segunda-feira, 14 de junho de 2021

EM SÃO PAULO

Pinheiros é hexacampeão do Troféu Brasil 


Assessoria de Comunicação da CBAt

13 de junho 

Bragança Paulista - O Esporte Clube Pinheiros venceu o 40º Troféu Brasil Loterias Caixa de Atletismo com 409 pontos e também foi o campeão no masculino (231 pontos) e feminino (178). Foi o sexto título consecutivo do clube de São Paulo na competição interclubes mais importante da América Latina, realizada de quinta a domingo (10 a 13/6), no Centro Olímpico do Treinamento e Pesquisa (COTP), em São Paulo.

A Orcampi, de Campinas (SP), foi a segunda colocada no geral (251 pontos) e também no masculino (128) e feminino (123). O CT Maranhão, com uma equipe criada há dois anos e que se reforçou para a temporada 2021 mostrou nas pistas um time competitivo e ficou em terceiro lugar na classificação geral 186 pontos e também no masculino (101) e feminino (85). 

A União Catarinense de Atletismo (UCA), com 121 pontos, foi a quarta colocada no geral e também no feminino (69). No masculino, a quarta colocação ficou com a CASO, do Distrito Federal (65). O Instituto Elisângela Maria Adriano (IEMA) foi o quinto colocado no geral (95) e também no feminino (65). A AABLU, de Blumenau (SC), terminou em 5ª no masculino (64). 

No quadro geral de medalhas, São Paulo ficou em primeiro lugar, com 67, sendo 22 de ouro, 22 de prata e 23 de bronze. Santa Catarina ficou em segundo lugar, com 26 (5, 11 e 10), seguida do Maranhão, com 12 medalhas (5, 4 e 3).

Os melhores atletas da competição também são do Pinheiros. No masculino, Augusto Dutra foi indicado por sua performance no salto com vara: venceu com 5,72 m, recorde do Troféu. No feminino, Eliane Martins foi a melhor atleta do torneio, por sua performance no salto em distância, que venceu neste domingo (13/6), com 6,67 m (1.1). 

"Fizemos a entrega de um evento de excelência, com total segurança. Foi um sucesso com relação ao cumprimento dos protocolos de segurança sanitária. Quero agradecer à comunidade por ter respeitado todas as nossas indicações", disse Wlamir Motta Campos, presidente do Conselho de Administração da CBAt. Observou que a organização da CBAt recebeu elogios de Bruno Souza, secretário Nacional de Alto Rendimento de Esportes, Tiago Melim, secretário de Esportes da Prefeitura de São Paulo, do ex-judoca Thiago Camilo, responsável pelo Centro Olímpico. "Conseguimos manter um ótimo padrão com relação ao distanciamento, uso de máscaras, de álcool em gel e, principalmente, pelo uso de alta tecnologia para o pré-diagnóstico de COVID." 

"Do ponto de vista técnico foi um grande evento, com bons resultados e a corrida olímpica está mais viva do que nunca e posso dizer aos nossos patrocinadores e apoiadores que conseguimos fazer a nossa parte. Também recebi palavras elogiosas com relação a organização do evento, com preocupação extrema com o atleta, o que foi possível com o patrocínio da Prevent Senior. Todos os atletas tiveram atendimento de fisioterapia e recuperação com equipamento de alta tecnologia", acrescentou Wlamir, dizendo que está tranquilo de "que a CBAt fez o melhor evento que poderia ter feito".

Os resultados completos e a classificação por equipes podem ser acessadas no hotsite da competição: CLIQUE AQUI

A competição teve o apoio do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) que desenvolve o Programa de Formação de Atletas juntamente aos clubes integrados e ENADs (https://cbclubes.org.br/).

A Prevent Senior Sports é patrocinadora do atletismo brasileiro para a entidade gestora do esporte e os atletas brasileiros, visando a saúde integral dos indivíduos e apoio às competições.

As Loterias Caixa são a patrocinadora máster do atletismo brasileiro.

Darlan Romani vence o peso do Troféu Brasil 



O catarinense Darlan Romani (Pinheiros-SP) venceu pela 10ª vez a prova do arremesso do peso do 40º Troféu Brasil Loterias Caixa de Atletismo, encerrado na tarde deste domingo (13/6) no Estádio do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, na Vila Clementino, em São Paulo.

Recordista brasileiro e sul-americano, com 22,61 m, ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019, quarto colocado no Mundial de Doha-2019 e eleito duas vezes o melhor representante do atletismo nacional pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), ele venceu a prova com 20,46 m e já assumiu a liderança no Ranking Brasileiro de 2021, de volta após tratamento de lesão.

“Gostei muito do resultado porque a prova marcou a minha volta depois de seis meses. Estou retomando a rotina e quero competir o máximo possível antes de viajar para o Japão”, disse Darlan, que espera participar de pelo menos mais três competições. “Quero manter os treinos e ganhar ritmo de prova”, completou Darlan, de 30 anos, que ganhou um peso oficial da Pista e Campo, fornecedora da CBAt.

William Braido (Orcampi-SP) conquistou a medalha de prata, com 19,44 m, e Willian Denilson Venâncio Dourado (UCA-SC), companheiro de treinamento de Darlan, em Bragança Paulista (SP), levou o bronze, com 19,40 m.

Outro destaque da última etapa foi o paranaense Alexsandro Melo, o Bolt (CT Maranhão), que ganhou o ouro no salto triplo, com 16,82 m (2.8). Foi a sétima medalha de Bolt na história do Torneio Brasil e a segunda na edição 2021. Na sexta-feira (11/6), ele ganhou o salto em distância, com 8,02 m (0.3).

“Fiquei feliz por mais duas conquistas e quero manter a tradição brasileira no triplo. Queria saltar mais de 17,00 m, mas não deu. Agora é focar tudo na preparação para a Olimpíada”, disse o atleta de 25 anos. “Já estou vacinado e vou esperar as decisões do COB sobre a preparação final. Acho que devo fazer algumas competições na Europa.”

O paulista Mateus Daniel Adão de Sá (Pinheiros-SP), medalha de bronze no Mundial Sub-20 de Eugene-2014, terminou em segundo lugar, com 16,17 (0.7), seguido do carioca Gabriel Sousa dos Santos (Mangueira do Futuro-RJ), com 16,17 m (4.2).

Na qualificação do triplo, no sábado (12/6), Felipe Izidoro da Silva saltou 15,71 m, garantindo índice de 15,60 m do Mundial de Nairóbi, no Quênia, de 17 a 22 de agosto, e de 15,48 m do Campeonato Pan-Americano Sub-20 de Santiago, no Chile, de 22 a 24 de outubro.

Nos 200 m, duas finais muito disputadas. Jorge Henrique Vides e Paulo André de Oliveira, ambos do Pinheiros-SP, cruzaram juntos a linha de chegada, com 20.42 (-1.4). Nos milésimos de segundo, Jorge ficou com o ouro. “Tive uma lesão no camping dos Estados Unidos, em março, e fiquei fora do Mundial de Revezamentos da Polônia. Estou feliz pela minha recuperação e focado para integrar a equipe em Tóquio”, disse o carioca de 28 anos, que embarca quinta-feira (17/6) para o camping olímpico do revezamento em Rio Maior, em Portugal.

Jorge Vides terá a companhia de Paulo André e Derick Souza, medalha de bronze nos 200 m, também do Pinheiros, na viagem à Europa. “Vou me reencontrar com o meu técnico, Felipe de Siqueira, que está lá. Há dois meses, recebo os treinamento pelo WhatsApp e depois mando um vídeo para ele analisar”, completou.

Nos 200 m feminino, Ana Carolina Azevedo (CT Maranhão) foi a bicampeã do Troféu Brasil, com 23.48 (-3.1) . “O vento a favor atrapalhou minhas marcas nas competições que disputei nos Estados Unidos, que não foram homologadas, e agora tive vento contra”, lembrou a velocista. “Vou tentar a vaga olímpica até o último dia do prazo nos 200 m.”

Ana Claudia Lemos (SEM-SC), ouro nos 100 m, foi vice-campeã dos 200 m, com 23.52, seguida de Tiffani Marinho (Orcampi-SP), com 23.53. Tiffani, aliás, mostrou muita disposição no torneio. Ela ganhou três medalhas de ouro (400 m, 4x400 m misto e 4x400 m) e duas de bronze (200 m e 4x100 m). “Acho que arrasei”, disse, brincando. “Há um ano não conseguiria dar esses sete tiros que dei aqui”, completou a atleta, integrante da equipe medalha de prata no 4x400 m misto do Mundial de Revezamentos da Polônia, em maio.

Homenagem - Durante a última etapa, a Confederação Brasileira de Atletismo prestou uma homenagem a Martinho Nobre dos Santos, que foi o diretor de competição do Troféu Brasil, por mais de quatro décadas de dedicação ao esporte, como atleta, árbitro, dirigente e organizador. “Estou no atletismo desde os anos de 1970 e vivi o dia a dia do esporte. A experiência de ter sido o diretor do atletismo nos Jogos Olímpicos do Rio é inesquecível”, comentou Martinho, após receber uma placa das mãos do presidente do Conselho de Administração da CBAt, Wlamir Motta Campos.

Nos quatro dias de disputas, o Centro Olímpico recebeu a visita de diversos Ídolos do Atletismo, como Maurren Maggi, Lucimar Moura, Thaissa Presti, Rosemar Coelho Neto, Sandro Viana, José Carlos Moreira, o Codó, Mauro Vinícius Duda da Silva e Edson Luciano Ribeiro, que é vice-presidente da CBAt, e do bicampeão da Maratona de Nova York Marílson Gomes dos Santos.

A competição teve suas normas adaptadas para o atendimento aos protocolos de enfrentamento da pandemia da COVID-19. Mais informações como resultados completos e classificação por equipes podem ser acessadas no hotsite da competição: CLIQUE AQUI


Melhores marcas do ano de Gong em Shaoxing e Dustin em Nice

 Arremessador de peso chinês Gong Lijiao (© AFP / Getty Images)

A bicampeã mundial de arremesso do peso Gong Lijiao produziu uma das melhores marcas de sua carreira ao conquistar a prova no Campeonato Chinês em Shaoxing, no domingo (13).

A atleta de 32 anos arremessou além dos 19 metros em todas as suas cinco tentativas válidas. Ela abriu com 19,43m, depois melhorou para 19,56m na terceira rodada e 19,90m na ​​quinta rodada antes de conseguir a melhor marca mundial do ano com 20,31m na rodada final.

A última vez que alguém arremessou mais longe foi em 2018, quando a própria Gong registrou 20,38m.

Song Jiayuan, medalhista de prata mundial Sub-20 em 2016, terminou em segundo com 18,95m, enquanto a finalista de vários Campeonatos Mundiais Gao Yang foi terceira com 18,44m.

O medalhista mundial indoor de prata Su Bingtian igualou o melhor tempo da temporada de 9,98 (0,8m / s) para vencer os 100m masculinos, terminando confortavelmente à frente de Xie Zhenye (10,15). Em terceiro, Yan Haibin ficou a 0,04 do recorde chinês Sub-20, com um PB de 10,22.

Por outro lado, o medalhista de prata asiático Zhu Yaming ficou a um centímetro de seu PB para vencer o salto triplo masculino com 17,39 m, enquanto o medalhista mundial de bronze indoor de 2016 Huang Changzhou venceu o salto em distância masculino com 8,19 m. Wang Chunyu registrou um PB de 1:59,42 para vencer os 800m femininos por quase seis segundos, e a medalhista mundial de bronze Wang Zheng levou o martelo feminino com 73,38m.

Dustin melhora seu tempo nos 800 m em Nice

O britânico Oliver Dustin tirou quase dois segundos do seu PB nos 800m com uma apresentação inédita na França no sábado (12), marcando 1:43,82, melhor marca mundial do ano no Meeting International de Nice.

Em sétimo lugar, um pouco atrás do líder Elliot Giles na reta final, Dustin, de 20 anos, diminuiu a diferença a 200 metros do final. Passando da sétima para a terceira posição na última curva, o campeão europeu Sub-20 de 2019 disparou para ultrapassar os franceses Gabriel Tual e Giles. Ele venceu por mais de meio segundo, com Tual conquistando o segundo lugar com um PB de 1:44:44 e o colega britânico de Dustin Giles - que correu 1:43,63 indoor em fevereiro - terminando em terceiro lugar com 1: 45,05.



Oliver Dustin vence os 800m em Nice (© Dan Vernon) 

A  corredora Netsanet desta vez venceu os 800m femininos com 2: 00,86, quatro dias depois de terminar em quarto lugar com 1:59,39 no Ethiopian Trials em Hengelo, à frente da irlandesa Georgie Hartigan (2: 00,88).

A alemã Hanna Klein foi outra a atingir seu recorde pessoal para uma marca de qualificação olímpica, melhorando para 4:02,58 para vencer os 1500m, enquanto a australiana Jye Edwards venceu a corrida masculina em 3:34,74.

Yalemzerf Yehualaw da Etiópia venceu os 5000m por dois segundos à frente de Eilish McColgan da Grã-Bretanha, 14:53,77 a 14:55,79, enquanto Morgan McDonald venceu a corrida masculina de forma apertada com 13:13,67. Ele segurou a finalização rápida de Mike Foppen, vencendo  por apenas 0,02 quando o líder da prova Stephen Kissa foi ultrapassado na última volta e ficou para atrás, terminando em  quinto lugar.

O francês Mehdi Belhadj (8:17.04) e o queniano Fancy Cherono (9: 27.30) venceram as provas de 3000 m com obstáculos.

O americano Mike Rodgers correu 10,09 (1,4 m / s) nos 100 m.

Bol, McDermott e Denny se destacam no segundo Oceania Invitational

Peter Bol, Nicola McDermott e Matt Denny foram os destaques do segundo encontro  Oceania Invitational no sábado (12), enquanto os atletas da região continuavam se preparando para os Jogos Olímpicos de Tóquio.

Competindo no Runaway Bay Gold Coast Performance Center, Bol se encontrou a si mesmo com tempo de 1:44 pela segunda semana consecutiva nos 800m masculinos.

Mas onde ele perdeu por pouco o recorde do estado de Queensland de Peter Bourke de 1:44,78 no primeiro confronto, desta vez Bol foi um pouco abaixo com uma vitória de 1:44,62, que também é a mais rápida para um australiano em casa. Puxado novamente por Jared Micallef, Bol completou a primeira volta em 51 segundos. Ao longo da reta final, Brad Mathas, da Nova Zelândia, manteve-se tenuemente em contato, mas com o vento na reta final era só Bol. Ele cruzou a linha com 15 metros de diferença.

Mathas foi perseguido pelo companheiro de equipe Kiwi James Preston, que ficou em segundo lugar com 1:46,52 a 1:46,65.

Depois de estabelecer um recorde nacional e se tornar a primeira mulher australiana a saltar dois metros na conquista do título nacional em abril, Nicola McDermott estava de volta a esse nível no salto em altura feminino.

McDermott não conseguiu se sair bem nesta ocasião, apesar das três boas tentativas, e teve de se contentar com a vitória com 1,96m. Com Eleanor Patterson tendo retornado à competição internacional com uma performance de 1,93 m no frio e úmido Turku no início da semana, a Austrália terá dois finalistas em potencial no evento em Tóquio.

Apesar de terminar em sexto no Campeonato Mundial de Atletismo em Doha 2019 e estar seguro entre os 10 primeiros no ranking mundial, o padrão de qualificação automática de 66m no disco masculino continuou a escapar de Matt Denny.

Agora não. Tendo lançado 63,33 m na 'qualificação' no dia anterior, Denny completou uma simulação de qualificação à final com um lançamento de 66,15 m no disco masculino.

O campeão mundial Sub-18 de 2013, Denny, havia lançado 65 metros já em 2016, ano em que se destacou pela vaga na Seleção Olímpica do Rio. Apesar de ultrapassar regularmente a linha de 65 metros desde então (incluindo seus 65,43 metros na final em Doha), o próximo metro permaneceu tentadoramente fora de alcance.

Denny disse que ele e seu treinador decidiram competir dois dias seguidos depois que as condições na sexta-feira não eram boas para o lançamento.

“Íamos ter uma boa chance na sexta-feira”, disse Denny. “Lancei bem, mas (o disco) saiu da minha mão como um tijolo.”

Denny disse que a espera não o incomodou, nem mesmo quando viu outros lançando grandes distâncias em boas condições internacionalmente.

“Eu sei onde estou sentado no mundo. Fui sexto no Mundial no que se refere a isso, embora muitos outros tenham lançado mais longe. Então você tem que manter essa perspectiva. ”

O adolescente neozelandês Connor Bell terminou em segundo atrás de Denny com um melhor de 63,99 m, o que aumentará suas chances de se classificar para Tóquio no ranking mundial.

Kathryn Mitchell, que fez o lançamento mais longo do mundo em 2018, venceu o dardo feminino com uma marca de 63,50 m, aumentando novamente sua posição no ranking. Maddison Wesche, da Nova Zelândia, arremessou com 18,47 m, no peso feminino, três centímetros abaixo do padrão olímpico.

Haverá mais uma reunião de área para atletas da Oceania no Festival de Atletismo em Townsville no próximo fim de semana.

Len Johnson para World Athletics

Dunfee bate recorde canadense em Burnaby

O medalhista mundial de bronze dos 50 km de marcha atlética, Evan Dunfee, registrou melhor marca mundial do ano com 38:39,72  ao vencer a marcha atlética de 10.000m no Harry Jerome Classic em Burnaby no sábado (12).

Ele passou pela metade do percurso em 19:21, colocando-o no bom caminho para quebrar seu próprio recorde canadense de 38:54,20. Ele manteve esse ritmo pelos próximos quatro quilômetros e então aumentou o ritmo na última volta, cruzando a linha em 38:39,72 para passar para o 27º lugar na lista de todos os tempos do mundo.



“Eu não tinha muita energia para uma finalização forte, e eu sinto que talvez com uma preparação um pouco mais específica, eu poderia ter mantido um ritmo mais rápido, mas estou emocionado com isso”, disse ele. “As coisas estão no caminho certo. Estou bem, estou saudável, estou feliz. ”

Também em Burnaby, o finalista mundial Michael Mason venceu o salto em altura masculino com o melhor salto da temporada de 2,30 m - seu melhor salto desde o Campeonato Mundial de 2019. Regan Yee venceu uma disputa acirrada na corrida de 3000 m com obstáculos feminino, com um PB de 9:31,07 para terminar 0,20 à frente de Alycia Butterworth.

Hall vence o New York Mini 10K

Sara Hall marcou 31:33 para vencer o Mastercard New York Mini 10K no sábado (12) ao testar sua forma antes das seletivas da equipe olímpica dos Estados Unidos. 

Em um percurso mais íngreme do que o normal do  New York Mini 10K , a vice-campeã da Maratona de Londres 2020 terminou seis segundos à frente de Violah Cheptoo do Quênia, conquistando seu segundo título consecutivo no evento após sua vitória em 2019. Monicah Ngige do Quênia foi a terceira em 31:59.

"É tão bom estar de volta aqui correndo na cidade de Nova York e fazer uma corrida de verdade. Estou ansiosa por isso", disse Hall. "Este é o impulso que eu precisava para as seletivas olímpicas em duas semanas."

Tradução de:

https://www.worldathletics.org/news/report/bol-mcdermott-denny-oceania-invitational

Dupla alegria para Mu, Sturgis e Cockrell no último dia do campeonato da NCAA


 Athing Mu a caminho de vencer os 400m no Campeonato da NCAA (Getty Images / Jamie Schwaberow)

A adolescente norte-americana Athing Mu encerrou sua temporada universitária de 2021 com dois recordes no último dia do Campeonato da NCAA em Eugene, no sábado (12).

A aluna da Texas A&M, que está invicta ao ar livre nos 400m e 800m este ano, optou por se concentrar na prova mais curta em Eugene. Depois de uma vitória confortável de 51,04 nas baterias na quinta-feira, ela dominou a final e venceu por mais de um segundo, quebrando seu próprio recorde universitário e norte-americano  Sub-20 com 49,57.

A outra corredora Sub-20 Talitha Diggs, representando a Universidade da Flórida, terminou em segundo lugar com 50,74, enquanto a canadense Kyra Constantine da USC ficou em terceiro em 50,87.



“Estou muito feliz por ter vencido; Estou morrendo de vontade de ter o título dos 400m desde a temporada indoor ”, disse Mu, cuja única derrota neste ano foi no campeonato indoor da NCAA.

Apenas 80 minutos depois de vencer o título individual dos 400m, Mu se juntou a Tierra Robinson-Jones, Charokee Young e Jaevin Reed para vencer o revezamento 4x400m com recorde escolar de 3:22,34. A perna âncora de Mu de 48,85 é o tempo mais rápido já registrada no campeonato da NCAA.

“É incrível”, disse Mu. Quando fizemos o check-in, eu disse: 'vamos conseguir o registro escolar', então sabíamos que estava chegando. ”

Mu, que completou 19 anos no início desta semana, agora vai voltar sua atenção para as seletivas olímpicas dos EUA, onde estará entre as principais competidoras nos 800m, tendo registrado um recorde norte-americano Sub-20 de 1:57,73 no início deste ano.

“Estou feliz por voltar à 'minha' corrida (800m) para as provas”, disse ela. “Eu só quero ir lá e dar o meu melhor e, com sorte, entrar no time”.

Mu foi uma das três mulheres a ganhar dois títulos no sábado.

Cambrea Sturgis, da North Carolina A&T State University, conseguiu as melhores performances de sua vida para vencer as duplas de 100m e 200m. Ela explodiu dos blocos nos 100m e, apesar dos melhores esforços de Twanisha Terry, dos EUA, não foi alcançada, correndo rápido para  conseguir 10,74  com vento a favor de  2,2m/s. Terry, a medalhista mundial de prata Sub-20, ficou em segundo lugar com 10,79, enquanto Tamara Clark (10,88) e Kemba Nelson (10,90) foram os próximos a cruzar a linha.


Clark foi a adversário mais difícil de Sturgis nos 200m. 
Clark, uma estudante da Universidade do Alabama, teve uma boa largada e estava um pouco à frente de Sturgis quando saíram da curva. Mas a pequena Sturgis, correndo duas raias depois de Clark, recuperou a diferença nos metros finais e cruzou a linha com a melhor marca pessoal de 22.12 (0.2m / s). Clark foi a segunda em 22,17 enquanto Anavia Battle of Ohio State foi a terceira (22,42).

Anna Cockrell, campeã mundial U20 dos 400m com barreiras em 2016, tornou-se  a segunda mulher na história do colegial a vencer as duas corridas com barreiras no campeonato da NCAA. Ela conquistou o título dos 100m com barreiras com 12,58 (0,4m / s) depois de definir uma marca pessoal (PB) de 12,54 nas baterias. A líder colegial Tonea Marshall correu 12,48 nas eliminatórias, mas desistiu da final.

Apenas 45 minutos depois, Cockrell estava de volta à pista para os 400m com barreiras. A aluna da USC fez uma corrida controlada e ultrapassou bem as barreiras, atingindo um PB de 54,68 para vencer por mais de um segundo. Shannon Meisberger, do Arizona, conquistou o segundo lugar com 55,70.

Tyra Gittens, do Texas A&M, garantiu um conjunto de medalhas. A polivalente atleta de Trinidad e Tobago ficou em segundo lugar no salto em distância na quinta-feira, depois passou a dominar o heptatlo na sexta e no sábado, vencendo com 6.285 e batendo Michelle Atherley de Miami por 218 pontos.

Entre as duas últimas disciplinas do heptatlo, Gittens disputou o salto em altura e terminou em terceiro com 1,87m em uma competição vencida por Rachel Glenn com 1,93m.


A corrida com obstáculos feminina provou ser uma das corridas mais disputadas e emocionantes do campeonato. 
Mahala Norris, da Academia da Força Aérea, estava em terceiro lugar ao se aproximar da barreira final. Apesar de perder algum ímpeto, ela conseguiu recuperar seu passo para superar Joyce Kimeli de Auburn e Katie Rainsberger de Washington para vencer com marca pessoal de 9:31,79. Kimeli terminou apenas 0,05 atrás, com Rainsberger sendo terceira em 9:32,12.

Por outro lado, o lançador holandês Jorinde van Klinken, representando o Estado do Arizona, venceu o disco com 65,01 m na rodada final, quebrando o recorde do campeonato. E Elly Henes, do estado da Carolina do Norte, venceu os 5000m com 15:28.05, 30 anos depois que sua mãe e técnica Laurie conquistara o título.

Jon Mulkeen para World Athletics

Tradução de: https://www.worldathletics.org/news/report/ncaa-championships-2021-mu-sturgis-cockrell-gittens

sábado, 12 de junho de 2021

Eriksen cai desacordado em campo e partida da Euro é suspensa

Christian Eriksen teve um mal súbito e foi atendido no gramado. Ele foi encaminhado a um hospital



O primeiro jogo do Grupo B da Europa, entre Finlândia Dinamarca, teve de ser suspenso no início da tarde deste sábado (12) após o meio campista dinamarquês Christian Eriksen, o craque do time, passar mal perto do fim do primeiro tempo. 

A UEFA, Federação Europeia de Futebol, confirmou que o jogador foi enviado ao hospital de Copenhague com um quadro de saúde estável. Um novo boletim de informações deverá ser emitido nas próximas horas.

Antes da cobrança de um lateral, nos minutos finais do primeiro tempo, Eriksen passou mal e foi ao chão. Não houve choque com outros atletas. Ele recebeu atendimento médico e passou por um procedimento de massagem cardíaca. 


Ele teve algumas convulsões, mas foi retirado do gramado com um balão de oxigênio em uma das macas do estádio em Copenhagen, na Dinamarca. 

ERIKSEN SAIU DO ESTÁDIO ESTÁVEL

Segundo informações preliminares da rede de televisão BeIn Sports, Eriksen saiu do estádio com uma situação de saúde estável e está vivo. 

QUEM É CHRISTIAN ERIKSEN

Eriksen tem 29 anos e joga como meio campista pela seleção da Dinamarca. Atualmente faz parte, também, do elenco da Inter de Milão, da Itália, time pelo qual foi campeão do Italiano da temporada 2020/2021.

O atleta dinamarquês começou a carreira profissional no Ajax, da Holanda, ainda em 2010. 

Já na temporada 2013/2014 foi transferido para o Tottenham (Inglaterra), que teve de desembolsar 15 milhões de euros. Ele ficou no time de Londres até a temporada 2019/2020, quando se transferiu para a Inter de Milão, em um acordo de 27 milhões de euros.

Eriksen, que tem dois filhos e é conhecido como "príncipe dinamarquês" pela torcida europeia, sempre teve relações com a seleção da Dinamarca, integrando convocações desde 2007, ainda pela equipe sub-17.  É considerado o grande astro da seleção do país.




quarta-feira, 9 de junho de 2021

Anunciada a equipe olímpica de refugiados



Sete atletas refugiados vão disputar o atletismo nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, parte de um elenco de 29 pessoas anunciado neste dia 8 de junho pelo Comitê Olímpico Internacional.

Competindo sob a bandeira olímpica como Seleção Olímpica de Refugiados do COI, os atletas participarão de 12 modalidades nos Jogos Olímpicos adiados em 2020, a realizar-se de 23 de julho a 8 de agosto, com o atletismo representado pelo maior elenco.

A equipe inclui Rose Nathike Lokonyen, porta-bandeira da equipe nos Jogos de 2016 no Rio, e Anjelina Nadai Lohalith, outra veterana da equipe de 2016 de 10 integrantes. Originais do Sudão do Sul, elas  moram e treinam no acampamento da Fundação Tegla Loroupe pela Paz em Ngong, Quênia. Lokonyen vai competir nos 800m e Lohalith nos 1500m.

Loroupe, ex-recordista mundial de maratona, tricampeã mundial e olímpica de 2000, vai repetir seu papel como Chefe de Missão da equipe.

À frente da seleção masculina está Tachlowini Gabriyesos, atleta da eritreia de 23 anos que marcou 2:10:55 na Maratona de Hahula Galilee em 14 de março e se tornou o primeiro atleta refugiado a melhorar o padrão de qualificação olímpica. Sua corrida em Sapporo marcará a terceira participação na maratona de Gabriyesos, que treina com o Emek Hefer Club em Tel Aviv.

Jamal Abdelmaji Eisa Mohammed, refugiado sudanês que treina com o Alley Runners Club em Tel Aviv desde 2014, vai competir nos 5000m. Mohammed, 27, competiu no World Athletics Refugee Team (ART) no Campeonato Mundial de Cross Country 2019 e no Campeonato Mundial de 2019. Mais recentemente, ele representou a ART na European 10.000m Cup em Birmingham no último fim de semana, terminando em quinto lugar na corrida B com 28:52,64. Ele definiu sua melhor marca nos 5000 m com 13:54,28 em 2019.

Paulo Amotun Lokoro, outro refugiado do Sudão do Sul radicado no campo de Ngong, também fará sua segunda apresentação olímpica, novamente competindo nos 1500m. Lokoro, 29, melhorou seu recorde pessoal para 3:47,03 em 2019 e competiu no Mundial de Atletismo ART no Campeonato Mundial de Meia Maratona de 2018 e no Campeonato Mundial de 2019.

Dorian Keletela, refugiada congolesa radicada em Portugal, vai competir nos 100m. Keletela, de 22 anos, competiu nos 60m do Europeu Indoor em março, sendo a primeira atleta refugiada a competir nesses campeonatos. Keletela tem um tempo de 10,46 em 2020.

James Nyang Chiengjiek, outro integrante do time que competiu no Rio de Janeiro que vai disputar os 800m em Tóquio, completa o elenco. Ele competiu nos 400m  nos últimos Jogos Olímpicos.

Três treinadores farão parte da delegação do atletismo: Francis Obikwelu, medalha de prata olímpica de 2004 nos 100m; o veterano técnico de meia distância Joseph Domongole, do Quênia; e Alemayehu Gebrmeskel, de Israel, que treinará as provas a distância.

Os atletas foram selecionados a partir de um grupo de 55 atletas refugiados atualmente apoiados pelo COI por meio do programa de Bolsas Olímpicas para Atletas Refugiados. Na Cerimônia de Abertura, em 23 de julho, a equipe será a segunda delegação a entrar no estádio, enviando uma mensagem poderosa de inclusão, solidariedade e esperança ao mundo, ao mesmo tempo em que conscientiza ainda mais a situação de mais de 80 milhões de pessoas que atualmente estão deslocadas no mundo todo.


O Presidente do COI, Thomas Bach, anuncia a Equipe Olímpica de Refugiados do COI para Tóquio 2020 (mídia do COI) © Copyright

 

“Parabéns a todos vocês”, disse o presidente do COI, Thomas Bach, dirigindo-se aos atletas.

“Quando você, a Equipe Olímpica de Refugiados do COI e os atletas dos Comitês Olímpicos Nacionais de todo o mundo, finalmente se reunirem em Tóquio em 23 de julho, isso enviará uma mensagem poderosa de solidariedade, resiliência e esperança ao mundo. Você é parte integrante de nossa comunidade olímpica e damos as boas-vindas de braços abertos. ”

O Alto Comissário do ACNUR, Filippo Grandi, também deu os parabéns.

“Estou emocionado em parabenizar cada um dos atletas que foram nomeados para a Equipe Olímpica de Refugiados Tóquio 2020”, disse ele.

“Sobreviver à guerra, à perseguição e à ansiedade do exílio já os torna pessoas extraordinárias, mas o fato de agora também se destacarem como atletas no cenário mundial me enche de imenso orgulho. Mostra o que é possível quando os refugiados têm a oportunidade de aproveitar ao máximo seu potencial. ”

A delegação completa se reunirá pela primeira vez como uma equipe na Aspire Academy em Doha, nos dias 12 e 13 de julho, antes de voar para o Japão no dia 14 de julho. Durante os Jogos, a equipe será hospedada pela Universidade Waseda, que fornecerá hospedagem e instalações de treinamento, antes que os atletas se mudem para a Vila Olímpica para as respectivas competições.

A Seleção Olímpica de Refugiados do COI competirá em Tóquio sob a sigla francesa EOR, que significa Equipe Olympique des Réfugiés. Em todas as outras competições, os atletas refugiados competem como parte da World Athletics Athlete Refugee Team (ART).

Bob Ramsak para World Athletics

Tradução de:

https://www.worldathletics.org/competitions/olympic-games/news/refugee-olympic-team-tokyo

Gidey quebra o recorde mundial de 10.000 m em Hengelo


 Letesenbet Gidey estabelece um recorde mundial de 10.000 metros em Hengelo (© Global Sports Communication)

Apenas dois dias depois de Sifan Hassan registrar um recorde mundial nos 10.000m com 29:06.82 em Hengelo, Letesenbet Gidey da Etiópia - competindo na mesma pista na cidade holandesa - melhorou a marca em cinco segundos com 29:01.03 * para vencer as Eliminatórias da Etiópia em Terça (8).

* Sujeito ao procedimento usual de ratificação

Com poucas oportunidades de corrida no exterior, as Seleções Olímpicas da Etiópia ofereceram não apenas uma chance para os atletas etíopes defenderem sua escolha para representar seu país, mas também correr tempos rápidos. Como a capital da Etiópia, Adis Abeba, fica a cerca de 2.400 m, as corridas no pais são competitivas, mas muito mais lentas do que seriam ao nível do mar.

O programa de competição contou com todas as distâncias de 800m a 10.000m, incluindo a corrida com obstáculos. A luta principal, porém, foi a última: os 10.000m femininos.

Gidey, que no ano passado bateu o recorde mundial dos 5000m com 14:06,62, foi para a frente nas primeiras etapas, passando pelos 2000m em 5:54 e 3000m em 8:50. Ela chegou à metade do caminho em cerca de 14:42, o que a colocou um pouco atrás do ritmo recorde mundial que estava sendo indicado pela tecnologia Wavelight Azul, mas ela parecia extremamente confortável e tinha apenas Ababel Yeshaneh como companhia.

Gidey, medalhista mundial de prata dos 10.000m, rodou mais dois 2:55 quilômetros, atingindo 7000m em 20:32, e então começou a acelerar o ritmo. Quando ela começou a ultrapassar os competidores, logo ficou claro que a marca de Hassan duraria apenas mais alguns minutos.

Yeshaneh desistiu na segunda metade antes de finalmente desistir da corrida. Gidey, por sua vez, passou pelo sino apenas alguns segundos em 28 minutos, indicando que ela precisaria de uma volta final de cerca de 68 segundos para quebrar a marca de Hassan.

Apesar de ter que correr contornando as corredoras que já tinham levado voltas, Gidey deu uma volta final rápida e parou o cronômetro em 29: 01.03.

Em uma entrevista pós-corrida, Gidey revelou que estava confiante em seus planos para quebrar o recorde, mesmo que fosse uma tentativa ousada de um evento de testes. “Eu esperava bater o recorde mundial”, disse ela, mas indicou que tinha planos maiores. “Em seguida, tentarei novamente, para correr talvez 28:56.”

Se sua chance de fazê-lo virá antes ou depois de seu confronto com Hassan nas Olimpíadas, ainda não se sabe. A jovem de 23 anos se torna a primeira mulher a deter os recordes mundiais de 5000m e 10.000m desde que Ingrid Kristiansen o fez de 1986-1993.

Yeshaneh mais tarde desistiu, mas Tsigie Gebreselama conseguiu o segundo lugar com 30:06.01. Tsehay Gemechu foi a terceira com 30:19,29.

Getachew bate recorde nacional dos 800 metros

Ficou claro desde o início que os atletas estavam ansiosos para aproveitar as condições ideais de corrida em Hengelo.

A noite começou com uma demonstração da crescente profundidade da corrida com obstáculos na Etiópia. Bikila Tadese Takele, que conquistou o título africano Sub-18 com obstáculos em 2019, terminou em primeiro lugar na corrida masculina com 8: 09,37. Mekides Abebe, que recentemente baixou seu recorde pessoal para 9h02,52 na reunião da Wanda Diamond League em Doha, levou para casa a vitória na corrida feminina com 9h13,63 com Lomi Muleta logo atrás em 9h14min03.

Sparks realmente começou forte nos 800m femininos quando a estreante Werkwuha Getachew surpreendeu as demais atletas, vencendo com um recorde nacional e melhor marca mundial do ano com 1:56,67. Ela venceu a corredora de 800m de maior sucesso da Etiópia, Habitam Alemu, por mais de um segundo, em seu primeiro tempo quebrando dois minutos.

Getachew, cujo primeiro nome se traduz como 'água dourada', era relativamente desconhecida antes da corrida, mas ela parece estar aproveitando o crescimento da corrida de meia distância feminina etíope. Alemu, apesar de se sentir desapontada após sua finalização na segunda colocação, está feliz em ver seu evento crescer. “Podemos encontrar ainda mais jovens para os 800m”, disse ela, indicando que os atletas etíopes nas distâncias mais curtas só agora estão sendo devidamente treinados. E ela não desanima de forma alguma: “Ainda quero fazer algo realmente especial nos 800m.”

Os 5000m femininos aconteceram num ritmo agressivo, mantendo um ritmo de 14:11 na maior parte da corrida. Gudaf Tsegay tentou fugir com a corrida no meio do caminho, então lutou para uma volta, permitindo que Senbere Teferi e Ejgayehu Taye restabelecessem o contato e lutassem pela vitória.

Tsegay, no entanto, ressurgiu de sua situação difícil para superar as outras e terminar com 14: 13,32, o quinto tempo mais rápido da história. Taye e Teferi correram 14:14.09 e 14:15,24 respectivamente, subindo para o sexto e sétimo lugar na lista mundial de todos os tempos.

Os 5000m masculinos ficaram bem abaixo do ritmo de 13 minutos, com muitos curiosos para saber como se sairia o especialista em corridas de obstáculos Getnet Wale. 'Bem' foi a resposta, com Wale a juntar-se ao pelotão da frente, que se reduziu a Nibret Melak e ao líder Milkesa Mengesha até à última volta. Melak, que venceu o mais recente campeonato Jan Meda Cross Country, desafiou Wale na reta final, mas o vencedor da corrida com obstáculos da Diamond League 2019 ultrapassou Melak e conseguiu a vitória com 12:53,28.

“Posso correr ainda mais rápido”, disse Wale, que ainda estava entusiasmado com o resultado. “Há muito tempo que desejo fazer uma corrida rápida e plana de 5000m. Eu sabia que tinha a velocidade e com um ritmo melhor, poderíamos ter corrido definitivamente para 12:40. ”

Melak foi recompensado com uma grande marca pessoal (PB) de 12:54,22, enquanto Mengesha - o campeão mundial de cross-country Sub-20 - registrou um PB de 12:58,28 para o terceiro lugar. Addisu Yehune, um atleta sub-20, ficou em quarto lugar em 12:58,99.

Ambas as corridas de 1500m também viram tempos impressionantes. Freweyni Hailu, vencedora do recente encontro Continental Tour Gold em Ostrava, estabeleceu um grande PB e melhor marca do ano para vencer o evento com o tempo de 3:57,33. A campeã mundial Sub-20 dos 800m, Diribe Welteji, estabeleceu um recorde nacional Sub-20 de 3: 58,93 para terminar em segundo lugar.

O tempo de vitória nos 10.000 metros masculinos pode não ter ameaçado os livros dos recordes, mas mesmo assim foi uma corrida emocionante.

O medalhista de prata mundial dos 5000m Selemon Barega assumiu o controle da corrida logo no início, e lançou em ondas regulares, correndo passos desiguais na tentativa de desestabilizar os demais. O atleta Sub-20 Tadese Worku também compartilhou a liderança antes de desaparecer junto com a maioria do pelotão durante a tumultuada corrida.

Enquanto o medalhista de prata mundial dos 10.000 metros Yomif Kejelcha e o campeão nacional dos 10.000 metros Berihu Aregawi se aproximavam do líder de longa data nas fases finais, parecia que Barega tinha jogado todas as suas cartas cedo demais. No entanto, uma última volta extremamente rápida de cerca de 51 segundos provou que Barega ainda tinha energia suficiente. Barega, Kejelcha e Aregawi lutaram nos 200 metros finais para terminar em 26:49,51, 26:49,73 e 26:50,37, respectivamente.

A equipe olímpica etíope ainda não foi finalizada, já que esta competição final ocorreu ao longo de uma série de competições em que os competidores em potencial tiveram a oportunidade de provar sua aptidão física e capacidade de corrida. Mas uma coisa estava certa: a equipe olímpica etíope estará pronta e eles serão rápidos.

Hannah Borenstein para World Athletics

https://worldathletics.org/news/report/letesenbet-gidey-world-10000m-record-hengelo


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