Paixão pelo Atletismo

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Chuva de recordes nacionais e mínimas olímpicas em Valência

As outras grandes cifras da Maratona Valência Trinidad Alfonso e Meia Maratona que assombraram o mundo.

José Vicente Belda

Tradução de: https://www.superdeporte.es/carreras-populares/2020/12/09/lluvia-records-nacionales-minimas-olimpicas/481806.html


Ayad Landassem, novo recordista nacional espanhol da maratna. 

A Maratona Valência Trinidad Alfonso Elite Edition e a Meia Maratona Valência, realizada no 6 de novembro serão lembradas durante muito tempo. A grande corrida de 2020 ofereceu um recorde do mundo nos 21K, recordes da prova em ambas as corridas, salvo a Meia Maratona feminina e um recorde da Espanha no masculino na Maratona, de Ayad Landassem, que estava vigente desde em 2006, e tinha sido implantado por Julio Rey, em Hamburgo .

Houve muitas coisas mais. Onze recordes nacionais, nove na maratona e dois na meia maratona, 61 mínimas olímpicas e 77 melhores marcas pessoais, segundo destacado nesta terça rede em suas redes sociais Marc Roig, selecionador da élite internacional das duas corridas, corrida na que finalizaram em total 166 corredores (135 na maratona e 31 na media).

Resultados que realçam a importância do grande acontecimento que Valência representa para o atletismo de elite, necessitado de eventos neste 2020, paralisado pela pandemia do corona vírus. Apesar de não ter podido realizar a prova popular com 30.000 corredores, a SD Correcaminos e la Fundação Trinidad Alfonso conseguiram colocar a Maratona de Valência como a mais rápida, atrás apenas de Berlim e Londres, e a Meia Maratona na cúspide com até quatro corredores correndo abaixo do anterior recorde del mundo.

9 recordes nacionais nos 42K

Ayad Landassem, duodécimo e primeiro europeu na Maratona de Valência com 2:06:35, implantou novo recorde da Espanha, que estava em poder de Julio Rey. Enquanto Marta Galimany esteve perto de  bater o recorde de Ana Isabel Alonso (2h26:51, San Sebastián 1995). Ela conseguiu 2h27:08, a 17 segundos apenas do recorde. Ninguém tinha conseguido em vários anos. 

Houve outros recordes. O eritreu Okbe Kibrom quebrou o anterior recorde do seu país, que estava em poder de Okubay Tsegay (2h06:46), correndo em Valência em 2h05:53, quase um minuto a menos. 

O alemão Amanal Petros estabeleceu o recorde da Alemanha de Ame Gabius em Frankfurt 2015 (2h08:33), ele correu 2h07:18. Jorge Castel Blanco melhorou seu próprio recorde de Panamá, de 2016, (2h15:57), e correu 2h09:49. O paraguaio Derlis Ayala melhorou sua marca de 2h12:54 em Lima o ano passado e correu 2h10:11, ele foi o quarto hispano americano em Valência. 

Dobradinha de Colômbia

O debutante, Iván Darío González González baixou em dez segundos a marca colombiana anterior, de Carlos Grisales em Boston 1996, ele cronometrou 2h11:07. Colômbia conseguiu a dobradinha, no feminino Angie Orjuela correu 2h29:12, 24 segundos a menos do que o recorde anterior de Kellys Arias em 2016 em Hamburgo. 

De 1999, em Chicago, era o recorde de Uruguai, de Nestor García (2h12:48), em Valência Nicolás Cuestas, correu 
2h11:42, quase dois minutos a menos. Outra mulher, Helalia Johannes, com 2h19:12, melhorou seu próprio recorde de Namíbia. 

Igualmente Marta Galimany, o argentino Eulalio Muñoz acariciou o recorde de seu país, ficou só a dois segundos do recorde de Antonio Silio (Hamburgo 1995), com 2h09:59.


Dois na Meia Maratona

A melhor meia maratona da história, com quatro homens abaixo do recorde anterior do mundo, caíram outras duas marcas nacionais. O vencedor, Kibiwott Kandie (Quênia), com 57:32, quebrou o recorde mundial do seu compatriota Geoffrey Kamworor desde 2019 em Copenhague (58:01). Correram abaixo desse tempo outros dois quenianos, Rhonex Kipruto (57:49) e Alexander Mutiso (59:09). 

O corredor da Uganda Jakob Kiplimo, terceiro classificado com 57:37 de apenas 19 anos, correu mais de um minuto abaixo de usa marca anterior, conseguida semanas atrás quando venceu no Campeonatos do Mundo de Meia Maratona em Gdynia (Polônia), com 58:49, a frente de Joshua Cheptegei, que era o grande favorito. 

Entre as mulheres, a norte americana Emily Sisson abaixou em quatro segundos seu melhor registro pessoal, porém correu 1h07:26 a apenas um segundo de igualar o recorde de seu país, de Molly Huddle desde 2018 em Houston (1h07:25).
 

61 mínimas olímpicas

Quarenta e um atletas correram abaixo da mínima olímpica masculina (2h11:30) para Tóquio e 20 na categoria feminina (2h29:30). Alguns deles já possuíam a marca mínima, e serão as federações nacionais as que farão a relação definitiva de atletas. Muito perto da marca ficou a vilhenense Gema Barrachina, que correu abaixo de sua marca pessoal em três minutos e 17 segundos, de 2h33:29 a 2h:30:12, porém faltaram 42 segundos para conseguir a mínima olímpica. 

Mais de 100 atletas de 42 países competiam pela mínima olímpica, e entre os que conseguiram há seis debutantes na distância, duas mulheres e quatro homens, entre eles o espanhol Yago Rojo (2h09:56), que na terça surpreendeu-se  ao receber no Twitter a felicitação de Fernando Alonso. 

Os outros quatro espanhóis que conseguiram a mínima para Tóquio também melhoraram suas marcas em Valência, como Hamid Ben Daoud (2h07:03), Dani Mateo (2h08:22) e Camilo Santiago (2h09:56), além de Landassem.

E dos três atletas paralímpicos, com deficiência visual, Alberto Suárez e Gustavo Nieves conseguiram a marca mínima A e Mari Carmen Paredes a marca mínima B. 

 77 marcas pessoais

Entre os 77 que segundo Marc Roig melhoraram seus registros anteriores estão, tanto os autores dos recordes nacionais, como também os campeões autonômicos David Aparicio (2h21:21) e Laura Castellano (2h54:48),  que melhoraram respectivamente 81 segundos e 4 minutos y 52 segundos.

O mesmo fizeram também os valencianos Diego Polo (2h21:39, com 78 segundos menos) e Octavio Sanchis (2h25:12, com 53 segundos a menos), assim como Gema Barrachina. 

Com um sabor agridoce ficaram trás melhorar suas marcas outros espanhóis como Ricardo Rosado (2h11:38), que ficou a 8 segundos da mínima olímpica, e Irene Pelayo (2h30:36), que ficou a 6 segundos de conseguir seu objetivo. 

Todas as mínimas olímpicas conseguidas em Valência

41 HOMENS:

ESPANHA: Ayad Landassem (2h06:35), Hamid Ben Daoud (2h07:03), Dani Mateo (2h08:22), Yago Rojo (2h09:56) e Camilo Santiago (2h09:56) 
ARGENTINA: Eulalio Muñoz (2h09:59) 
COLÔMBIA: Iván Darío González (2h11:07) 
DINAMARCA: Thijs Nijhuis (2h11:28) 
ERITREIA: Oqbe Kibrom (2h05:53), Yohannes Ghebregergis (2h09:19), Okubay Tsegay (2h09:26) 
ETIÓPIA: Birhanu Legese (2h03:16), Chalu Deso Gelmisa (2h04:53), Abebe Negewo (2h05:15), Leul
Gebreselasie (2h05:29), Lelisa Desisa (2h10:44) 
FRANCIA: Mehdi Frere (2h08:55), Hassan Chahdi (2h09:15), Nicolas Navarro (2h09:17), Florian Carvalho (2h10:24) 

ALEMANHA: Amanal Petros (2h07:18), Richard Ringer (2h10:59) 
QUÊNIA: Evans Chebet (2h03:00), Lauwrence Cherono (2h03:04), Amos Kipruto (2h03:30), Reuben Kiprop (2h04:12), Abel Kirui (2h05:05), Philemon Rono (2h05:37), Felix Kandie (2h06:47), Lucas Rotich (2h07:26), Noah Kipkemboi (2h11:09) 
MÉXICO: Juan Joel Pacheco Orozco (2h09:45), Patricio Castillo Santos (2h11:24) 
HOLANDA: Abdi Nageeye (2h07:09), Bart Van Nunen (2h10:16), Frank Futselaar (2h11:30) 
PANAMÁ: Jorge Enrique Castelblanco (2h09:49) 
PARAGUAI: Derlys Ayala (2h10:11) 
ÁFRICA DO SUL: Desmond Mokgobu (2h09:13) 
SUÉCIA: David Nilsson (2h10:09) 
TURQUÍA: Kaan Kigen Özbilen (2h08:50) 

20 MULHERES:
BÉLGICA
: Hanne Verbruggen (2h29:14) 
COLÔMBIA: Angie Rocio Orjuela Soche (2h29:12) 
CROÁCIA: Matea Parlov Kostro (2h28:52) 
EQUADOR: Paola Bonilla Tello (2h28:24) 
ESPANHA: Marta Galimany (2h27:08), Elena Loyo (2h28:25) 
ETIÓPIA: Zeineba Yimer (2h19:54), Tigist Girma (2h19:56), Degitu Azemiraw (2h19:56), Ruti Aga (2h20:05), Birhane Dibaba (2h23:07) 
ALEMANHA: Deborah Schöneborn (2h26:55), Rabea Schöneborn (2h28:42) 
QUÊNIA: Peres Jepchirchir (2h17:16), Joyciline Jepkosgei (2h18:40), Joan Chelimo (2h20:57), Fancy Chemutai (2h24:27) 
NAMÍBIA: Helalia Johannes (2h19:52) 
HOLANDA: Andrea Deelstra (2h28:28) 
SUÉCIA: Carolina Wikström (2h26:42)
 

 


quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Federação Tocantinense de Futebol diploma novos árbitros nesta quinta-feira, 10

 Crédito da imagem: Divulgação FTF

Presidente da Ceaf (TO) Adriano Carvalho (e) e Leomar Quintanilha (d).


Novos árbitros serão diplomados pela Federação Tocantinense de Futebol (FTF), por meio da Escola de Arbitragem Doutor Edson de Resende de Oliveira, nesta quinta-feira, 10, em Palmas. De acordo com as resoluções da Escola Nacional de Arbitragem do Futebol (Enaf) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), receberão o diploma 21 novos árbitros, sendo duas mulheres, que já estarão relacionados na lista da Comissão Estadual de Arbitragem do Tocantins (CEAF-TO), e que devem começar a atuar já na próxima temporada, 2021.

O evento acontecerá no restaurante Cabana do Lago, às 19 horas, obedecendo todas as normas sanitárias de prevenção e combate ao novo coronavírus (Covid-19), com as pessoas usando máscaras e  em razão da pandemia, será restrito aos formandos.

Para o presidente da FTF, Leomar Quintanilha, cada aluno formado passa a ter um compromisso, que é legitimar o resultado dentro de campo, tendo a consciência de que fez o seu melhor. “As decisões dos árbitros são passíveis de erros, mas todos devem trabalhar o máximo para minimizá-los. O árbitro não é o ator principal de uma partida, mas é seu condutor e deve sempre se comportar como grande autoridade em campo cumprindo a regra do jogo", destacou ele.

Quintanilha lembrou da formação de duas mulheres na arbitragem tocantinense e destacou que o universo feminino da arbitragem vem crescendo nos últimos anos. “A primeira vitória de do formando não começa na conclusão do curso, mas no dia em que decidiram se inscrever para participar do curso. Isso mostra que cada um pretende trilhar um caminho vitorioso representando a arbitragem tocantinense”, ressaltou.

De acordo com o presidente da Comissão Estadual de Arbitragem (Ceaf/TO), Adriano Carvalho, serão diplomados 20 oficiais, que estarão aptos a atuarem nas competições patrocinadas e organizadas pela Federação Tocantinense de Futebol. “E temos o prazer de ter formado nessa turma duas oficiais, mostrando que as mulheres estão crescendo nessa área, mesmo eu o número ainda seja pequeno”.

Segundo ele, empenho e seriedade não faltaram em nenhum momento a cada um. A Ceaf (TO) estará sempre orientando a todos para seguir o melhor caminho na vida, sendo que a arbitragem tocantinense ganha 20 novos profissionais que estão se lapidando para servir o futebol”, comentou ele.

O Curso de Formação de Árbitros tem como objetivo abordar os aspectos mais relevantes da lei da arbitragem nacional e internacional, além de orientar o aluno a como atuar na jurisdição arbitral. O curso além de teórico possui um viés prático, fruto da experiência acumulada em anos de atividade arbitral. “Esta turma que se forma agora vem suprir as necessidades regionais e locais, qualificando a arbitragem tocantinense e melhorando o nível dela, disse o diretor da Escola Marcelo Rosseto, lembrando que paraninfo da turma é Edilson Frasão, ex- assistente CBF/FTF e analista de arbitragem.

Em setembro, deste ano, a cidade de Tocantinópolis viveu um momento único, com a diplomação da primeira turma de árbitros da região.



Alunos da Turma da Escola de Arbitragem durante teste físico na Pista de Atletismo da UFT - Fotos: Alfredo Sosa Zamora



Atleta do ano e mestre do salto, para Duplantis há ainda mais espaço para melhorias

Tradução de: https://www.worldathletics.org/awards/news/mondo-duplantis-2020-season-athlete-year

As alturas continuam a subir, mas o processo permanece o mesmo. Quando Mondo Duplantis fica no final de uma pista de salto com vara, olhando para uma barra que parece lançada no céu, a meio caminho do paraíso, ele resume uma tarefa de sofisticação final em pura simplicidade.

“Respiro fundo, penso no que vou fazer”, diz ele, “e então vou e faço”.

Esteja ele entrando em uma altura rotineira de 5,50 m ou olhando para um bar que ninguém limpou na história, é a mesma rotina - embora esta última traga um fardo único.

“Eu sei a magnitude disso na situação, que deve ser um salto muito perfeito para superar isso”, diz ele. “Mas eu só fico ali sentado por um segundo, tento visualizar o que tenho que fazer para obter uma autorização.”

No sábado, o jovem de 21 anos foi coroado Atleta Masculino do Ano depois de transformar uma temporada ferozmente difícil em algo totalmente perfeito: 16 competições, 16 vitórias (17 se contarmos o Ultimate Garden Clash); dois recordes mundiais de salto com vara; e a maior altura ao ar livre da história.

Sua melhor altura?

“Deve ser o primeiro recorde mundial”, diz ele, referindo-se aos 6,17 m que ele conseguiu em Torun em fevereiro para quebrar a marca de Renaud Lavillenie, que ele quebrou novamente uma semana depois, saltando 6,18 m em Glasgow. "Isso mudou muito para mim."



Para uma criança prodígio que redefiniu os limites de seu evento enquanto subia na hierarquia, muitos viram o recorde mundial como seu destino, assim como Duplantis. Mas quando chegou, pareceu um pouco surreal.

“Todo mundo que se refere a mim como detentor do recorde mundial ainda é muito louco”, diz ele. “Sempre quis ser o recordista mundial e sempre pensei que era capaz disso. Ainda é um pouco difícil de acreditar, mas estou começando a lidar com isso e aceitar que é o que é. ”

Boa coisa também, porque se alguém parece capaz de reescrever sua marca nos anos que virão, é o próprio Duplantis.

De muitas maneiras, 2020 completou o círculo de sua história, envolvendo o primeiro capítulo de sua carreira em uma pequena reverência. Foi um ano em que Duplantis teve que voltar ao seu centro de treinamento original: uma pista de salto com vara no quintal da casa de sua família em Lafayette, EUA.

“Não tínhamos muita opção a não ser voltar para a casa dos meus pais e pular no quintal”, diz ele. “Achei legal, meio sentimental. Eu não saltava aqui desde 2015 ”.

Seu pai Greg tinha sido um saltador de classe mundial para os Estados Unidos com um recorde pessoal de 5,80m, enquanto sua mãe Helena - nativa da Suécia - era heptatleta e jogadora de vôlei. Duplantis escolheu no início de sua carreira representar a Suécia, uma decisão maior do que a maioria teve que tomar na adolescência, já que o estrelato esportivo, àquela altura, parecia mais provável do que possível.

Tendo aprendido a saltar quando criança usando uma vassoura em sua sala de estar, Mondo superou os melhores do mundo por faixa etária todos os anos entre as idades de sete e 12 anos, todos os quais ainda estão de pé. Em 2015, ele tinha apenas 16 anos quando completou 5,30m para vencer o título mundial de Sub-18 em Cali, Colômbia, e três anos depois Duplantis realmente atingiu a maioridade, conquistando um recorde mundial de Sub-20 de 6,05 m para ganhar o título europeu e vencer seu ídolo: Renaud Lavillenie. 


“Apenas crescendo, como um garoto mais novo, sempre admirei Renaud e queria realizar o que ele conquistou”, diz ele.

Durante o auge da pandemia, eles se enfrentaram novamente de longe, Lavillenie e Duplantis se juntando a Sam Kendricks para o Ultimate Garden Clash (evento virtual). Duplantis e Lavillenie saltaram cinco metros 36 vezes em um período de 30 minutos para compartilhar a vitória, a única vez neste ano que alguém esteve no mesmo nível do sueco.

“Não tínhamos praticamente mais nada para fazer”, admite Duplantis. “Achamos que seria uma coisa muito divertida, uma coisa legal para as pessoas assistirem, porque não havia praticamente nenhum esporte ao vivo na época”.

Na época desse evento em maio, as Olimpíadas e os Campeonatos Europeus haviam sido eliminados do calendário deste ano e, dada a sua forma, é natural que Duplantis adorasse que eles prosseguissem como planejado.

“É uma pena que não poderia acontecer este ano, mas não vou reclamar”, diz ele. “Muitas coisas piores aconteceram a outras pessoas.”

Já tendo voado do ninho da casa de sua família, Duplantis se viu de volta lá durante a pandemia para continuar seu treinamento, mesmo que não estivesse exatamente no mesmo nível.

“Eu não sabia o que haveria de encontro, então você não sabe o que almeja, qual é o seu grande objetivo”, diz ele. “Encarei isso como um período relaxante de baixa temporada. Passei um tempo com minha família. ”

Mas a competição é o que sempre o sustentou, a luz no fim do túnel de treinamento.

“Adoro competir, por isso é difícil apenas treinar”, admite. “Não é que eu não goste, mas pode ficar difícil nos momentos em que as competições estão tão distantes.”



Quando os eventos foram retomados, Duplantis estava tão dominante como sempre, conquistando vitórias em Oslo, Gotemburgo e Karlstad antes de voar mais de 6,00 m para vencer em Mônaco. Seguido de um salto de 6,01m em Estocolmo, depois 6,07 m em Lausanne, antes de Duplantis saltar 6,15 m em Roma, a maior salto com vara ao ar livre da história. Seus pais não estavam lá naquela noite, mas Duplantis recebeu feedback técnico dos rivais Lavillenie e Ben Broeders.

“Acabei de dar o bom salto no momento certo”, diz ele sobre o salto de 6,15 m, novamente fazendo o extraordinário parecer quase rotineiro. Se há algo que definiu sua carreira até agora, é isso.

Greg Duplantis - que junto com sua esposa Helena ganhou o prêmio de Coaching Achievement 2020 por seu trabalho com Mondo - uma vez explicou que a diferença entre seu filho e outros saltadores de sua idade é que Mondo pode usar bastões mais longos e rígidos projetados para saltadores mais pesados. Ele disse ao New York Times que o efeito catapulta criado é como "uma ervilha em uma colher de plástico que está atirando em um refeitório".

Na adolescência, Mondo era mais baixo do que muitos de seus colegas, mas um surto de crescimento na adolescência o colocou agora acima da maioria deles. Sua velocidade e força também melhoraram - a última vez que ele correu os 100m, em abril de 2018, ele registrou impressionantes 10,57 (2,1m / s).

À medida que as alturas aumentaram, também aumentaram o perigo e a emoção inerente que o atraiu primeiro para o evento. Ele se considera um temerário?

“De certa forma, sim, você precisa ter um pouco de destemor”, diz ele. “Há alguns que são um pouco mais malucos. Renaud é muito mais audacioso. Não sei se sou um viciado em adrenalina, mas definitivamente gosto da emoção de pular. ”

Suas realizações fomentaram uma confiança visível, mas nenhum traço de arrogância.

“Eu apenas tento ser eu mesmo”, diz ele. “Tente ir lá e ter um bom desempenho. Se o holofote estiver lá, vou apenas tentar ser eu. ”

Ele está ciente de que, quando compete, representa não apenas a si mesmo, sua família e sua dupla nacionalidade, mas o próprio evento.

“O que Sam (Kendricks) e Renaud (Lavillenie) fizeram em 2017 e 2018 foi muito bom para o salto com vara, tendo algumas competições muito boas e alcançando alturas realmente excelentes. Isso deu o tom para o salto com vara, e do lado das mulheres, elas estavam fazendo a mesma coisa com Kat (Stefanidi) e Sandi (Morris). Eu apenas tento ir lá, pular alto, dar um show. Espero que tudo dê certo e que as pessoas achem legal. ”


Para ser coroado como Atleta Mundial Masculino do Ano, Duplantis teve que derrotar Joshua Cheptegei, Karsten Warholm, Ryan Crouser e Johannes Vetter - todos os quais tiveram temporadas dignas de vitória - e ele ficou devidamente satisfeito com o prêmio.

“Eu sei o que posso fazer quando se trata de salto com vara, mas quando se trata de se comparar ao melhor arremessador de peso ou ao melhor corredor de 10 km, é muito legal ver seu nome entre eles”, diz ele. “Sair com a vitória é uma grande honra.”

O último saltador a vencer foi Lavillenie em 2014 e, aos 21, Duplantis é o vencedor mais jovem de todos os tempos, levantando a questão não tanto se ele ainda pode melhorar, mas quanto?

“Acho que sempre há maneiras de melhorar tudo em seu salto”, diz ele. “Posso definitivamente ficar mais rápido, posso ficar mais forte e mentalmente sempre há maneiras de melhorar. É um pequeno jogo de centímetros que estou jogando agora, então, contanto que eu consiga melhorar em centímetros, isso é uma melhoria. ”

Um jogo que ninguém joga como ele.

Cathal Dennehy para o World Athetics


Atleta do ano Yulimar Rojas se concentra apenas nos pontos positivos

Tradução de: https://www.worldathletics.org/awards/news/athlete-year-yulimar-rojas-2020-2021

A habilidade de compartimentação é fundamental para os atletas - a habilidade de bloquear o ruído e focar sua atenção em uma única tarefa.

É um que Yulimar Rojas dominou em uma noite de sexta-feira em fevereiro, produzindo o maior salto de sua vida - e o segundo maior da história - com seu salto final de 15,43 m no World Athletics Indoor Tour em Madri.

Com esse feito, ela foi coroada Atleta Feminina do Ano no World Athletics Awards no último fim de semana e, quando solicitada a refletir sobre este ano tumultuado, a venezuelana de 25 anos disse que o fará com uma memória seletiva.

“O que quero lembrar de 2020 são apenas as coisas boas”, disse ela. “Ao lembrar apenas as coisas boas, isso me ajudará a me concentrar melhor em 2021.”

Ela tem grandes ambições para o próximo ano. As Olimpíadas, obviamente, mas o sucesso para ela não será definido apenas por medalhas, mas também por medidas. Existem duas distâncias principais em sua mente.

“Eu sei que posso fazer 15,50m”, disse ela. “Minha ambição é ser a primeira mulher a pular 16 metros. É algo inimaginável na mente das pessoas, mas acho que tenho a capacidade de fazer isso. ”

Ela poderia facilmente se irritar com o que poderia ter sido em 2020. Rojas, afinal, entrou no ano como a atual campeã mundial, a única atleta desde 2016 a ter saltado além dos 15 metros, o que fez sete vezes no ano passado.

Quando ela começou o ano com um recorde sul-americano de 15,03 m em Metz, e depois alcançou seu recorde mundial de 15,43 m em Madri, ela parecia destinada a conquistar o ouro olímpico. Mas todos nós sabemos o que aconteceu a seguir.


Yulimar Rojas em uma volta de honra em Madrid (© Dan Vernon)

“Eu estava saindo de uma temporada indoor onde estava em uma forma excepcionalmente boa e estava trabalhando por volta dos 15,50m”, disse ela. “Sinceramente, acredito que se não houvesse o bloqueio e a pandemia, eu estaria comemorando uma medalha olímpica, um desempenho melhor do que 15,43m. Mas sou um atleta que sempre quer mais e, apesar do que aconteceu em 2020, estou confiante de que 2021 trará mais alegrias e me encontrarei em uma forma ainda melhor. ”

Essa seria uma perspectiva assustadora para os rivais de Rojas, que competiu com moderação em uma temporada abreviada ao ar livre, pulando uma melhor de 14,71 m em Castellon, Espanha, em setembro.

“Foi uma temporada muito curta, uma temporada rápida, mas nos ajudou a perceber que há coisas muito mais importantes por aí”, disse ela. “Aproveitei a pandemia para descansar e agora estou realmente ansiosa para me preparar para a próxima temporada.”

No sábado, ela voltou para casa na Venezuela para assistir à transmissão ao vivo do Prêmio Mundial de Atletismo, e sua reação à notícia de sua vitória foi de choque total.

“Eu me senti como,‘ uau, o que está acontecendo comigo? Estou vivendo um sonho? 'Ser uma das finalistas foi como vencer para mim. Esta é a prova de que os sonhos se tornam realidade. ”

Ela ficou igualmente encantada pelo seu treinador, Ivan Pedroso, que vive em Guadalajara, na Espanha. Apesar de todas as conquistas do cubano como uma lenda do salto em distância - ouro olímpico, quatro títulos mundiais de outdoor, cinco títulos mundiais indoor - ele nunca havia sido coroado Atleta do Ano e Rojas estava ansiosa para dividir a honra com ele.

“Juntos formamos uma equipe muito forte e tenho certeza que, quando o veja novamente em breve, o abraçarei e nesse abraço haverá muita emoção”, disse ela. "Será um momento muito mágico."



Yulimar Rojas e Ivan Pedroso em Madrid (© Dan Vernon)

Depois de adicionar Pedroso como amigo no Facebook em 2015, Rojas lhe contou sobre sua ambição de treinar com ele e em novembro daquele ano mudou-se para Guadalajara, que fica a uma hora de carro de Madri.

Sob a orientação de Pedroso, ela ganhou dois títulos mundiais consecutivos indoor, dois títulos mundiais consecutivos ao ar livre e melhorou sua marca pessoal (PB) de 14,20m para 15,43m. Mas o que ele ensinou a ela desde 2015 vai muito além do salto triplo.

“Sinto muito amor quando falo sobre ele”, disse ela. “O que aprendi com ele é a força para poder voltar, a humildade, a alegria simples de treinar e de administrar os problemas.

“Aconteça o que acontecer, eu sei que Ivan estará lá comigo. Ele é um treinador para mim, mas não só isso, ele é como uma figura paterna e sabemos que juntos, com o amor pelo esporte que praticamos, podemos ir muito longe ”.



Na noite do encontro do World Athletics Indoor Tour em Madrid, em fevereiro, Pedroso estava mais nervoso do que Rojas quando eles apareceram na arena do Polideportivo Gallur.

“Isso denotava que algo especial estava no ar”, disse ela.

Ela havia feito o suficiente para garantir a vitória no segundo salto, então saltou 15,29m no quarto salto, mas depois de errar em sua quinta tentativa, parecia que sua chance de atingir o recorde mundial indoor de 15,36m estava se esvaindo. Mas com todos os olhos focados na pista de salto triplo, ela acertou em cheio sua tentativa final de pular, pular e pular para os livros de história.

“Foi um dia perfeito”, disse ela. “A multidão estava lá, o estádio estava cheio e cada pessoa estava me olhando. Acho que o que fez a diferença foi o quanto eu estava focado nos saltos e não no desempenho. Esqueci completamente qualquer marca, qualquer recorde mundial. ”



Yulimar Rojas em ação nos Jogos Olímpicos Rio 2016 (© AFP / Getty Images)

Tendo se tornado a primeira mulher venezuelana a ganhar uma medalha olímpica de prata  com seu salto triplo em 2016, havia grandes esperanças de que Rojas se tornasse a primeira mulher medalhista de ouro do país em Tóquio. Mas com esses jogos adiados, ela está feliz por ser paciente.

“Esperei quatro anos pelas Olimpíadas, mas elas continuam sendo meu foco principal em 2021”, disse ela. “Todos os dias eu acordo para esse alvo. A energia e o foco não mudaram e nunca deixaram meu corpo. Acredito que 2021 será ainda melhor para mim e estou pronto para dar o meu melhor nos Jogos Olímpicos. ”

Após férias de final de temporada e algum tempo em casa na Venezuela, Rojas retornará em breve à Espanha para começar a treinar sob a supervisão de Pedroso, preparando-se para ser ainda melhor em 2021.

“É obviamente um ano muito importante, mas o mais importante para mim é ser saudável e competitiva. Preciso estar psicologicamente e fisicamente no melhor da minha forma, para treinar a 100 por cento e competir a 100 por cento. ”

Faça isso e os dois objetivos principais em sua mente - ouro olímpico e o recorde mundial de 15,50 m - estarão ao seu alcance.

“Tenho a ambição de chegar lá”, disse ela. "Eu sei que meu coração vai me levar lá."

Cathal Dennehy para o World Athletics

Formato da Wanda Liga de Diamante 2021 continua a ganhar forma


O formato da Wanda Diamond League 
 2021 continua a ganhar forma. Nesta quarta-feira (9), a organização divulgou uma programação completa e detalhada para o ano que vem.

Após uma redução planejada no número de disciplinas para 2020, a série retorna com um programa completo de 32 disciplinas de diamante em 2021.

Em cada disciplina, os atletas competirão por pontos da Diamond League e ao todos serão 13 encontros da série durante o decorrer da temporada.

Cada reunião da série será transmitido pela TV com um programa de duas horas de duração e terá pelo menos 13 disciplinas de diamante.

Ao final dos 13 encontros, os atletas com mais pontos em cada disciplina de diamantes se classificam para uma vaga na final da Wanda Diamond League, a realizar-se em Zurique.

A final de dois dias será o único encontro a receber todas as modalidades de diamantes, com todos os 32 campeões da Wanda Diamond League a serem coroados e premiados no Estádio Letzigrund em 9 de setembro.

O calendário da temporada e a alocação de disciplinas permanecem provisórios e sujeitos a alterações de acordo com a situação global de saúde em 2021.

Uma lista de disciplinas para cada reunião também estará disponível na página 'programa e resultados' no site de cada reunião individual.

Veja o calendário de competições:

https://www.worldathletics.org/competitions/diamond-league/calendar/2021

Wanda Diamond League

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Anuncio do COI prevê inclusão de novos esportes, igualdade de gênero, redução de modalidades e de participantes para Paris 2024

Marcha Atlética Masculina de 50 km e Karatê não serão parte do Programa. 

O anuncio do Comitê Olímpico Internacional  sobre os Jogos Olímpicos de 2024 em Paris prevê inclusão de novos esportes, igualdade de gênero, redução de modalidades e de participantes.

Igualdade de gênero e juventude no centro do programa de esportes olímpicos de Paris 2024

 

A Diretoria Executiva (EB) do Comitê Olímpico Internacional (COI) aprovou nesta segunda-feira 7 de dezembro, o programa do evento e as cotas de atletas para os Jogos Olímpicos Paris 2024, que estão centrados na igualdade de gênero e na juventude.

 

Skate, escalada esportiva, surfe e breakdance foram confirmados como esportes adicionais propostos pelo Comitê Organizador de Paris 2024. Essa nova flexibilidade faz parte das reformas da Agenda Olímpica 2020. 


Segundo o COI a decisão ajudará a tornar os Jogos Olímpicos de Paris 2024 adequados para um mundo pós Corona Vírus.


De acordo com as recomendações da Comissão do Programa Olímpico, as principais características do programa Olímpico de Paris 2024 incluem:

 

- Exatamente 50 por cento de participação masculina e feminina, na sequência da igualdade de gênero já alcançada para Tóquio 2020, que terá 48,8 por cento de participação feminina.

 

- Crescimento de eventos mistos de gênero, de 18 para 22, em comparação com Tóquio 2020.

 

- Skate, escalada esportiva, surf e breakdance confirmados como esportes adicionais com base em uma proposta do Paris 2024. Breakdance fará sua estreia olímpica.

 

- Redução da cota geral de atletas (incluindo todos os novos esportes) para exatamente 10.500.

 

- Redução do número total de eventos, com um programa final de 329 eventos.

 

“Com este programa, estamos tornando os Jogos Olímpicos de Paris 2024 adequados para o mundo pós Corona Vírus Estamos reduzindo ainda mais o custo e a complexidade de hospedar os Jogos. Embora alcancemos a igualdade de gênero já nos próximos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, veremos pela primeira vez na história olímpica a participação exatamente do mesmo número de atletas femininas e atletas masculinos. Também há um grande foco na juventude ”, disse o presidente do COI, Thomas Bach.


O programa completo dos Jogos Olímpicos Paris 2024 está disponível aqui:

https://stillmedab.olympic.org/media/Document%20Library/OlympicOrg/News/2020/12/Paris-2024-Event-Programme.pdf#_ga=2.100821321.956502540.1607433915-822724490.1607433915


Igualdade de Gênero


Os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 no próximo ano serão os primeiros Jogos Olímpicos com igualdade de gênero, com uma participação geral de 48,8 por cento feminina, que será aumentada ainda mais em Paris 2024, atingindo o mesmo número de atletas masculinos e femininos pela primeira vez na história dos Jogos Olímpicos.

 

O atletismo, o boxe e o ciclismo alcançarão a plena igualdade de gênero pela primeira vez em Paris 2024, o que significa que 28 dos 32 esportes no programa Paris 2024 serão totalmente equilibrados em termos de gênero.

 

Paris 2024 também marcará um crescimento em eventos mistos no programa, em comparação com Tóquio 2020, de 18 a 22.

 

Quotas para atletas


A quota de 10.500 atletas definida para Paris 2024, incluindo novos esportes, levará a uma redução geral no número de atletas - 592 a menos em comparação com Tóquio 2020 (11.092). Isso também levará a uma redução no número de oficiais e, portanto, no tamanho geral e na complexidade dos Jogos.

 

A redução entre os 28 esportes foi proporcional e focada naqueles que podem absorver melhor a redução, mantendo a universalidade dos Jogos, conforme detalhado a seguir:


Levantamento de Peso

 

A maior redução de cotas foi feita no levantamento de peso, que também teve quatro eventos retirados do programa. O esporte passou a ter cinco provas por gênero, com cota de 120 atletas, ante 196 em Tóquio (e antes disso, 260 no Rio 2016), com as categorias de peso específicas a serem definidas pela IWF no quarto trimestre de 2021 .

 

Ao tomar suas decisões sobre levantamento de peso, o CE do COI considerou suas fortes preocupações com relação à governança da Federação Internacional de Levantamento de Peso (IWF) e a história de doping do esporte. Também reiterou que o lugar do levantamento de peso no programa dos Jogos Olímpicos Paris 2024 continua a ser objeto de revisão contínua pelo COI.

 

Boxe

 

A segunda maior redução foi feita no boxe. Ao mesmo tempo, o esporte alcançará plena igualdade de gênero na participação de atletas pela primeira vez em Paris 2024, promovendo um programa equilibrado de gênero com sete eventos masculinos e seis femininos, com as classes de peso específicas a serem definidas pelo EB do COI no quarto trimestre de 2021.

 

Ao tomar sua decisão sobre o boxe, o CE do COI levou em consideração as preocupações atuais sobre a Associação Internacional de Boxe (AIBA). O reconhecimento da Federação foi suspenso pelo COI. Ao mesmo tempo, o COI refletiu seu compromisso de proteger os atletas da comunidade de boxe.

 

Eventos e abordagem focada na Juventude


No mundo pós-COVID-19, limitar o número geral de eventos é um elemento-chave para conter o crescimento do programa olímpico, bem como custos adicionais. Embora os IFs tenham solicitado um total de 41 eventos adicionais, o CE do COI decidiu não aumentar o número de eventos em qualquer um dos 28 esportes do programa inicial, garantindo uma abordagem justa e objetiva na aplicação deste princípio à sua revisão do evento programa.

 

Além disso, o EB do COI se esforçou para oferecer mais garantias aos atletas durante esse momento difícil, de acordo com a abordagem de “os atletas em primeiro lugar” do COI e do Comitê Organizador Paris 2024. Portanto, reteve a grande maioria dos eventos atuais, dado o curto período de três anos entre os Jogos Olímpicos de Tóquio e Paris 2024.

 

Como resultado dessas considerações, o número geral de eventos será reduzido de 339 para 329 em comparação com Tóquio 2020.

 

Foram confirmados os quatro esportes propostos pelo Comitê Organizador Paris 2024: skate, escalada esportiva, surfe e breakdance, que fará sua estreia olímpica, aproveitando o sucesso do esporte nos Jogos Olímpicos da Juventude Buenos Aires 2018.


O breakdance tem sido um  dos mais polêmicos, dado que seus detratores o consideram como uma forma de dança e não como um esporte em si, e que faz sua estreia diretamente em competição antes inclusive de ser esporte de exibição em outros Jogos Olímpicos prévios, como os demais.

 

Além disso, o conceito de esporte urbano foi expandido, apresentando eventos focados na juventude que são inclusivos, envolventes e podem ser praticados fora das arenas convencionais.

 

Os oito eventos a seguir foram incluídos no programa, substituindo os eventos existentes, em cada caso para garantir que não haja aumento no número de eventos:

 

- 1 novo evento misto no atletismo para substituir a Marcha Atlética Masculina de 50 km

 

- 1 nova categoria de peso feminino no boxe para substituir 1 categoria de peso masculino

 

- 2 eventos extremos de canoagem slalom para substituir 2 eventos de canoagem sprint

 

- 3 novos eventos mistos na vela (incluindo kiteboarding misto e 470 misto - bote de duas pessoas), para substituir 1 masculino e 1 feminino 470 - eventos de barco para duas pessoas e Finn Masculino - bote de uma pessoa

 

- 1 novo evento de equipe mista skeet no tiro para substituir o evento de equipe mista de armadilha.

 

Atletismo

 

O EB do COI elogiou o compromisso do Atletismo Mundial em alcançar a plena igualdade de gênero tanto em quotas de atletas quanto em números de eventos. No entanto, com o objetivo de não aumentar o tamanho geral dos Jogos Olímpicos, o CE decidiu manter o mesmo número de eventos de atletismo no programa Olímpico de Tóquio 2020 (48), oferecendo a oportunidade ao Atletismo Mundial de substituir a prova masculina de 50 km evento de Marcha Atlética por um novo evento misto.

 

Este evento de gênero misto substituto pode ser um evento de caminhada ou um evento de pista, desde que o formato do evento e da competição se encaixem no local / percursos existentes.

 

O CE também reconheceu a necessidade de fornecer o tempo adicional necessário para o Atletismo Mundial finalizar sua proposta para um evento misto que atenderia aos requisitos mencionados acima e, portanto, deu um prazo até 31 de maio de 2021 para a World Athletics confirmar a proposta do evento específico .

 

Velas

 

O EB do COI apoiou a introdução do kitsurfe misto e dos eventos mistos de 470 - bote de duas pessoas, mas decidiu revisar o evento offshore misto para avaliar adequadamente as principais considerações em torno do custo, segurança e proteção dos atletas.

 

A proposta do evento específico será decidida até 31 de maio de 2021.

 

A Experiência


O programa olímpico é desenvolvido em consulta com o Comitê Organizador Paris 2024, Federações Internacionais (IFs), Comitês Olímpicos Nacionais (CONs) e atletas, e finalizado pelo Conselho Executivo do COI sob as recomendações da Comissão do Programa Olímpico.

 

Como consequência da situação excepcional causada pela pandemia COVID-19, o COI e o Paris 2024 se comprometeram a reduzir o custo e a complexidade dos Jogos Olímpicos.

 

Essa prioridade, em linha com a Agenda Olímpica 2020, foi comunicada aos IFs em junho de 2020, quando o CE do COI reiterou a importância vital de reduzir o custo e a complexidade de sediar os Jogos Olímpicos.


O Karaté, modalidade estreante nos Jogos em Tóquio não estará presente em Paris 2024 e o aspirante handebol de praia não foi aprovado.

 

A respeito do anuncio do COI a World Athletics postou uma Declaração do Atletismo Mundial no seu site oficial, onde reconhece que o cross country é um esporte emocionante e de rápido crescimento em todo o mundo, e que por isso a comunidade atlética, representada pela entidade, sente-se claramente desapontada por não estar presente nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, ainda mais devido à herança do cross country na França nos Jogos Olímpicos de Paris 1924 e confia na inclusão da prova em futuros Jogos Olímpicos.

 

Em relação à Marcha Atlética frisou que serão consultados os atletas e a Comissão de Competição para desenvolver um evento que possa contar com homens e mulheres. O COI sugeriu que este poderia ser qualquer evento de gênero misto usando qualquer local atual, no entanto, a entidade está considerando a realização de um evento de caminhada de gênero misto.


A World Athletics lamentou a não inclusão do Cross Country Misto no Programa dos Jogos, tal como havia solicitado. O cross country tinha sido disputado na Olimpíada de Paris em 1924. Porém o COI não atendeu nem o apelo do presidente da World Athletics, Sebastian Coe, que disse  neste ano estar feliz com a perspectiva de a especialidade voltar aos Jogos Olímpicos 100 anos depois. “Meu amor pelo atletismo começou com o cross country. Quando entrei para o meu primeiro clube, o Hallamshire Harriers, corria a prova. Seria extremamente simbólico que a disciplina atlética voltasse ao campo depois de um século”, disse.


 


 


Troféu Brasil Caixa de Atletismo - Oportunidade para os atletas conseguir índices olímpicos

Acontece a partir desta quinta-feira, 10 até domingo 13 de dezembro o Troféu Brasil Caixa de Atletismo no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, em São Paulo, com a presença de 770 atletas e transmissão da TV.

A esperada competição interclube mais importante da América Latina será mais uma oportunidade para os atletas brasileiros conseguir o índice olímpico para Tóquio 2021.

A XXXIX edição do  Troféu Brasil Caixa de Atletismo terá a participação de 770 atletas, de 130 equipes diferentes, em representação de 23 Estados e o Distrito Federal, e será realizado de quinta-feira (10/12) a domingo (13/12), no estádio do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, na Vila Clementino, em São Paulo.

Entre os atletas que lutam pelo índice estão o paulista Altobeli Santos da Silva (Pinheiros) e a paranaense Tatiane Raquel da Silva (IPEC). Ambos participaram da prova dos 3.000 m com obstáculos, do GP Brasil, disputado no Centro Olímpico, no dia 6 de dezembro, e correram para 8min32s71 e 10min05s03, respectivamente.


Altobeli disputa 3.000 m com obstáculos (Foto: Wagner Carmo/CBAt)



Tatiane vence a prova dos 3.000 m com obstáculos no GP Brasil Caixa de Atletismo - World Athletics Continental Tour - Foto Wagner Carmo/ CBAt

Altobeli almeja correr a prova em menos de 8min22s00 e Tatiane em menos de 9min30s00 que são os índices olímpicos exigidos.

As provas dos 3.000 m com obstáculos do Troféu Brasil estão marcadas para a tarde de sexta-feira (11/12). A final feminina será às 16:45 e a final por tempo no masculino ocorrerá a partir das 17 horas.

Em 2019 a competição foi disputada em Bragança Paulista (SP), quando o Clube Pinheiros conquistou o quarto título seguido do Troféu Brasil, somando 550,5 pontos na classificação geral, sendo 334,5 pontos no masculino e 216 pontos no feminino.

Devido às restrições impostas pela pandemia de Covid 19 a competição não será aberta ao público. Os fãs do atletismo poderão acompanhar as disputas ao vivo de duas maneiras: pelo canal a cabo BandSports ou pela internet, na plataforma streaming do Canal Atletismo da TVNSports no link: https://canalatletismo.tvnsports.com.br/, de forma gratuita.


Confira aqui o Programa Horário:

http://www.cbat.org.br/novo/competicoes/trofeu/resultados.php


 

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