errado."

Realizada a Copa Palmas de Soccer Society em Palmas, Tocantins



A Copa Palmas de Base de Soccer Society foi realizada na Chácara do Noleto em Palmas, Tocantins na quinta-feira, dia 20 e no sábado, dia 22 de maio de 2021.

A competição teve como principais objetivos promover a integração socio afetiva entre os integrantes das equipes participantes e estimular o desenvolvimento técnico esportivo das crianças participantes por cada equipe.

Foram tomadas varias medidas sanitarias para evitar o contagio por Covid 19, tais como: uso obrigatório por todos quando não estiver participando dos jogos, distanciamento entre as pessoas, uso de álcool em gel e várias outras orientações para pais, responsáveis  legais e treinadores  das equipes. 

Ao todo participaram 3 equipes na Categoria Sub 9 e 6 equipes na Categoria Sub 11.

Os resultados  da quinta-feira foram os seguintes:

Categoria Sub 9

Esc. Santos 05 x 01 Fla Palmas

Fla Centro 01 x 05 Esc. Santos

Fla Centro 00 x 09 Fla Palmas

Categoria Sub 11

CFA Gremio B 02 x 00 Fla Palmas

Esc.Santos 03 x 00 Fla Independente

Fla Palmas 02 x 02 Esc. Santos Geração 11

Fla Independente 00 x 02 CFA Gremio A

Esc. Santos 02 x 01 CFA Gremio A

CFA Gremio B 01 x 02 Esc. Santos Geração 11

Semi finais:

Categoria Sub 11

Esc. Santos 02 x 06 CFA Gremio B

Escolinha Santos Geração 11 04 x 04 CFA Gremio A

Resultados de sabado, Jogo final do dia 22

Categoria Sub 11

CFA Gremio B  06  x 02 CFA Gremio A


Categoria Sub 09

Escolinha do Santos 03 x 00 Fla Palmas



Após a realização das finais aconteceu a premiação. Foram premiados com troféus e medalhas as equipes campeãs e vice campeãs  de ambas as categorias.

Também foram premiados os dois treinadores das finais e os artilheiros e melhores goleiros da competição. 

Categoria Sub 9

Treinador: Erinaldo  Pereira - Equipe Escolinha do Santos.

Treinador: Ricardo  Ferreira - Equipe Escolinha Fla Palmas.

Artilheiro: José Lucas  ( Escolinha do Santos) -  7 gols

Melhor goleiro: Gabriel Milhomem (Escolinha do Santos) - 2 gols permitidos

Categoria Sub 11

Treinador: William Brito - Equipe Escolinha CFA Grêmio  A

Treinador:  Kleyson Moreno - Equipe   Escolinha CFA Grêmio  B.

Artilheiros: Luiz Fernando e Luiz Gustavo (Escolinha CFA Grêmio  B)  e  Bruno Gabriel (Escolinha CFA Grêmio  A ) -  4 gols

Melhor goleiro: Davi da Silva (Escolinha  CFA Grêmio  B) - 8 gols permitidos.













 


sexta-feira, 21 de maio de 2021

Atletismo - Campeão olímpico do salto triplo Christian Taylor sofre lesão antes dos Jogos de Tóquio

Submete-se a cirurgia depois de romper Aquiles em uma competição de corrida na quarta-feira


O bicampeão olímpico e tetracampeão mundial de salto triplo Christian Taylor, visto nesta foto de arquivo de abril, passou por uma cirurgia depois de romper o tendão de Aquiles durante um evento de atletismo em Ostrava, na República Tcheca, na quarta-feira. (Steph Chambers / Getty Images)

Christian Taylor, duas vezes campeão olímpico e tetracampeão mundial de salto triplo, rompeu o tendão de Aquiles pouco mais de dois meses antes das Olimpíadas de Tóquio, disse sua noiva na quinta-feira.

O norte-americano, que conquistou o ouro nos Jogos de Londres 2012 e nas Olimpíadas do Rio de Janeiro de 2016, se machucou durante um encontro em Ostrava, na República Tcheca, na quarta-feira, disse a atleta austríaca Beate Schrott em uma postagem nas redes sociais.

"Christian rompeu seu Aquiles durante a competição em Ostrava ontem. É de partir o coração. Sério", escreveu ela.

"Eu sei que ele vai superar isso", disse ela. "Ele vai lutar para voltar."

O agente de Taylor não foi encontrado para comentar o assunto.

Schrott disse que Taylor, 30, foi submetido a uma cirurgia, mas não forneceu detalhes sobre a provável duração de sua ausência.

A federação de atletismo dos Estados Unidos desejou a Taylor uma rápida recuperação, sem confirmar a lesão.

"Desejamos ao campeão olímpico e quatro vezes campeão mundial @ Taylored2jump uma recuperação rápida", disse a USATF no Twitter.

Os Jogos Olímpicos de Tóquio devem começar em 23 de julho, após um atraso de um ano devido à pandemia do coronavírus.



Estrelas do mundo todos ansiosos para o encontro da Wanda Diamond League em Gateshead



Acontece que a última ação internacional do atletismo no Estádio Internacional de Gateshead foi um salto de 1,98 m que garantiu um recorde pessoal e uma vitória no evento final do Campeonato Europeu de 2013 para uma jovem promessa, a saltadora Mariya Kuchina.

Oito anos depois daquele desempenho - que passou a ser realizado em local coberto, após trovões, relâmpagos e inundações tornar a seção de campo ao ar livre muito perigosa - a rainha global do salto em altura, agora tricampeã mundial ao ar livre Mariya Lasitskene, participa do primeiro evento que faz parte da programação da estreia da Wanda Diamond League 2021, em Gateshead, no domingo 23 de maio.

Um cenário incerto de sol e chuvas está previsto para o Muller Grand Prix Gateshead, mas a famosa arena no nordeste da Inglaterra será inundada com talentos estelares, com um elenco composto por 10 campeões mundiais ou olímpicos e um conjunto combinado de mais mais de 100 medalhistas mundiais.

As maiores atenções, sem dúvida, devem ir para os 100 m femininos não tão lotados quanto exuberantesSha'Carri Richardson, atleta fenômeno do sprint americano de 21 anos que atingiu uma marca de 10,72 na Flórida em abril, testa seu progresso em rápido crescimento contra todas as três vencedoras de medalhas na final do Campeonato Mundial de 2019 em Doha.


Sha'Carri Richardson vence os 100m nos Jogos de Ouro da USATF em Mt SAC (Kirby Lee) © Copyright

 

Shelly-Ann Fraser-Pryce, a jamaicana "Peter Pan Pocket Rocket" do sprint feminino, ficou com 0,01 de sua melhor marca de por vida, com 10,71 que garantiu seu quarto título mundial dos 100 m na ​​capital do Catar. A britânica Dina Asher-Smith, vencedora da medalha de prata, que conquistou o ouro nos 200 m, e a medalhista de bronze marfinense Marie-Josee Ta Lou também estão na lista de atletas que irão disputar as séries, embora a campeã olímpica dos 100m e 200m da Jamaica, Elaine Thompson-Herah, tenha desistido por lesão.

Duas semanas depois de sua participação abaixo de 10.80 no encontro World Athletics Continental Tour Gold em Walnut, e depois de sua estreia no circuito europeu nos 200 m em Ostrava na quarta-feira (19) Richardson tem a chance que perdeu em 2019 quando não conseguiu se classificar na equipe dos EUA para Doha. Desde sua oitava colocação na final do Campeonato dos Estados Unidos em Des Moines, a detentora do recorde mundial Sub-20 venceu 10 corridas sucessivas de 100 m (contando baterias e finais).

Fraser-Pryce, agora com 34 anos, está em uma sequência de sete corridas com vitórias nos 100 m, que remontam à final da Diamond League em Bruxelas, que antecedeu o Campeonato Mundial de Atletismo de 2019, quando ela terminou como vice-campeã atrás de Asher-Smith. Fraser-Pryce e Asher-Smith ainda não correram mais de 100 m em 2021, mas registraram tempos nos 200 m de 22,60 e 22,56, respectivamente.

Algo terá que dar

Richardson disse depois de seus tempos de 10,74 e 10,77 na pista do Mt SAC em Walnut: “Cada vez que piso na pista, quero fazer história”. Ela pode precisar correr os 100 metros femininos mais rápidos da história em Gateshead para manter sua corrida vitoriosa. Se o tempo permitir, o recorde de 10,93 do estádio pode muito bem ser superado.

Para Richardson, que venceu confortavelmente nos 200 m com 22,35 em Ostrava, este será o primeiro teste da Diamond League fora dos Estados Unidos. Em 2019 ela terminou em quarto lugar nos 100 m no Prefontaine Classic em Stanford, marcando 11,15 em uma corrida vencida por Ta Lou em 11,02, com Fraser-Pryce um distante oitavo em 11,39. Ela também ficou em terceiro lugar nos 200 metros femininos do ensino médio que precederam o programa da Diamond League em Eugene em 2017.

Aos 21, Mondo Duplantis já parece um veterano da Diamond League, com oito vitórias em torneios em seu nome. O sueco estendeu sua invencibilidade para a 23ª competição com sua folga de 5,90m em Ostrava, confessando estar enferrujado na abertura da temporada.

O detentor do recorde mundial com 6,18 metros tentará retornar à forma de mais de seis metros em Gateshead, onde enfrentará novamente Sam Kendricks, o rival dos EUA que infligiu sua última derrota, na final mundial de 2019. Pólo Piotr Lisek, vencedor da medalha de bronze, completa a revanche do trio do pódio de Doha.

Mariya Lasitskene é outra estrela com uma longa sequência de vitórias. A atleta de 28 anos está invicta em 14 competições desde setembro de 2019 e seu terceiro lugar na competição entre a Europa e os EUA, em Minsk.


Mariya Lasitskene atinge 2,04 m em Londres (Mark Shearman) © Copyright

 

Em seu primeiro teste ao ar livre em 2021, no entanto, ela enfrenta Yaroslava Mahuchikh, a ucraniana de 19 anos que bateu o recorde mundial Sub-20 de 2,04 m ao perder para ela na contagem regressiva na final mundial de 2019. Os quarto e quinto colocados de Doha também estão na relação: a compatriota de Mahuchikh, Yulia Levchenko, e Kamila Licwinko, da Polônia.

O detentor do recorde europeu Jakob Ingebritsen enfrenta a dupla australiana Ollie Hoare e Stewart McSweyn em uma corrida de 1500 m que também inclui Adam Ali Musab, o atleta do Catar que correu a melhor marca do ano com 3:32,41 em Doha em fevereiro.

Recém-saído de uma vitória com 19,93 (-0,6m / s) em Ostrava, Kenny Bednarek se alinha contra quatro dos seis primeiros finalistas da final mundial dos 200m há dois anos. O canadense Andre de Grasse (terceiro em Ostrava) e o equatoriano Alex Quiñonez ficaram com prata e bronze atrás do rival norte-americano Noah Lyles de Bednarek em Doha, enquanto o britânico Adam Gemili e o canadense Aaron Brown ficaram em quarto e sexto.

A corrida dos 3000 m com obstáculos  apresenta os três homens mais rápidos da lista mundial de 2020. Soufiane El Bakkali, o marroquino que conquistou o bronze e a prata nas duas últimas finais mundiais, o queniano Leonard Bett e o francês Djilali Bedrani farão a estreia em 2021 sobre os obstáculos.

Nicholas Kimeli, um dos homens mais rápidos do mundo no ano passado acima nos 5000 m e 10.000 m, enfrentará os seus companheiros quenianos Jacob Krop e Michael Kibet nos 5000 m. Se a corrida for tática, fique atento também ao espanhol Mohamed Katir em boa forma. David McNeil da Austrália, Adel Mechaal da Espanha e Andy Butchart da Grã-Bretanha também devem estar na disputa.

Quatro semanas depois de sua vitória solitária com 4:01.54 no Grande Prêmio da USATF em Eugene, a campeã europeia Laura Muir retorna a solo britânico para sua segunda corrida de 1500m na temporada. A medalha de prata mundial indoor encerrou seu período de treinamento e corrida nos Estados Unidos com uma vitória nos 800 m com 1:58,71 no Track Meet em Irvine no último fim de semana.


Laura Muir consegue mais uma vitória nos 1500m em Londres (Kirby Lee) © Copyright

 

A colega britânica Katie Snowden avançou sua marca pessoal (PB) para 4:02.98 com uma vitória nos 1500m no mesmo evento californiano e tentará respaldar essa vitória numa competição que também apresenta a etíope Axumawit Embaye, com resultados abaixo de 4 minutos, ela que foi medalhista de prata mundial indoor e Rababe Arafi do Marrocos. A especialista em 800 metros da Uganda Winnie Nanyondo e, na outra ponta do espectro, a medalhista de prata europeia dos 5000 metros da Grã-Bretanha, Eilish McColgan, também estará na disputa.

Na competição, além da saltadora Lasitskene, estarão dois outros campeões mundiais buscando dar partida em sua temporada olímpica.

Tajay Gayle, o saltador jamaicano que surpreendeu o mundo com seu salto medalha de ouro com 8,69 m em Doha, já tem uma marca de 8,27 m em seu nome este ano. O homem do dardo o granadino Anderson Peters, vai tentar construir sobre os 83,39 m que lançou quando do segundo lugar, atrás do lançamento monstro de 94,20 m de Johannes Vetter em Ostrava. O campeão olímpico de 2012 Keshorn Walcott, terceiro na República Tcheca com 82,75m, também está inscrito.


Tajay Gayle em ação na reunião da Diamond League em Londres (Getty Images) © Copyright

 

A colega de equipe jamaicana de Gayle, Kimberly Williams, tentará reproduzir sua forma vencedora no Mt SAC no início deste mês, onde venceu com 14,62m. Mas a recordista americana Keturah Orji, que terminou em segundo na ocasião, quer se vingar.

A também Jamaicana Danniel Thomas-Dodd, que conquistou a prata mundial em 2019 no arremesso do peso, enfrenta a campeã mundial de 2015 Christina Schwanitz da Alemanha, enquanto as outras jamaicanas Shericka Jackson e Stephenie Ann McPherson enfrentam a corrida de 400 metros.

Os 100m com barreiras prometem ser um caso doméstico entre irmãs, com Cindy Sember enfrentando Tiffany Porter, cujo recorde britânico ela perdeu por apenas 0,02 com 12,53 no Mt SAC.

Simon Turnbull para World Athletics

Tradução de:

https://www.worldathletics.org/competitions/diamond-league/news/wanda-diamond-league-gateshead-2021

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Vetter domina o dardo com lançamento de 94,20 m em Ostrava

 


Johannes Vetter teve atuação de destaque entre um elenco de talentos no Golden Spike, em Ostrava, encontro do World Athletics Continental Tour Gold, na quarta-feira (19), com o alemão lançando 94,20 m na ​​primeira tentativa da competição de lançamento do dardo.

Esse foi o terceiro lançamento mais longo da carreira do jovem de 28 anos e deu-lhe a vitória com 11 metros de diferença sobre seu rival mais próximo, o campeão mundial Anderson Peters, que lançou 83,39 metros.

“Foi um grande lançamento”, disse Vetter, medalhista mundial de ouro em 2017. “Mas é claro que o recorde mundial seria ainda melhor. Foi um ótimo treinamento para mim. Cometi apenas pequenos erros e consegui acertar muito bem o dardo.

A alardeada tentativa de recorde mundial nos 3000 m feita por Joshua Cheptegei foi vítima do frio e o vento da noite, com o Ugandês a acelerar e ultrapassar os 1000 m em 2:26. Ele seguiu seu segundo coelho Stewart McSweyn nas próximas duas voltas antes de ser deixado sozinho para atingir 2.000 metros em 4:56,19. Mas com o recorde mundial de Daniel Komen de 7:20,67 ficando fora do alcance, Cheptegei não precisou se esforçar depois disso, mas manteve um ritmo decente para estampar novamente sua supremacia sobre alguns rivais de classe mundial.

Seu tempo de 7:33,24 é a melhor marca do ano e a melhor marca pessoal dele, com Paul Chelimo dos EUA em um distante segundo lugar com 7:41,69.

“Foi uma espécie de teste de velocidade para mim”, disse Cheptegei, que acrescentou que sua próxima parada será a Golden Gala em Florença no dia 10 de junho, onde ele correrá  5000 m. Lá, ele vai renovar sua rivalidade com o compatriota Jacob Kiplimo, que correu os 10 mil metros quatro horas antes. O campeão mundial da meia maratona fez uma boa exibição na prova, passando para o sétimo lugar na lista de todos os tempos com o tempo de 26:33,93.

O ugandense de 20 anos ficou atrás dos coelhos até os  5.000 m, que atingiu com 13:27,43, então mudou de marcha na última metade, que ele correu inteiramente sozinho em 13:06 para tirar quase um minuto de seu melhor desempenho anterior, que remonta ao Campeonato Mundial Sub-20 de 2016.


“Eu não esperava correr naquele tempo, esperava correr abaixo das 27:00”, disse Kiplimo, que acrescentou que dobrará mais nos 5.000m e 10.000m nas Olimpíadas e que seu objetivo em Tóquio é “estar no pódio ”.

De volta à segunda posição, Birhanu Balew estabeleceu um recorde para o Bahrein com 27:07.49.

Burgin e Hodgkinson reivindicam a dobradinha britânica de 800 m

Os adolescentes britânicos Max Burgin e Keely Hodgkinson produziram um par de atuações impressionantes nas corridas de 800m, registrando os respectivos recordes europeus Sub-20 com 1:44,14 e 1:58,89, respectivamente.

Hodgkinson seguiu o coelho durante a primeira volta em 58 segundos na corrida feminina e atingiu 600m na ​​frente com 1:28,39, em seguida, afastou-se de seus rivais para registrar sua primeira cronometragem abaixo de 1:59.

“Eu sabia que estava em boa forma, mas é diferente começar no dia”, disse a jovem de 19 anos. “O coelho fez um trabalho incrível e foi uma corrida perfeita. Eu não poderia pedir por mais."

Burgin foi recompensado por sua bravura em acompanhar o coelho - o único corredor nos 800 m masculinos a fazê-lo - e registrou a melhor marca mundial e recorde europeu Sub-20 de 1:44,14. Ele venceu com uma grande vantagem com relação ao atleta holandês Tony Van Diepen (1:45,36) e Jake Wightman da Grã-Bretanha (1:45,47). O esforço o deixou cansado e demorou vários minutos para se levantar na zona mista.

“Eu vi a corrida da minha boa amiga Keely que correu um pouco antes de mim e ela correu tão rápido que pensei, 'Eu só tenho que igualar pelo menos'”, disse Burgin, que só faz 19 anos na quinta-feira.

Marcin Lewandowski mostrou toda sua habilidade tática típica para sua vitória nos 1500m masculinos com 3:35,57. “Quem me conhece sabe que começo devagar”, disse ele. “Mas vou melhorar nas próximas semanas e meses.”

Freweyni Hailu da Etiópia foi uma classe à parte nos 1500m femininos, marcando 4:04.20 para vencer a eslovena Marusa Mismas-Zrimsek (4:07.50). A detentora do recorde mundial Genzebe Dibaba saiu da pista no meio da última volta.

Getnet Wale alcançou a vitória na corrida de obstáculos masculina dos 3000m, o etíope correndo sozinho na segunda metade da corrida venceu por 11 segundos de diferença com 8:09,47. Phil Norman, da Grã-Bretanha, foi o segundo colocado com 8h20,12. “Foi uma boa corrida, mas o tempo estava um pouco frio e apenas um coelho não foi suficiente,” disse Wale.

Sprint - Vitórias para Richardson e Kerley

Sha'Carri Richardson continuou sua trajetória de vitórias com uma vitória fácil nos 200m femininos, a sensação do sprint norte-americana de 21 anos marcou 22,35 para bater Blessing Okagbare (22,59).

“Foi um bom resultado para as condições e o tempo, as meninas definitivamente me deram um bom empurrão”, disse ela. “Continuo a afirmar que nada do que faço é um acaso, tudo é legítimo, vem do trabalho árduo para mim e para o meu treinador. Eu queria gritar para o mundo que meu latido pode ser alto, mas minhas ações e minha mordida são ainda mais altas”.

Richardson volta correr nos 100m no encontro da Wanda Diamond League, em Gateshead, no domingo (23), onde enfrenta Dina Asher-Smith e Shelly-Ann Fraser-Pryce.

“Definitivamente será uma corrida para se afirmar, não apenas para mim”, disse ela. “Qualquer um que sair por cima terá uma afirmação para o mundo ver.”

Kirani James foi o vencedor impressionante dos 400m masculinos, o campeão olímpico de 2012 com 44,74 à frente do vice-campeão Vernon Norwood (45,28). “Ainda tenho muito trabalho a fazer, coisas que podemos melhorar”, disse James. “O tempo era importante, mas o principal era ter um bom desempenho e permanecer saudável.”

Kenny Bednarek venceu nos 200m masculinos, com 19,93 (-0,6m / s) à frente de Fred Kerley, que foi vice-campeão com 20,27 apenas 80 minutos depois de competir nos 100m. Ironicamente, o sprint mais curto provou ser o melhor para Kerley, um especialista em 400 metros. Ele conseguiu a vitória em 9,96 (1,4 m / s), à frente de Justin Gatlin (10,08) e Andre De Grasse (10,17).

“Consegui duas boas corridas aqui, não posso reclamar”, disse Kerley. “Posso me preparar para os 400 agora. Executar os dois fazia parte do ciclo de treinamento. ”

Duplantis no topo em anti-ferrugem

Mondo Duplantis estava fora de seu melhor no salto com vara masculino, mas hoje em dia mesmo isso é normalmente bom o suficiente, dada a sua habilidade, e assim foi esta noite. O melhor remate do sueco foi a sua primeira tentativa a 5,90m, que acabou por lhe dar a vitória sobre Sam Kendricks, que terminou em segundo com 5,85m. Duplantis tentou 5,95m e 6,00m, mas não teve sucesso em uma noite arejada que não era ideal para saltos.

“Foi meu primeiro encontro no verão, então eu só precisava tirar a ferrugem”, disse o detentor do recorde mundial Duplantis. “Tive um pequeno problema com a corrida e simplesmente não conseguia sentir as minhas pernas a fazer o trabalho de que precisava. Mas me mostrou que estou em muito boa forma. ”

O anunciado confronto direto no salto triplo masculino entre Hugues Fabrice Zango e Christian Taylor nunca se materializou de verdade, com Taylor saindo da competição após sofrer uma lesão na quinta tentativa. Teve sua melhor marca na noite com 16,36m. Zango venceu com seu salto de 17,20 m na quarta tentativa.

A polonesa Malwina Kopron conseguiu a melhor marca da temporada para vencer no martelo feminino, lançando 74,74 m em condições de chuva e vento no final da tarde.

“O tempo estava ótimo porque o círculo ficou mais rápido depois da chuva e me serviu bem”, disse ela. “Acho que ainda não estou na minha melhor forma, mas deve acontecer um pouco antes das Olimpíadas. Acho que vai ser necessário lançar mais de 76 metros para conseguir uma medalha em Tóquio. ”

A francesa Alexandra Tavernier foi a segunda com 73,30m, enquanto a bicampeã olímpica Anita Wlodarczyk foi terceira com 72,72m.

A alemã Christin Hussong teve o melhor desempenho no dardo feminino, seu esforço na quarta tentativa com 66,56 m o levou à vitória à frente de Nikola Ogrodnikova da República Tcheca (65,13 m). A detentora do recorde mundial Barbora Spotakova terminou em quarto lugar com  59,49 m.

O croata Filip Mihaljevic foi o melhor no arremesso de peso masculino, com 21,58 m que lhe deu a vitória sobre o polonês Michal Haratyk (21,30 m). O francês Augustin Bay  conseguiu  8.02m no salto em distância.

O turco Yasmani Copello, medalhista de bronze olímpica de 2016, foi o vencedor de forma confortável nos 400m com barreiras masculinos com 49,21. Jessie Knight, da Grã-Bretanha, quebrou seu PB pela segunda vez em quatro dias ao marcar 54,74 nos 400m com barreiras femininos, o que lhe rendeu a vitória à frente da ucraniana Anna Ryzhykova (55.09).

Cathal Dennehy para World Athletics

Tradução de:

https://www.worldathletics.org/competitions/world-athletics-continental-tour/news/ostrava-golden-spike-2021-vetter

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