quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Atletismo - Troféu Brasil Caixa de Atletismo começa nesta quinta-feira, 10


Paulo André de Oliveira, do Pinheiros, é um dos favoritos nos 100 metros no Troféu Brasil. - Wagner Carmo/CBAt/Direitos Reservados

Começa nesta quinta-feira 10 de novembro  o Troféu Brasil Caixa de Atletismo. A competição será realizada  sem a presença de público no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, em São Paulo. Este é o principal torneio interclubes da modalidade em nível nacional e sul-americano, o evento contará com muitos nomes de destaque do esporte.

Novamente o clube paulistano Pinheiros participa como favorito na busca pelo pentacampeonato com um time de 63 atletas. 

Os principais são Darlan Romani (arremesso do peso), Paulo André de Oliveira (100 metros), Aldemir Gomes Junior (200 metros), Alison Santos (400 metros com barreiras), Gabriel Constantino (110 metros com barreiras), Augusto Dutra (salto com vara), Vitória Rosa (200 metros), Érica Sena (20 km marcha atlética) e Andressa de Oliveira Morais (lançamento do disco). Todos esses são estão garantidos nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2021.

A competição segue até domingo (13) e não será aberta ao público. As disputas serão transmitidas ao vivo pela internet no Canal Atletismo da TVNSports. O programa, horário, lista de inscritos e outras informações podem ser obtidas no minisite do Troféu Brasil.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/esportes/noticia/2020-12/trofeu-brasil-de-atletismo-comeca-nesta-quinta-feira-10-em-sao-paulo

World Athletics comunica o adiamento do Campeonato Mundial de Atletismo Indoor 2021


Clube de Nanjing, local do Campeonato Mundial de Atletismo Indoor

Campeonato Mundial de Atletismo Indoor é adiado para março de 2021

A World Athletics comunicou as suas filiadas sobre o adiamento do Campeonato Mundial de Atletismo Indoor. O adiamento  foi uma solicitação dos organizadores da competição de Nanjing que seria realizada de 19 a 21 de março de 2021 se foi adiada para março de 2023. A Confederação Brasileira de Atletismo - CBAt também enviou Nota Oficial as suas filiadas: Nota Oficia CBAt

Segundo a entidade, embora estejam em contato com o comitê organizador e a Associação de Atletismo da China para avaliar a encenação das últimas semanas, dada a atual situação global, ainda há uma incerteza significativa sobre o estado da pandemia Covid-19 no início de 2021.

Para a segurança dos atletas e dirigentes técnicos, devem se consideradas  de forma devida os riscos de trazer um grande grupo de pessoas para participar do evento em situação de pandemia e respeitar e cumprir integralmente a política de prevenção de pandemia do país anfitrião.

A temporada indoor de atletismo ocorre dentro de uma janela estreita do calendário (até o final de março), portanto, não é possível estender o evento para o final do ano.

"Gostaríamos que Nanjing fosse o anfitrião de nossos Campeonatos Mundiais de Atletismo Indoor, dado o extenso planejamento e preparação que eles colocaram neste evento, então concordamos que farão o evento um ano após o Campeonato Mundial de Atletismo Indoor em Belgrado em 2022",  disse a nota.

Apesar desse adiamento, os atletas ainda terão oportunidades competitivas substanciais disponíveis no início de 2021 por meio do World Indoor Tour, que compreende 26 encontros espalhados por 12 países da Europa e América do Norte. O World Indoor Tour vai do final de janeiro ao final de fevereiro de 2021 e é organizado em três níveis diferentes de competição - Ouro, Prata e Bronze. Para mais informações sobre o World Indoor Tour, visite o website.


Chuva de recordes nacionais e mínimas olímpicas em Valência

As outras grandes cifras da Maratona Valência Trinidad Alfonso e Meia Maratona que assombraram o mundo.

José Vicente Belda

Tradução de: https://www.superdeporte.es/carreras-populares/2020/12/09/lluvia-records-nacionales-minimas-olimpicas/481806.html


Ayad Landassem, novo recordista nacional espanhol da maratna. 

Maratona Valência Trinidad Alfonso Elite Edition e a Meia Maratona Valência, realizada no 6 de novembro serão lembradas durante muito tempo. A grande corrida de 2020 ofereceu um recorde do mundo nos 21K, recordes da prova em ambas as corridas, salvo a Meia Maratona feminina e um recorde da Espanha no masculino na Maratona, de Ayad Landassem, que estava vigente desde em 2006, e tinha sido implantado por Julio Rey, em Hamburgo .

Houve muitas coisas mais. Onze recordes nacionais, nove na maratona e dois na meia maratona, 61 mínimas olímpicas e 77 melhores marcas pessoais, segundo destacado nesta terça rede em suas redes sociais Marc Roig, selecionador da élite internacional das duas corridas, corrida na que finalizaram em total 166 corredores (135 na maratona e 31 na media).

Resultados que realçam a importância do grande acontecimento que Valência representa para o atletismo de elite, necessitado de eventos neste 2020, paralisado pela pandemia do corona vírus. Apesar de não ter podido realizar a prova popular com 30.000 corredores, a SD Correcaminos e la Fundação Trinidad Alfonso conseguiram colocar a Maratona de Valência como a mais rápida, atrás apenas de Berlim e Londres, e a Meia Maratona na cúspide com até quatro corredores correndo abaixo do anterior recorde del mundo.

9 recordes nacionais nos 42K

Ayad Landassem, duodécimo e primeiro europeu na Maratona de Valência com 2:06:35, implantou novo recorde da Espanha, que estava em poder de Julio Rey. Enquanto Marta Galimany esteve perto de  bater o recorde de Ana Isabel Alonso (2h26:51, San Sebastián 1995). Ela conseguiu 2h27:08, a 17 segundos apenas do recorde. Ninguém tinha conseguido em vários anos. 

Houve outros recordes. O eritreu Okbe Kibrom quebrou o anterior recorde do seu país, que estava em poder de Okubay Tsegay (2h06:46), correndo em Valência em 2h05:53, quase um minuto a menos. 

O alemão Amanal Petros estabeleceu o recorde da Alemanha de Ame Gabius em Frankfurt 2015 (2h08:33), ele correu 2h07:18. Jorge Castel Blanco melhorou seu próprio recorde de Panamá, de 2016, (2h15:57), e correu 2h09:49. O paraguaio Derlis Ayala melhorou sua marca de 2h12:54 em Lima o ano passado e correu 2h10:11, ele foi o quarto hispano americano em Valência. 

Dobradinha de Colômbia

O debutante, Iván Darío González González baixou em dez segundos a marca colombiana anteriorde Carlos Grisales em Boston 1996, ele cronometrou 2h11:07. Colômbia conseguiu a dobradinha, no feminino Angie Orjuela correu 2h29:12, 24 segundos a menos do que o recorde anterior de Kellys Arias em 2016 em Hamburgo. 

De 1999, em Chicago, era o recorde de Uruguai, de Nestor García (2h12:48), em Valência Nicolás Cuestas, correu 
2h11:42, quase dois minutos a menos. Outra mulher, Helalia Johannes, com 2h19:12, melhorou seu próprio recorde de Namíbia. 

Igualmente Marta Galimany, o argentino Eulalio Muñoz acariciou o recorde de seu país, ficou só a dois segundos do recorde de Antonio Silio (Hamburgo 1995), com 2h09:59.


Dois na Meia Maratona

A melhor meia maratona da história, com quatro homens abaixo do recorde anterior do mundo, caíram outras duas marcas nacionais. O vencedor, Kibiwott Kandie (Quênia), com 57:32, quebrou o recorde mundial do seu compatriota Geoffrey Kamworor desde 2019 em Copenhague (58:01). Correram abaixo desse tempo outros dois quenianos, Rhonex Kipruto (57:49) e Alexander Mutiso (59:09). 

O corredor da Uganda Jakob Kiplimo, terceiro classificado com 57:37 de apenas 19 anos, correu mais de um minuto abaixo de usa marca anterior, conseguida semanas atrás quando venceu no Campeonatos do Mundo de Meia Maratona em Gdynia (Polônia), com 58:49, a frente de Joshua Cheptegei, que era o grande favorito. 

Entre as mulheres, a norte americana Emily Sisson abaixou em quatro segundos seu melhor registro pessoal, porém correu 1h07:26 a apenas um segundo de igualar o recorde de seu país, de Molly Huddle desde 2018 em Houston (1h07:25).
 

61 mínimas olímpicas

Quarenta e um atletas correram abaixo da mínima olímpica masculina (2h11:30) para Tóquio e 20 na categoria feminina (2h29:30). Alguns deles já possuíam a marca mínima, e serão as federações nacionais as que farão a relação definitiva de atletas. Muito perto da marca ficou a vilhenense Gema Barrachina, que correu abaixo de sua marca pessoal em três minutos e 17 segundos, de 2h33:29 a 2h:30:12, porém faltaram 42 segundos para conseguir a mínima olímpica. 

Mais de 100 atletas de 42 países competiam pela mínima olímpica, e entre os que conseguiram há seis debutantes na distância, duas mulheres e quatro homens, entre eles o espanhol Yago Rojo (2h09:56), que na terça surpreendeu-se  ao receber no Twitter a felicitação de Fernando Alonso. 

Os outros quatro espanhóis que conseguiram a mínima para Tóquio também melhoraram suas marcas em Valência, como Hamid Ben Daoud (2h07:03), Dani Mateo (2h08:22) e Camilo Santiago (2h09:56), além de Landassem.

E dos três atletas paralímpicos, com deficiência visual, Alberto Suárez e Gustavo Nieves conseguiram a marca mínima A e Mari Carmen Paredes a marca mínima B. 

 77 marcas pessoais

Entre os 77 que segundo Marc Roig melhoraram seus registros anteriores estão, tanto os autores dos recordes nacionais, como também os campeões autonômicos David Aparicio (2h21:21) e Laura Castellano (2h54:48),  que melhoraram respectivamente 81 segundos e 4 minutos y 52 segundos.

O mesmo fizeram também os valencianos Diego Polo (2h21:39, com 78 segundos menos) e Octavio Sanchis (2h25:12, com 53 segundos a menos), assim como Gema Barrachina. 

Com um sabor agridoce ficaram trás melhorar suas marcas outros espanhóis como Ricardo Rosado (2h11:38), que ficou a 8 segundos da mínima olímpica, e Irene Pelayo (2h30:36), que ficou a 6 segundos de conseguir seu objetivo. 

Todas as mínimas olímpicas conseguidas em Valência

41 HOMENS:

ESPANHA: Ayad Landassem (2h06:35), Hamid Ben Daoud (2h07:03), Dani Mateo (2h08:22), Yago Rojo (2h09:56) e Camilo Santiago (2h09:56) 
ARGENTINA: Eulalio Muñoz (2h09:59) 
COLÔMBIA: Iván Darío González (2h11:07) 
DINAMARCA: Thijs Nijhuis (2h11:28) 
ERITREIA: Oqbe Kibrom (2h05:53), Yohannes Ghebregergis (2h09:19), Okubay Tsegay (2h09:26) 
ETIÓPIA: Birhanu Legese (2h03:16), Chalu Deso Gelmisa (2h04:53), Abebe Negewo (2h05:15), Leul
Gebreselasie (2h05:29), Lelisa Desisa (2h10:44) 
FRANCIA: Mehdi Frere (2h08:55), Hassan Chahdi (2h09:15), Nicolas Navarro (2h09:17), Florian Carvalho (2h10:24) 

ALEMANHA: Amanal Petros (2h07:18), Richard Ringer (2h10:59) 
QUÊNIA: Evans Chebet (2h03:00), Lauwrence Cherono (2h03:04), Amos Kipruto (2h03:30), Reuben Kiprop (2h04:12), Abel Kirui (2h05:05), Philemon Rono (2h05:37), Felix Kandie (2h06:47), Lucas Rotich (2h07:26), Noah Kipkemboi (2h11:09) 
MÉXICO: Juan Joel Pacheco Orozco (2h09:45), Patricio Castillo Santos (2h11:24) 
HOLANDA: Abdi Nageeye (2h07:09), Bart Van Nunen (2h10:16), Frank Futselaar (2h11:30) 
PANAMÁ: Jorge Enrique Castelblanco (2h09:49) 
PARAGUAI: Derlys Ayala (2h10:11) 
ÁFRICA DO SUL: Desmond Mokgobu (2h09:13) 
SUÉCIA: David Nilsson (2h10:09) 
TURQUÍA: Kaan Kigen Özbilen (2h08:50) 

20 MULHERES:
BÉLGICA
: Hanne Verbruggen (2h29:14) 
COLÔMBIA: Angie Rocio Orjuela Soche (2h29:12) 
CROÁCIA: Matea Parlov Kostro (2h28:52) 
EQUADOR: Paola Bonilla Tello (2h28:24) 
ESPANHA: Marta Galimany (2h27:08), Elena Loyo (2h28:25) 
ETIÓPIA: Zeineba Yimer (2h19:54), Tigist Girma (2h19:56), Degitu Azemiraw (2h19:56), Ruti Aga (2h20:05), Birhane Dibaba (2h23:07) 
ALEMANHA: Deborah Schöneborn (2h26:55), Rabea Schöneborn (2h28:42) 
QUÊNIA: Peres Jepchirchir (2h17:16), Joyciline Jepkosgei (2h18:40), Joan Chelimo (2h20:57), Fancy Chemutai (2h24:27) 
NAMÍBIA: Helalia Johannes (2h19:52) 
HOLANDA: Andrea Deelstra (2h28:28) 
SUÉCIA: Carolina Wikström (2h26:42)
 

 


quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Federação Tocantinense de Futebol diploma novos árbitros nesta quinta-feira, 10

 Crédito da imagem: Divulgação FTF

Presidente da Ceaf (TO) Adriano Carvalho (e) e Leomar Quintanilha (d).


Novos árbitros serão diplomados pela Federação Tocantinense de Futebol (FTF), por meio da Escola de Arbitragem Doutor Edson de Resende de Oliveira, nesta quinta-feira, 10, em Palmas. De acordo com as resoluções da Escola Nacional de Arbitragem do Futebol (Enaf) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), receberão o diploma 21 novos árbitros, sendo duas mulheres, que já estarão relacionados na lista da Comissão Estadual de Arbitragem do Tocantins (CEAF-TO), e que devem começar a atuar já na próxima temporada, 2021.

O evento acontecerá no restaurante Cabana do Lago, às 19 horas, obedecendo todas as normas sanitárias de prevenção e combate ao novo coronavírus (Covid-19), com as pessoas usando máscaras e  em razão da pandemia, será restrito aos formandos.

Para o presidente da FTF, Leomar Quintanilha, cada aluno formado passa a ter um compromisso, que é legitimar o resultado dentro de campo, tendo a consciência de que fez o seu melhor. “As decisões dos árbitros são passíveis de erros, mas todos devem trabalhar o máximo para minimizá-los. O árbitro não é o ator principal de uma partida, mas é seu condutor e deve sempre se comportar como grande autoridade em campo cumprindo a regra do jogo", destacou ele.

Quintanilha lembrou da formação de duas mulheres na arbitragem tocantinense e destacou que o universo feminino da arbitragem vem crescendo nos últimos anos. “A primeira vitória de do formando não começa na conclusão do curso, mas no dia em que decidiram se inscrever para participar do curso. Isso mostra que cada um pretende trilhar um caminho vitorioso representando a arbitragem tocantinense”, ressaltou.

De acordo com o presidente da Comissão Estadual de Arbitragem (Ceaf/TO), Adriano Carvalho, serão diplomados 20 oficiais, que estarão aptos a atuarem nas competições patrocinadas e organizadas pela Federação Tocantinense de Futebol. “E temos o prazer de ter formado nessa turma duas oficiais, mostrando que as mulheres estão crescendo nessa área, mesmo eu o número ainda seja pequeno”.

Segundo ele, empenho e seriedade não faltaram em nenhum momento a cada um. A Ceaf (TO) estará sempre orientando a todos para seguir o melhor caminho na vida, sendo que a arbitragem tocantinense ganha 20 novos profissionais que estão se lapidando para servir o futebol”, comentou ele.

O Curso de Formação de Árbitros tem como objetivo abordar os aspectos mais relevantes da lei da arbitragem nacional e internacional, além de orientar o aluno a como atuar na jurisdição arbitral. O curso além de teórico possui um viés prático, fruto da experiência acumulada em anos de atividade arbitral. “Esta turma que se forma agora vem suprir as necessidades regionais e locais, qualificando a arbitragem tocantinense e melhorando o nível dela, disse o diretor da Escola Marcelo Rosseto, lembrando que paraninfo da turma é Edilson Frasão, ex- assistente CBF/FTF e analista de arbitragem.

Em setembro, deste ano, a cidade de Tocantinópolis viveu um momento único, com a diplomação da primeira turma de árbitros da região.



Alunos da Turma da Escola de Arbitragem durante teste físico na Pista de Atletismo da UFT - Fotos: Alfredo Sosa Zamora



Atleta do ano e mestre do salto, para Duplantis há ainda mais espaço para melhorias

Tradução de: https://www.worldathletics.org/awards/news/mondo-duplantis-2020-season-athlete-year

As alturas continuam a subir, mas o processo permanece o mesmo. Quando Mondo Duplantis fica no final de uma pista de salto com vara, olhando para uma barra que parece lançada no céu, a meio caminho do paraíso, ele resume uma tarefa de sofisticação final em pura simplicidade.

“Respiro fundo, penso no que vou fazer”, diz ele, “e então vou e faço”.

Esteja ele entrando em uma altura rotineira de 5,50 m ou olhando para um bar que ninguém limpou na história, é a mesma rotina - embora esta última traga um fardo único.

“Eu sei a magnitude disso na situação, que deve ser um salto muito perfeito para superar isso”, diz ele. “Mas eu só fico ali sentado por um segundo, tento visualizar o que tenho que fazer para obter uma autorização.”

No sábado, o jovem de 21 anos foi coroado Atleta Masculino do Ano depois de transformar uma temporada ferozmente difícil em algo totalmente perfeito: 16 competições, 16 vitórias (17 se contarmos o Ultimate Garden Clash); dois recordes mundiais de salto com vara; e a maior altura ao ar livre da história.

Sua melhor altura?

“Deve ser o primeiro recorde mundial”, diz ele, referindo-se aos 6,17 m que ele conseguiu em Torun em fevereiro para quebrar a marca de Renaud Lavillenie, que ele quebrou novamente uma semana depois, saltando 6,18 m em Glasgow. "Isso mudou muito para mim."



Para uma criança prodígio que redefiniu os limites de seu evento enquanto subia na hierarquia, muitos viram o recorde mundial como seu destino, assim como Duplantis. Mas quando chegou, pareceu um pouco surreal.

“Todo mundo que se refere a mim como detentor do recorde mundial ainda é muito louco”, diz ele. “Sempre quis ser o recordista mundial e sempre pensei que era capaz disso. Ainda é um pouco difícil de acreditar, mas estou começando a lidar com isso e aceitar que é o que é. ”

Boa coisa também, porque se alguém parece capaz de reescrever sua marca nos anos que virão, é o próprio Duplantis.

De muitas maneiras, 2020 completou o círculo de sua história, envolvendo o primeiro capítulo de sua carreira em uma pequena reverência. Foi um ano em que Duplantis teve que voltar ao seu centro de treinamento original: uma pista de salto com vara no quintal da casa de sua família em Lafayette, EUA.

“Não tínhamos muita opção a não ser voltar para a casa dos meus pais e pular no quintal”, diz ele. “Achei legal, meio sentimental. Eu não saltava aqui desde 2015 ”.

Seu pai Greg tinha sido um saltador de classe mundial para os Estados Unidos com um recorde pessoal de 5,80m, enquanto sua mãe Helena - nativa da Suécia - era heptatleta e jogadora de vôlei. Duplantis escolheu no início de sua carreira representar a Suécia, uma decisão maior do que a maioria teve que tomar na adolescência, já que o estrelato esportivo, àquela altura, parecia mais provável do que possível.

Tendo aprendido a saltar quando criança usando uma vassoura em sua sala de estar, Mondo superou os melhores do mundo por faixa etária todos os anos entre as idades de sete e 12 anos, todos os quais ainda estão de pé. Em 2015, ele tinha apenas 16 anos quando completou 5,30m para vencer o título mundial de Sub-18 em Cali, Colômbia, e três anos depois Duplantis realmente atingiu a maioridade, conquistando um recorde mundial de Sub-20 de 6,05 m para ganhar o título europeu e vencer seu ídolo: Renaud Lavillenie. 


“Apenas crescendo, como um garoto mais novo, sempre admirei Renaud e queria realizar o que ele conquistou”, diz ele.

Durante o auge da pandemia, eles se enfrentaram novamente de longe, Lavillenie e Duplantis se juntando a Sam Kendricks para o Ultimate Garden Clash (evento virtual). Duplantis e Lavillenie saltaram cinco metros 36 vezes em um período de 30 minutos para compartilhar a vitória, a única vez neste ano que alguém esteve no mesmo nível do sueco.

“Não tínhamos praticamente mais nada para fazer”, admite Duplantis. “Achamos que seria uma coisa muito divertida, uma coisa legal para as pessoas assistirem, porque não havia praticamente nenhum esporte ao vivo na época”.

Na época desse evento em maio, as Olimpíadas e os Campeonatos Europeus haviam sido eliminados do calendário deste ano e, dada a sua forma, é natural que Duplantis adorasse que eles prosseguissem como planejado.

“É uma pena que não poderia acontecer este ano, mas não vou reclamar”, diz ele. “Muitas coisas piores aconteceram a outras pessoas.”

Já tendo voado do ninho da casa de sua família, Duplantis se viu de volta lá durante a pandemia para continuar seu treinamento, mesmo que não estivesse exatamente no mesmo nível.

“Eu não sabia o que haveria de encontro, então você não sabe o que almeja, qual é o seu grande objetivo”, diz ele. “Encarei isso como um período relaxante de baixa temporada. Passei um tempo com minha família. ”

Mas a competição é o que sempre o sustentou, a luz no fim do túnel de treinamento.

“Adoro competir, por isso é difícil apenas treinar”, admite. “Não é que eu não goste, mas pode ficar difícil nos momentos em que as competições estão tão distantes.”



Quando os eventos foram retomados, Duplantis estava tão dominante como sempre, conquistando vitórias em Oslo, Gotemburgo e Karlstad antes de voar mais de 6,00 m para vencer em Mônaco. Seguido de um salto de 6,01m em Estocolmo, depois 6,07 m em Lausanne, antes de Duplantis saltar 6,15 m em Roma, a maior salto com vara ao ar livre da história. Seus pais não estavam lá naquela noite, mas Duplantis recebeu feedback técnico dos rivais Lavillenie e Ben Broeders.

“Acabei de dar o bom salto no momento certo”, diz ele sobre o salto de 6,15 m, novamente fazendo o extraordinário parecer quase rotineiro. Se há algo que definiu sua carreira até agora, é isso.

Greg Duplantis - que junto com sua esposa Helena ganhou o prêmio de Coaching Achievement 2020 por seu trabalho com Mondo - uma vez explicou que a diferença entre seu filho e outros saltadores de sua idade é que Mondo pode usar bastões mais longos e rígidos projetados para saltadores mais pesados. Ele disse ao New York Times que o efeito catapulta criado é como "uma ervilha em uma colher de plástico que está atirando em um refeitório".

Na adolescência, Mondo era mais baixo do que muitos de seus colegas, mas um surto de crescimento na adolescência o colocou agora acima da maioria deles. Sua velocidade e força também melhoraram - a última vez que ele correu os 100m, em abril de 2018, ele registrou impressionantes 10,57 (2,1m / s).

À medida que as alturas aumentaram, também aumentaram o perigo e a emoção inerente que o atraiu primeiro para o evento. Ele se considera um temerário?

“De certa forma, sim, você precisa ter um pouco de destemor”, diz ele. “Há alguns que são um pouco mais malucos. Renaud é muito mais audacioso. Não sei se sou um viciado em adrenalina, mas definitivamente gosto da emoção de pular. ”

Suas realizações fomentaram uma confiança visível, mas nenhum traço de arrogância.

“Eu apenas tento ser eu mesmo”, diz ele. “Tente ir lá e ter um bom desempenho. Se o holofote estiver lá, vou apenas tentar ser eu. ”

Ele está ciente de que, quando compete, representa não apenas a si mesmo, sua família e sua dupla nacionalidade, mas o próprio evento.

“O que Sam (Kendricks) e Renaud (Lavillenie) fizeram em 2017 e 2018 foi muito bom para o salto com vara, tendo algumas competições muito boas e alcançando alturas realmente excelentes. Isso deu o tom para o salto com vara, e do lado das mulheres, elas estavam fazendo a mesma coisa com Kat (Stefanidi) e Sandi (Morris). Eu apenas tento ir lá, pular alto, dar um show. Espero que tudo dê certo e que as pessoas achem legal. ”


Para ser coroado como Atleta Mundial Masculino do Ano, Duplantis teve que derrotar Joshua Cheptegei, Karsten Warholm, Ryan Crouser e Johannes Vetter - todos os quais tiveram temporadas dignas de vitória - e ele ficou devidamente satisfeito com o prêmio.

“Eu sei o que posso fazer quando se trata de salto com vara, mas quando se trata de se comparar ao melhor arremessador de peso ou ao melhor corredor de 10 km, é muito legal ver seu nome entre eles”, diz ele. “Sair com a vitória é uma grande honra.”

O último saltador a vencer foi Lavillenie em 2014 e, aos 21, Duplantis é o vencedor mais jovem de todos os tempos, levantando a questão não tanto se ele ainda pode melhorar, mas quanto?

“Acho que sempre há maneiras de melhorar tudo em seu salto”, diz ele. “Posso definitivamente ficar mais rápido, posso ficar mais forte e mentalmente sempre há maneiras de melhorar. É um pequeno jogo de centímetros que estou jogando agora, então, contanto que eu consiga melhorar em centímetros, isso é uma melhoria. ”

Um jogo que ninguém joga como ele.

Cathal Dennehy para o World Athetics


Atleta do ano Yulimar Rojas se concentra apenas nos pontos positivos

Tradução de: https://www.worldathletics.org/awards/news/athlete-year-yulimar-rojas-2020-2021

A habilidade de compartimentação é fundamental para os atletas - a habilidade de bloquear o ruído e focar sua atenção em uma única tarefa.

É um que Yulimar Rojas dominou em uma noite de sexta-feira em fevereiro, produzindo o maior salto de sua vida - e o segundo maior da história - com seu salto final de 15,43 m no World Athletics Indoor Tour em Madri.

Com esse feito, ela foi coroada Atleta Feminina do Ano no World Athletics Awards no último fim de semana e, quando solicitada a refletir sobre este ano tumultuado, a venezuelana de 25 anos disse que o fará com uma memória seletiva.

“O que quero lembrar de 2020 são apenas as coisas boas”, disse ela. “Ao lembrar apenas as coisas boas, isso me ajudará a me concentrar melhor em 2021.”

Ela tem grandes ambições para o próximo ano. As Olimpíadas, obviamente, mas o sucesso para ela não será definido apenas por medalhas, mas também por medidas. Existem duas distâncias principais em sua mente.

“Eu sei que posso fazer 15,50m”, disse ela. “Minha ambição é ser a primeira mulher a pular 16 metros. É algo inimaginável na mente das pessoas, mas acho que tenho a capacidade de fazer isso. ”

Ela poderia facilmente se irritar com o que poderia ter sido em 2020. Rojas, afinal, entrou no ano como a atual campeã mundial, a única atleta desde 2016 a ter saltado além dos 15 metros, o que fez sete vezes no ano passado.

Quando ela começou o ano com um recorde sul-americano de 15,03 m em Metz, e depois alcançou seu recorde mundial de 15,43 m em Madri, ela parecia destinada a conquistar o ouro olímpico. Mas todos nós sabemos o que aconteceu a seguir.


Yulimar Rojas em uma volta de honra em Madrid (© Dan Vernon)

“Eu estava saindo de uma temporada indoor onde estava em uma forma excepcionalmente boa e estava trabalhando por volta dos 15,50m”, disse ela. “Sinceramente, acredito que se não houvesse o bloqueio e a pandemia, eu estaria comemorando uma medalha olímpica, um desempenho melhor do que 15,43m. Mas sou um atleta que sempre quer mais e, apesar do que aconteceu em 2020, estou confiante de que 2021 trará mais alegrias e me encontrarei em uma forma ainda melhor. ”

Essa seria uma perspectiva assustadora para os rivais de Rojas, que competiu com moderação em uma temporada abreviada ao ar livre, pulando uma melhor de 14,71 m em Castellon, Espanha, em setembro.

“Foi uma temporada muito curta, uma temporada rápida, mas nos ajudou a perceber que há coisas muito mais importantes por aí”, disse ela. “Aproveitei a pandemia para descansar e agora estou realmente ansiosa para me preparar para a próxima temporada.”

No sábado, ela voltou para casa na Venezuela para assistir à transmissão ao vivo do Prêmio Mundial de Atletismo, e sua reação à notícia de sua vitória foi de choque total.

“Eu me senti como,‘ uau, o que está acontecendo comigo? Estou vivendo um sonho? 'Ser uma das finalistas foi como vencer para mim. Esta é a prova de que os sonhos se tornam realidade. ”

Ela ficou igualmente encantada pelo seu treinador, Ivan Pedroso, que vive em Guadalajara, na Espanha. Apesar de todas as conquistas do cubano como uma lenda do salto em distância - ouro olímpico, quatro títulos mundiais de outdoor, cinco títulos mundiais indoor - ele nunca havia sido coroado Atleta do Ano e Rojas estava ansiosa para dividir a honra com ele.

“Juntos formamos uma equipe muito forte e tenho certeza que, quando o veja novamente em breve, o abraçarei e nesse abraço haverá muita emoção”, disse ela. "Será um momento muito mágico."



Yulimar Rojas e Ivan Pedroso em Madrid (© Dan Vernon)

Depois de adicionar Pedroso como amigo no Facebook em 2015, Rojas lhe contou sobre sua ambição de treinar com ele e em novembro daquele ano mudou-se para Guadalajara, que fica a uma hora de carro de Madri.

Sob a orientação de Pedroso, ela ganhou dois títulos mundiais consecutivos indoor, dois títulos mundiais consecutivos ao ar livre e melhorou sua marca pessoal (PB) de 14,20m para 15,43m. Mas o que ele ensinou a ela desde 2015 vai muito além do salto triplo.

“Sinto muito amor quando falo sobre ele”, disse ela. “O que aprendi com ele é a força para poder voltar, a humildade, a alegria simples de treinar e de administrar os problemas.

“Aconteça o que acontecer, eu sei que Ivan estará lá comigo. Ele é um treinador para mim, mas não só isso, ele é como uma figura paterna e sabemos que juntos, com o amor pelo esporte que praticamos, podemos ir muito longe ”.



Na noite do encontro do World Athletics Indoor Tour em Madrid, em fevereiro, Pedroso estava mais nervoso do que Rojas quando eles apareceram na arena do Polideportivo Gallur.

“Isso denotava que algo especial estava no ar”, disse ela.

Ela havia feito o suficiente para garantir a vitória no segundo salto, então saltou 15,29m no quarto salto, mas depois de errar em sua quinta tentativa, parecia que sua chance de atingir o recorde mundial indoor de 15,36m estava se esvaindo. Mas com todos os olhos focados na pista de salto triplo, ela acertou em cheio sua tentativa final de pular, pular e pular para os livros de história.

“Foi um dia perfeito”, disse ela. “A multidão estava lá, o estádio estava cheio e cada pessoa estava me olhando. Acho que o que fez a diferença foi o quanto eu estava focado nos saltos e não no desempenho. Esqueci completamente qualquer marca, qualquer recorde mundial. ”



Yulimar Rojas em ação nos Jogos Olímpicos Rio 2016 (© AFP / Getty Images)

Tendo se tornado a primeira mulher venezuelana a ganhar uma medalha olímpica de prata  com seu salto triplo em 2016, havia grandes esperanças de que Rojas se tornasse a primeira mulher medalhista de ouro do país em Tóquio. Mas com esses jogos adiados, ela está feliz por ser paciente.

“Esperei quatro anos pelas Olimpíadas, mas elas continuam sendo meu foco principal em 2021”, disse ela. “Todos os dias eu acordo para esse alvo. A energia e o foco não mudaram e nunca deixaram meu corpo. Acredito que 2021 será ainda melhor para mim e estou pronto para dar o meu melhor nos Jogos Olímpicos. ”

Após férias de final de temporada e algum tempo em casa na Venezuela, Rojas retornará em breve à Espanha para começar a treinar sob a supervisão de Pedroso, preparando-se para ser ainda melhor em 2021.

“É obviamente um ano muito importante, mas o mais importante para mim é ser saudável e competitiva. Preciso estar psicologicamente e fisicamente no melhor da minha forma, para treinar a 100 por cento e competir a 100 por cento. ”

Faça isso e os dois objetivos principais em sua mente - ouro olímpico e o recorde mundial de 15,50 m - estarão ao seu alcance.

“Tenho a ambição de chegar lá”, disse ela. "Eu sei que meu coração vai me levar lá."

Cathal Dennehy para o World Athletics

Formato da Wanda Liga de Diamante 2021 continua a ganhar forma


O formato da Wanda Diamond League 
 2021 continua a ganhar forma. Nesta quarta-feira (9), a organização divulgou uma programação completa e detalhada para o ano que vem.

Após uma redução planejada no número de disciplinas para 2020, a série retorna com um programa completo de 32 disciplinas de diamante em 2021.

Em cada disciplina, os atletas competirão por pontos da Diamond League e ao todos serão 13 encontros da série durante o decorrer da temporada.

Cada reunião da série será transmitido pela TV com um programa de duas horas de duração e terá pelo menos 13 disciplinas de diamante.

Ao final dos 13 encontros, os atletas com mais pontos em cada disciplina de diamantes se classificam para uma vaga na final da Wanda Diamond League, a realizar-se em Zurique.

A final de dois dias será o único encontro a receber todas as modalidades de diamantes, com todos os 32 campeões da Wanda Diamond League a serem coroados e premiados no Estádio Letzigrund em 9 de setembro.

O calendário da temporada e a alocação de disciplinas permanecem provisórios e sujeitos a alterações de acordo com a situação global de saúde em 2021.

Uma lista de disciplinas para cada reunião também estará disponível na página 'programa e resultados' no site de cada reunião individual.

Veja o calendário de competições:

https://www.worldathletics.org/competitions/diamond-league/calendar/2021

Wanda Diamond League

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